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Cunha prorroga prazo de indicação para a comissão do impeachment
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), prorrogou para as 13h desta quinta-feira (17) o prazo para que os partidos indiquem os deputados que vão integrar a comissão do impeachment. A comissão deve ser instalada ainda nesta quinta-feira, com a eleição de presidente e relator. Os dois principais partidos governistas já divulgaram seus nomes. Nas oito vagas do PMDB, cinco são mais alinhados ao governo e três declaradamente pró-impeachment. Nas oito do PT estão o ex-ministro de Dilma Pepe Vargas (RS) e o deputado Wadih Damous (RJ), espécie de coordenador jurídico da bancada.
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Cunha prorroga prazo de indicação para a comissão do impeachmentO presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), prorrogou para as 13h desta quinta-feira (17) o prazo para que os partidos indiquem os deputados que vão integrar a comissão do impeachment. A comissão deve ser instalada ainda nesta quinta-feira, com a eleição de presidente e relator. Os dois principais partidos governistas já divulgaram seus nomes. Nas oito vagas do PMDB, cinco são mais alinhados ao governo e três declaradamente pró-impeachment. Nas oito do PT estão o ex-ministro de Dilma Pepe Vargas (RS) e o deputado Wadih Damous (RJ), espécie de coordenador jurídico da bancada.
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Governo federal anunciará deficit de R$ 149,7 bilhões do INSS em 2016
O governo federal anunciará nesta quinta-feira (26) que o deficit do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ficou em R$ 149,7 bilhões em 2016. O secretário de Previdência, Marcelo Caetano, concederá entrevista coletiva à imprensa na manhã desta quinta-feira para apresentar os números do Regime Geral de Previdência Social do ano passado. O governo projetava um deficit do INSS de R$ 151,9 bilhões para 2016, segundo o último relatório de avaliação de receitas e despesas, referente ao 5º bimestre do ano passado. ROMBO DA PREVIDÊNCIA DISPARA - Em R$ bilhões A Previdência deve ser responsável por cerca de 90% do deficit total nas contas do governo federal em 2016, cujo resultado será anunciado na próxima segunda-feira (30). Na última avaliação, feita em dezembro, o governo projetava um rombo total de R$ 167 bilhões, que inclui, além do INSS, o Tesouro Nacional e o Banco Central. A previdência urbana apresentou um deficit de R$ 46,3 bilhões, depois de sete anos com resultado positivo. A previdência rural registrou um saldo negativo de R$ 103,4 bilhões. A área urbana foi deficitária de 1985 até 2008. A partir de 2009, o aumento do emprego com carteira assinada contribuiu para acabar com o deficit. Os bons resultados na área urbana ajudaram a segurar o crescimento do deficit da Previdência nos últimos anos. Diante do crescimento do deficit da Previdência, o governo do presidente Michel Temer anunciou no fim do ano passado uma proposta de reforma nas regras de aposentadoria e pensão do INSS e também dos servidores públicos. O texto, que depende de aprovação do Congresso Nacional, define idade de 65 anos e 25 anos de contribuição como condições mínimas para a aposentadoria de todos os trabalhadores, homens ou mulheres, incluindo funcionários públicos. Para receber o valor máximo a que tem direito, no entanto, o trabalhador terá que contribuir com a Previdência por 49 anos se o Congresso aprovar o plano do governo. A proposta só assegura benefício equivalente a 51% da média salarial, mais 1% por ano de contribuição. Uma pessoa que se aposentasse com o requisito mínimo (65 anos de idade e 25 de contribuição) receberia 76% do valor. Os outros 24% dependeriam de mais 24 anos de contribuição. A PEC prevê uma regra de transição para homens com 50 anos de idade ou mais e mulheres de 45 anos ou mais. Eles teriam que pagar uma espécie de pedágio para poder se aposentar, trabalhando 50% mais tempo do que o que faltar pelas regras atuais. Uma pessoa que estiver a um ano da aposentadoria na data da promulgação da PEC teria de trabalhar um ano e meio para se aposentar. Pessoas que entrarem na transição, no entanto, também teriam de seguir a nova fórmula de cálculo dos benefícios. A PEC também prevê um gatilho para elevar a idade mínima com o envelhecimento da população no futuro: sempre que a expectativa de sobrevida após os 65 anos aumentar um ano, a idade mínima subiria um ano. De acordo com as projeções do governo, a idade mínima poderia chegar a 67 em 2060.
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Governo federal anunciará deficit de R$ 149,7 bilhões do INSS em 2016O governo federal anunciará nesta quinta-feira (26) que o deficit do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ficou em R$ 149,7 bilhões em 2016. O secretário de Previdência, Marcelo Caetano, concederá entrevista coletiva à imprensa na manhã desta quinta-feira para apresentar os números do Regime Geral de Previdência Social do ano passado. O governo projetava um deficit do INSS de R$ 151,9 bilhões para 2016, segundo o último relatório de avaliação de receitas e despesas, referente ao 5º bimestre do ano passado. ROMBO DA PREVIDÊNCIA DISPARA - Em R$ bilhões A Previdência deve ser responsável por cerca de 90% do deficit total nas contas do governo federal em 2016, cujo resultado será anunciado na próxima segunda-feira (30). Na última avaliação, feita em dezembro, o governo projetava um rombo total de R$ 167 bilhões, que inclui, além do INSS, o Tesouro Nacional e o Banco Central. A previdência urbana apresentou um deficit de R$ 46,3 bilhões, depois de sete anos com resultado positivo. A previdência rural registrou um saldo negativo de R$ 103,4 bilhões. A área urbana foi deficitária de 1985 até 2008. A partir de 2009, o aumento do emprego com carteira assinada contribuiu para acabar com o deficit. Os bons resultados na área urbana ajudaram a segurar o crescimento do deficit da Previdência nos últimos anos. Diante do crescimento do deficit da Previdência, o governo do presidente Michel Temer anunciou no fim do ano passado uma proposta de reforma nas regras de aposentadoria e pensão do INSS e também dos servidores públicos. O texto, que depende de aprovação do Congresso Nacional, define idade de 65 anos e 25 anos de contribuição como condições mínimas para a aposentadoria de todos os trabalhadores, homens ou mulheres, incluindo funcionários públicos. Para receber o valor máximo a que tem direito, no entanto, o trabalhador terá que contribuir com a Previdência por 49 anos se o Congresso aprovar o plano do governo. A proposta só assegura benefício equivalente a 51% da média salarial, mais 1% por ano de contribuição. Uma pessoa que se aposentasse com o requisito mínimo (65 anos de idade e 25 de contribuição) receberia 76% do valor. Os outros 24% dependeriam de mais 24 anos de contribuição. A PEC prevê uma regra de transição para homens com 50 anos de idade ou mais e mulheres de 45 anos ou mais. Eles teriam que pagar uma espécie de pedágio para poder se aposentar, trabalhando 50% mais tempo do que o que faltar pelas regras atuais. Uma pessoa que estiver a um ano da aposentadoria na data da promulgação da PEC teria de trabalhar um ano e meio para se aposentar. Pessoas que entrarem na transição, no entanto, também teriam de seguir a nova fórmula de cálculo dos benefícios. A PEC também prevê um gatilho para elevar a idade mínima com o envelhecimento da população no futuro: sempre que a expectativa de sobrevida após os 65 anos aumentar um ano, a idade mínima subiria um ano. De acordo com as projeções do governo, a idade mínima poderia chegar a 67 em 2060.
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Em busca do azeite perfeito, cientistas analisam genoma da oliveira
Na busca da perfeita azeitona e do mais puro óleo, uma equipe de pesquisadores espanhóis sequenciou o genoma da oliveira, que provavelmente é a árvore mais antiga que foi domesticada pelo ser humano. A domesticação da oliveira, nome científico Olea europaea, ocorreu há cerca de 6.000 anos. O espécime sequenciado é da variedade conhecida como Farga, típica do leste da Espanha, e tem idade estimada em 1.200 anos. É difícil achar uma árvore tão emblemática de uma região como é a oliveira, típica de países do sul da Europa, e com grande importância na dieta e na economia de países como Itália, Grécia, Portugal e notadamente Espanha, país que responde por quase um terço dos três milhões de toneladas de óleo de oliva produzidas por ano. A análise do genoma vai permitir estudar as diferenças entre variedades, tamanhos e sabores das azeitonas, assim como entender a alta longevidade da árvore, e sua incrível capacidade de adaptação a terrenos áridos. ONDE ESTÃO AS AZEITONAS Outro objetivo é encontrar maneiras de proteger as oliveiras de infecções que causam grande danos, como ataques pela bactéria Xilella fastidiosa e o fungo Verticillium dhailae. Linhagens da X. fastidiosa atacam vinhedos na Califórnia, laranjais no Brasil, e também são responsáveis por um surto infeccioso em oliveiras na região da Apúlia, sul da Itália. O genoma da bactéria que causa a praga do amarelinho na laranjeira foi sequenciado por um consórcio de pesquisadores paulistas financiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e publicado na revista científica "Nature" em 2000. Já o genoma da oliveira foi desvendado por pesquisadores de várias instituições, como o Centro para Regulação Genômica (CRG), de Barcelona e o Real Jardim Botânico, de Madri. A pesquisa foi financiada pelo Banco Santander; os resultados foram publicados na revista científica de acesso aberto "GigaScience". "No que diz respeito a várias doenças das oliveiras, o nosso consórcio não começou a estudar as interações patógeno-hospedeiro, mas esperamos que o acesso ao genoma da oliva acelere essa investigação", diz Tyler Alioto, pesquisador do CRG. "É uma planta muito difícil para aperfeiçoar, pois é preciso esperar pelo menos doze anos para ver que características morfológicas ela terá, e se é aconselhável fazer cruzamentos", diz o principal autor do artigo, Toni Gabaldón, também do CRG. Segundo Pablo Vargas, do Jardim Botânico, coordenador do sequenciamento, existem três fases do sequenciamento de um genoma. "Primeiro, é preciso isolar todos os genes, algo que eles já tinham publicado há dois anos. Segundo, montar o genoma, o que significa ordenar esses genes um atrás do outro, como ligar frases soltas de um livro. E por último, identificar todos os genes, ou encadernar o livro. Essas duas últimas fases é que são apresentadas agora. Foram encontrados 56.349 genes, bem mais do que em sequenciamento de plantas semelhantes, e o dobro do número de genes do genoma humano. O número elevado de genes talvez esteja ligado à grande longevidade da árvore, que pode viver entre 3.000 a 4.000 anos. "Mais genes equivale a mais matéria prima para evolução. Apesar de nós não sabermos exatamente, podemos especular que alguns dos genes extras estão envolvidos nas adaptações específicas de oliveiras. Nós, e eu tenho certeza que muitos outros, vamos estudar isso no futuro", conclui o pesquisador. O genoma vai ajudar no entendimento da história evolutiva da oliveira –pode eluciar, por exemplo como as diferentes variedades de oliveiras se adaptam a variadas condições ambientais. A convivência do homem com a planta na bacia do Mediterrâneo vem desde a Idade do Bronze, o que explica por que existem mais de mil variedades de oliveiras na região. Com seus 1.200 anos de idade, o espécime sequenciado é o organismo vivo mais antigo do qual se extraiu o genoma. E ela promete viver pelo menos outros 1.200 anos mais.
ciencia
Em busca do azeite perfeito, cientistas analisam genoma da oliveiraNa busca da perfeita azeitona e do mais puro óleo, uma equipe de pesquisadores espanhóis sequenciou o genoma da oliveira, que provavelmente é a árvore mais antiga que foi domesticada pelo ser humano. A domesticação da oliveira, nome científico Olea europaea, ocorreu há cerca de 6.000 anos. O espécime sequenciado é da variedade conhecida como Farga, típica do leste da Espanha, e tem idade estimada em 1.200 anos. É difícil achar uma árvore tão emblemática de uma região como é a oliveira, típica de países do sul da Europa, e com grande importância na dieta e na economia de países como Itália, Grécia, Portugal e notadamente Espanha, país que responde por quase um terço dos três milhões de toneladas de óleo de oliva produzidas por ano. A análise do genoma vai permitir estudar as diferenças entre variedades, tamanhos e sabores das azeitonas, assim como entender a alta longevidade da árvore, e sua incrível capacidade de adaptação a terrenos áridos. ONDE ESTÃO AS AZEITONAS Outro objetivo é encontrar maneiras de proteger as oliveiras de infecções que causam grande danos, como ataques pela bactéria Xilella fastidiosa e o fungo Verticillium dhailae. Linhagens da X. fastidiosa atacam vinhedos na Califórnia, laranjais no Brasil, e também são responsáveis por um surto infeccioso em oliveiras na região da Apúlia, sul da Itália. O genoma da bactéria que causa a praga do amarelinho na laranjeira foi sequenciado por um consórcio de pesquisadores paulistas financiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e publicado na revista científica "Nature" em 2000. Já o genoma da oliveira foi desvendado por pesquisadores de várias instituições, como o Centro para Regulação Genômica (CRG), de Barcelona e o Real Jardim Botânico, de Madri. A pesquisa foi financiada pelo Banco Santander; os resultados foram publicados na revista científica de acesso aberto "GigaScience". "No que diz respeito a várias doenças das oliveiras, o nosso consórcio não começou a estudar as interações patógeno-hospedeiro, mas esperamos que o acesso ao genoma da oliva acelere essa investigação", diz Tyler Alioto, pesquisador do CRG. "É uma planta muito difícil para aperfeiçoar, pois é preciso esperar pelo menos doze anos para ver que características morfológicas ela terá, e se é aconselhável fazer cruzamentos", diz o principal autor do artigo, Toni Gabaldón, também do CRG. Segundo Pablo Vargas, do Jardim Botânico, coordenador do sequenciamento, existem três fases do sequenciamento de um genoma. "Primeiro, é preciso isolar todos os genes, algo que eles já tinham publicado há dois anos. Segundo, montar o genoma, o que significa ordenar esses genes um atrás do outro, como ligar frases soltas de um livro. E por último, identificar todos os genes, ou encadernar o livro. Essas duas últimas fases é que são apresentadas agora. Foram encontrados 56.349 genes, bem mais do que em sequenciamento de plantas semelhantes, e o dobro do número de genes do genoma humano. O número elevado de genes talvez esteja ligado à grande longevidade da árvore, que pode viver entre 3.000 a 4.000 anos. "Mais genes equivale a mais matéria prima para evolução. Apesar de nós não sabermos exatamente, podemos especular que alguns dos genes extras estão envolvidos nas adaptações específicas de oliveiras. Nós, e eu tenho certeza que muitos outros, vamos estudar isso no futuro", conclui o pesquisador. O genoma vai ajudar no entendimento da história evolutiva da oliveira –pode eluciar, por exemplo como as diferentes variedades de oliveiras se adaptam a variadas condições ambientais. A convivência do homem com a planta na bacia do Mediterrâneo vem desde a Idade do Bronze, o que explica por que existem mais de mil variedades de oliveiras na região. Com seus 1.200 anos de idade, o espécime sequenciado é o organismo vivo mais antigo do qual se extraiu o genoma. E ela promete viver pelo menos outros 1.200 anos mais.
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TCE manda Sabesp refazer edital de interligação do sistema Cantareira
O Tribunal de Contas do Estado decidiu nesta quarta-feira (18) que a Sabesp, empresa de saneamento estadual, deve refazer o seu edital de contratação da obra de interligação entre a bacia do rio Paraíba do Sul e o sistema Cantareira. Orçada em R$ 830,5 milhões, a obra é uma das maiores planejadas pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB) para os próximos anos e deve dar maior disponibilidade de água ao maior reservatório da Grande São Paulo. A decisão atende ao pedido de impugnação da empresa Queiroz Galvão que discorda do edital de contratação. Um dos pontos questionados pela empresa é a contratação de uma empresa ou consórcio para toda a obra, desde a elaboração de projeto básico e executivo, até a execução da interligação. Outro ponto são as exigências técnicas pedidas pela Sabesp. Outro problema do edital, segundo a construtora, é que as exigências muito excessivas, o que poderia viciar o edital. A OBRA A transposição consiste na implantação de adutoras, túneis e estações elevatórias para uma vazão média anual de até 8,5 mil litros por segundo de água da represa do Jaguari para a represa de Atibainha, pertencente ao Cantareira. Esse projeto é antigo e enfrentava resistência de integrantes da bacia do rio Paraíba do Sul, responsável pelo abastecimento da região do Vale Paraibano e da região metropolitana do Rio de Janeiro, por meio do rio Guandu. Somente agora, com a maior seca dos últimos 84 anos, que resultou na crise hídrica, é que houve um acordo entre os Estados de São Paulo e do Rio, junto com o governo federal, para realização da obra.
cotidiano
TCE manda Sabesp refazer edital de interligação do sistema CantareiraO Tribunal de Contas do Estado decidiu nesta quarta-feira (18) que a Sabesp, empresa de saneamento estadual, deve refazer o seu edital de contratação da obra de interligação entre a bacia do rio Paraíba do Sul e o sistema Cantareira. Orçada em R$ 830,5 milhões, a obra é uma das maiores planejadas pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB) para os próximos anos e deve dar maior disponibilidade de água ao maior reservatório da Grande São Paulo. A decisão atende ao pedido de impugnação da empresa Queiroz Galvão que discorda do edital de contratação. Um dos pontos questionados pela empresa é a contratação de uma empresa ou consórcio para toda a obra, desde a elaboração de projeto básico e executivo, até a execução da interligação. Outro ponto são as exigências técnicas pedidas pela Sabesp. Outro problema do edital, segundo a construtora, é que as exigências muito excessivas, o que poderia viciar o edital. A OBRA A transposição consiste na implantação de adutoras, túneis e estações elevatórias para uma vazão média anual de até 8,5 mil litros por segundo de água da represa do Jaguari para a represa de Atibainha, pertencente ao Cantareira. Esse projeto é antigo e enfrentava resistência de integrantes da bacia do rio Paraíba do Sul, responsável pelo abastecimento da região do Vale Paraibano e da região metropolitana do Rio de Janeiro, por meio do rio Guandu. Somente agora, com a maior seca dos últimos 84 anos, que resultou na crise hídrica, é que houve um acordo entre os Estados de São Paulo e do Rio, junto com o governo federal, para realização da obra.
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Erramos: 'Turismo' mostra passo a passo para tirar visto e passaporte e tira dúvidas
Diferentemente do informado no texto 'Turismo' mostra passo a passo para tirar visto e passaporte e tira dúvidas", publicado na versão impressa e no site da Folha (Turismo - 19/03/2015 - 02h00), o prazo de validade do passaporte é de cinco anos. O decreto que muda para dez anos já foi publicado, mas a medida está em estudo e não há prazo para implementá-la. O texto foi corrigido.
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Erramos: 'Turismo' mostra passo a passo para tirar visto e passaporte e tira dúvidasDiferentemente do informado no texto 'Turismo' mostra passo a passo para tirar visto e passaporte e tira dúvidas", publicado na versão impressa e no site da Folha (Turismo - 19/03/2015 - 02h00), o prazo de validade do passaporte é de cinco anos. O decreto que muda para dez anos já foi publicado, mas a medida está em estudo e não há prazo para implementá-la. O texto foi corrigido.
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Repórteres defendem publicidade dada à investigação da Lava Jato
Na quarta mesa do Encontro Folha de Jornalismo, que acontece no MIS (Museu da Imagem e do Som) nesta sexta (19), jornalistas investigativos debateram os impactos e os desafios da operação Lava Jato, que apura um dos maiores escândalos de corrupção do mundo envolvendo a estatal brasileira Petrobras.Mediado pela colunista da Folha Mônica Bergamo, o painel teve a participação dos jornalistas investigativos Mario Cesar Carvalho, da Folha, e Thiago Herdy, de "O Globo" e presidente da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo).Respondendo a perguntas da plateia, os repórteres defenderam a publicidade dada ao processo pelo juiz federal Sergio Moro como forma de impedir o uso político do caso. Para eles, até o momento, não há sinais de que a investigação seja conduzida somente para perseguir políticos do PT ou à base de apoio do governo.Leia mais em http://folha.com/no1741083
tv
Repórteres defendem publicidade dada à investigação da Lava JatoNa quarta mesa do Encontro Folha de Jornalismo, que acontece no MIS (Museu da Imagem e do Som) nesta sexta (19), jornalistas investigativos debateram os impactos e os desafios da operação Lava Jato, que apura um dos maiores escândalos de corrupção do mundo envolvendo a estatal brasileira Petrobras.Mediado pela colunista da Folha Mônica Bergamo, o painel teve a participação dos jornalistas investigativos Mario Cesar Carvalho, da Folha, e Thiago Herdy, de "O Globo" e presidente da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo).Respondendo a perguntas da plateia, os repórteres defenderam a publicidade dada ao processo pelo juiz federal Sergio Moro como forma de impedir o uso político do caso. Para eles, até o momento, não há sinais de que a investigação seja conduzida somente para perseguir políticos do PT ou à base de apoio do governo.Leia mais em http://folha.com/no1741083
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Do Morumbi à cracolância, acompanhamos sete dias de protesto
VICENTE VILARDAGA DE SÃO PAULO São Paulo está fervendo. Há sempre algum grupo gritando pela cidade com uma reivindicação urgente. A proliferação de protestos é tão intensa que não é difícil encontrar pelo menos um por dia, como greves, passeatas de qualquer tamanho, panfletagens e ocupações de espaços públicos. A sãopaulo foi às ruas por uma semana, de 10 a 16 de novembro, para procurar essas manifestações pela cidade e seus participantes. Vive-se uma agitada primavera paulistana, quando não faltam problemas de todos os tipos para resolver, demandas políticas, vontade de luta e grande disposição de confronto de ideias. Para completar, há uma falta de perspectiva de entendimento e uma sensação geral de crise. De repente, dobra-se a esquina da rua Anchieta, vindo do Pateo do Collegio, no centro, e aparece um grupo de centenas de funcionários da OAB em greve por causa da perda inesperada de seu plano de saúde. A avenida Paulista foi interrompida duas vezes ao longo da semana. Metalúrgicos, químicos, bancários; todos estão lá. A cada instante, um novo coletivo, minoria, comunidade, grupo político, sindicato decide expressar sua insatisfação. Estão nas ruas pessoas de todos os tipos e credos, desde estudantes do ensino público, professores, mulheres em defesa do direito ao aborto e em luta contra a violência e o racismo, ativistas da melhoria do uso do espaço público, taxistas, ciclistas, trabalhadores do setor privado e do governo, além das turmas mais generalistas do Fora Cunha e Fora Dilma e dos comunistas, monarquistas, religiosos ultraconservadores, saudosos da ditadura e outros, muitos outros. Todos os protestos acompanhados entre os dias 10 e 16 tiveram, no máximo, centenas de participantes. Na casa do milhar, apenas o primeiro deles: a passeata contra a reorganização das escolas públicas estaduais. Em nenhuma passeata ou ocupação acompanhada pela reportagem houve violência. A jornada de manifestações de sete dias começou no Morumbi, passou pelo Pacaembu, Canindé, Piqueri, avenida Paulista, Consolação e praça da Sé e terminou na cracolândia, na região do Bom Retiro. * Terça-feira, 10 de novembro de 2015 Não à reorganização das escolas estaduais Por volta do meio-dia, ônibus cheios de alunos e professores do ensino público estadual começam a chegar à praça em frente ao estádio do Morumbi. São manifestantes convocados pela Apeoesp (sindicato dos professores) para sair em passeata até o Palácio dos Bandeirantes. Vão protestar contra o projeto de reorganização das escolas. Alunos, pais e professores se opõem ao fechamento de 94 escolas e à redução do total de colégios com dois ciclos. A prioridade é separar, em unidades diferentes, o fundamental e o médio. Em meio aos manifestantes, um grupo de 20 estudantes acompanhados de professores da escola Professor Fidelino Figueiredo, no centro, avançava altivo. O colégio passará a atender apenas o ensino médio. Os alunos do fundamental terão a preferência na transferência para a João Kopke, no epicentro da cracolândia, a 2 km de distância. "Mesmo a João Kopke sendo uma excelente escola, é absurdo querer que as crianças caminhem até um lugar de alto risco", disse a professora de história Silvana de Assis, 43, por princípio, contra o fechamento de qualquer escola, que estava no ato com o filho, Antonio Soares, 15, aluno da Fidelino. [Na quinta-feira (19), o governo estadual propôs a suspensão temporária da reorganização da rede de ensino.] - Quarta-feira, 11 de novembro de 2015 Taxistas contra os carros pretos Trinta taxis se espalhavam pela praça Charles Miller, no Pacaembu, às 7h. O céu estava azul e o clima, fresco. Eram os primeiros participantes de mais um ato convocado pelo sindicato dos taxistas contra o aplicativo Uber. Um dos primeiros a chegar foi Fausto Junior. Taxista há 11 meses, ex-comerciante, diz estar cansado de perder clientes em porta de casas noturnas para os carros pretos e luxuosos do aplicativo. Diz que o serviço não paga imposto e que destina todos seus ganhos para fora do Brasil. "Nosso movimento é legalista e nacionalista", explica. Carlos Rubino, conhecido como Rambo pelos seus colegas do ponto em Congonhas, trabalhou como taxista nos EUA e se diz preocupado. "Não tem jeito, é uma bola de neve, se não tirarem o aplicativo do ar, vai ocupar todo o mercado", afirma. "Vi isso acontecendo em Nova York, onde um táxi chegou a valer US$ 1 milhão e hoje não vale nada." O protesto atraiu cerca de 600 taxistas, que lotaram as vagas do estacionamento em frente ao estádio. Cerca de dois terços dos manifestantes vieram de Guarulhos e Congonhas, especialmente afetados pelas novas tecnologias. Às 11h, os taxistas seguiram em carreata para a prefeitura e, depois, para a Secretaria da Segurança Pública para cobrar fiscalização sobre o Uber. - Quinta-feira, 12 de novembro de 2015 Performances, canto e danças pelas mulheres Passava das 17h e a artista plástica e aluna de psicologia Andressa Crossetti, 26, se preparava para participar do ato contra o projeto de lei 5.069, do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que dificulta o aborto legal em caso de estupro. Ela ensaiava, com outras mulheres de seu coletivo feminista, performance que faria no protesto. Usava vestido bege manchado de tinta vermelha, numa metáfora dos abortos "criminosos". "Essa é a minha luta." Em vez de carros de sons ensurdecedores, o que ativava a passeata eram encenações, ensaios de dança e trabalhos coletivos para pintar algumas grandes faixas. Cheios de energia e determinação, dezenas de núcleos feministas se espalhavam por toda a área do vão do Masp. Mulheres de todas as idades, casais, famílias e homens, caso do artista plástico Raul Zito, 33, preparavam-se para protestar. "A questão do aborto, da violência e do racismo não é só das mulheres, mas de todos." Com um megafone, a aluna de serviço social Janaina Oliveira, 26, da Assembleia Nacional dos Estudantes Livres, sentia-se com todos os motivos para participar. "Como mulher, negra e jovem eu não tenho nenhuma perspectiva de futuro a não ser pela luta", explica. Com cantos combativos e coreografias vigorosas, a passeata saiu do Masp e foi até o largo do Paissandu. - Sexta-feira, 13 de novembro de 2015 Bandeiras vermelhas no Fora Cunha Na prática, foi um segundo dia de Fora Cunha, exatamente no mesmo horário e lugar, o vão do Masp. Se o evento contra o PL 5.069 teve uma concentração mais lúdica e performática, o Fora Cunha organizado pela CUT começou de maneira mais tradicional, com bandeiras vermelhas do sindicato dos bancários tremulando na Paulista. O fotógrafo Edouard Fraipont e o filho Yuni estavam entre os manifestantes. Fraipont tentou participar na quinta, mas chegou um pouco atrasado. Decidiu convidar Yuni para o dia seguinte. "O Cunha representa um retrocesso em várias questões. Só apresenta pautas conservadoras, como criar mais restrições ao aborto legal." O bailarino Pedro Costa, 51, e sua mulher, a assistente social Elisa Canola, 31, que carregava o filho Vicente, tinham a mesma opinião. Querem tirar Cunha da política. "É uma liderança reacionária que não tem a melhor noção do que é bom para as mulheres", afirma Elisa. Às 18h, os manifestantes entraram na Paulista e, logo em seguida, pararam diante do Conjunto Nacional, onde uma grande faixa de Fora Cunha foi desenrolada no terraço. Rapidamente, a segurança interveio. A passeata, prevista para descer a Consolação, teve menos integrantes do que o esperado e acabou tomando o caminho da Augusta, com menos impacto para o tráfego. - Sábado, 14 de novembro de 2015 Ocupação de escola, ocupação urbana A professora de história Silvana de Assis, a mesma que estava no ato de terça-feira, começa a manhã com pais de alunos no colégio Professor Fidelino Figueiredo para discutir a transferência para a João Kopke. Muitos pais não permitirão que os filhos façam a caminhada até a cracolândia, caso da analista de meio ambiente Antônia Barros, 62, responsável pelo neto de 12 anos. "Essa reorganização não faz sentido", diz. O movimento de estudantes ganhou fôlego sexta à noite, quando a Justiça suspendeu as reintegrações de posse das escolas ocupadas. Nove delas amanheceram sob controle dos alunos, incluindo a Professor Xavier Antunes, no Piqueri, uma das unidades que o governo pretende fechar. Seus 882 alunos serão redistribuídos em cinco escolas. Beatriz da Silva, 16, e sua mãe, Rosemeire Gomes, 36, estavam em frente à escola, às 15h. "Sou totalmente contra tirar a escola do bairro e jogar nossos filhos para longe", diz Rosemeire. Sábado é dia também de outros tipos de ocupação, como o do Festival Bike Arte, na praça Kantuta, no Pari, para promover a cultura da bicicleta e novos usos do espaço urbano. Estava por ali o ativista Julio Dojcsar com sua Casa Rodante, carro equipado para colar cartazes lambe-lambe com mensagens artísticas pelos muros da cidade. - Domingo, 15 de novembro de 2015 Homenagem ao filósofo de direita O professor de piano Mario Umetsu, 24, é uma unidade política autônoma que organiza seus próprios protestos. Administrador da página Tradição Católica no Facebook, com 6.700 curtidas, circula pela praça da Sé com uma imagem de Nossa Senhora nos braços, bradando ataques ao cardeal e arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, com quem diz ter divergências ideológicas. Por volta das 15h, Umetsu era um dos cerca de 300 participantes de uma manifestação-homenagem ao filósofo Olavo de Carvalho, na Paulista, em frente ao Trianon, onde se viam cartazes como SOS Forças Armadas e Salve o Brasil. O protesto estava conectado com o Fora Dilma, em Brasília, mas tinha agenda própria. Era contra todos os governos e a favor das ideias do filósofo. O caminhão de som comandado por locutores da rádio Vox, autoproclamada a "webrádio mais reaça do Brasil", estampava em sua faixa principal a hashtag #Olavotemrazao. O estudante Danilo Costa, 22, e a artesã Érica Lopes, 29, defensores da monarquia e admiradores de Carvalho, ouviam com atenção as palavras de ordem. "Viemos porque o Brasil está indo para a imoralidade total." O ato dos grupos de direita convivia pacificamente com ciclistas e pedestres na Paulista fechada para os carros. - Segunda-feira, 16 de novembro de 2015 Escolas (de novo), greve e lambe-lambes Pela manhã, dez escolas estavam sob domínio dos alunos, que pressionavam o governo a retroceder na reorganização. Às 7h, a João Kopke, na cracolândia, foi ocupada por uma centena de alunos. Ao mesmo tempo, os 2.500 funcionários da OAB-SP entravam em greve por falta de assistência médica privada desde o colapso da Unimed Paulistana. A sede amanheceu vazia, com seus 300 ocupantes no térreo, na rua Anchieta. Na frente da João Kopke, cerca de 30 pessoas apoiavam a ocupação. A professora de história Maria Aparecida da Silva estava lá, ao lado da professora Silvana de Assis. "Sem alunos do ensino médio essa escola será inviabilizada", previa Maria Aparecida. Às 15h20, o sindicato dos professores computava 19 ocupações. A 400 m da escola, na esquina da Helvétia com a Dino Bueno, via-se estacionada mais uma vez a Casa Rodante de Julio Dojcsar, que também desenvolve projetos para os moradores da cracolândia. Com ele estava o artista plástico Raul Zito, da passeata contra o PL 5.069, colando lambe-lambes nas paredes do Hotel do Cícero, em uma intervenção de baixa intensidade para tentar tornar a vida no bairro melhor. De alguma forma, era mais um pequeno protesto na cidade contra a ordem das coisas, uma espécie de antiprotesto.
saopaulo
Do Morumbi à cracolância, acompanhamos sete dias de protestoVICENTE VILARDAGA DE SÃO PAULO São Paulo está fervendo. Há sempre algum grupo gritando pela cidade com uma reivindicação urgente. A proliferação de protestos é tão intensa que não é difícil encontrar pelo menos um por dia, como greves, passeatas de qualquer tamanho, panfletagens e ocupações de espaços públicos. A sãopaulo foi às ruas por uma semana, de 10 a 16 de novembro, para procurar essas manifestações pela cidade e seus participantes. Vive-se uma agitada primavera paulistana, quando não faltam problemas de todos os tipos para resolver, demandas políticas, vontade de luta e grande disposição de confronto de ideias. Para completar, há uma falta de perspectiva de entendimento e uma sensação geral de crise. De repente, dobra-se a esquina da rua Anchieta, vindo do Pateo do Collegio, no centro, e aparece um grupo de centenas de funcionários da OAB em greve por causa da perda inesperada de seu plano de saúde. A avenida Paulista foi interrompida duas vezes ao longo da semana. Metalúrgicos, químicos, bancários; todos estão lá. A cada instante, um novo coletivo, minoria, comunidade, grupo político, sindicato decide expressar sua insatisfação. Estão nas ruas pessoas de todos os tipos e credos, desde estudantes do ensino público, professores, mulheres em defesa do direito ao aborto e em luta contra a violência e o racismo, ativistas da melhoria do uso do espaço público, taxistas, ciclistas, trabalhadores do setor privado e do governo, além das turmas mais generalistas do Fora Cunha e Fora Dilma e dos comunistas, monarquistas, religiosos ultraconservadores, saudosos da ditadura e outros, muitos outros. Todos os protestos acompanhados entre os dias 10 e 16 tiveram, no máximo, centenas de participantes. Na casa do milhar, apenas o primeiro deles: a passeata contra a reorganização das escolas públicas estaduais. Em nenhuma passeata ou ocupação acompanhada pela reportagem houve violência. A jornada de manifestações de sete dias começou no Morumbi, passou pelo Pacaembu, Canindé, Piqueri, avenida Paulista, Consolação e praça da Sé e terminou na cracolândia, na região do Bom Retiro. * Terça-feira, 10 de novembro de 2015 Não à reorganização das escolas estaduais Por volta do meio-dia, ônibus cheios de alunos e professores do ensino público estadual começam a chegar à praça em frente ao estádio do Morumbi. São manifestantes convocados pela Apeoesp (sindicato dos professores) para sair em passeata até o Palácio dos Bandeirantes. Vão protestar contra o projeto de reorganização das escolas. Alunos, pais e professores se opõem ao fechamento de 94 escolas e à redução do total de colégios com dois ciclos. A prioridade é separar, em unidades diferentes, o fundamental e o médio. Em meio aos manifestantes, um grupo de 20 estudantes acompanhados de professores da escola Professor Fidelino Figueiredo, no centro, avançava altivo. O colégio passará a atender apenas o ensino médio. Os alunos do fundamental terão a preferência na transferência para a João Kopke, no epicentro da cracolândia, a 2 km de distância. "Mesmo a João Kopke sendo uma excelente escola, é absurdo querer que as crianças caminhem até um lugar de alto risco", disse a professora de história Silvana de Assis, 43, por princípio, contra o fechamento de qualquer escola, que estava no ato com o filho, Antonio Soares, 15, aluno da Fidelino. [Na quinta-feira (19), o governo estadual propôs a suspensão temporária da reorganização da rede de ensino.] - Quarta-feira, 11 de novembro de 2015 Taxistas contra os carros pretos Trinta taxis se espalhavam pela praça Charles Miller, no Pacaembu, às 7h. O céu estava azul e o clima, fresco. Eram os primeiros participantes de mais um ato convocado pelo sindicato dos taxistas contra o aplicativo Uber. Um dos primeiros a chegar foi Fausto Junior. Taxista há 11 meses, ex-comerciante, diz estar cansado de perder clientes em porta de casas noturnas para os carros pretos e luxuosos do aplicativo. Diz que o serviço não paga imposto e que destina todos seus ganhos para fora do Brasil. "Nosso movimento é legalista e nacionalista", explica. Carlos Rubino, conhecido como Rambo pelos seus colegas do ponto em Congonhas, trabalhou como taxista nos EUA e se diz preocupado. "Não tem jeito, é uma bola de neve, se não tirarem o aplicativo do ar, vai ocupar todo o mercado", afirma. "Vi isso acontecendo em Nova York, onde um táxi chegou a valer US$ 1 milhão e hoje não vale nada." O protesto atraiu cerca de 600 taxistas, que lotaram as vagas do estacionamento em frente ao estádio. Cerca de dois terços dos manifestantes vieram de Guarulhos e Congonhas, especialmente afetados pelas novas tecnologias. Às 11h, os taxistas seguiram em carreata para a prefeitura e, depois, para a Secretaria da Segurança Pública para cobrar fiscalização sobre o Uber. - Quinta-feira, 12 de novembro de 2015 Performances, canto e danças pelas mulheres Passava das 17h e a artista plástica e aluna de psicologia Andressa Crossetti, 26, se preparava para participar do ato contra o projeto de lei 5.069, do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que dificulta o aborto legal em caso de estupro. Ela ensaiava, com outras mulheres de seu coletivo feminista, performance que faria no protesto. Usava vestido bege manchado de tinta vermelha, numa metáfora dos abortos "criminosos". "Essa é a minha luta." Em vez de carros de sons ensurdecedores, o que ativava a passeata eram encenações, ensaios de dança e trabalhos coletivos para pintar algumas grandes faixas. Cheios de energia e determinação, dezenas de núcleos feministas se espalhavam por toda a área do vão do Masp. Mulheres de todas as idades, casais, famílias e homens, caso do artista plástico Raul Zito, 33, preparavam-se para protestar. "A questão do aborto, da violência e do racismo não é só das mulheres, mas de todos." Com um megafone, a aluna de serviço social Janaina Oliveira, 26, da Assembleia Nacional dos Estudantes Livres, sentia-se com todos os motivos para participar. "Como mulher, negra e jovem eu não tenho nenhuma perspectiva de futuro a não ser pela luta", explica. Com cantos combativos e coreografias vigorosas, a passeata saiu do Masp e foi até o largo do Paissandu. - Sexta-feira, 13 de novembro de 2015 Bandeiras vermelhas no Fora Cunha Na prática, foi um segundo dia de Fora Cunha, exatamente no mesmo horário e lugar, o vão do Masp. Se o evento contra o PL 5.069 teve uma concentração mais lúdica e performática, o Fora Cunha organizado pela CUT começou de maneira mais tradicional, com bandeiras vermelhas do sindicato dos bancários tremulando na Paulista. O fotógrafo Edouard Fraipont e o filho Yuni estavam entre os manifestantes. Fraipont tentou participar na quinta, mas chegou um pouco atrasado. Decidiu convidar Yuni para o dia seguinte. "O Cunha representa um retrocesso em várias questões. Só apresenta pautas conservadoras, como criar mais restrições ao aborto legal." O bailarino Pedro Costa, 51, e sua mulher, a assistente social Elisa Canola, 31, que carregava o filho Vicente, tinham a mesma opinião. Querem tirar Cunha da política. "É uma liderança reacionária que não tem a melhor noção do que é bom para as mulheres", afirma Elisa. Às 18h, os manifestantes entraram na Paulista e, logo em seguida, pararam diante do Conjunto Nacional, onde uma grande faixa de Fora Cunha foi desenrolada no terraço. Rapidamente, a segurança interveio. A passeata, prevista para descer a Consolação, teve menos integrantes do que o esperado e acabou tomando o caminho da Augusta, com menos impacto para o tráfego. - Sábado, 14 de novembro de 2015 Ocupação de escola, ocupação urbana A professora de história Silvana de Assis, a mesma que estava no ato de terça-feira, começa a manhã com pais de alunos no colégio Professor Fidelino Figueiredo para discutir a transferência para a João Kopke. Muitos pais não permitirão que os filhos façam a caminhada até a cracolândia, caso da analista de meio ambiente Antônia Barros, 62, responsável pelo neto de 12 anos. "Essa reorganização não faz sentido", diz. O movimento de estudantes ganhou fôlego sexta à noite, quando a Justiça suspendeu as reintegrações de posse das escolas ocupadas. Nove delas amanheceram sob controle dos alunos, incluindo a Professor Xavier Antunes, no Piqueri, uma das unidades que o governo pretende fechar. Seus 882 alunos serão redistribuídos em cinco escolas. Beatriz da Silva, 16, e sua mãe, Rosemeire Gomes, 36, estavam em frente à escola, às 15h. "Sou totalmente contra tirar a escola do bairro e jogar nossos filhos para longe", diz Rosemeire. Sábado é dia também de outros tipos de ocupação, como o do Festival Bike Arte, na praça Kantuta, no Pari, para promover a cultura da bicicleta e novos usos do espaço urbano. Estava por ali o ativista Julio Dojcsar com sua Casa Rodante, carro equipado para colar cartazes lambe-lambe com mensagens artísticas pelos muros da cidade. - Domingo, 15 de novembro de 2015 Homenagem ao filósofo de direita O professor de piano Mario Umetsu, 24, é uma unidade política autônoma que organiza seus próprios protestos. Administrador da página Tradição Católica no Facebook, com 6.700 curtidas, circula pela praça da Sé com uma imagem de Nossa Senhora nos braços, bradando ataques ao cardeal e arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, com quem diz ter divergências ideológicas. Por volta das 15h, Umetsu era um dos cerca de 300 participantes de uma manifestação-homenagem ao filósofo Olavo de Carvalho, na Paulista, em frente ao Trianon, onde se viam cartazes como SOS Forças Armadas e Salve o Brasil. O protesto estava conectado com o Fora Dilma, em Brasília, mas tinha agenda própria. Era contra todos os governos e a favor das ideias do filósofo. O caminhão de som comandado por locutores da rádio Vox, autoproclamada a "webrádio mais reaça do Brasil", estampava em sua faixa principal a hashtag #Olavotemrazao. O estudante Danilo Costa, 22, e a artesã Érica Lopes, 29, defensores da monarquia e admiradores de Carvalho, ouviam com atenção as palavras de ordem. "Viemos porque o Brasil está indo para a imoralidade total." O ato dos grupos de direita convivia pacificamente com ciclistas e pedestres na Paulista fechada para os carros. - Segunda-feira, 16 de novembro de 2015 Escolas (de novo), greve e lambe-lambes Pela manhã, dez escolas estavam sob domínio dos alunos, que pressionavam o governo a retroceder na reorganização. Às 7h, a João Kopke, na cracolândia, foi ocupada por uma centena de alunos. Ao mesmo tempo, os 2.500 funcionários da OAB-SP entravam em greve por falta de assistência médica privada desde o colapso da Unimed Paulistana. A sede amanheceu vazia, com seus 300 ocupantes no térreo, na rua Anchieta. Na frente da João Kopke, cerca de 30 pessoas apoiavam a ocupação. A professora de história Maria Aparecida da Silva estava lá, ao lado da professora Silvana de Assis. "Sem alunos do ensino médio essa escola será inviabilizada", previa Maria Aparecida. Às 15h20, o sindicato dos professores computava 19 ocupações. A 400 m da escola, na esquina da Helvétia com a Dino Bueno, via-se estacionada mais uma vez a Casa Rodante de Julio Dojcsar, que também desenvolve projetos para os moradores da cracolândia. Com ele estava o artista plástico Raul Zito, da passeata contra o PL 5.069, colando lambe-lambes nas paredes do Hotel do Cícero, em uma intervenção de baixa intensidade para tentar tornar a vida no bairro melhor. De alguma forma, era mais um pequeno protesto na cidade contra a ordem das coisas, uma espécie de antiprotesto.
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Proposta para unificar eleições aumentará número de renúncias
A unificação das eleições municipais, estaduais e federais –ponto da reforma política que deve ser votado na Câmara dos Deputados– deve multiplicar o número de renúncias de chefes do Executivo nos anos de eleição. A proposta prevê que o eleitor vá às urnas apenas a cada cinco anos para votar de uma única vez para vereador, prefeito, governador, deputado estadual, senadores, deputado federal e presidente. Se as eleições de 2012, por exemplo, já fossem unificadas, 82% dos prefeitos das maiores cidades do país poderiam ter renunciado para disputar nova eleição. Dos 84 prefeitos de cidades com mais de 200 mil eleitores que encerraram mandato em 2012, 69 disputaram a reeleição naquele ano ou tentaram outros cargos em 2014. Exemplo disso foi o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), que disputou uma vaga de senador em 2014, e o hoje governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), que deixou a Prefeitura de Caxias do Sul. Se as eleições fossem unificadas na época, ambos teriam de se desincompatibilizar seis meses antes do pleito, abrindo a vaga para o vice. Caso contrário, precisariam esperar cinco anos até a próxima eleição. Hoje, como as eleições para deputado, governador e senador não coincidem com a de prefeito, a maioria dos gestores municipais cumpre o mandato até o final. A mudança é defendida por parte da classe política sob argumento de que baratearia os custos das eleições e evitaria que a discussão eleitoral dominasse a agenda política a cada dois anos. Para os especialistas ouvidos pela Folha, a maioria dos chefes de Executivo tende a disputar novos mandatos para se manter em evidência e garantir benefícios, como verbas e cargos. Nas eleições de 2012, dos 84 prefeitos de grandes cidades, apenas 15 não tentaram novos mandatos depois de deixarem o cargo. Mesmo assim, alguns deles só não foram às urnas por pendências com a lei da Ficha Limpa. Foi o caso do ex-prefeito de Salvador João Henrique Carneiro (sem partido), que optou por lançar mulher e filho para Câmara e Assembleia em 2014. SAÍDA DO CARGO Para evitar as renúncias, o Congresso pode acabar flexibilizando a lei que define a desincompatibilização de quem exerce cargo executivo. "É possível que o Congresso acabe reduzindo o prazo para desincompatibilização ou até que extinga essa exigência, como já acontece para os parlamentares", diz o cientista político e professor da UFBA (Universidade Federal da Bahia) Paulo Fábio Dantas Neto. A unificação das eleições é vista com reserva por especialistas, que acreditam que a proposta pode reduzir a renovação nos cargos políticos. Outro ponto questionado são os possíveis efeitos sobre a qualidade do debate político. "Com tantas eleições juntas, o debate político é reduzido a um carnaval, reduzindo a possibilidade de um voto com consciência", afirma o cientista político Leonardo Barreto, professor da UnB (Universidade de Brasília). Por outro lado, a medida pode enfrentar resistências para aprovação no Congresso por piorar a situação de quem perder as eleições. "No modelo atual, um deputado tem a possibilidade de disputar uma prefeitura, perder e voltar para o mandato. Isso reduz o peso de uma derrota", diz Barreto.
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Proposta para unificar eleições aumentará número de renúnciasA unificação das eleições municipais, estaduais e federais –ponto da reforma política que deve ser votado na Câmara dos Deputados– deve multiplicar o número de renúncias de chefes do Executivo nos anos de eleição. A proposta prevê que o eleitor vá às urnas apenas a cada cinco anos para votar de uma única vez para vereador, prefeito, governador, deputado estadual, senadores, deputado federal e presidente. Se as eleições de 2012, por exemplo, já fossem unificadas, 82% dos prefeitos das maiores cidades do país poderiam ter renunciado para disputar nova eleição. Dos 84 prefeitos de cidades com mais de 200 mil eleitores que encerraram mandato em 2012, 69 disputaram a reeleição naquele ano ou tentaram outros cargos em 2014. Exemplo disso foi o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), que disputou uma vaga de senador em 2014, e o hoje governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), que deixou a Prefeitura de Caxias do Sul. Se as eleições fossem unificadas na época, ambos teriam de se desincompatibilizar seis meses antes do pleito, abrindo a vaga para o vice. Caso contrário, precisariam esperar cinco anos até a próxima eleição. Hoje, como as eleições para deputado, governador e senador não coincidem com a de prefeito, a maioria dos gestores municipais cumpre o mandato até o final. A mudança é defendida por parte da classe política sob argumento de que baratearia os custos das eleições e evitaria que a discussão eleitoral dominasse a agenda política a cada dois anos. Para os especialistas ouvidos pela Folha, a maioria dos chefes de Executivo tende a disputar novos mandatos para se manter em evidência e garantir benefícios, como verbas e cargos. Nas eleições de 2012, dos 84 prefeitos de grandes cidades, apenas 15 não tentaram novos mandatos depois de deixarem o cargo. Mesmo assim, alguns deles só não foram às urnas por pendências com a lei da Ficha Limpa. Foi o caso do ex-prefeito de Salvador João Henrique Carneiro (sem partido), que optou por lançar mulher e filho para Câmara e Assembleia em 2014. SAÍDA DO CARGO Para evitar as renúncias, o Congresso pode acabar flexibilizando a lei que define a desincompatibilização de quem exerce cargo executivo. "É possível que o Congresso acabe reduzindo o prazo para desincompatibilização ou até que extinga essa exigência, como já acontece para os parlamentares", diz o cientista político e professor da UFBA (Universidade Federal da Bahia) Paulo Fábio Dantas Neto. A unificação das eleições é vista com reserva por especialistas, que acreditam que a proposta pode reduzir a renovação nos cargos políticos. Outro ponto questionado são os possíveis efeitos sobre a qualidade do debate político. "Com tantas eleições juntas, o debate político é reduzido a um carnaval, reduzindo a possibilidade de um voto com consciência", afirma o cientista político Leonardo Barreto, professor da UnB (Universidade de Brasília). Por outro lado, a medida pode enfrentar resistências para aprovação no Congresso por piorar a situação de quem perder as eleições. "No modelo atual, um deputado tem a possibilidade de disputar uma prefeitura, perder e voltar para o mandato. Isso reduz o peso de uma derrota", diz Barreto.
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Mortes: Um geólogo que conquistou o mundo
A vastidão do currículo dava noção da estatura profissional do geólogo. Mas a gargalhada tonitruante chegava sempre antes do professor titular. Fosse em meio a uma aula ou em uma recepção para amigos regada a vinho, Ricardo Ayup não perdia a piada. E com ela, qual um personagem de desenho animado soltava aquela indefectível "risada de cartoon". Neto de libaneses, filho de um comerciante uruguaio, cresceu entre Montevidéu e a fazenda do avô. Formou-se em geografia, lecionou no Uruguai e ganhou o mundo: morou na Espanha, no Japão, no Iêmen. Até ser convidado a lecionar na Furg, em Rio Grande (RS) e passar no concurso da UFRGS. Ali, desenharia uma carreira ímpar. Fundou o Laboratório de Modelagem de Bacias do Instituto de Geociências (que também dirigiu por oito anos) e lutou pela criação de um campus no norte do Estado. Publicou seis livros, dezenas de artigos e foi consultor de projetos e agências de pesquisa. Mas se sentia em casa, mesmo, no ônibus, rodando o Brasil, em trabalhos de campo do Chuí ao Piauí. E também na cozinha Na sala tinha duas mesas imensas, pois fez dela um laboratório para jantares nababescos. A maior das quatro panelas de paella, que mal cabia no fogão, alimentava 15 convivas. De cada país trazia um tempero, além de diversos livros de culinária. Morreu dia 29, de hepatite, aos 61 anos. Deixou a viúva, a filha única e a gatinha Mya, que adotara em uma noite fria de Punta del Este. Deixou também um silêncio: o que espera a última gargalhada do professor Ayup. [email protected] - Veja os anúncios de mortes Veja os anúncios de missas
cotidiano
Mortes: Um geólogo que conquistou o mundoA vastidão do currículo dava noção da estatura profissional do geólogo. Mas a gargalhada tonitruante chegava sempre antes do professor titular. Fosse em meio a uma aula ou em uma recepção para amigos regada a vinho, Ricardo Ayup não perdia a piada. E com ela, qual um personagem de desenho animado soltava aquela indefectível "risada de cartoon". Neto de libaneses, filho de um comerciante uruguaio, cresceu entre Montevidéu e a fazenda do avô. Formou-se em geografia, lecionou no Uruguai e ganhou o mundo: morou na Espanha, no Japão, no Iêmen. Até ser convidado a lecionar na Furg, em Rio Grande (RS) e passar no concurso da UFRGS. Ali, desenharia uma carreira ímpar. Fundou o Laboratório de Modelagem de Bacias do Instituto de Geociências (que também dirigiu por oito anos) e lutou pela criação de um campus no norte do Estado. Publicou seis livros, dezenas de artigos e foi consultor de projetos e agências de pesquisa. Mas se sentia em casa, mesmo, no ônibus, rodando o Brasil, em trabalhos de campo do Chuí ao Piauí. E também na cozinha Na sala tinha duas mesas imensas, pois fez dela um laboratório para jantares nababescos. A maior das quatro panelas de paella, que mal cabia no fogão, alimentava 15 convivas. De cada país trazia um tempero, além de diversos livros de culinária. Morreu dia 29, de hepatite, aos 61 anos. Deixou a viúva, a filha única e a gatinha Mya, que adotara em uma noite fria de Punta del Este. Deixou também um silêncio: o que espera a última gargalhada do professor Ayup. [email protected] - Veja os anúncios de mortes Veja os anúncios de missas
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31 opções para comprar livros, DVDs, bebidas e itens colecionáveis
DE SÃO PAULO O "O Melhor de sãopaulo - Compras" deste ano reúne 325 opções para você encontrar o seu presente neste fim de ano. Confira abaixo a seleção com 31 locais para quem está à procura de presentes como livros, DVDs, bebidas e itens colecionáveis, entre outros. * AEROBRÁS Fundada em 1943, a loja trabalha com kits para montar miniaturas de modelos clássicos de carros, aviões e navios. Entre os aeromodelos, os preços variam de R$ 10 a R$ 100, dependendo do tamanho. casaaerobras.com.br. R. Mj. Sertório, 192, Vila Buarque, região central, tel. 3255-0544. Seg. a sex.: 9h às 18h. Sáb.: 9h às 13h. Dezembro: mantém os horários. Dias 24 e 31: 9h às 13h. Dias 25 e 1º: fechado. BACCO'S A tradicional loja especializada em bebidas foi inaugurada em 1968. Lá, é possível encontrar mais de mil rótulos de vinhos, cachaça, tequila e outras opções de todo o mundo. Um dos vinhos argentinos sai por R$ 39,90. Entre os franceses, há sugestões de R$ 79 (750 ml). Há ainda acessórios, como a maleta para duas garrafas. que custa R$ 257,50, geleias importadas, chocolates finos e petiscos. baccos.com.br. R. Sergipe, 568, Consolação, região central, tel. 3660-8100. Seg. a sex.: 9h30 às 20h. Sáb.: 10h às 18h. Dezembro: seg. a sex.: 9h30 às 21h. Sáb.: 10h às 20h. Dia 24: 9h30 às 15h30. Dias 25, 31 e 1º: fechado. BANANA MUSIC STORE Há 20 anos no mercado, o espaço possui um rico acervo de CDs, DVDs e vinis que agrada a colecionadores e fãs de gêneros musicais variados como rock, pop, música eletrônica, MPB e jazz -são mais de 5.000 títulos. Entre os destaques, o DVD "A MusiCares Tribute To Paul McCartney" sai por R$ 39,90. Shopping Iguatemi. Av. Brig. Faria Lima, 2.232, Jardim Paulistano, região oeste, tel. 3812-9447. Seg. a sáb.: 10h às 22h. Dom.: 14h às 20h. Dezembro: indefinido. Dias 24 e 31: 10h às 16h. Dias 25 e 1º: fechado. BIKE TECH Desde 1993, oferece produtos voltados ao universo do ciclismo para apreciadores da modalidade, amadores ou profissionais. Entre as bikes, há modelos de 29 polegadas partindo de R$ 3.125. Vende também bicicletas infantis e usadas, peças e acessórios variados como bombas de ar, luvas, capacetes, cadeados, mochilas e outros. Também oferece serviço de oficina. biketechjardins.com.br. R. da Consolação, 3.350, Cerqueira César, região oeste, tel. 3063-3555. Seg. a sex.: 10h às 19h. Sáb.: 10h às 18h. Dezembro: dias 13 e 20: 10h às 18h. Dia 24: 10h às 12h. Dias 25 e 31/12 a 3/1: fechado. BILLBOX RECORDS Com mais de 30 anos de existência, a loja especializada em CDs, DVDs, Blu-Rays, LPs e boxes variados, nacionais e importados, atrais colecionadores e amantes da música. Na categoria LPs, "Honeymoon", da cantora americana Lana Del Rey, é destaque na loja -sai por R$ 450. Vende ainda instrumentos musicais e acessórios. billboxrecords.com.br. MorumbiShopping. Av. Roque Petroni Jr., 1.089, piso térreo, Jardim das Acácias, região sul, tel. 5182-5487. Seg. a sáb.: 10h às 22h. Dom.: 14h às 20h. Dezembro: dias 10 a 23/12: seg. a dom.: 10h às 23h. Dia 24: 10h às 18h. Dia 31: 10h às 16h. Dias 25 e 1º: fechado. A CASA DO ARTISTA A loja foi fundada em 1962 e trabalha com reconhecidas marcas de materiais artísticos, nacionais e importadas. Tem acessórios para desenho, pintura, caligrafia e artesanato. Um cavalete de mesa pode ser encontrado por R$ 174,69. Outro exemplo, um estojo de madeira para pintura, com divisões internas é vendido pelo valor de R$ 276,71. acasadoartista.com.br. Al. Itu, 1.012, Jardim Paulista, região oeste, tel. 3088-4191. Seg. a sáb.: 9h às 19h. Dezembro: indefinido. E outro endereço. CASA DO HERÓI A loja atrai colecionadores e fãs de brinquedos de super-heróis, cinema, quadrinhos, games, desenhos animados, séries e outros ícones da cultura pop. Há bonecos do seriado "Game of Thrones" a partir de R$ 169. A figura esculpida digitalmente e pintada à mão de Yoda, personagem de "Star Wars" (30 cm de altura), custa R$ 799. casadoheroi.com.br. Shopping Ibirapuera. Av. Ibirapuera, 3.103, Indianópolis, região sul, tel. 5096-1318. Seg. a sáb.: 10h às 22h. Dom.: 14h às 20h. Dezembro: indefinido. COMPANHIA ILIMITADA Voltada ao público infantojuvenil, a pequena livraria funciona há mais de 15 anos no endereço. Mensalmente, realiza encontros com escritores ou contadores de histórias -a programação é divulgada em sua página no Facebook. Em dezembro alguns títulos serão vendidos com até 20% de desconto. R. Florineia, 38, Água Fria, região norte, tel. 2978-4564. Seg. a sex.: 9h às 18h30. Sáb.: 9h às 13h. Dezembro: mantém os horários. Dias 24/12 a 1º/1: fechado. EMPÓRIO FREI CANECA Há mais de 14 anos, a loja trabalha com bebidas como vinhos, cervejas e destilados, além de alimentos importados e artigos de tabacaria. Um combo com duas cervejas Paulaner (de 500 ml cada) mais dois porta-copos sai por R$ 36. Para o Natal, há kits como o que traz três cervejas belgas Chimay (330 ml) e uma taça -o conjunto é vendido por R$ 135. emporiofreicaneca.com.br. Shopping Frei Caneca. R. Frei Caneca, 569, Consolação, região central, tel. 3472-2082. Seg. a sáb.: 11h às 22h. Dom.: 14h às 20h. Dezembro: indefinido. Dia 24: 10h às 18h. Dia 31: 10h às 15h. Dias 25 e 1º: fechado. FNAC Nos dois amplos andares da loja situada na principal avenida da cidade, há desde livros, revistas, CDs, DVDs e Blu-Rays até aparelhos eletrônicos e artigos de cultura pop para colecionadores. É também ponto de venda de ingressos para shows e outros eventos culturais. No primeiro piso, geralmente são realizadas demonstrações de jogos de videogame. fnac.com.br. Av. Paulista, 901, 1º subsolo, Bela Vista, região central, tel. 2123-2000. Seg. a sáb.: 10h às 22h. Dom.: 11h às 20h. Dezembro: indefinido. Dias 25 e 1º: fechado. E outros endereços. FREEBOOK A livraria tem mais de 35 anos de tradição e é especializada em arte, com diversos títulos sobre arquitetura, design, moda, cinema, teatro, fotografia, entre outros -a maioria dos títulos é importada. A casa vende ainda cadernos de anotação da marca italiana Moleskine, que vêm em vários modelos e tamanhos -alguns saem na faixa de R$ 59. freebook.com.br. R. Joaquim Antunes, 187, Pinheiros, região oeste, tel. 2528-0409. Seg. a sex.: 10h às 19h. Sáb.: 11h às 16h. Dezembro: mantém os horários. Dias 23/12 a 10/1: fechado. GALERIA MIRAFOTO O espaço tem um acervo com mais de 2.000 fotos à venda, produzidas por fotógrafos brasileiros. As obras são entregues com assinatura dos autores e podem ser usadas para decoração ou coleção. Há caixas com fotos em tamanho menor para serem dadas como presente. mirafoto.com.br. Av. Corifeu de Azevedo Marques, 965. Butantã, região oeste, tel. 3724-9414. Seg. a sex.: 8h30 as 18h30. HAIKAI Nasceu em 1985 no bairro de Pinheiros e, em 2002, mudou-se para Higienópolis, onde atualmente mantém um acervo de livros, quadrinhos, objetos de design, presentes, artigos finos de papelaria e óculos de leitura. Há agendas 2016 na faixa de R$ 40 e cadernos de anotações, de capa dura, com estampas clássicas da Peter Pauper, que custam a partir de R$ 27,90. R. Armando Penteado, 44, Higienópolis, região central, tel. 3663-4616. Seg. a sex.: 9h às 19h. Sáb.: 9h às 20h. Dom.: 10h às 18h20. Dezembro: indefinido. Dias 24 e 31: 10h às 17h. Dias 25 e 1º: fechado. IPLACE É um dos principais revendedores da Apple na cidade. Além de iPads, iPhones, relógios e computadores da marca, a loja vende acessórios como carregadores, capas, películas protetoras, fones de ouvido, entre outros. Conta com consultores especializados, e os clientes podem testar e interagir com os produtos. lojaiplace.com.br.. Shopping Eldorado. Av. Rebouças, 3.970, Pinheiros, região oeste, tel. 3097-8795. Seg. a sáb.: 10h às 22h. Dom.: 14h às 20h. Dezembro: indefinido. E outros endereços. LEITURA A mega-livraria inaugurada no ano passado possui mais de 100 mil itens à venda, entre livros, revistas, filmes, música, games, produtos de informática, artigos de papelaria, jogos e presentes -e ainda tem um café, com mesinhas para se sentar. É possível encontrar alguns livros em promoção, custando a partir de R$ 9,90. Tietê Plaza Shopping. Av. Raimundo Pereira de Magalhães, 1.465, Jardim Íris, região norte, tel. 3201-9313. Seg. a sáb.: 10h às 22h. Dom.: 14h às 20h. Dezembro: dias 11 a 23: seg. a sáb.: 10h às 23h. Dom.: 10h às 22h. Dia 24: 9h às 18h. Dia 31: 10h às 14h. Dias 25 e 1º: indefinido. LIMITED EDITIONS O espaço foi planejado por colecionadores que percorrem o mundo para atender outros colecionadores, oferecendo edições limitadas de estátuas e figuras de personagens de histórias de ação, do cinema e dos quadrinhos, como o Batman. R. da Consolação, 2.753, Cerqueira César, tel. 3081-0128. Seg. a sex.: 11h às 20h. Sáb.: 10h às 20h. Dezembro: indefinido. LIVRARIA CULTURA Com 2.800 m² e projeto arquitetônico de Marcio Kogan, a ampla livraria tem títulos dos mais diversos segmentos, além de CDs e DVDs. Há ainda uma seção para o público geek, com bonecos colecionáveis e camisetas, uma galeria para exposições de obras de arte e uma minicozinha para eventos culinários. Entre os livros mais vendidos, "Muito Mais que 5inco Minutos" (Companhia das Letras), da estrela do YouTube Kéfera Buchmann, custa R$ 24,90. livrariacultura.com.br. Shopping Iguatemi. Av. Brig. Faria Lima, 2.232, Jardim Paulistano, tel. 3030-3310. Seg. a sáb.: 10h às 22h. Dom.: 13h às 20h. Dez.: indefinido. Dias 25 e 1º: fechado. E outros endereços. LIVRARIA DA VILA A livraria completou 30 anos em 2015. No espaço, há um café e sofás aconchegantes para folhear os livros dispostos nas prateleiras. O título infanto-juvenil "O Pequeno Príncipe", de Antonie de Saint-Exupéry, da Companhia das Letrinhas, é destaque —sai por R$ 34,90. livrariadavila.com.br. R. Fradique Coutinho, 915, Pinheiros, região oeste, tel. 3814-5811. Seg. a sex.: 9h às 22h. Sáb.: 10h às 20h. Dom: 11h às 20h. Dezembro: mantém os horários. Dias 24 e 31: 10h às 20h. Dias 25 e 1º: fechado. E outros endereços. LIVRARIA MARTINS FONTES Com 1.000 m², a unidade da av. Paulista tem acervo de mais de 120 mil títulos. Na loja há ainda um auditório e um café, onde são realizados cursos, atividades culturais, palestras e pequenos shows. Entre os livros mais vendidos está "Cozinha Prática" (Senac), de Rita Lobo, que custa R$ 63,20. martinsfontespaulista.com.br. Av. Paulista, 509, Jardim Paulista, região central, tel. 2167-9900. Seg. a sex.: 9h às 22h. Sáb.: 10h às 20h. Dom.: 12h às 20h. Dezembro: mantém os horários. Dia 24: 9h às 18h. Dias 25, 31 e 1º: fechado. E outros endereços. MAISON DES CAVES Braço da loja Art des Caves, o espaço oferece vinhos e acessórios ligados à bebida, como decanter, taça e adega climatizada. A Basique 90, por exemplo, tem nove gavetas corrediças, uma grade fixa, sistema antivibração e capacidade para 88 garrafas, e é vendida por R$ 8.620. Já a Petit 14, que comporta 14 garrafas, tem duas prateleiras fixas cromadas e um cesto e custa R$ 1.890. maisondescaves.com.br. Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1.881, Jardim América, região oeste, tel. 3891-1920. Seg. a sex.: 10h às 19h. Sáb.: 10h às 14h. Dezembro: indefinido. E outros endereços. MANIA DE CARRINHOS A loja tem enorme acervo de modelos de miniaturas de carros vindos da China a preços variados. Entre os mais baratos está o Ford Maverick GT (1974), em escala 1/43, que custa R$ 290. Mais caro, o Audi Front 225 Roadster (1935) em escala 1/18, por exemplo, é vendido por R$ 1.650. maniadecarrinhos.com.br. R. Lourenço de Almeida, 367, Vila Nova Conceição, região sul, tel. 3057-4027. Seg. a sex.: 9h às 18h. Sáb.: 9h às 16h. Dezembro: mantém os horários. Dia 24: 9h às 13h. Dias 25, 31 e 1º: fechado. MONTBLANC A grife alemã de mais de um século de tradição é reconhecida por seus artigos de luxo. Na unidade brasileira, é possível encontrar coleções limitadas de canetas, joias, acessórios de mesa, carteiras e outros itens. Entre as novidades, a caneta esferográfica Montblanc M custa R$ 1.870. As carteiras femininas, em diferentes modelos, saem a partir de R$ 1.670. montblanc.com. Shopping Iguatemi. Av. Brig. Faria Lima, 2.232, Jardim Paulistano, região oeste, tel. 3032-4230. Seg. a sáb.: 10h às 22h. Dom.: 14h às 20h. Dezembro: mantém os horários. E outros endereços. POP DISCOS A loja fica escondida em uma galeria em meio a várias casas de instrumentos musicais da rua Teodoro Sampaio. Há milhares de CDs e DVDs, inclusive raridades, que fazem do endereço queridinho dos colecionadores. Entre as opções mais procuradas, o CD duplo do Steve Vai custa R$ 29. popsdiscos.com.br. R. Teodoro Sampaio, 763, lj. 4, Pinheiros, região oeste, tel. 3083-2564. Seg. a sex.: 10h às 19h. Sáb.: 10h às 16h. Dezembro: mantém os horários. Dias 19 e 26: 10h às 17h. Dia 24: 10h às 15h. Dias 25, 31 e 1º: fechado. SHINOZAKI Começou como uma banca especializada em revistas japonesas. Depois, mudou-se para uma loja e atualmente oferece também jogos e bonecos de mangás, games e filmes. Bonecos custam a partir de R$ 25 —os do Dragon Ball fazem bastante sucesso. lojashinozaki.com.br. Av. Liberdade, 363, lj. 231, Liberdade, região central, tel. 3341-7756. Seg. a dom.: 10h às 19h. Dezembro: indefinido. Dias 25 e 1º: fechado. TALCHÁ Como o próprio nome faz referência, a casa é especializada em chás e vende diferentes tipos da bebida, além de vários acessórios relacionados a ela. O chá verde com menta sai por R$ 89,90 na lata de 100 g. Já o preto, com toque de baunilha, custa R$ 99,90 a lata. Há infusores divertidos que custam a partir de R$ 29,90, além de canecas, bules e garrafas térmicas. talcha.com.br. Shopping JK Iguatemi. Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2.041, 2º piso, Vila Nova Conceição, região sul, tel. 3152-6744. Seg. a sáb.: 10h às 22h. Dom.: 14h às 20h. Dezembro: mantém os horários. Dia 24: 10h às 18h. Dia 31: 10h às 16h. Dias 25 e 1º: fechado. E outros endereços. THE GOURMET TEA Desde 2010, trabalha com chás que vêm em criativas latinhas de metal -saem por R$ 24,90 com 20 g. A loja ainda oferece aos apreciadores da bebida vários apetrechos como xícaras, prepadores, canecas, infusores, entre outros. Os bules custam a partir de R$ 108,90. thegourmettea.com.br. R. Mateus Grou, 89, Pinheiros, região oeste, tel. 2691-2755. Seg. a dom.: 8h às 24h. Dezembro: indefinido. Dias 25 e 1º: fechado. E outros endereços. UZ GAMES A loja é ponto de encontro de geeks e fãs de videogame. Lá é possível encontrar jogos para diferentes tipos de aparelhos, como PS4, Xbox 360, Wii e outros. O jogo Fifa 2016 para PS4 sai por R$ 249,90. Já o Just Dance 2016, com mais de 40 músicas, custa R$ 179,90. Para colecionadores, há ainda bonequinhos de personagens, chaveiros, camisetas, canecas e outros produtos relacionados à cultura pop. uzgames.com. Tietê Plaza Shopping. Av. Raimundo Pereira de Magalhães, 1.465, Jardim Íris, região norte, tel. 3201-9103. Seg. a sáb.: 10h às 22h. Dom.: 14h às 20h. Dezembro: indefinido. Dias 25 e 1º: fechado. E outros endereços. VILLE DU VIN Eleita em 2011 uma das cinco melhores casas de vinho do mundo, segundo a revista chilena "La Cav", conta com 1.500 rótulos de todo o planeta. Há opções em conta, como o chileno Frontera Specialties Tinto 2013, que sai por R$ 30,90 (750 ml), e outras bem mais caras, como o francês Château Montrose 1998, que pode ser comprado por R$ 1.560. Entre os mais vendidos, o Epu 2011 sai por R$ 279 (750 ml). O espaço inclui ainda bistrô e sala para eventos privados. villeduvin.com.br. Al. Tocantins, 75, Alphaville, Barueri, tel. 4208-6061. Seg. a sáb.: 10h às 23h. Dezembro: mantém os horários. Dia 20: 10h às 17h. Dias 24 e 31: 10h às 16h. Dias 25 e 1º: fechado. E outro endereço. VINEA A importadora de bebidas, inaugurada há cerca de cinco anos, oferece 200 rótulos de vinho no estoque, vindos de diferentes países como Chile, Espanha, Portugal, Itália, Argentina -entre outros. No espaço funciona ainda um bistrô, que serve refeições no almoço e no jantar, e há máquinas italianas próprias para servir vinhos em taça. Al. Araguaia, 540, Alphaville, Barueri, tel. 3059-5200. Seg. e ter.: 12h às 15h. Qua. a sáb.: 12h às 24h. Dezembro: loja: seg.: 10h às 19h. Ter. a sáb.: 10h às 24h. Restaurante: seg.: 12h às 15h. Ter. e qua.: 12h às 15h e 19h às 24h. Qui. a sáb.: 12h às 15h e 17h às 24h. Dias 24, 25, 31 e 1º: indefinido. VINTAGE WORLD Com decoração vintage, oferece também produtos com a a ideia de antigo -há miniaturas de carros feitos com metal, motos, aviões, placas entalhadas de madeira, ímas de geladeira, relógios, camisetas, baús e outros. Jack Daniels, Coca-Cola e Rota 66 são alguns dos temas presentes nos itens. A réplica pequena da antiga bomba de gasolina que serve como cofre custa R$ 149. Os ímãs saem por R$ 15. vintageworld.com.br. R. Itapura, 756, Vila Gomes Cardim, região leste, tel. 2942-7051. Seg. a sáb.: 10h às 18h30. Dom.: 10h às 15h. Dezembro: indefinido. Dias 24 e 31: 10h às 14h30. Dias 25 e 1º: fechado. WORLD WINE Importadora de vinhos, a loja funciona desde 1999 e possui mais de 2.000 rótulos em estoque, de mais de 150 produtores de 14 países do mundo. O francês Clarendelle Rouge 2010 é opção bastante procurada e sai por R$ 163 a garrafa (750 ml). Oferece também cervejas, espumantes, condimentos, azeites, molhos e massas. Monta kits para o Natal. worldwine.com.br. R. Pe. João Manuel, 1.269, Cerqueira César, região oeste, tel. 3085-3055. Seg. a sex.: 9h30 às 20h30. Sáb.: 10h às 16h. Dezembro: seg. a sex.: 9h30 às 21h. Sáb.: 10h às 18h. Dia 24: 9h30 às 17h. Dias 25 e 31/12 a 3/1: fechado. E outros endereços
saopaulo
31 opções para comprar livros, DVDs, bebidas e itens colecionáveisDE SÃO PAULO O "O Melhor de sãopaulo - Compras" deste ano reúne 325 opções para você encontrar o seu presente neste fim de ano. Confira abaixo a seleção com 31 locais para quem está à procura de presentes como livros, DVDs, bebidas e itens colecionáveis, entre outros. * AEROBRÁS Fundada em 1943, a loja trabalha com kits para montar miniaturas de modelos clássicos de carros, aviões e navios. Entre os aeromodelos, os preços variam de R$ 10 a R$ 100, dependendo do tamanho. casaaerobras.com.br. R. Mj. Sertório, 192, Vila Buarque, região central, tel. 3255-0544. Seg. a sex.: 9h às 18h. Sáb.: 9h às 13h. Dezembro: mantém os horários. Dias 24 e 31: 9h às 13h. Dias 25 e 1º: fechado. BACCO'S A tradicional loja especializada em bebidas foi inaugurada em 1968. Lá, é possível encontrar mais de mil rótulos de vinhos, cachaça, tequila e outras opções de todo o mundo. Um dos vinhos argentinos sai por R$ 39,90. Entre os franceses, há sugestões de R$ 79 (750 ml). Há ainda acessórios, como a maleta para duas garrafas. que custa R$ 257,50, geleias importadas, chocolates finos e petiscos. baccos.com.br. R. Sergipe, 568, Consolação, região central, tel. 3660-8100. Seg. a sex.: 9h30 às 20h. Sáb.: 10h às 18h. Dezembro: seg. a sex.: 9h30 às 21h. Sáb.: 10h às 20h. Dia 24: 9h30 às 15h30. Dias 25, 31 e 1º: fechado. BANANA MUSIC STORE Há 20 anos no mercado, o espaço possui um rico acervo de CDs, DVDs e vinis que agrada a colecionadores e fãs de gêneros musicais variados como rock, pop, música eletrônica, MPB e jazz -são mais de 5.000 títulos. Entre os destaques, o DVD "A MusiCares Tribute To Paul McCartney" sai por R$ 39,90. Shopping Iguatemi. Av. Brig. Faria Lima, 2.232, Jardim Paulistano, região oeste, tel. 3812-9447. Seg. a sáb.: 10h às 22h. Dom.: 14h às 20h. Dezembro: indefinido. Dias 24 e 31: 10h às 16h. Dias 25 e 1º: fechado. BIKE TECH Desde 1993, oferece produtos voltados ao universo do ciclismo para apreciadores da modalidade, amadores ou profissionais. Entre as bikes, há modelos de 29 polegadas partindo de R$ 3.125. Vende também bicicletas infantis e usadas, peças e acessórios variados como bombas de ar, luvas, capacetes, cadeados, mochilas e outros. Também oferece serviço de oficina. biketechjardins.com.br. R. da Consolação, 3.350, Cerqueira César, região oeste, tel. 3063-3555. Seg. a sex.: 10h às 19h. Sáb.: 10h às 18h. Dezembro: dias 13 e 20: 10h às 18h. Dia 24: 10h às 12h. Dias 25 e 31/12 a 3/1: fechado. BILLBOX RECORDS Com mais de 30 anos de existência, a loja especializada em CDs, DVDs, Blu-Rays, LPs e boxes variados, nacionais e importados, atrais colecionadores e amantes da música. Na categoria LPs, "Honeymoon", da cantora americana Lana Del Rey, é destaque na loja -sai por R$ 450. Vende ainda instrumentos musicais e acessórios. billboxrecords.com.br. MorumbiShopping. Av. Roque Petroni Jr., 1.089, piso térreo, Jardim das Acácias, região sul, tel. 5182-5487. Seg. a sáb.: 10h às 22h. Dom.: 14h às 20h. Dezembro: dias 10 a 23/12: seg. a dom.: 10h às 23h. Dia 24: 10h às 18h. Dia 31: 10h às 16h. Dias 25 e 1º: fechado. A CASA DO ARTISTA A loja foi fundada em 1962 e trabalha com reconhecidas marcas de materiais artísticos, nacionais e importadas. Tem acessórios para desenho, pintura, caligrafia e artesanato. Um cavalete de mesa pode ser encontrado por R$ 174,69. Outro exemplo, um estojo de madeira para pintura, com divisões internas é vendido pelo valor de R$ 276,71. acasadoartista.com.br. Al. Itu, 1.012, Jardim Paulista, região oeste, tel. 3088-4191. Seg. a sáb.: 9h às 19h. Dezembro: indefinido. E outro endereço. CASA DO HERÓI A loja atrai colecionadores e fãs de brinquedos de super-heróis, cinema, quadrinhos, games, desenhos animados, séries e outros ícones da cultura pop. Há bonecos do seriado "Game of Thrones" a partir de R$ 169. A figura esculpida digitalmente e pintada à mão de Yoda, personagem de "Star Wars" (30 cm de altura), custa R$ 799. casadoheroi.com.br. Shopping Ibirapuera. Av. Ibirapuera, 3.103, Indianópolis, região sul, tel. 5096-1318. Seg. a sáb.: 10h às 22h. Dom.: 14h às 20h. Dezembro: indefinido. COMPANHIA ILIMITADA Voltada ao público infantojuvenil, a pequena livraria funciona há mais de 15 anos no endereço. Mensalmente, realiza encontros com escritores ou contadores de histórias -a programação é divulgada em sua página no Facebook. Em dezembro alguns títulos serão vendidos com até 20% de desconto. R. Florineia, 38, Água Fria, região norte, tel. 2978-4564. Seg. a sex.: 9h às 18h30. Sáb.: 9h às 13h. Dezembro: mantém os horários. Dias 24/12 a 1º/1: fechado. EMPÓRIO FREI CANECA Há mais de 14 anos, a loja trabalha com bebidas como vinhos, cervejas e destilados, além de alimentos importados e artigos de tabacaria. Um combo com duas cervejas Paulaner (de 500 ml cada) mais dois porta-copos sai por R$ 36. Para o Natal, há kits como o que traz três cervejas belgas Chimay (330 ml) e uma taça -o conjunto é vendido por R$ 135. emporiofreicaneca.com.br. Shopping Frei Caneca. R. Frei Caneca, 569, Consolação, região central, tel. 3472-2082. Seg. a sáb.: 11h às 22h. Dom.: 14h às 20h. Dezembro: indefinido. Dia 24: 10h às 18h. Dia 31: 10h às 15h. Dias 25 e 1º: fechado. FNAC Nos dois amplos andares da loja situada na principal avenida da cidade, há desde livros, revistas, CDs, DVDs e Blu-Rays até aparelhos eletrônicos e artigos de cultura pop para colecionadores. É também ponto de venda de ingressos para shows e outros eventos culturais. No primeiro piso, geralmente são realizadas demonstrações de jogos de videogame. fnac.com.br. Av. Paulista, 901, 1º subsolo, Bela Vista, região central, tel. 2123-2000. Seg. a sáb.: 10h às 22h. Dom.: 11h às 20h. Dezembro: indefinido. Dias 25 e 1º: fechado. E outros endereços. FREEBOOK A livraria tem mais de 35 anos de tradição e é especializada em arte, com diversos títulos sobre arquitetura, design, moda, cinema, teatro, fotografia, entre outros -a maioria dos títulos é importada. A casa vende ainda cadernos de anotação da marca italiana Moleskine, que vêm em vários modelos e tamanhos -alguns saem na faixa de R$ 59. freebook.com.br. R. Joaquim Antunes, 187, Pinheiros, região oeste, tel. 2528-0409. Seg. a sex.: 10h às 19h. Sáb.: 11h às 16h. Dezembro: mantém os horários. Dias 23/12 a 10/1: fechado. GALERIA MIRAFOTO O espaço tem um acervo com mais de 2.000 fotos à venda, produzidas por fotógrafos brasileiros. As obras são entregues com assinatura dos autores e podem ser usadas para decoração ou coleção. Há caixas com fotos em tamanho menor para serem dadas como presente. mirafoto.com.br. Av. Corifeu de Azevedo Marques, 965. Butantã, região oeste, tel. 3724-9414. Seg. a sex.: 8h30 as 18h30. HAIKAI Nasceu em 1985 no bairro de Pinheiros e, em 2002, mudou-se para Higienópolis, onde atualmente mantém um acervo de livros, quadrinhos, objetos de design, presentes, artigos finos de papelaria e óculos de leitura. Há agendas 2016 na faixa de R$ 40 e cadernos de anotações, de capa dura, com estampas clássicas da Peter Pauper, que custam a partir de R$ 27,90. R. Armando Penteado, 44, Higienópolis, região central, tel. 3663-4616. Seg. a sex.: 9h às 19h. Sáb.: 9h às 20h. Dom.: 10h às 18h20. Dezembro: indefinido. Dias 24 e 31: 10h às 17h. Dias 25 e 1º: fechado. IPLACE É um dos principais revendedores da Apple na cidade. Além de iPads, iPhones, relógios e computadores da marca, a loja vende acessórios como carregadores, capas, películas protetoras, fones de ouvido, entre outros. Conta com consultores especializados, e os clientes podem testar e interagir com os produtos. lojaiplace.com.br.. Shopping Eldorado. Av. Rebouças, 3.970, Pinheiros, região oeste, tel. 3097-8795. Seg. a sáb.: 10h às 22h. Dom.: 14h às 20h. Dezembro: indefinido. E outros endereços. LEITURA A mega-livraria inaugurada no ano passado possui mais de 100 mil itens à venda, entre livros, revistas, filmes, música, games, produtos de informática, artigos de papelaria, jogos e presentes -e ainda tem um café, com mesinhas para se sentar. É possível encontrar alguns livros em promoção, custando a partir de R$ 9,90. Tietê Plaza Shopping. Av. Raimundo Pereira de Magalhães, 1.465, Jardim Íris, região norte, tel. 3201-9313. Seg. a sáb.: 10h às 22h. Dom.: 14h às 20h. Dezembro: dias 11 a 23: seg. a sáb.: 10h às 23h. Dom.: 10h às 22h. Dia 24: 9h às 18h. Dia 31: 10h às 14h. Dias 25 e 1º: indefinido. LIMITED EDITIONS O espaço foi planejado por colecionadores que percorrem o mundo para atender outros colecionadores, oferecendo edições limitadas de estátuas e figuras de personagens de histórias de ação, do cinema e dos quadrinhos, como o Batman. R. da Consolação, 2.753, Cerqueira César, tel. 3081-0128. Seg. a sex.: 11h às 20h. Sáb.: 10h às 20h. Dezembro: indefinido. LIVRARIA CULTURA Com 2.800 m² e projeto arquitetônico de Marcio Kogan, a ampla livraria tem títulos dos mais diversos segmentos, além de CDs e DVDs. Há ainda uma seção para o público geek, com bonecos colecionáveis e camisetas, uma galeria para exposições de obras de arte e uma minicozinha para eventos culinários. Entre os livros mais vendidos, "Muito Mais que 5inco Minutos" (Companhia das Letras), da estrela do YouTube Kéfera Buchmann, custa R$ 24,90. livrariacultura.com.br. Shopping Iguatemi. Av. Brig. Faria Lima, 2.232, Jardim Paulistano, tel. 3030-3310. Seg. a sáb.: 10h às 22h. Dom.: 13h às 20h. Dez.: indefinido. Dias 25 e 1º: fechado. E outros endereços. LIVRARIA DA VILA A livraria completou 30 anos em 2015. No espaço, há um café e sofás aconchegantes para folhear os livros dispostos nas prateleiras. O título infanto-juvenil "O Pequeno Príncipe", de Antonie de Saint-Exupéry, da Companhia das Letrinhas, é destaque —sai por R$ 34,90. livrariadavila.com.br. R. Fradique Coutinho, 915, Pinheiros, região oeste, tel. 3814-5811. Seg. a sex.: 9h às 22h. Sáb.: 10h às 20h. Dom: 11h às 20h. Dezembro: mantém os horários. Dias 24 e 31: 10h às 20h. Dias 25 e 1º: fechado. E outros endereços. LIVRARIA MARTINS FONTES Com 1.000 m², a unidade da av. Paulista tem acervo de mais de 120 mil títulos. Na loja há ainda um auditório e um café, onde são realizados cursos, atividades culturais, palestras e pequenos shows. Entre os livros mais vendidos está "Cozinha Prática" (Senac), de Rita Lobo, que custa R$ 63,20. martinsfontespaulista.com.br. Av. Paulista, 509, Jardim Paulista, região central, tel. 2167-9900. Seg. a sex.: 9h às 22h. Sáb.: 10h às 20h. Dom.: 12h às 20h. Dezembro: mantém os horários. Dia 24: 9h às 18h. Dias 25, 31 e 1º: fechado. E outros endereços. MAISON DES CAVES Braço da loja Art des Caves, o espaço oferece vinhos e acessórios ligados à bebida, como decanter, taça e adega climatizada. A Basique 90, por exemplo, tem nove gavetas corrediças, uma grade fixa, sistema antivibração e capacidade para 88 garrafas, e é vendida por R$ 8.620. Já a Petit 14, que comporta 14 garrafas, tem duas prateleiras fixas cromadas e um cesto e custa R$ 1.890. maisondescaves.com.br. Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1.881, Jardim América, região oeste, tel. 3891-1920. Seg. a sex.: 10h às 19h. Sáb.: 10h às 14h. Dezembro: indefinido. E outros endereços. MANIA DE CARRINHOS A loja tem enorme acervo de modelos de miniaturas de carros vindos da China a preços variados. Entre os mais baratos está o Ford Maverick GT (1974), em escala 1/43, que custa R$ 290. Mais caro, o Audi Front 225 Roadster (1935) em escala 1/18, por exemplo, é vendido por R$ 1.650. maniadecarrinhos.com.br. R. Lourenço de Almeida, 367, Vila Nova Conceição, região sul, tel. 3057-4027. Seg. a sex.: 9h às 18h. Sáb.: 9h às 16h. Dezembro: mantém os horários. Dia 24: 9h às 13h. Dias 25, 31 e 1º: fechado. MONTBLANC A grife alemã de mais de um século de tradição é reconhecida por seus artigos de luxo. Na unidade brasileira, é possível encontrar coleções limitadas de canetas, joias, acessórios de mesa, carteiras e outros itens. Entre as novidades, a caneta esferográfica Montblanc M custa R$ 1.870. As carteiras femininas, em diferentes modelos, saem a partir de R$ 1.670. montblanc.com. Shopping Iguatemi. Av. Brig. Faria Lima, 2.232, Jardim Paulistano, região oeste, tel. 3032-4230. Seg. a sáb.: 10h às 22h. Dom.: 14h às 20h. Dezembro: mantém os horários. E outros endereços. POP DISCOS A loja fica escondida em uma galeria em meio a várias casas de instrumentos musicais da rua Teodoro Sampaio. Há milhares de CDs e DVDs, inclusive raridades, que fazem do endereço queridinho dos colecionadores. Entre as opções mais procuradas, o CD duplo do Steve Vai custa R$ 29. popsdiscos.com.br. R. Teodoro Sampaio, 763, lj. 4, Pinheiros, região oeste, tel. 3083-2564. Seg. a sex.: 10h às 19h. Sáb.: 10h às 16h. Dezembro: mantém os horários. Dias 19 e 26: 10h às 17h. Dia 24: 10h às 15h. Dias 25, 31 e 1º: fechado. SHINOZAKI Começou como uma banca especializada em revistas japonesas. Depois, mudou-se para uma loja e atualmente oferece também jogos e bonecos de mangás, games e filmes. Bonecos custam a partir de R$ 25 —os do Dragon Ball fazem bastante sucesso. lojashinozaki.com.br. Av. Liberdade, 363, lj. 231, Liberdade, região central, tel. 3341-7756. Seg. a dom.: 10h às 19h. Dezembro: indefinido. Dias 25 e 1º: fechado. TALCHÁ Como o próprio nome faz referência, a casa é especializada em chás e vende diferentes tipos da bebida, além de vários acessórios relacionados a ela. O chá verde com menta sai por R$ 89,90 na lata de 100 g. Já o preto, com toque de baunilha, custa R$ 99,90 a lata. Há infusores divertidos que custam a partir de R$ 29,90, além de canecas, bules e garrafas térmicas. talcha.com.br. Shopping JK Iguatemi. Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2.041, 2º piso, Vila Nova Conceição, região sul, tel. 3152-6744. Seg. a sáb.: 10h às 22h. Dom.: 14h às 20h. Dezembro: mantém os horários. Dia 24: 10h às 18h. Dia 31: 10h às 16h. Dias 25 e 1º: fechado. E outros endereços. THE GOURMET TEA Desde 2010, trabalha com chás que vêm em criativas latinhas de metal -saem por R$ 24,90 com 20 g. A loja ainda oferece aos apreciadores da bebida vários apetrechos como xícaras, prepadores, canecas, infusores, entre outros. Os bules custam a partir de R$ 108,90. thegourmettea.com.br. R. Mateus Grou, 89, Pinheiros, região oeste, tel. 2691-2755. Seg. a dom.: 8h às 24h. Dezembro: indefinido. Dias 25 e 1º: fechado. E outros endereços. UZ GAMES A loja é ponto de encontro de geeks e fãs de videogame. Lá é possível encontrar jogos para diferentes tipos de aparelhos, como PS4, Xbox 360, Wii e outros. O jogo Fifa 2016 para PS4 sai por R$ 249,90. Já o Just Dance 2016, com mais de 40 músicas, custa R$ 179,90. Para colecionadores, há ainda bonequinhos de personagens, chaveiros, camisetas, canecas e outros produtos relacionados à cultura pop. uzgames.com. Tietê Plaza Shopping. Av. Raimundo Pereira de Magalhães, 1.465, Jardim Íris, região norte, tel. 3201-9103. Seg. a sáb.: 10h às 22h. Dom.: 14h às 20h. Dezembro: indefinido. Dias 25 e 1º: fechado. E outros endereços. VILLE DU VIN Eleita em 2011 uma das cinco melhores casas de vinho do mundo, segundo a revista chilena "La Cav", conta com 1.500 rótulos de todo o planeta. Há opções em conta, como o chileno Frontera Specialties Tinto 2013, que sai por R$ 30,90 (750 ml), e outras bem mais caras, como o francês Château Montrose 1998, que pode ser comprado por R$ 1.560. Entre os mais vendidos, o Epu 2011 sai por R$ 279 (750 ml). O espaço inclui ainda bistrô e sala para eventos privados. villeduvin.com.br. Al. Tocantins, 75, Alphaville, Barueri, tel. 4208-6061. Seg. a sáb.: 10h às 23h. Dezembro: mantém os horários. Dia 20: 10h às 17h. Dias 24 e 31: 10h às 16h. Dias 25 e 1º: fechado. E outro endereço. VINEA A importadora de bebidas, inaugurada há cerca de cinco anos, oferece 200 rótulos de vinho no estoque, vindos de diferentes países como Chile, Espanha, Portugal, Itália, Argentina -entre outros. No espaço funciona ainda um bistrô, que serve refeições no almoço e no jantar, e há máquinas italianas próprias para servir vinhos em taça. Al. Araguaia, 540, Alphaville, Barueri, tel. 3059-5200. Seg. e ter.: 12h às 15h. Qua. a sáb.: 12h às 24h. Dezembro: loja: seg.: 10h às 19h. Ter. a sáb.: 10h às 24h. Restaurante: seg.: 12h às 15h. Ter. e qua.: 12h às 15h e 19h às 24h. Qui. a sáb.: 12h às 15h e 17h às 24h. Dias 24, 25, 31 e 1º: indefinido. VINTAGE WORLD Com decoração vintage, oferece também produtos com a a ideia de antigo -há miniaturas de carros feitos com metal, motos, aviões, placas entalhadas de madeira, ímas de geladeira, relógios, camisetas, baús e outros. Jack Daniels, Coca-Cola e Rota 66 são alguns dos temas presentes nos itens. A réplica pequena da antiga bomba de gasolina que serve como cofre custa R$ 149. Os ímãs saem por R$ 15. vintageworld.com.br. R. Itapura, 756, Vila Gomes Cardim, região leste, tel. 2942-7051. Seg. a sáb.: 10h às 18h30. Dom.: 10h às 15h. Dezembro: indefinido. Dias 24 e 31: 10h às 14h30. Dias 25 e 1º: fechado. WORLD WINE Importadora de vinhos, a loja funciona desde 1999 e possui mais de 2.000 rótulos em estoque, de mais de 150 produtores de 14 países do mundo. O francês Clarendelle Rouge 2010 é opção bastante procurada e sai por R$ 163 a garrafa (750 ml). Oferece também cervejas, espumantes, condimentos, azeites, molhos e massas. Monta kits para o Natal. worldwine.com.br. R. Pe. João Manuel, 1.269, Cerqueira César, região oeste, tel. 3085-3055. Seg. a sex.: 9h30 às 20h30. Sáb.: 10h às 16h. Dezembro: seg. a sex.: 9h30 às 21h. Sáb.: 10h às 18h. Dia 24: 9h30 às 17h. Dias 25 e 31/12 a 3/1: fechado. E outros endereços
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Vida de repórter: o tempo do glamour passou
O jornalismo e os jornalistas costumam aparecer glamorizados nas artes em geral. Com alguma dose de cinismo e ironia, pode-se tomar como exemplo uma passagem do escritor inglês Evelyn Waugh (1903-1966), em "Furo! "" Uma história de jornalistas": "Como regra, há uma coisa com que você pode sempre contar em nosso trabalho: popularidade. Há muitas desvantagens, eu admito, mas você é apreciado e respeitado. Ligar para pessoas a qualquer hora do dia ou da noite, bater em suas casas sem ser convidado, para fazê-los responder a uma série de perguntas tolas quando eles querem fazer outra coisa ""e ainda assim eles gostam. Sempre um sorriso e o melhor de tudo para os senhores da imprensa". O imaginário da profissão, porém, tem se alterado. O tempo do glamour não só passou, como parece ter sido substituído pela era das trevas na construção social da função. Site americano especializado em emprego, o CareerCast colocou, pelo terceiro ano consecutivo, a profissão de repórter como a pior dos EUA. O levantamento leva em consideração perspectivas de crescimento na carreira, renda, condições ambientais e estresse. Em particular, os jornalistas que cobrem a área política estão sob tensão especial tanto nos EUA quanto no Brasil. O declínio da receita publicitária que afeta jornais, rádios, emissoras de televisão e portais da internet colocou a profissão de repórter entre as 13 piores perspectivas de emprego, com previsão de crescimento negativo até 2024. Em fase de transição de modelo e de características, o jornalismo não é o melhor lugar para quem tem como preocupação imediata perspectivas de crescimento profissional, dinheiro e qualidade de vida. Na busca de compreensão do fenômeno no Brasil, abordei competentes profissionais da Folha, de diferentes gerações, trajetórias e atuações, e pedi-lhes que comentassem do relatório. Na versão digital do jornal o leitor poderá conhecer suas opiniões mais detalhadamente. Trabalhar extensivamente sob cobrança do público e com prazos apertados contribui para as classificações de alto estresse para repórteres dos vários tipos de mídia. Apesar de sentirem na pele o peso das críticas, a pressão e a tensão provocada pela polarização, mais de um repórter comentou que esse ambiente tem o efeito de levá-lo a considerar diferentes pontos de vista, mesmo que discorde frontalmente de alguns deles, e a examinar mais atentamente os próprios preconceitos e ideias consagradas. A repórter Patrícia Campos Mello lembrou frase atribuída ao senador americano Daniel Patrick Moynihan, perfeita para os tempos atuais: "As pessoas têm direito a suas próprias opiniões, mas não têm direito a seus próprios fatos". Um toque de equilíbrio e esperança foi o anúncio feito pela presidente do STF, Carmem Lúcia, da instauração de comissão que investigará possíveis obstáculos ao exercício livre do jornalismo no âmbito do Conselho Nacional de Justiça. Como afirmou, apesar de ser proibida a censura, continua a haver vetos e constrangimentos a jornalistas no exercício profissional. Decidi dedicar este espaço à vida de repórter na esperança de alertar o leitor para os desafios à volta, como aponta Mario Cesar Carvalho. "O que causa estresse é saber que a profissão corre o risco de extinção, ao menos do modo como existiu no século 20. O que estressa é não ver perspectiva de futuro. 'No future' deixou de ser um slogan punk; virou um mote real." A superação da crise atual do jornalismo reserva papel de destaque ao repórter. Tudo mudou, menos a certeza de que o jornalismo vive de notícia relevante, inédita bem apurada e bem escrita.
colunas
Vida de repórter: o tempo do glamour passouO jornalismo e os jornalistas costumam aparecer glamorizados nas artes em geral. Com alguma dose de cinismo e ironia, pode-se tomar como exemplo uma passagem do escritor inglês Evelyn Waugh (1903-1966), em "Furo! "" Uma história de jornalistas": "Como regra, há uma coisa com que você pode sempre contar em nosso trabalho: popularidade. Há muitas desvantagens, eu admito, mas você é apreciado e respeitado. Ligar para pessoas a qualquer hora do dia ou da noite, bater em suas casas sem ser convidado, para fazê-los responder a uma série de perguntas tolas quando eles querem fazer outra coisa ""e ainda assim eles gostam. Sempre um sorriso e o melhor de tudo para os senhores da imprensa". O imaginário da profissão, porém, tem se alterado. O tempo do glamour não só passou, como parece ter sido substituído pela era das trevas na construção social da função. Site americano especializado em emprego, o CareerCast colocou, pelo terceiro ano consecutivo, a profissão de repórter como a pior dos EUA. O levantamento leva em consideração perspectivas de crescimento na carreira, renda, condições ambientais e estresse. Em particular, os jornalistas que cobrem a área política estão sob tensão especial tanto nos EUA quanto no Brasil. O declínio da receita publicitária que afeta jornais, rádios, emissoras de televisão e portais da internet colocou a profissão de repórter entre as 13 piores perspectivas de emprego, com previsão de crescimento negativo até 2024. Em fase de transição de modelo e de características, o jornalismo não é o melhor lugar para quem tem como preocupação imediata perspectivas de crescimento profissional, dinheiro e qualidade de vida. Na busca de compreensão do fenômeno no Brasil, abordei competentes profissionais da Folha, de diferentes gerações, trajetórias e atuações, e pedi-lhes que comentassem do relatório. Na versão digital do jornal o leitor poderá conhecer suas opiniões mais detalhadamente. Trabalhar extensivamente sob cobrança do público e com prazos apertados contribui para as classificações de alto estresse para repórteres dos vários tipos de mídia. Apesar de sentirem na pele o peso das críticas, a pressão e a tensão provocada pela polarização, mais de um repórter comentou que esse ambiente tem o efeito de levá-lo a considerar diferentes pontos de vista, mesmo que discorde frontalmente de alguns deles, e a examinar mais atentamente os próprios preconceitos e ideias consagradas. A repórter Patrícia Campos Mello lembrou frase atribuída ao senador americano Daniel Patrick Moynihan, perfeita para os tempos atuais: "As pessoas têm direito a suas próprias opiniões, mas não têm direito a seus próprios fatos". Um toque de equilíbrio e esperança foi o anúncio feito pela presidente do STF, Carmem Lúcia, da instauração de comissão que investigará possíveis obstáculos ao exercício livre do jornalismo no âmbito do Conselho Nacional de Justiça. Como afirmou, apesar de ser proibida a censura, continua a haver vetos e constrangimentos a jornalistas no exercício profissional. Decidi dedicar este espaço à vida de repórter na esperança de alertar o leitor para os desafios à volta, como aponta Mario Cesar Carvalho. "O que causa estresse é saber que a profissão corre o risco de extinção, ao menos do modo como existiu no século 20. O que estressa é não ver perspectiva de futuro. 'No future' deixou de ser um slogan punk; virou um mote real." A superação da crise atual do jornalismo reserva papel de destaque ao repórter. Tudo mudou, menos a certeza de que o jornalismo vive de notícia relevante, inédita bem apurada e bem escrita.
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Palmeiras vira na Vila em três minutos, vence Santos e se classifica
O primeiro encontro na temporada entre Palmeiras e Santos, rivais em uma série de decisões nos últimos anos, se encaminhava para ter os goleiros como heróis. A noite de gala de Vladimir e de Fernando Prass, que protagonizaram uma série de defesas na partida, foi brecada, primeiramente, por Ricardo Oliveira, autor do primeiro gol da partida, mas terminou com um herói fora de campo: o técnico Eduardo Baptista. O treinador, com suas substituições, conseguiu impulsionar o Palmeiras a uma virada por 2 a 1, na Vila Belmiro, já nos minutos finais. Após o gol marcado pelo atacante santista, aproveitando sobra de bola na área, a partida parecia definida. A surpresa veio com o poder de decisão dos escolhidos por Baptista. Róger Guedes, que substituiu Keno, lançou Jean na área. O lateral bateu cruzado e contou com falha de Vladimir para empatar. Logo depois, em nova jogada individual de Guedes, o camisa 23 aplicou drible em Zeca e encontrou Willian livre na área. O atacante, que substituiu Zé Roberto, marcou o gol da vitória. O clássico na Vila Belmiro ainda teve o seu possível vilão. O meia Vitor Bueno perdeu chance incrível no primeiro tempo quando, já sem goleiro, conseguiu errar o gol que parecia certo. Com isso, a equipe do técnico Dorival Júnior segue sem vencer um clássico no ano —perdeu para o São Paulo, também na Vila, e para o Corinthians, fora de casa. O resultado ainda deixa os santistas fora da zona de classificação para as quartas de final do Paulista, no Grupo D. O Palmeiras, por sua vez, passou a ser o dono da melhor campanha na competição, chegando a 21 pontos e se garantiu nas quartas de final. Os santistas assustaram logo no primeiro minuto, com chute de Lucas Lima da entrada da área. O Palmeiras respondeu na sequência, com o colombiano Borja, aproveitando erro de Lucas Veríssimo na saída de bola. A grande exibição dos goleiros começou logo na sequência, após a chance desperdiçada por Vitor Bueno. Vladimir protagonizou lances frente a frente com Keno, Dudu e em falta batida por Borja. Prass foi além, parou Bruno Henrique e Oliveira, desviando bolas que pareciam ter destino certo. A etapa inicial ainda ficou marcada pelos encontros entre o meio-campista Lucas Lima e o volante Felipe Melo. O palmeirense levou amarelo em jogada com o camisa 10 e deixou o gramado no intervalo provocando a torcida santista, dançando. O segundo tempo voltou com a carga de intensidade ainda maior. As duas equipes se abriram em busca da vitória e fizeram Prass e Vladimir trabalhar mais. A derrota faz aumentar a pressão sobre Dorival Júnior. O Palmeiras, por sua vez, quebra um tabu de 11 jogos sem vencer na Vila, a última havia sido em 2011.
esporte
Palmeiras vira na Vila em três minutos, vence Santos e se classificaO primeiro encontro na temporada entre Palmeiras e Santos, rivais em uma série de decisões nos últimos anos, se encaminhava para ter os goleiros como heróis. A noite de gala de Vladimir e de Fernando Prass, que protagonizaram uma série de defesas na partida, foi brecada, primeiramente, por Ricardo Oliveira, autor do primeiro gol da partida, mas terminou com um herói fora de campo: o técnico Eduardo Baptista. O treinador, com suas substituições, conseguiu impulsionar o Palmeiras a uma virada por 2 a 1, na Vila Belmiro, já nos minutos finais. Após o gol marcado pelo atacante santista, aproveitando sobra de bola na área, a partida parecia definida. A surpresa veio com o poder de decisão dos escolhidos por Baptista. Róger Guedes, que substituiu Keno, lançou Jean na área. O lateral bateu cruzado e contou com falha de Vladimir para empatar. Logo depois, em nova jogada individual de Guedes, o camisa 23 aplicou drible em Zeca e encontrou Willian livre na área. O atacante, que substituiu Zé Roberto, marcou o gol da vitória. O clássico na Vila Belmiro ainda teve o seu possível vilão. O meia Vitor Bueno perdeu chance incrível no primeiro tempo quando, já sem goleiro, conseguiu errar o gol que parecia certo. Com isso, a equipe do técnico Dorival Júnior segue sem vencer um clássico no ano —perdeu para o São Paulo, também na Vila, e para o Corinthians, fora de casa. O resultado ainda deixa os santistas fora da zona de classificação para as quartas de final do Paulista, no Grupo D. O Palmeiras, por sua vez, passou a ser o dono da melhor campanha na competição, chegando a 21 pontos e se garantiu nas quartas de final. Os santistas assustaram logo no primeiro minuto, com chute de Lucas Lima da entrada da área. O Palmeiras respondeu na sequência, com o colombiano Borja, aproveitando erro de Lucas Veríssimo na saída de bola. A grande exibição dos goleiros começou logo na sequência, após a chance desperdiçada por Vitor Bueno. Vladimir protagonizou lances frente a frente com Keno, Dudu e em falta batida por Borja. Prass foi além, parou Bruno Henrique e Oliveira, desviando bolas que pareciam ter destino certo. A etapa inicial ainda ficou marcada pelos encontros entre o meio-campista Lucas Lima e o volante Felipe Melo. O palmeirense levou amarelo em jogada com o camisa 10 e deixou o gramado no intervalo provocando a torcida santista, dançando. O segundo tempo voltou com a carga de intensidade ainda maior. As duas equipes se abriram em busca da vitória e fizeram Prass e Vladimir trabalhar mais. A derrota faz aumentar a pressão sobre Dorival Júnior. O Palmeiras, por sua vez, quebra um tabu de 11 jogos sem vencer na Vila, a última havia sido em 2011.
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Vazão de hidrelétrica era maior quando Montagner se afogou
Na hora em que o ator Domingos Montagner morreu, em 15 de setembro, a vazão da hidrelétrica de Xingó (SE), próximo do local do acidente, era cerca de 12% maior do que na hora anterior. É o que mostra um documento divulgado pelo site The Intercept Brasil na última quarta (28). A primeira informação sobre o afogamento do ator chegou aos bombeiros às 13h56 daquela quinta, o que sugere que o acidente tenha acontecido pouco tempo antes. De acordo com dados da Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco, administradora da usina), na faixa entre 13h e 14h, o fluxo de água liberado pela hidrelétrica de Xingó, a 2 quilômetros rio acima da Prainha, subiu de 814 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 913 m³/s. Às 15h, o volume atingiu o ápice do dia, chegando a 970 m³/s. Nas horas seguintes, houve redução gradativamente. O aumento no fluxo de água é realizado nos horários de pico do uso da rede elétrica para fornecer mais energia. Com isso, a correnteza aumenta rio abaixo. ALTERAÇÕES A vazão da hidrelétrica de Xingó tem sofrido alterações durante 2016. No início do ano, uma liminar estabeleceu vazão mínima liberada pelo reservatório de Xingó, entre Sergipe e Alagoas, em 900 m³/s. Expedida pela 9ª Vara da Justiça Federal em Própria (SE), a decisão fazia parte de uma ação civil pública movida por colônias de pescadores do Estado, que alegavam prejuízos socioeconômicos devido às frequentes reduções no Baixo São Francisco. O novo limite mínimo de 900 m³/s foi autorizado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e, desde o fim de fevereiro, vinha sendo praticado a contragosto pela Chesf —maior vazão significa esvaziamento do reservatório, o que pode comprometer o abastecimento da região durante períodos de estiagem; por outro lado, há aumento do fluxo rio abaixo, favorecendo pescadores locais A liminar foi cassada em março, e a vazão no reservatório de Xingó voltou ao nível de 800 m³/s no dia 17 daquele mês. A partir de outubro, a vazão da hidrelétrica de Xingó poderá ser novamente reduzida —agora para 700 m³/s. A determinação segue solicitação do setor elétrico para não reduzir a vazão antes desse período, e foi tomada na segunda-feira (29), na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília, durante reunião para avaliar os efeitos da defluência reduzida. De acordo com um porta-voz do CBHSP (Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco) que preferiu o anonimato, a decisão não tem relação com a morte de Montagner, mas, sim, com estudos apresentados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) sobre a previsão hidrológica para a bacia até o final do ano. OUTRO LADO Por meio de sua assessoria, a Chesf enviou, na tarde de quinta (29), nota em que "reafirma que, como parte integrante do Sistema Interligado Nacional, a Usina Hidrelétrica de Xingó é operada cumprindo diretrizes, regras, critérios e procedimentos, no sentido de atender, com segurança, qualidade e eficiência, ao fornecimento de energia elétrica à sociedade". Sobre o fluxo de água no dia 15 de setembro, a companhia afirma que "a operação da Usina de Xingó foi realizada conforme programação de geração definida pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico para atendimento ao consumo de energia elétrica da população, não tendo havido nenhuma operação extraordinária, tendo sido similar a dos dias anteriores e posteriores neste mês de setembro, respeitando-se os condicionantes estabelecidos para a operação da usina". A Chesf destaca ainda que "a Bacia Hidrográfica do São Francisco enfrenta a maior estiagem em 86 anos do histórico de registro hidrológico, com a vazão defluente (água liberada) pela Usina de Xingó no menor nível de sua história". Dessa forma, "a tentativa de relacionar o trágico falecimento do ator aos valores de vazão da usina é mera especulação, sem fundamentação técnica, tendo em vista que a localização do acontecimento é histórica e reconhecidamente de risco, fora da área de atuação da Chesf".
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Vazão de hidrelétrica era maior quando Montagner se afogouNa hora em que o ator Domingos Montagner morreu, em 15 de setembro, a vazão da hidrelétrica de Xingó (SE), próximo do local do acidente, era cerca de 12% maior do que na hora anterior. É o que mostra um documento divulgado pelo site The Intercept Brasil na última quarta (28). A primeira informação sobre o afogamento do ator chegou aos bombeiros às 13h56 daquela quinta, o que sugere que o acidente tenha acontecido pouco tempo antes. De acordo com dados da Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco, administradora da usina), na faixa entre 13h e 14h, o fluxo de água liberado pela hidrelétrica de Xingó, a 2 quilômetros rio acima da Prainha, subiu de 814 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 913 m³/s. Às 15h, o volume atingiu o ápice do dia, chegando a 970 m³/s. Nas horas seguintes, houve redução gradativamente. O aumento no fluxo de água é realizado nos horários de pico do uso da rede elétrica para fornecer mais energia. Com isso, a correnteza aumenta rio abaixo. ALTERAÇÕES A vazão da hidrelétrica de Xingó tem sofrido alterações durante 2016. No início do ano, uma liminar estabeleceu vazão mínima liberada pelo reservatório de Xingó, entre Sergipe e Alagoas, em 900 m³/s. Expedida pela 9ª Vara da Justiça Federal em Própria (SE), a decisão fazia parte de uma ação civil pública movida por colônias de pescadores do Estado, que alegavam prejuízos socioeconômicos devido às frequentes reduções no Baixo São Francisco. O novo limite mínimo de 900 m³/s foi autorizado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e, desde o fim de fevereiro, vinha sendo praticado a contragosto pela Chesf —maior vazão significa esvaziamento do reservatório, o que pode comprometer o abastecimento da região durante períodos de estiagem; por outro lado, há aumento do fluxo rio abaixo, favorecendo pescadores locais A liminar foi cassada em março, e a vazão no reservatório de Xingó voltou ao nível de 800 m³/s no dia 17 daquele mês. A partir de outubro, a vazão da hidrelétrica de Xingó poderá ser novamente reduzida —agora para 700 m³/s. A determinação segue solicitação do setor elétrico para não reduzir a vazão antes desse período, e foi tomada na segunda-feira (29), na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília, durante reunião para avaliar os efeitos da defluência reduzida. De acordo com um porta-voz do CBHSP (Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco) que preferiu o anonimato, a decisão não tem relação com a morte de Montagner, mas, sim, com estudos apresentados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) sobre a previsão hidrológica para a bacia até o final do ano. OUTRO LADO Por meio de sua assessoria, a Chesf enviou, na tarde de quinta (29), nota em que "reafirma que, como parte integrante do Sistema Interligado Nacional, a Usina Hidrelétrica de Xingó é operada cumprindo diretrizes, regras, critérios e procedimentos, no sentido de atender, com segurança, qualidade e eficiência, ao fornecimento de energia elétrica à sociedade". Sobre o fluxo de água no dia 15 de setembro, a companhia afirma que "a operação da Usina de Xingó foi realizada conforme programação de geração definida pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico para atendimento ao consumo de energia elétrica da população, não tendo havido nenhuma operação extraordinária, tendo sido similar a dos dias anteriores e posteriores neste mês de setembro, respeitando-se os condicionantes estabelecidos para a operação da usina". A Chesf destaca ainda que "a Bacia Hidrográfica do São Francisco enfrenta a maior estiagem em 86 anos do histórico de registro hidrológico, com a vazão defluente (água liberada) pela Usina de Xingó no menor nível de sua história". Dessa forma, "a tentativa de relacionar o trágico falecimento do ator aos valores de vazão da usina é mera especulação, sem fundamentação técnica, tendo em vista que a localização do acontecimento é histórica e reconhecidamente de risco, fora da área de atuação da Chesf".
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Confira os lançamentos de livros em destaque nessa semana
O Cifras & Letras seleciona semanalmente lançamentos mais recentes na área de negócios e economia. Confira abaixo os destaques desta semana: NACIONAIS As Mulheres Profissionais e Suas Carreiras Sem Censura - Estudos sob Diferentes Abordagens AUTORES Juliana Oliveira Andrade e Antonio Carvalho Neto (org.) EDITORA Atlas QUANTO R$ 62 (232 págs.) Traz conjunto de artigos sobre o trabalho feminino escritos a partir de pesquisas elaboradas por professores de instituições como PUC Minas, UFMG e USP. Finanças Femininas &AUTORES* Carolina Ruhman e Samy Dana &EDITORA* Benvirá QUANTO R$ 19,90 (160 págs.) Blogueira especialista em finanças pessoais e colunista da Folha dão dicas para mulheres usarem bem o dinheiro. Oferece orientações sobre controle da impulsividade, negociação e investimentos. Fala sobre casamento, filhos e empreendedorismo. table(fe). |(fo1c). Divulgação| |! http://f.i.uol.com.br/folha/mercado/images/15086597.jpeg!| O Que a Escola Não Nos Ensina AUTOR João Cristofolini EDITORA Alta Books QUANTO R$ 54,90 (272 págs.) Empresário crítica os conteúdos ensinados pelo ensino tradicional e sua falta de conexão com a realidade do mundo dos negócios. Ensina como desenvolver habilidades mentais, empreendedoras (saber perceber oportunidades e inovar), de venda e de marketing. A Política Externa Norte-Americana e Seus Teóricos AUTOR Perry Anderson EDITORA Boitempo QUANTO R$ 56 (224 págs.) Reúne artigos do historiador inglês publicados na revista "New Left Review". Analisam os principais acontecimentos e inflexões da política externa dos EUA desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Comenta as bases ideológicas e institucionais do país. INTERNACIONAIS The Summit AUTOR Ed Conwy EDITORA Little, Brown QUANTO R$ 26,50 na Amazon (451 págs.) Descreve a conferência de Bretton Woods (EUA), realizada em 1944 e que reformulou o sistema financeiro internacional. Baseando-se em diários inéditos, mostra a tensão entre os delegados da reunião e ameaças de desistência. The Opposite of Spoiled AUTOR Ron Lieber EDITORA Harper QUANTO R$ 34,70 na Amazon (261 págs.) Colunista de finanças pessoais do jornal norte-americano "The New York Times" mostra benefícios de falar claramente com as crianças sobre dinheiro, como o desenvolvimento da modéstia e da paciência e o entendimento dos valores da família.
mercado
Confira os lançamentos de livros em destaque nessa semanaO Cifras & Letras seleciona semanalmente lançamentos mais recentes na área de negócios e economia. Confira abaixo os destaques desta semana: NACIONAIS As Mulheres Profissionais e Suas Carreiras Sem Censura - Estudos sob Diferentes Abordagens AUTORES Juliana Oliveira Andrade e Antonio Carvalho Neto (org.) EDITORA Atlas QUANTO R$ 62 (232 págs.) Traz conjunto de artigos sobre o trabalho feminino escritos a partir de pesquisas elaboradas por professores de instituições como PUC Minas, UFMG e USP. Finanças Femininas &AUTORES* Carolina Ruhman e Samy Dana &EDITORA* Benvirá QUANTO R$ 19,90 (160 págs.) Blogueira especialista em finanças pessoais e colunista da Folha dão dicas para mulheres usarem bem o dinheiro. Oferece orientações sobre controle da impulsividade, negociação e investimentos. Fala sobre casamento, filhos e empreendedorismo. table(fe). |(fo1c). Divulgação| |! http://f.i.uol.com.br/folha/mercado/images/15086597.jpeg!| O Que a Escola Não Nos Ensina AUTOR João Cristofolini EDITORA Alta Books QUANTO R$ 54,90 (272 págs.) Empresário crítica os conteúdos ensinados pelo ensino tradicional e sua falta de conexão com a realidade do mundo dos negócios. Ensina como desenvolver habilidades mentais, empreendedoras (saber perceber oportunidades e inovar), de venda e de marketing. A Política Externa Norte-Americana e Seus Teóricos AUTOR Perry Anderson EDITORA Boitempo QUANTO R$ 56 (224 págs.) Reúne artigos do historiador inglês publicados na revista "New Left Review". Analisam os principais acontecimentos e inflexões da política externa dos EUA desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Comenta as bases ideológicas e institucionais do país. INTERNACIONAIS The Summit AUTOR Ed Conwy EDITORA Little, Brown QUANTO R$ 26,50 na Amazon (451 págs.) Descreve a conferência de Bretton Woods (EUA), realizada em 1944 e que reformulou o sistema financeiro internacional. Baseando-se em diários inéditos, mostra a tensão entre os delegados da reunião e ameaças de desistência. The Opposite of Spoiled AUTOR Ron Lieber EDITORA Harper QUANTO R$ 34,70 na Amazon (261 págs.) Colunista de finanças pessoais do jornal norte-americano "The New York Times" mostra benefícios de falar claramente com as crianças sobre dinheiro, como o desenvolvimento da modéstia e da paciência e o entendimento dos valores da família.
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Tótens são instalados para contagem de bicicletas em ciclovias de SP
Ciclistas que passarem pela Faria Lima e Paulista agora poderão saber quantas pessoas pedalaram nos locais. Dois tótens de contagem estão sendo instalados nas ciclovias que passam pelas avenidas. Um deles está na rua Vergueiro com a avenida Bernardino de Campos, região da Paulista, e o outro e avenida Faria Lima. Ambos serão inaugurados na próxima segunda (25), aniversário da cidade. O objetivo da instalação é mensurar a passagem de ciclistas nos trechos implantados. As informações obtidas serão utilizadas para ações de planejamento estratégico, visando otimizar o projeto cicloviário existente em São Paulo, de acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). Segundo a prefeitura, os tótens já estavam previstos no contrato de funcionamento do sistema Bike Sampa, mas não foram instalados antes do término da licitação com o banco Itaú. A empresa doou os equipamentos. De acordo com informações da CET, os equipamentos são compostos por leitores magnéticos. Os contadores detectarão a passagem dos ciclistas em tempo real, cujos dados serão enviados para uma plataforma de análise da Companhia. As informações serão apresentados em três níveis (Diário / Mensal / Anual) demonstrando o quadro evolutivo do uso das ciclovias. OUTRO SISTEMA Em abril de 2015, a gestão Haddad havia implantado um contador de ciclistas on-line, que registra o movimento da ciclovia avenida Brigadeiro Faria Lima. Trata-se de uma webcam simples de R$ 20 colocada no alto de um prédio. A imagem é analisada em tempo real por um software de contagem calibrado para captar somente as bicicletas (reconhecidas por suas dimensões e velocidade). As imagens são transmitidas ao vivo pelo pelo YouTube. Na página da internet, é possível ver quantas pessoas estão assistindo às imagens. O software discrimina também o sentido da viagem, horário, temperatura e umidade do ar.
cotidiano
Tótens são instalados para contagem de bicicletas em ciclovias de SPCiclistas que passarem pela Faria Lima e Paulista agora poderão saber quantas pessoas pedalaram nos locais. Dois tótens de contagem estão sendo instalados nas ciclovias que passam pelas avenidas. Um deles está na rua Vergueiro com a avenida Bernardino de Campos, região da Paulista, e o outro e avenida Faria Lima. Ambos serão inaugurados na próxima segunda (25), aniversário da cidade. O objetivo da instalação é mensurar a passagem de ciclistas nos trechos implantados. As informações obtidas serão utilizadas para ações de planejamento estratégico, visando otimizar o projeto cicloviário existente em São Paulo, de acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). Segundo a prefeitura, os tótens já estavam previstos no contrato de funcionamento do sistema Bike Sampa, mas não foram instalados antes do término da licitação com o banco Itaú. A empresa doou os equipamentos. De acordo com informações da CET, os equipamentos são compostos por leitores magnéticos. Os contadores detectarão a passagem dos ciclistas em tempo real, cujos dados serão enviados para uma plataforma de análise da Companhia. As informações serão apresentados em três níveis (Diário / Mensal / Anual) demonstrando o quadro evolutivo do uso das ciclovias. OUTRO SISTEMA Em abril de 2015, a gestão Haddad havia implantado um contador de ciclistas on-line, que registra o movimento da ciclovia avenida Brigadeiro Faria Lima. Trata-se de uma webcam simples de R$ 20 colocada no alto de um prédio. A imagem é analisada em tempo real por um software de contagem calibrado para captar somente as bicicletas (reconhecidas por suas dimensões e velocidade). As imagens são transmitidas ao vivo pelo pelo YouTube. Na página da internet, é possível ver quantas pessoas estão assistindo às imagens. O software discrimina também o sentido da viagem, horário, temperatura e umidade do ar.
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Lançamentos em realidade virtual questionam nova forma de narrativa
A foto de Mark Zuckerberg, criador do Facebook, caminhando despercebido pela plateia imersa em óculos de realidade virtual de um fórum de tecnologia em fevereiro já é uma das imagens do ano. Ela sintetiza a aposta recorrente entre desenvolvedores de tecnologia e de entretenimento: 2016 promete ser o ano da realidade virtual, graças à chegada de novos equipamentos no mercado e do lançamento de games e filmes pensados para esse novo formato. Na última quinta-feira (28), Zuckerberg começou a vender os primeiros Oculus Rift. Quem provou o dispositivo, que custa US$ 600 (R$ 2.137) e precisa ser ligado a um computador potente, confirmou as expectativas. "É só uma questão de tempo até você querer entrar [nesse universo]", dizia uma avaliação da revista americana "Wired". Tempo que parece correr a favor. No Brasil, realizadores já começam a experimentar a nova tecnologia —como o cineasta Tadeu Jungle, que lança o documentário "Rio de Lama", sobre a tragédia ambiental provocada pelo vazamento de uma barragem de resíduos de mineração da Samarco, em Minas Gerais. Grátis, o filme tem estreia para assinantes da Folha nesta segunda (4), no MIS, às 19h, 20h e 21h, e está disponível nas lojas digitais App Store, para dispositivos iOS, e Google Play, para Android. E, desde a semana passada, o canal pago Sexy Hot, de conteúdo erótico, disponibiliza na internet uma série de curtas pornô em realidade virtual para seus assinantes. A experiência funciona melhor em óculos como o Rift, que ainda não tem previsão de venda no país. O aparelho pode interagir com controles de videogames e tem um sensor refinado capaz de traduzir movimentos. Porém, filmes como o de Jungle e os do Sexy Hot funcionam em celulares com sensores de movimento, como iPhones e os modelos da Samsung. O telefone pode ser acoplado em suportes como o Google Cardboard, uma espécie de caixa de papelão com duas lentes que se moldam aos olhos e que custa, em média, R$ 50. Jungle diz apostar em uma rápida popularização desses equipamentos no país. "Só precisa de um smartphone contemporâneo, que as pessoas já têm. Nunca se teve uma tecnologia tão pronta para ser utilizada", diz. NOVA LINGUAGEM A graça de filmes em realidade virtual é gerar um maior grau de empatia entre o espectador e a história que ele acompanha ao ver a ação com os olhos do câmera, em 360º. De fato, os aparelhos conseguem enganar os sentidos —tanto que usá-los por tempo demais ou em cenas de muita ação pode causar um leve desconforto, como um enjoo sentido em viagens de barco. Nos novos filmes do Sexy Hot, os óculos oferecem ao usuário a perspectiva do ator pornô que transa com a parceira em uma suruba. Conforme você gira a cabeça, para a esquerda ou para a direita, assiste a mais casais fazendo sexo. Se volta à posição original, verá a parceira mudando de posição e dizendo obscenidades. Por ora, esse é o limite da graça em filmes de realidade virtual. As histórias são lineares e as cenas são quase teatrais, terminando em "fade out". A lógica em 360º quebra o paradigma da tela plana: como aplicar a lógica do corte a uma obra esférica? Outro problema é a produção em si. A equipe não pode aparecer em cena —o que exige que diretores e continuistas se camuflem de personagens. Ou coloquem pontos eletrônicos no elenco, como no filme do Sexy Hot. "É uma nova forma de narrativa. Pela primeira vez, depois do cinema, vamos ter uma revolução", afirma Jungle. Como nos primórdios do cinema, a realidade virtual está em fase de experimentação. E ainda espera seus George Méliès ou Sergei Eiseinstein destes tempos, capazes de desvendar a mágica do corte e da montagem para cenas esféricas.
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Lançamentos em realidade virtual questionam nova forma de narrativaA foto de Mark Zuckerberg, criador do Facebook, caminhando despercebido pela plateia imersa em óculos de realidade virtual de um fórum de tecnologia em fevereiro já é uma das imagens do ano. Ela sintetiza a aposta recorrente entre desenvolvedores de tecnologia e de entretenimento: 2016 promete ser o ano da realidade virtual, graças à chegada de novos equipamentos no mercado e do lançamento de games e filmes pensados para esse novo formato. Na última quinta-feira (28), Zuckerberg começou a vender os primeiros Oculus Rift. Quem provou o dispositivo, que custa US$ 600 (R$ 2.137) e precisa ser ligado a um computador potente, confirmou as expectativas. "É só uma questão de tempo até você querer entrar [nesse universo]", dizia uma avaliação da revista americana "Wired". Tempo que parece correr a favor. No Brasil, realizadores já começam a experimentar a nova tecnologia —como o cineasta Tadeu Jungle, que lança o documentário "Rio de Lama", sobre a tragédia ambiental provocada pelo vazamento de uma barragem de resíduos de mineração da Samarco, em Minas Gerais. Grátis, o filme tem estreia para assinantes da Folha nesta segunda (4), no MIS, às 19h, 20h e 21h, e está disponível nas lojas digitais App Store, para dispositivos iOS, e Google Play, para Android. E, desde a semana passada, o canal pago Sexy Hot, de conteúdo erótico, disponibiliza na internet uma série de curtas pornô em realidade virtual para seus assinantes. A experiência funciona melhor em óculos como o Rift, que ainda não tem previsão de venda no país. O aparelho pode interagir com controles de videogames e tem um sensor refinado capaz de traduzir movimentos. Porém, filmes como o de Jungle e os do Sexy Hot funcionam em celulares com sensores de movimento, como iPhones e os modelos da Samsung. O telefone pode ser acoplado em suportes como o Google Cardboard, uma espécie de caixa de papelão com duas lentes que se moldam aos olhos e que custa, em média, R$ 50. Jungle diz apostar em uma rápida popularização desses equipamentos no país. "Só precisa de um smartphone contemporâneo, que as pessoas já têm. Nunca se teve uma tecnologia tão pronta para ser utilizada", diz. NOVA LINGUAGEM A graça de filmes em realidade virtual é gerar um maior grau de empatia entre o espectador e a história que ele acompanha ao ver a ação com os olhos do câmera, em 360º. De fato, os aparelhos conseguem enganar os sentidos —tanto que usá-los por tempo demais ou em cenas de muita ação pode causar um leve desconforto, como um enjoo sentido em viagens de barco. Nos novos filmes do Sexy Hot, os óculos oferecem ao usuário a perspectiva do ator pornô que transa com a parceira em uma suruba. Conforme você gira a cabeça, para a esquerda ou para a direita, assiste a mais casais fazendo sexo. Se volta à posição original, verá a parceira mudando de posição e dizendo obscenidades. Por ora, esse é o limite da graça em filmes de realidade virtual. As histórias são lineares e as cenas são quase teatrais, terminando em "fade out". A lógica em 360º quebra o paradigma da tela plana: como aplicar a lógica do corte a uma obra esférica? Outro problema é a produção em si. A equipe não pode aparecer em cena —o que exige que diretores e continuistas se camuflem de personagens. Ou coloquem pontos eletrônicos no elenco, como no filme do Sexy Hot. "É uma nova forma de narrativa. Pela primeira vez, depois do cinema, vamos ter uma revolução", afirma Jungle. Como nos primórdios do cinema, a realidade virtual está em fase de experimentação. E ainda espera seus George Méliès ou Sergei Eiseinstein destes tempos, capazes de desvendar a mágica do corte e da montagem para cenas esféricas.
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Após vitória, Cuca admite que correu riscos na escalação do Palmeiras
O técnico palmeirense Cuca admitiu que arriscou na escalação do Palmeiras para o jogo deste domingo (3), contra o Corinthians. Dudu, que ficou no banco de reservas, mas depois entrou e fez o gol da vitória, ainda se recuperava de lesão na coxa direita. Alecsandro, que foi titular, sentiu dor na panturrilha antes da partida, mesmo assim jogou. Era o jogo decisivo do Palmeiras neste primeiro semestre, por isso o treinador não poupou seus atletas. "Se eu perco do Corinthians [neste domingo, pelo Paulista] e do Rosario [na quarta, pela Libertadores], posso ficar fora das duas competições, e só ia jogar daqui quase um mês e meio, pelo Brasileiro. Por isso tinha que arriscar, não tinha jeito. Não adiantava poupar", disse Cuca. O Palmeiras havia vencido na quinta (31) o Rio Claro, no que foi a primeira vitória do técnico no clube, depois de quatro rodadas. Cuca disse que o tempo de recuperação para o clássico não foi o ideal, e seus jogadores sentiram isso em campo, numa tarde quente no Pacaembu. Veja vídeo "O Arouca teve cãibra, o Gabriel Jesus teve cãibra, o Robinho passou mal. Mas não tem vitória em clássico em que os jogadores não saiam de campo desgastados assim", disse o treinador palmeirense. Ele admitiu que ainda está devendo, apesar das duas vitórias seguidas: "Está horrível ainda. Estou 2 a 4. Precisamos de muito mais. Na quarta, vamos lutar muito para vencer o Rosario e continuar com chances na Libertadores", afirmou o técnico. Ele aproveitou, também, para dar uma cutucada no meia Lucas Lima, do Santos, que supostamente provocou o Palmeiras depois de o time perder de 4 a 1 do Água Santa, no último domingo (27). Lima, irritado com as provocações dos palmeirenses após a derrota de seu time na final da Copa do Brasi, escreveu em uma rede social brincando com os gols tomados pelo Palmeiras – apesar de não citar o nome do clube. "É ruim, porque você não sabe em que clube vai estar jogando no futuro. E depois, como o torcedor do Palmeiras vai torcer por ele na seleção? Jogador tem que ter essa sabedoria", disse o treinador.   Tabela e resultados do Campeonato Paulista 2016
esporte
Após vitória, Cuca admite que correu riscos na escalação do PalmeirasO técnico palmeirense Cuca admitiu que arriscou na escalação do Palmeiras para o jogo deste domingo (3), contra o Corinthians. Dudu, que ficou no banco de reservas, mas depois entrou e fez o gol da vitória, ainda se recuperava de lesão na coxa direita. Alecsandro, que foi titular, sentiu dor na panturrilha antes da partida, mesmo assim jogou. Era o jogo decisivo do Palmeiras neste primeiro semestre, por isso o treinador não poupou seus atletas. "Se eu perco do Corinthians [neste domingo, pelo Paulista] e do Rosario [na quarta, pela Libertadores], posso ficar fora das duas competições, e só ia jogar daqui quase um mês e meio, pelo Brasileiro. Por isso tinha que arriscar, não tinha jeito. Não adiantava poupar", disse Cuca. O Palmeiras havia vencido na quinta (31) o Rio Claro, no que foi a primeira vitória do técnico no clube, depois de quatro rodadas. Cuca disse que o tempo de recuperação para o clássico não foi o ideal, e seus jogadores sentiram isso em campo, numa tarde quente no Pacaembu. Veja vídeo "O Arouca teve cãibra, o Gabriel Jesus teve cãibra, o Robinho passou mal. Mas não tem vitória em clássico em que os jogadores não saiam de campo desgastados assim", disse o treinador palmeirense. Ele admitiu que ainda está devendo, apesar das duas vitórias seguidas: "Está horrível ainda. Estou 2 a 4. Precisamos de muito mais. Na quarta, vamos lutar muito para vencer o Rosario e continuar com chances na Libertadores", afirmou o técnico. Ele aproveitou, também, para dar uma cutucada no meia Lucas Lima, do Santos, que supostamente provocou o Palmeiras depois de o time perder de 4 a 1 do Água Santa, no último domingo (27). Lima, irritado com as provocações dos palmeirenses após a derrota de seu time na final da Copa do Brasi, escreveu em uma rede social brincando com os gols tomados pelo Palmeiras – apesar de não citar o nome do clube. "É ruim, porque você não sabe em que clube vai estar jogando no futuro. E depois, como o torcedor do Palmeiras vai torcer por ele na seleção? Jogador tem que ter essa sabedoria", disse o treinador.   Tabela e resultados do Campeonato Paulista 2016
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Alalaô: Acadêmicos do Tatuapé é punida e perde 1,1 ponto antes da apuração
A escola de samba Acadêmicos do Tatuapé será punida por ter extrapolado em um minuto o tempo máximo dos desfiles das escolas de samba de São Paulo. Essa decisão foi tomada durante uma reunião entre dirigentes e presidentes de escolas ... Leia post completo no blog
cotidiano
Alalaô: Acadêmicos do Tatuapé é punida e perde 1,1 ponto antes da apuraçãoA escola de samba Acadêmicos do Tatuapé será punida por ter extrapolado em um minuto o tempo máximo dos desfiles das escolas de samba de São Paulo. Essa decisão foi tomada durante uma reunião entre dirigentes e presidentes de escolas ... Leia post completo no blog
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Editorial: César, o papa e o califa
Pode-se encontrar qualquer tipo de disparate e opinião bizarra nas redes sociais, e o mais sensato, em geral, é não levar nada disso a sério. Mas a proporção da tolice se altera, sem dúvida, dependendo da importância e da representatividade da pessoa que a proferiu. Causa estranheza, assim, a manifestação do secretário da Justiça do Estado de São Paulo, Aloisio de Toledo César, sobre os atentados ao jornal francês "Charlie Hebdo". No Facebook, o desembargador aposentado expressa sua "mais profunda indignação ao (sic) mau uso da liberdade de expressão dos cartunistas franceses". Estamos apenas na abertura de seu texto, e já não é pouca coisa. O mundo assistiu, estarrecido, ao vídeo em que dois jihadistas saem de um carro numa rua de Paris. Haviam acabado de chacinar 11 pessoas no semanário satírico. Um segurança está no caminho dos terroristas. É baleado; cai no chão. Um dos assassinos se aproxima e mata-o à queima-roupa. E como reage o novo secretário da Justiça de Geraldo Alckmin (PSDB)? Ele se indigna. Profundamente. Não com o ato bárbaro dos extremistas, sobre o qual silenciou, mas com o "mau uso da liberdade de expressão". Condena os cartunistas, não os assassinos. Na ótica de Toledo César, os humoristas do "Charlie Hebdo" –aqueles que sobreviveram, bem entendido, e que lançaram nova edição do jornal com charges sobre a tragédia– "já provocaram mortes e insistem em dar chicotadas nos muçulmanos, desafiando-os". É o mundo de ponta-cabeça, numa fraseologia em que vítimas se transformam em terroristas, e em que cartunistas viram executores da lei islâmica –que estabelece, como ocorre agora na Arábia Saudita, o açoitamento de infiéis. Admita-se que nem todas as pessoas estão dispostas a endossar o lema "Je suis Charlie", em solidariedade às vítimas do extremismo. Nem todos, de fato, consideram justa ou construtiva a iniciativa de pilheriar com religiões. Mas discordar do "Charlie Hebdo" não se confunde com uma absoluta inversão dos valores da liberdade e da tolerância, além do senso de justiça. Voltando-se a indignação contra as vítimas, abrem-se as portas da solidariedade com os assassinos. "Eu sou Maomé", disse Toledo César; poderá dizer "Eu sou Chérif Kouachi" também? O papa Francisco deu alguma legitimidade institucional a essa atitude, observando que, se um assessor insultasse a sua mãe, receberia um murro em resposta. Conclua-se que, se um cartunista desenhar Maomé, é normal que seja punido por isso. Eis um caso, ao mesmo tempo trágico e irônico, em que todos –César, o papa e o califa– estão de acordo.
opiniao
Editorial: César, o papa e o califaPode-se encontrar qualquer tipo de disparate e opinião bizarra nas redes sociais, e o mais sensato, em geral, é não levar nada disso a sério. Mas a proporção da tolice se altera, sem dúvida, dependendo da importância e da representatividade da pessoa que a proferiu. Causa estranheza, assim, a manifestação do secretário da Justiça do Estado de São Paulo, Aloisio de Toledo César, sobre os atentados ao jornal francês "Charlie Hebdo". No Facebook, o desembargador aposentado expressa sua "mais profunda indignação ao (sic) mau uso da liberdade de expressão dos cartunistas franceses". Estamos apenas na abertura de seu texto, e já não é pouca coisa. O mundo assistiu, estarrecido, ao vídeo em que dois jihadistas saem de um carro numa rua de Paris. Haviam acabado de chacinar 11 pessoas no semanário satírico. Um segurança está no caminho dos terroristas. É baleado; cai no chão. Um dos assassinos se aproxima e mata-o à queima-roupa. E como reage o novo secretário da Justiça de Geraldo Alckmin (PSDB)? Ele se indigna. Profundamente. Não com o ato bárbaro dos extremistas, sobre o qual silenciou, mas com o "mau uso da liberdade de expressão". Condena os cartunistas, não os assassinos. Na ótica de Toledo César, os humoristas do "Charlie Hebdo" –aqueles que sobreviveram, bem entendido, e que lançaram nova edição do jornal com charges sobre a tragédia– "já provocaram mortes e insistem em dar chicotadas nos muçulmanos, desafiando-os". É o mundo de ponta-cabeça, numa fraseologia em que vítimas se transformam em terroristas, e em que cartunistas viram executores da lei islâmica –que estabelece, como ocorre agora na Arábia Saudita, o açoitamento de infiéis. Admita-se que nem todas as pessoas estão dispostas a endossar o lema "Je suis Charlie", em solidariedade às vítimas do extremismo. Nem todos, de fato, consideram justa ou construtiva a iniciativa de pilheriar com religiões. Mas discordar do "Charlie Hebdo" não se confunde com uma absoluta inversão dos valores da liberdade e da tolerância, além do senso de justiça. Voltando-se a indignação contra as vítimas, abrem-se as portas da solidariedade com os assassinos. "Eu sou Maomé", disse Toledo César; poderá dizer "Eu sou Chérif Kouachi" também? O papa Francisco deu alguma legitimidade institucional a essa atitude, observando que, se um assessor insultasse a sua mãe, receberia um murro em resposta. Conclua-se que, se um cartunista desenhar Maomé, é normal que seja punido por isso. Eis um caso, ao mesmo tempo trágico e irônico, em que todos –César, o papa e o califa– estão de acordo.
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Pré-sal puxa produção brasileira de petróleo em julho
Impulsionada pelo pré-sal, a produção brasileira de petróleo atingiu a marca de 2,581 milhões de barris por dia em julho, aumento de 0,9% na comparação com o mês anterior —e superando o recorde registrado em junho. A produção de gás, por sua vez, foi de 107,2 milhões de metros cúbicos por dia, um aumento de 3,5% frente a junho de 2016. Foi também um recorde, ultrapassando o registrado em junho (3,21 milhões milhões de barris). Somados os volumes de petróleo e gás natural, o total extraído no Brasil chegou a 3,255 milhões de barris de óleo equivalente por dia, ultrapassando o recorde batido no mês anterior. PRÉ-SAL Segundo a agência, o pré-sal produziu 1,060 milhão de barris de petróleo por dia, além de 40,8 milhões de metros cúbicos diários de gás por dia. São 65 poços em atividades nas águas ultraprofundas. No total somado, o pré-sal produziu 1,317 milhões de barris de óleo equivalente por dia, um aumento de 6,2% em relação ao mês anterior. A produção de petróleo no pré-sal superou a marca de um milhão de barris diários pela primeira vez em junho passado.
mercado
Pré-sal puxa produção brasileira de petróleo em julhoImpulsionada pelo pré-sal, a produção brasileira de petróleo atingiu a marca de 2,581 milhões de barris por dia em julho, aumento de 0,9% na comparação com o mês anterior —e superando o recorde registrado em junho. A produção de gás, por sua vez, foi de 107,2 milhões de metros cúbicos por dia, um aumento de 3,5% frente a junho de 2016. Foi também um recorde, ultrapassando o registrado em junho (3,21 milhões milhões de barris). Somados os volumes de petróleo e gás natural, o total extraído no Brasil chegou a 3,255 milhões de barris de óleo equivalente por dia, ultrapassando o recorde batido no mês anterior. PRÉ-SAL Segundo a agência, o pré-sal produziu 1,060 milhão de barris de petróleo por dia, além de 40,8 milhões de metros cúbicos diários de gás por dia. São 65 poços em atividades nas águas ultraprofundas. No total somado, o pré-sal produziu 1,317 milhões de barris de óleo equivalente por dia, um aumento de 6,2% em relação ao mês anterior. A produção de petróleo no pré-sal superou a marca de um milhão de barris diários pela primeira vez em junho passado.
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Maurren Maggi anuncia aposentadoria e fica fora da Rio-2016
A campeã olímpica Maurren Maggi, 38, anunciou que se aposentará das pistas neste ano. A declaração foi dada neste domingo (19) durante a transmissão de um evento de atletismo durante o programa Esporte Espetacular, da TV Globo. Durante uma das pausas na transmissão, a saltadora disse que vai parar de competir em 2015 para se dedicar à televisão. Ela fará parte da equipe da emissora carioca na Olimpíada Rio-2016. "Não dá para fazer bem muitas coisas ao mesmo tempo. Então, vou parar de competir nesse ano", disse Maurren. Em seguida, o narrador Alex Escobar revelou que um evento especial marcará a aposentadoria da atleta. Maurren colocou seu nome na história do esporte brasileiro ao ser a primeira mulher do país a conquistar uma medalha de ouro olímpica. Nos Jogos de Pequim-2008, ela foi campeã no salto em distância, com a marca de 7, 04 m. Em fase final de sua carreira, a paulista está competindo em 2015 pelo São Paulo Futebol Clube em competições menores, como o Campeonato Paulista.
esporte
Maurren Maggi anuncia aposentadoria e fica fora da Rio-2016A campeã olímpica Maurren Maggi, 38, anunciou que se aposentará das pistas neste ano. A declaração foi dada neste domingo (19) durante a transmissão de um evento de atletismo durante o programa Esporte Espetacular, da TV Globo. Durante uma das pausas na transmissão, a saltadora disse que vai parar de competir em 2015 para se dedicar à televisão. Ela fará parte da equipe da emissora carioca na Olimpíada Rio-2016. "Não dá para fazer bem muitas coisas ao mesmo tempo. Então, vou parar de competir nesse ano", disse Maurren. Em seguida, o narrador Alex Escobar revelou que um evento especial marcará a aposentadoria da atleta. Maurren colocou seu nome na história do esporte brasileiro ao ser a primeira mulher do país a conquistar uma medalha de ouro olímpica. Nos Jogos de Pequim-2008, ela foi campeã no salto em distância, com a marca de 7, 04 m. Em fase final de sua carreira, a paulista está competindo em 2015 pelo São Paulo Futebol Clube em competições menores, como o Campeonato Paulista.
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Sem bico duplo, Lotus mostra seu carro para a temporada de 2015
A Lotus mostrou nesta segunda-feira (26) o seu novo carro para a temporada 2015 da F-1. A principal mudança está na frente. A equipe tirou o bico duplo (que ficou conhecido como "nariz de tamanduá") do monoposto de 2014 e colocou um mais tradicional. O carro foi denominado de E23 Hybrid, que vai substituir o E22. "O E23 Hybrid representa uma nova era para a Lotus, não apenas pela troca por motores Mercedes, mas também porque é o fruto de um ocupado inverno por trás dos bastidores. Melhorias nos departamentos de design, aerodinâmica e simulação contribuíram no desenvolvimento de um carro que é um grande passo adiante", disse Matthew Carter, diretor executivo da Lotus. "Como um time, nós estamos confiantes que o novo carro, combinado com os novos integrantes da equipe, vai permitir um grande salto adiante e nós estamos muito otimistas para esta nova temporada. Está na hora de deixar para trás o desapontamento da última temporada e nos beneficiar desses 12 meses de trabalho duro. Estamos prontos para voltar ao nosso lugar certo, no topo do esporte", afirmou. Além da Lotus, Williams e Force India já mostraram os seus novos carros para 2015.
esporte
Sem bico duplo, Lotus mostra seu carro para a temporada de 2015A Lotus mostrou nesta segunda-feira (26) o seu novo carro para a temporada 2015 da F-1. A principal mudança está na frente. A equipe tirou o bico duplo (que ficou conhecido como "nariz de tamanduá") do monoposto de 2014 e colocou um mais tradicional. O carro foi denominado de E23 Hybrid, que vai substituir o E22. "O E23 Hybrid representa uma nova era para a Lotus, não apenas pela troca por motores Mercedes, mas também porque é o fruto de um ocupado inverno por trás dos bastidores. Melhorias nos departamentos de design, aerodinâmica e simulação contribuíram no desenvolvimento de um carro que é um grande passo adiante", disse Matthew Carter, diretor executivo da Lotus. "Como um time, nós estamos confiantes que o novo carro, combinado com os novos integrantes da equipe, vai permitir um grande salto adiante e nós estamos muito otimistas para esta nova temporada. Está na hora de deixar para trás o desapontamento da última temporada e nos beneficiar desses 12 meses de trabalho duro. Estamos prontos para voltar ao nosso lugar certo, no topo do esporte", afirmou. Além da Lotus, Williams e Force India já mostraram os seus novos carros para 2015.
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Moisés x Ramsés: Conheça o mocinho e o vilão de 'Os Dez Mandamentos'
Guilherme Winter vai demorar para colocar a barba de molho. O ator de 36 anos não deixará o profeta barbudo Moisés, protagonista da novela "Os Dez Mandamentos", pelo menos até o primeiro semestre de 2016. O personagem tem pela frente 40 anos de travessia pelo deserto e a segunda temporada de "Os Dez Mandamentos", no início de 2016, a reboque do sucesso de audiência –na terça (10), quando foi ao ar a abertura do mar Vermelho, a Record venceu a Globo por 8 pontos na Grande São Paulo (cada ponto equivale a 67 mil domicílios) e 12 no Rio (42 mil domicílios). A ideia é evitar o êxodo do público antes da estreia de "Josué e A Terra Prometida", continuação do folhetim bíblico, em pré-produção. Se Moisés foi eleito por Deus para libertar os hebreus da escravidão, Winter, antes, precisou conquistar a autora, Vivian de Oliveira, e o diretor, Alexandre Avancini, em audições. Ambos contam que já botavam fé no ator paulista. "Sempre achamos que ele deveria ser Moisés. Tem uma expressão forte e, ao mesmo tempo, mansa", diz Vivian. É o primeiro protagonista de Winter, o terceiro trabalho na Record, onde atuou em "Pecado Mortal" (2013) e na também bíblica "José do Egito" (2014). Aos habituados à Globo, o moço pode ser familiar: disputou a "Dança dos Famosos" (2011), fez "Malhação" (2008) e "Ti-Ti-Ti" (2010). Winter estreou na TV com "Cobras & Lagartos" (2006), de João Emanuel Carneiro –mesmo autor da novela "A Regra do Jogo", rival de os "Os Dez Mandamentos". Na adolescência, foi atendente de videolocadora e vendedor de convênios médicos nas ruas, "de gravatinha e terno", aos 18. Desenhista industrial, passou de cenógrafo a ator aos 24, na tradicional escola Casa de Artes Laranjeiras, no Rio. Católico "não praticante", recorreu a livros religiosos e a estudos sobre Moisés. "O que fica dele é olhar para os outros. Foi um príncipe que largou o conforto para liderar um povo miserável e acabar com a sua escravidão." Como seu personagem, Winter diz que não olhou para trás quando rompeu com a Globo. "Não tive medo de sair. Precisava pagar minhas contas", conta ele, que no "plim-plim" recebia por obra. Hoje, resume o contrato com a Record como "longo". O "mais legal do alvoroço" em torno de "Os Dez...", diz, é "abrir espaço" para a classe artística em outro lugar que não a emissora dos Marinho. "É importante [ter opção]. Precisamos trabalhar, tem muito ator desempregado." Ele comenta que, antes da novela, quem não estava na Globo podia parecer invisível. "As pessoas quase esqueciam. Diziam: 'Ah, está na Record'". O VILÃO FRÁGIL Sérgio Marone, 34, não é religioso. Nascido em família católica, o principal antagonista da novela prefere adotar uma perspectiva menos dogmática sobre a vida. "Acho que a religião acaba afastando o ser humano do essencial", diz ele. "Para mim, o importante é o amor, é me ligar com a natureza." Ao contrário de seu personagem, o tirano Ramsés, que escraviza os hebreus, Marone defende a tolerância –para ele, a "verdadeira mensagem" da novela. Se fora das telas o ator não poderia ser mais diferente do faraó, nelas ele já se acostumou com o mau-caratismo. Ramsés é seu quarto antagonista, após Humberto ("Paraíso Tropical"), Nicholas ("Caras e Bocas") e Marcos ("Morde e Assopra") na Globo. "Tenho mais tesão em fazer vilões. O Ramsés é muito distante da minha essência, então vivê-lo não é orgânico, mas acaba funcionando como uma terapia." Mesmo tomado por acessos de ira, o personagem tem a seu favor momentos de fragilidade. "Essa faceta estava muito presente no texto da Vivian de Oliveira e a gente se preocupou em desenhá-lo desta forma. Quando você consegue despertar essa empatia da audiência, é um golaço." Para o diretor Alexandre Avancini, Marone teve sucesso. "Ele tem presença física, um 'momentum' de explosão bom para fazer esse faraó que se acha todo poderoso. Gosto de atores que humanizam o personagem, ainda mais em uma história dessas." Com Ramsés veio o reconhecimento do trabalho de Marone, após 15 anos de carreira. Antes, cursava direito (largou após um ano e meio) e ganhava dinheiro como modelo, rotina que se completava com os ensaios junto ao grupo de teatro que frequentava na Boca do Lixo, na região central de São Paulo. "Com 'Os Dez...' veio uma mudança de paradigma, muita gente que nunca havia assistido a uma novela da Record agora assiste à nossa." Ele admite a má vontade de parte do público e da crítica com a emissora, mas nega já ter sofrido com isso. "Eu percebo uma torcida para que a Record dê certo. Pessoas inteligentes que trabalham no setor querem uma indústria menos nas mãos de uma única empresa." Marone gravou suas últimas cenas na novela na última terça (10). Ele se prepara para sair de férias e se concentrar em seus próximos projetos, entre eles apresentar seu próprio programa de cultura e entretenimento. "Estou ansioso para não fazer a barba todos os dias. Não ligo para a careca, mas também será bom não precisar raspá-la sempre", ele deixa escapar um "graças a Deus".
ilustrada
Moisés x Ramsés: Conheça o mocinho e o vilão de 'Os Dez Mandamentos'Guilherme Winter vai demorar para colocar a barba de molho. O ator de 36 anos não deixará o profeta barbudo Moisés, protagonista da novela "Os Dez Mandamentos", pelo menos até o primeiro semestre de 2016. O personagem tem pela frente 40 anos de travessia pelo deserto e a segunda temporada de "Os Dez Mandamentos", no início de 2016, a reboque do sucesso de audiência –na terça (10), quando foi ao ar a abertura do mar Vermelho, a Record venceu a Globo por 8 pontos na Grande São Paulo (cada ponto equivale a 67 mil domicílios) e 12 no Rio (42 mil domicílios). A ideia é evitar o êxodo do público antes da estreia de "Josué e A Terra Prometida", continuação do folhetim bíblico, em pré-produção. Se Moisés foi eleito por Deus para libertar os hebreus da escravidão, Winter, antes, precisou conquistar a autora, Vivian de Oliveira, e o diretor, Alexandre Avancini, em audições. Ambos contam que já botavam fé no ator paulista. "Sempre achamos que ele deveria ser Moisés. Tem uma expressão forte e, ao mesmo tempo, mansa", diz Vivian. É o primeiro protagonista de Winter, o terceiro trabalho na Record, onde atuou em "Pecado Mortal" (2013) e na também bíblica "José do Egito" (2014). Aos habituados à Globo, o moço pode ser familiar: disputou a "Dança dos Famosos" (2011), fez "Malhação" (2008) e "Ti-Ti-Ti" (2010). Winter estreou na TV com "Cobras & Lagartos" (2006), de João Emanuel Carneiro –mesmo autor da novela "A Regra do Jogo", rival de os "Os Dez Mandamentos". Na adolescência, foi atendente de videolocadora e vendedor de convênios médicos nas ruas, "de gravatinha e terno", aos 18. Desenhista industrial, passou de cenógrafo a ator aos 24, na tradicional escola Casa de Artes Laranjeiras, no Rio. Católico "não praticante", recorreu a livros religiosos e a estudos sobre Moisés. "O que fica dele é olhar para os outros. Foi um príncipe que largou o conforto para liderar um povo miserável e acabar com a sua escravidão." Como seu personagem, Winter diz que não olhou para trás quando rompeu com a Globo. "Não tive medo de sair. Precisava pagar minhas contas", conta ele, que no "plim-plim" recebia por obra. Hoje, resume o contrato com a Record como "longo". O "mais legal do alvoroço" em torno de "Os Dez...", diz, é "abrir espaço" para a classe artística em outro lugar que não a emissora dos Marinho. "É importante [ter opção]. Precisamos trabalhar, tem muito ator desempregado." Ele comenta que, antes da novela, quem não estava na Globo podia parecer invisível. "As pessoas quase esqueciam. Diziam: 'Ah, está na Record'". O VILÃO FRÁGIL Sérgio Marone, 34, não é religioso. Nascido em família católica, o principal antagonista da novela prefere adotar uma perspectiva menos dogmática sobre a vida. "Acho que a religião acaba afastando o ser humano do essencial", diz ele. "Para mim, o importante é o amor, é me ligar com a natureza." Ao contrário de seu personagem, o tirano Ramsés, que escraviza os hebreus, Marone defende a tolerância –para ele, a "verdadeira mensagem" da novela. Se fora das telas o ator não poderia ser mais diferente do faraó, nelas ele já se acostumou com o mau-caratismo. Ramsés é seu quarto antagonista, após Humberto ("Paraíso Tropical"), Nicholas ("Caras e Bocas") e Marcos ("Morde e Assopra") na Globo. "Tenho mais tesão em fazer vilões. O Ramsés é muito distante da minha essência, então vivê-lo não é orgânico, mas acaba funcionando como uma terapia." Mesmo tomado por acessos de ira, o personagem tem a seu favor momentos de fragilidade. "Essa faceta estava muito presente no texto da Vivian de Oliveira e a gente se preocupou em desenhá-lo desta forma. Quando você consegue despertar essa empatia da audiência, é um golaço." Para o diretor Alexandre Avancini, Marone teve sucesso. "Ele tem presença física, um 'momentum' de explosão bom para fazer esse faraó que se acha todo poderoso. Gosto de atores que humanizam o personagem, ainda mais em uma história dessas." Com Ramsés veio o reconhecimento do trabalho de Marone, após 15 anos de carreira. Antes, cursava direito (largou após um ano e meio) e ganhava dinheiro como modelo, rotina que se completava com os ensaios junto ao grupo de teatro que frequentava na Boca do Lixo, na região central de São Paulo. "Com 'Os Dez...' veio uma mudança de paradigma, muita gente que nunca havia assistido a uma novela da Record agora assiste à nossa." Ele admite a má vontade de parte do público e da crítica com a emissora, mas nega já ter sofrido com isso. "Eu percebo uma torcida para que a Record dê certo. Pessoas inteligentes que trabalham no setor querem uma indústria menos nas mãos de uma única empresa." Marone gravou suas últimas cenas na novela na última terça (10). Ele se prepara para sair de férias e se concentrar em seus próximos projetos, entre eles apresentar seu próprio programa de cultura e entretenimento. "Estou ansioso para não fazer a barba todos os dias. Não ligo para a careca, mas também será bom não precisar raspá-la sempre", ele deixa escapar um "graças a Deus".
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Alalaô: Tradicional palco do Carnaval, Paraty vive aumento da criminalidade
ANDRÉ BARCINSKI  ESPECIAL PARA A FOLHA "Foi uma mancha sangrenta em nosso Carnaval." Assim o inspetor Santos, da Polícia Civil de Paraty, reagiu quando liguei para perguntar sobre o incidente ocorrido na madrugada de domingo (15), na praça da Matriz, ... Leia post completo no blog
cotidiano
Alalaô: Tradicional palco do Carnaval, Paraty vive aumento da criminalidadeANDRÉ BARCINSKI  ESPECIAL PARA A FOLHA "Foi uma mancha sangrenta em nosso Carnaval." Assim o inspetor Santos, da Polícia Civil de Paraty, reagiu quando liguei para perguntar sobre o incidente ocorrido na madrugada de domingo (15), na praça da Matriz, ... Leia post completo no blog
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Editora adquire direitos de Voynich, um misterioso manuscrito indecifrado
A pequena editora espanhola Siloe adquiriu os direitos de publicação do Voynich, um manuscrito escrito em uma linguagem ainda indecifrada, de acordo com informações do "The Guardian. Até o momento, o misterioso livro só pode ser visto ocasionalmente, pois fica resguardado em um cofre da Biblioteca Beinecke, da Universidade Yale. Após uma década de apelação pelo acesso, a editora, especializada na elaboração de fac-símiles de manuscritos antigos, garantiu o direito de produzir 898 réplicas do documento –até mesmo manchas, furos, rasgos na costura do pergaminho serão reproduzidos. A previsão é de que os clones sejam vendidos por 8 mil euros cada e cerca de 300 pessoas já pré-encomendaram exemplares, apurou o jornal britânico. O manuscrito é nomeado a partir do antiquarista polonês naturalizado britânico Wilfrid Voynich, que comprou o pergaminho por volta de 1912 de uma coleção de livros pertencentes aos jesuítas italianos. Ele é escrito em um idioma desconhecido e ilustrado com plantas e criaturas nunca vistas. Ao todo são 240 com desenhos de coisas que parecem descritas em visões alucinógenas, como plantas exóticas, símbolos astrológicos, criaturas em forma de medusas e mulheres nuas. Desde que veio à tona, o texto se transformou em obsessão de vários especialistas e gerou muitas teorias. "Minha favorita é a que fala que [o livro] é um diário ilustrado de um adolescente extraterrestre que o esqueceu na Terra antes de partir", disse em tom de piada o curador da Biblioteca Beinecke, Ray Clements, à BBC. Por um longo período, atribuiu-se sua autoria ao frade franciscano Roger Bacon, cujo interesse na alquimia e magia teria levá-lo à cadeia no século 13. A teoria foi descartada quando um teste de carbono datou a origem do manuscrito entre 1404 e 1438. O americano William Friedman, um dos grandes criptógrafos do século 20 e criador da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês), passou 30 anos de sua vida tentando decifrar o código do manuscrito, sem êxito.
ilustrada
Editora adquire direitos de Voynich, um misterioso manuscrito indecifradoA pequena editora espanhola Siloe adquiriu os direitos de publicação do Voynich, um manuscrito escrito em uma linguagem ainda indecifrada, de acordo com informações do "The Guardian. Até o momento, o misterioso livro só pode ser visto ocasionalmente, pois fica resguardado em um cofre da Biblioteca Beinecke, da Universidade Yale. Após uma década de apelação pelo acesso, a editora, especializada na elaboração de fac-símiles de manuscritos antigos, garantiu o direito de produzir 898 réplicas do documento –até mesmo manchas, furos, rasgos na costura do pergaminho serão reproduzidos. A previsão é de que os clones sejam vendidos por 8 mil euros cada e cerca de 300 pessoas já pré-encomendaram exemplares, apurou o jornal britânico. O manuscrito é nomeado a partir do antiquarista polonês naturalizado britânico Wilfrid Voynich, que comprou o pergaminho por volta de 1912 de uma coleção de livros pertencentes aos jesuítas italianos. Ele é escrito em um idioma desconhecido e ilustrado com plantas e criaturas nunca vistas. Ao todo são 240 com desenhos de coisas que parecem descritas em visões alucinógenas, como plantas exóticas, símbolos astrológicos, criaturas em forma de medusas e mulheres nuas. Desde que veio à tona, o texto se transformou em obsessão de vários especialistas e gerou muitas teorias. "Minha favorita é a que fala que [o livro] é um diário ilustrado de um adolescente extraterrestre que o esqueceu na Terra antes de partir", disse em tom de piada o curador da Biblioteca Beinecke, Ray Clements, à BBC. Por um longo período, atribuiu-se sua autoria ao frade franciscano Roger Bacon, cujo interesse na alquimia e magia teria levá-lo à cadeia no século 13. A teoria foi descartada quando um teste de carbono datou a origem do manuscrito entre 1404 e 1438. O americano William Friedman, um dos grandes criptógrafos do século 20 e criador da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês), passou 30 anos de sua vida tentando decifrar o código do manuscrito, sem êxito.
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Bistrô na Bela Vista aposta em clássicos franceses a bons preços
DE SÃO PAULO O On Va Manger —vamos comer, em francês— é um bistrô pertinho do shopping Frei Caneca. Aposta nas receitas clássicas francesas servidas em menus-fechados —entrada, principal e sobremesa (R$ 34,50 no almoço e R$ 69,50 no jantar). Quem está à frente da cozinha é o chef francês Jean-Christophe Burlaud. De lá saem pratos como a rabada ao molho de mostarda e a dobradinha à moda da casa. Nesta semana, a casa foi avaliada pelo quadro gastronômico. Veja abaixo. * * On Va Manger R. São Miguel, 89, Bela Vista, tel. 4561-1562. Seg. a qua. e dom.: 12h às 16h. Qui.: 19h às 23h. Sex. e sáb.: 12h às 16h e 19h às 23h. Huaco Restobar Peruano Informe-se sobre o local Graça di Napoli Informe-se sobre o local Kidoairaku Informe-se sobre o local Picchi Informe-se sobre o local
saopaulo
Bistrô na Bela Vista aposta em clássicos franceses a bons preçosDE SÃO PAULO O On Va Manger —vamos comer, em francês— é um bistrô pertinho do shopping Frei Caneca. Aposta nas receitas clássicas francesas servidas em menus-fechados —entrada, principal e sobremesa (R$ 34,50 no almoço e R$ 69,50 no jantar). Quem está à frente da cozinha é o chef francês Jean-Christophe Burlaud. De lá saem pratos como a rabada ao molho de mostarda e a dobradinha à moda da casa. Nesta semana, a casa foi avaliada pelo quadro gastronômico. Veja abaixo. * * On Va Manger R. São Miguel, 89, Bela Vista, tel. 4561-1562. Seg. a qua. e dom.: 12h às 16h. Qui.: 19h às 23h. Sex. e sáb.: 12h às 16h e 19h às 23h. Huaco Restobar Peruano Informe-se sobre o local Graça di Napoli Informe-se sobre o local Kidoairaku Informe-se sobre o local Picchi Informe-se sobre o local
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Mentiras
Há uma espécie de código de conduta a ser seguido por quem pretende mentir, nas relações cotidianas em geral e na política em particular. A mentira deve guardar alguma relação com os fatos (a célebre meia verdade), ser verossímil ou merecer o benefício da dúvida; ser indolor; não afrontar o senso comum; não exigir explicações intrincadas; e, em especial, corresponder ao que a audiência quer ouvir. Um exemplo clássico de fabulação bem-sucedida é a "Carta ao Povo Brasileiro", lançada na primeira campanha vitoriosa de Lula ao Palácio do Planalto. Ali se gastava a primeira página com o desejo de "mudar para valer" —e as quatro páginas restantes com os compromissos de equilibrar o Orçamento, controlar a inflação e manter os pagamentos da dívida pública. A militância entendeu que se tratava de mero recuo tático nas promessas petistas de redenção social; o eleitorado aprovou a guinada ao centro do ex-sindicalista; o mercado financeiro leu com gosto o termo "superavit primário" num documento supostamente endereçado ao povo. Cada um acreditou no que quis, e Lula pôde superar uma crise econômica agravada por sua própria ascensão eleitoral. Em algum momento, mas não ao mesmo tempo, todos acabaram atendidos e enganados. Dilma Rousseff se reelegeu dizendo o que a audiência desejava escutar —que, depois de anos de gastança, não seria necessário um doloroso ajuste dos juros e dos programas sociais. Mas a narrativa (ótimo eufemismo, infelizmente desgastado pelo excesso de uso) deixou de ser verossímil e indolor, e a petista perdeu o benefício da dúvida. Chegou a vez de uma velha e educativa lorota econômica: a de que o Orçamento do governo deve ser gerido como um orçamento doméstico, a exemplo da dona de casa cônscia de que não pode gastar além de suas receitas. A mais espartana das mães de família sabe que, por vezes, vale a pena se endividar —isto é, gastar acima da renda— para ampliar o bem-estar da prole, com a compra de uma casa ou um carro. A dívida pública, ademais, difere essencialmente da dívida doméstica. Esta precisa ser paga, porque os devedores são mortais e não podem deixar heranças malditas a seus filhos. Já Estados nacionais, duradouros, têm a mítica capacidade de dever para sempre. Administrar dívidas eternas e impagáveis requer, decerto, enredos sofisticados. Os cidadãos que, direta ou indiretamente, aplicam sua poupança em títulos do governo precisam estar seguros da solidez do negócio; do contrário, correrão em manada para reaver um dinheiro que não existe. Não espanta a enorme boa vontade com que o mercado aguarda o programa de austeridade do governo Michel Temer. Credores, como a palavra evidencia, precisam crer.
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MentirasHá uma espécie de código de conduta a ser seguido por quem pretende mentir, nas relações cotidianas em geral e na política em particular. A mentira deve guardar alguma relação com os fatos (a célebre meia verdade), ser verossímil ou merecer o benefício da dúvida; ser indolor; não afrontar o senso comum; não exigir explicações intrincadas; e, em especial, corresponder ao que a audiência quer ouvir. Um exemplo clássico de fabulação bem-sucedida é a "Carta ao Povo Brasileiro", lançada na primeira campanha vitoriosa de Lula ao Palácio do Planalto. Ali se gastava a primeira página com o desejo de "mudar para valer" —e as quatro páginas restantes com os compromissos de equilibrar o Orçamento, controlar a inflação e manter os pagamentos da dívida pública. A militância entendeu que se tratava de mero recuo tático nas promessas petistas de redenção social; o eleitorado aprovou a guinada ao centro do ex-sindicalista; o mercado financeiro leu com gosto o termo "superavit primário" num documento supostamente endereçado ao povo. Cada um acreditou no que quis, e Lula pôde superar uma crise econômica agravada por sua própria ascensão eleitoral. Em algum momento, mas não ao mesmo tempo, todos acabaram atendidos e enganados. Dilma Rousseff se reelegeu dizendo o que a audiência desejava escutar —que, depois de anos de gastança, não seria necessário um doloroso ajuste dos juros e dos programas sociais. Mas a narrativa (ótimo eufemismo, infelizmente desgastado pelo excesso de uso) deixou de ser verossímil e indolor, e a petista perdeu o benefício da dúvida. Chegou a vez de uma velha e educativa lorota econômica: a de que o Orçamento do governo deve ser gerido como um orçamento doméstico, a exemplo da dona de casa cônscia de que não pode gastar além de suas receitas. A mais espartana das mães de família sabe que, por vezes, vale a pena se endividar —isto é, gastar acima da renda— para ampliar o bem-estar da prole, com a compra de uma casa ou um carro. A dívida pública, ademais, difere essencialmente da dívida doméstica. Esta precisa ser paga, porque os devedores são mortais e não podem deixar heranças malditas a seus filhos. Já Estados nacionais, duradouros, têm a mítica capacidade de dever para sempre. Administrar dívidas eternas e impagáveis requer, decerto, enredos sofisticados. Os cidadãos que, direta ou indiretamente, aplicam sua poupança em títulos do governo precisam estar seguros da solidez do negócio; do contrário, correrão em manada para reaver um dinheiro que não existe. Não espanta a enorme boa vontade com que o mercado aguarda o programa de austeridade do governo Michel Temer. Credores, como a palavra evidencia, precisam crer.
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Vídeo mostra ao menos três meninas capturadas pelo Boko Haram em 2014
A rede de televisão CNN exibiu nesta quarta-feira (13) um vídeo da milícia radical Boko Haram em que aparecem pelo menos três meninas sequestradas pela facção há dois anos. As três garotas de Chibok, no norte da Nigéria, foram reconhecidas por seus pais nas imagens, que mostravam outras 12 mulheres que usavam o véu islâmico. Elas diziam que são bem tratadas, mas que queriam voltar para casa. Segundo a emissora, o vídeo foi uma "prova de vida" enviada em dezembro passado pelos sequestradores à equipe que tenta libertar o grupo. O governo nigeriano verifica a autenticidade e a data que foram feitas as imagens. As famílias afirmam que 276 meninas da escola de Chibok foram capturadas por militantes do Boko Haram em 14 de abril de 2014. Delas, 57 conseguiram fugir do cativeiro. As autoridades nigerianas tentam encontrar as demais 219, mas até agora sem sucesso. O sequestro provocou uma campanha mundial para que as meninas sejam encontradas, que teve a participação de celebridades e da primeira-dama dos EUA, Michelle Obama.
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Vídeo mostra ao menos três meninas capturadas pelo Boko Haram em 2014A rede de televisão CNN exibiu nesta quarta-feira (13) um vídeo da milícia radical Boko Haram em que aparecem pelo menos três meninas sequestradas pela facção há dois anos. As três garotas de Chibok, no norte da Nigéria, foram reconhecidas por seus pais nas imagens, que mostravam outras 12 mulheres que usavam o véu islâmico. Elas diziam que são bem tratadas, mas que queriam voltar para casa. Segundo a emissora, o vídeo foi uma "prova de vida" enviada em dezembro passado pelos sequestradores à equipe que tenta libertar o grupo. O governo nigeriano verifica a autenticidade e a data que foram feitas as imagens. As famílias afirmam que 276 meninas da escola de Chibok foram capturadas por militantes do Boko Haram em 14 de abril de 2014. Delas, 57 conseguiram fugir do cativeiro. As autoridades nigerianas tentam encontrar as demais 219, mas até agora sem sucesso. O sequestro provocou uma campanha mundial para que as meninas sejam encontradas, que teve a participação de celebridades e da primeira-dama dos EUA, Michelle Obama.
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Defesa de presidente do Instituto Lula ataca Moro em manifestação ao STF
Em manifestação enviada ao STF (Supremo Tribunal Federal), a defesa do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, acusou o juiz Sergio Moro de "ironicamente" ferir a lei e pede que o tribunal retire as investigações sobre a entidade da Operação Lava Jato. De acordo com os advogados, as doações e pagamentos ao instituto, para palestras do ex-presidente Lula, forma realizados em São Paulo, portanto, a competência seria da Justiça paulista. "O que a autoridade reclamada [Moro] tem feito é atropelar os procedimentos, vilipendiar as regras, tudo sob o pretexto de "combater a corrupção" e fazer cumprir a lei. Ironicamente, viola-se a lei para fazer cumprir a lei", diz o texto. "Hoje, a ausência de contenção dessa conduta permite que a autoridade reclamada [Moro] almeje se transformar em força política, que desafia os poderes constituídos, legitimamente eleitos pelo voto direito, o que é feito através de um incessante vazamento seletivo de informações sigilosas, com o objetivo de previamente legitimar seus atos de força", completou. Segundo o texto, "não olvidemos que a ditadura militar iniciada em 1964 também tinha como bandeira esse cruzada moral "contra a corrupção", sendo que o resultado foi a suspensão de direitos e garantias individuais, especialmente o habeas corpus, que não se restringiu aos crimes políticos, mas também aqueles contra a ordem econômica e popular". Entre as ilegalidades apontadas pela defesa estão a "realização de conduções coercitivas sem intimação prévia; deslocamento de presos para longe de seus familiares, visando à fragilização psicológica e emocional do encarcerado; banalização do uso das prisões temporária e preventivas, decretadas em larga escala; obtenção de delações premiadas sempre após prisões cautelares de longa duração. Para a defesa, Moro "instaurou uma investigação perpétua contra alguns investigados, burlou o sistema regular de distribuição da Justiça Federal, estendeu sua jurisdição para todo o território nacional e deferiu inúmeras quebras de sigilos fiscal e bancário sem prévia manifestação do Ministério Público Federal". "É chegado o momento de se dar um basta na situação", diz a reclamação. "É preciso repetir: a decisão não aponta qualquer indício ou prova (documental, testemunhal ou pericial) de que os valores recebidos pelo Instituto Lula e pela LILS Palestras, Eventos e Publicações Ltda. tenham qualquer tipo de relação com os contratos irregulares da Petrobras", afirmam os advogados. Contra a acusação de que a LILS, empresa de palestras de Lula, recebeu pagamentos de empreiteiras sem prestar serviço, o instituto afirmou que elas foram realizadas, os valores, declarados, e os impostos, pagos. A Lava Jato aponta como suspeita, por exemplo, uma palestra em Santiago (Chile) marcada para 27 de novembro de 2013, que custou US$ 200 mil à OAS. E-mails de executivos da empreiteira indicam que o arquivo do contrato foi criado em 7 de janeiro de 2014 -posteriormente ao evento, portanto. LILS Palestras recebeu, segundo a investigação, R$ 21.080.216,67 entre 2011 e 2014, sendo que R$ 9.920.898,56 vieram dos cofres de Camargo Correa, OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão, todas alvos da Lava Jato. Foram também quebrados os sigilos do Instituto Lula, que recebeu doações que somam R$ 34.940.522,15 entre 2011 e 2014 - deste montante, R$ 20,7 milhões saíram dos cofres dessas empresas.
poder
Defesa de presidente do Instituto Lula ataca Moro em manifestação ao STFEm manifestação enviada ao STF (Supremo Tribunal Federal), a defesa do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, acusou o juiz Sergio Moro de "ironicamente" ferir a lei e pede que o tribunal retire as investigações sobre a entidade da Operação Lava Jato. De acordo com os advogados, as doações e pagamentos ao instituto, para palestras do ex-presidente Lula, forma realizados em São Paulo, portanto, a competência seria da Justiça paulista. "O que a autoridade reclamada [Moro] tem feito é atropelar os procedimentos, vilipendiar as regras, tudo sob o pretexto de "combater a corrupção" e fazer cumprir a lei. Ironicamente, viola-se a lei para fazer cumprir a lei", diz o texto. "Hoje, a ausência de contenção dessa conduta permite que a autoridade reclamada [Moro] almeje se transformar em força política, que desafia os poderes constituídos, legitimamente eleitos pelo voto direito, o que é feito através de um incessante vazamento seletivo de informações sigilosas, com o objetivo de previamente legitimar seus atos de força", completou. Segundo o texto, "não olvidemos que a ditadura militar iniciada em 1964 também tinha como bandeira esse cruzada moral "contra a corrupção", sendo que o resultado foi a suspensão de direitos e garantias individuais, especialmente o habeas corpus, que não se restringiu aos crimes políticos, mas também aqueles contra a ordem econômica e popular". Entre as ilegalidades apontadas pela defesa estão a "realização de conduções coercitivas sem intimação prévia; deslocamento de presos para longe de seus familiares, visando à fragilização psicológica e emocional do encarcerado; banalização do uso das prisões temporária e preventivas, decretadas em larga escala; obtenção de delações premiadas sempre após prisões cautelares de longa duração. Para a defesa, Moro "instaurou uma investigação perpétua contra alguns investigados, burlou o sistema regular de distribuição da Justiça Federal, estendeu sua jurisdição para todo o território nacional e deferiu inúmeras quebras de sigilos fiscal e bancário sem prévia manifestação do Ministério Público Federal". "É chegado o momento de se dar um basta na situação", diz a reclamação. "É preciso repetir: a decisão não aponta qualquer indício ou prova (documental, testemunhal ou pericial) de que os valores recebidos pelo Instituto Lula e pela LILS Palestras, Eventos e Publicações Ltda. tenham qualquer tipo de relação com os contratos irregulares da Petrobras", afirmam os advogados. Contra a acusação de que a LILS, empresa de palestras de Lula, recebeu pagamentos de empreiteiras sem prestar serviço, o instituto afirmou que elas foram realizadas, os valores, declarados, e os impostos, pagos. A Lava Jato aponta como suspeita, por exemplo, uma palestra em Santiago (Chile) marcada para 27 de novembro de 2013, que custou US$ 200 mil à OAS. E-mails de executivos da empreiteira indicam que o arquivo do contrato foi criado em 7 de janeiro de 2014 -posteriormente ao evento, portanto. LILS Palestras recebeu, segundo a investigação, R$ 21.080.216,67 entre 2011 e 2014, sendo que R$ 9.920.898,56 vieram dos cofres de Camargo Correa, OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão, todas alvos da Lava Jato. Foram também quebrados os sigilos do Instituto Lula, que recebeu doações que somam R$ 34.940.522,15 entre 2011 e 2014 - deste montante, R$ 20,7 milhões saíram dos cofres dessas empresas.
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Maior dos EUA, seca centenária do Chicago Cubs pode acabar
Em Chicago, casa dos Cubs, a grande questão para os amantes do beisebol é: a maldição do bode vai finalmente acabar? O Chicago Cubs, apesar de ter as arquibancadas do histórico Wrigley Field sempre lotadas ano após ano, não ganha o título máximo da modalidade, a World Series, desde 1908. Ou seja, quando o Ford Modelo T surgia. Neste ano, o time está fazendo uma campanha irreparável e obteve a difícil marca de ultrapassar 100 vitórias. Desde 2005, só cinco times conseguiram isso. Os playoffs para o time começam no dia 7. A última vez que a equipe chegou a disputar final foi em 1945, quando a maldição começou. A história aparece em várias fontes, pode ter sido um pouco romanceada, segundo alguns historiadores americanos, mas ela existiu. Para fazer a propaganda do seu novo bar, William "Billy Goat" Sianis, comprou dois ingressos para o jogo do dia 6 de outubro de 1945. Um bilhete era para ele e o outro para um bode, que segundo ele daria sorte ao time. Mas ele foi barrado pelo dono do clube da cidade, Philip Wrigley, que disse que o animal cheirava mal. Sianis, então, disparou: o Cubs só voltaria a ganhar quando o bode pudesse entrar, o que nunca ocorreu. A série final contra o Detroit Tigers estava 2 a 1. O time da casa perdeu o jogo, a série final e, até hoje, nunca mais voltou à World Series. A impressionante lealdade dos torcedores do Cubs, uma das franquias mais valiosas da liga de beisebol, tem explicação, segundo Bill Savage, especialista em cultura popular dos Estados Unidos. "O beisebol na cultura americana é diferente da cultura mundial do futebol", diz o professor da Universidade Northwestern e também morador de Chicago. "O jogo é muito antigo. Os Cubs jogaram sua primeira partida no mesmo ano da Batalha de Little Bighorn [em 1865, ficou famosa a luta entre indígenas, liderados por Touro Sentado, e as tropas do general Custer, que perdeu o combate]. As pessoas torcem para os times de seus pais ou de suas mães", diz Savage. Como os Cubs não tinham a fama de perdedor no primeiro século de sua história, os fãs da época passaram com sucesso a paixão pelo clube aos seus descendentes. Durante a maior seca de títulos da história dos esportes americanos, os dirigentes do Chicago Cubs também souberam cativar o público, que costuma lotar o estádio mesmo quando time não está bem na temporada. "Os Cubs preservaram o seu histórico estádio quando todos os outros clubes destruíram os seus nos anos 1960. É uma experiência única ver um jogo no local. É como voltar a era de ouro dos pequenos e peculiares campos de beisebol", diz Savage. Desde 1980, diz o pesquisador, "o grande apelo dos Cubs é o seu estádio, em vez de serem os jogadores".
esporte
Maior dos EUA, seca centenária do Chicago Cubs pode acabarEm Chicago, casa dos Cubs, a grande questão para os amantes do beisebol é: a maldição do bode vai finalmente acabar? O Chicago Cubs, apesar de ter as arquibancadas do histórico Wrigley Field sempre lotadas ano após ano, não ganha o título máximo da modalidade, a World Series, desde 1908. Ou seja, quando o Ford Modelo T surgia. Neste ano, o time está fazendo uma campanha irreparável e obteve a difícil marca de ultrapassar 100 vitórias. Desde 2005, só cinco times conseguiram isso. Os playoffs para o time começam no dia 7. A última vez que a equipe chegou a disputar final foi em 1945, quando a maldição começou. A história aparece em várias fontes, pode ter sido um pouco romanceada, segundo alguns historiadores americanos, mas ela existiu. Para fazer a propaganda do seu novo bar, William "Billy Goat" Sianis, comprou dois ingressos para o jogo do dia 6 de outubro de 1945. Um bilhete era para ele e o outro para um bode, que segundo ele daria sorte ao time. Mas ele foi barrado pelo dono do clube da cidade, Philip Wrigley, que disse que o animal cheirava mal. Sianis, então, disparou: o Cubs só voltaria a ganhar quando o bode pudesse entrar, o que nunca ocorreu. A série final contra o Detroit Tigers estava 2 a 1. O time da casa perdeu o jogo, a série final e, até hoje, nunca mais voltou à World Series. A impressionante lealdade dos torcedores do Cubs, uma das franquias mais valiosas da liga de beisebol, tem explicação, segundo Bill Savage, especialista em cultura popular dos Estados Unidos. "O beisebol na cultura americana é diferente da cultura mundial do futebol", diz o professor da Universidade Northwestern e também morador de Chicago. "O jogo é muito antigo. Os Cubs jogaram sua primeira partida no mesmo ano da Batalha de Little Bighorn [em 1865, ficou famosa a luta entre indígenas, liderados por Touro Sentado, e as tropas do general Custer, que perdeu o combate]. As pessoas torcem para os times de seus pais ou de suas mães", diz Savage. Como os Cubs não tinham a fama de perdedor no primeiro século de sua história, os fãs da época passaram com sucesso a paixão pelo clube aos seus descendentes. Durante a maior seca de títulos da história dos esportes americanos, os dirigentes do Chicago Cubs também souberam cativar o público, que costuma lotar o estádio mesmo quando time não está bem na temporada. "Os Cubs preservaram o seu histórico estádio quando todos os outros clubes destruíram os seus nos anos 1960. É uma experiência única ver um jogo no local. É como voltar a era de ouro dos pequenos e peculiares campos de beisebol", diz Savage. Desde 1980, diz o pesquisador, "o grande apelo dos Cubs é o seu estádio, em vez de serem os jogadores".
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Publicitário e economista integrarão 'Conselhão' de Temer
O publicitário Nizan Guanaes e a economista Zeina Latif vão integrar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado Conselhão, que se reúne no próximo dia 21. O "Conselhão" não se encontra desde janeiro, quando ocorreu a última reunião do grupo com Dilma Rousseff na Presidência da República. O presidente Michel Temer está fazendo alterações na composição do colegiado que discute temas de todas as áreas de atuação do Executivo. Ao todo são 92 conselheiros. Nomes que integravam o grupo no governo Dilma serão substituídos. O governo, no entanto, ainda não divulgou quem serão os novos conselheiros. Assessores do Palácio do Planalto confirmaram os nomes de Guanaes e Latif e disseram que alguns integrantes serão mantidos no "Conselhão" como Jorge Paulo Lemann, da Ambev, e Abilio Diniz, presidente do Conselho de Administração da BRF. Nizan Guanaes é publicitário baiano, dono do maior grupo publicitário do país, o ABC, e colunista da Folha. A reportagem não conseguiu contato com Guanaes na noite desta terça-feira (8) para confirmar se ele havia aceitado o convite de Temer. Zeina Latif é economista-chefe da XP Investimentos e colunista de "O Estado de S. Paulo". Uma fonte da XP confirmou que ela integrará o Conselhão.
poder
Publicitário e economista integrarão 'Conselhão' de TemerO publicitário Nizan Guanaes e a economista Zeina Latif vão integrar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado Conselhão, que se reúne no próximo dia 21. O "Conselhão" não se encontra desde janeiro, quando ocorreu a última reunião do grupo com Dilma Rousseff na Presidência da República. O presidente Michel Temer está fazendo alterações na composição do colegiado que discute temas de todas as áreas de atuação do Executivo. Ao todo são 92 conselheiros. Nomes que integravam o grupo no governo Dilma serão substituídos. O governo, no entanto, ainda não divulgou quem serão os novos conselheiros. Assessores do Palácio do Planalto confirmaram os nomes de Guanaes e Latif e disseram que alguns integrantes serão mantidos no "Conselhão" como Jorge Paulo Lemann, da Ambev, e Abilio Diniz, presidente do Conselho de Administração da BRF. Nizan Guanaes é publicitário baiano, dono do maior grupo publicitário do país, o ABC, e colunista da Folha. A reportagem não conseguiu contato com Guanaes na noite desta terça-feira (8) para confirmar se ele havia aceitado o convite de Temer. Zeina Latif é economista-chefe da XP Investimentos e colunista de "O Estado de S. Paulo". Uma fonte da XP confirmou que ela integrará o Conselhão.
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Após tragédia da Chape, Neto enfrenta dores para reviver sonho de criança
Na bicicleta ergométrica da academia da Chapecoense, o zagueiro Neto pedala todos os dias, obstinado. Na sua cabeça, cada giro dos pedais o coloca mais próximo do seu objetivo imediato: um reencontro consigo mesmo. Ele não queria viajar ao Rio de Janeiro nesta quarta-feira (25) para receber as homenagens na partida entre Brasil e Colômbia. Não é que ele não goste de ser celebrado, mas a viagem lhe custaria duas sessões de fisioterapia. Quem o convenceu a ir foi o goleiro Follmann, que teve alta do hospital nesta terça-feira (24). "Para a gente que estava muito mal, um dia faz uma diferença enorme. Eu sinto que dia após dia o meu corpo vem respondendo da melhor maneira. Eu não queria ir ao Rio para não perder a fisioterapia. Estou reconstruindo meu corpo, e cada dia é um tijolinho a mais que eu coloco. Mas então o Follmann me ligou, disse que tínhamos que ir, que somos sobreviventes, e me convenceu", diz à Folha logo depois de quatro horas de exercícios. Sobrevivente do acidente aéreo que em novembro do ano passado deixou 71 mortos, entre eles 19 jogadores da Chapecoense, Neto é o que esteve em condições mais críticas - "quase morri três vezes no hospital". Hoje, ele já conquistou relativa independência, caminha sem muletas e conversa com naturalidade. "Tenho problema no joelho ainda, o ligamento cruzado posterior rompeu e o cruzado anterior estirou. Na coluna, tive um achatamento de vértebra. Tenho fraturas nos punhos, que já estão bem melhores, não sinto mais a dor de antes, que era grande. Tenho também uma lesão na canela, que deixou a perna dormente. Eu fico mais debilitado pelas lesões da coluna e do joelho. Mas uma hora ou outra elas vão passar. Minha vida nunca vai ser igual, mas meu corpo vai se recuperando, minha mente vai entrando no lugar", explica, sobre as limitações que ainda tem. Veja o vídeo Essas dores, segundo Neto, incomodam mais quando não deixam fazer duas coisas: jogar futebol e brincar com seus filhos. "Sinto falta de estar dentro de campo, de treinar, de correr, de me sentir forte. Sinto falta de pegar os meus filhos no colo, abraçar e levar pela casa, que é uma coisa que eu tinha mania de fazer. Eles já são grandes, mas como eu era forte podia fazer isso. Hoje o joelho e a coluna me impedem", lamenta. A despeito das sequelas que permanecem, Neto diz não ter ódio do piloto Miguel Quiroga, apontado como um dos possíveis responsáveis pelo acidente por ter abastecido a aeronave com uma quantidade menor do que a necessária para o trajeto. "É impossível ter raiva de alguém que morreu. A gente tem que ter compaixão. Ele errou, claro, mas o erro está muito além dele. Fomos vítimas de tudo isso, tanto os sobreviventes como aqueles que se foram. Ele tinha um plano de voo que nós não conhecíamos, mas outros conheciam, e muita gente no aeroporto de lá [Bolívia] sabia. Não podemos culpar só um cidadão. Tem muita gente envolvida. Logo a Justiça vai chegar e eles serão punidos pelo que fizeram. A Bíblia diz que um dia todos nós seremos julgados. Um dia Deus vai julgá-lo da melhor maneira possível, correta e justa", acredita. Depois do acidente, Neto passou mais de dez dias em coma. Ele não tem memórias relativas ao resgate em Medellín nem a seus primeiros dias no hospital. As últimas lembranças são dos momentos que antecederam a tragédia. "Escureceu tudo, eu achei muito estranho, comecei a orar junto de companheiros e aí não lembro de mais nada, recobrei consciência dez dias depois. Muita gente acha que teve desespero, correria, e não foi assim. Teve muita oração, mas incerteza também, porque a gente não sabia se estava pousando ou caindo". DE VOLTA À ZAGA Neto não recebeu uma previsão dos médicos sobre quando voltaria a jogar, e até prefere não criar expectativas em torno desse retorno. Ele agora reza pela cartilha do "um dia de cada vez". "Não existe previsão para quem caiu de um avião. Quero voltar o quanto antes, porque é o que eu sei e gosto de fazer. Só de estar vivo eu tenho que agradecer e treinar para voltar a jogar futebol. Mas não cobro previsões do médico e é uma pressa e uma pressão que eu nem quero ter". Como muitos que passam por experiências também trágicas – mas dificilmente tão retumbantes–, Neto se apegou aos detalhes rotineiros da vida que levava anteriormente. E é a eles que ele recorre para se motivar. "Passei a dar mais valor às pequenas coisas. Quando eu estava na cama, não sabia tomar água nem ficar de pé. Agora qualquer problema que venha é mínimo. A lição que eu tirei é que quando estamos com fé e saúde nós podemos reverter qualquer problema. A vida é passageira demais: para alguns dura menos de um ano, para outros dura 20, ou 70. O valor que é dado para dinheiro, fama e sucesso não levam a lugar nenhum", filosofa. A futura volta aos gramados dá frio na barriga. Mas será apenas nesse momento que ele poderá se ver novamente como o que sempre quis ser na vida. "Depois de tudo que passou vai ser como entrar em campo pela primeira vez ou até como nascer de novo. Meus filhos, esposa e pais torcem por mim e querem que eu volte. Minha motivação é voltar ao nível que eu estava. Tem um tempo na vida que você está se sentindo bem, forte, e não quer deixar aquele momento para trás. Eu quero voltar a ficar assim. Vou sofrer, vai ser duro, afinal eu caí de um avião. Mas me motivo ao saber que tem muita gente que me ama dizendo que vai dar certo. Eu quero voltar a campo para viver o sonho que eu tinha quando criança, na Pavuna [bairro da zona norte do Rio], de ser jogador de futebol".
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Após tragédia da Chape, Neto enfrenta dores para reviver sonho de criançaNa bicicleta ergométrica da academia da Chapecoense, o zagueiro Neto pedala todos os dias, obstinado. Na sua cabeça, cada giro dos pedais o coloca mais próximo do seu objetivo imediato: um reencontro consigo mesmo. Ele não queria viajar ao Rio de Janeiro nesta quarta-feira (25) para receber as homenagens na partida entre Brasil e Colômbia. Não é que ele não goste de ser celebrado, mas a viagem lhe custaria duas sessões de fisioterapia. Quem o convenceu a ir foi o goleiro Follmann, que teve alta do hospital nesta terça-feira (24). "Para a gente que estava muito mal, um dia faz uma diferença enorme. Eu sinto que dia após dia o meu corpo vem respondendo da melhor maneira. Eu não queria ir ao Rio para não perder a fisioterapia. Estou reconstruindo meu corpo, e cada dia é um tijolinho a mais que eu coloco. Mas então o Follmann me ligou, disse que tínhamos que ir, que somos sobreviventes, e me convenceu", diz à Folha logo depois de quatro horas de exercícios. Sobrevivente do acidente aéreo que em novembro do ano passado deixou 71 mortos, entre eles 19 jogadores da Chapecoense, Neto é o que esteve em condições mais críticas - "quase morri três vezes no hospital". Hoje, ele já conquistou relativa independência, caminha sem muletas e conversa com naturalidade. "Tenho problema no joelho ainda, o ligamento cruzado posterior rompeu e o cruzado anterior estirou. Na coluna, tive um achatamento de vértebra. Tenho fraturas nos punhos, que já estão bem melhores, não sinto mais a dor de antes, que era grande. Tenho também uma lesão na canela, que deixou a perna dormente. Eu fico mais debilitado pelas lesões da coluna e do joelho. Mas uma hora ou outra elas vão passar. Minha vida nunca vai ser igual, mas meu corpo vai se recuperando, minha mente vai entrando no lugar", explica, sobre as limitações que ainda tem. Veja o vídeo Essas dores, segundo Neto, incomodam mais quando não deixam fazer duas coisas: jogar futebol e brincar com seus filhos. "Sinto falta de estar dentro de campo, de treinar, de correr, de me sentir forte. Sinto falta de pegar os meus filhos no colo, abraçar e levar pela casa, que é uma coisa que eu tinha mania de fazer. Eles já são grandes, mas como eu era forte podia fazer isso. Hoje o joelho e a coluna me impedem", lamenta. A despeito das sequelas que permanecem, Neto diz não ter ódio do piloto Miguel Quiroga, apontado como um dos possíveis responsáveis pelo acidente por ter abastecido a aeronave com uma quantidade menor do que a necessária para o trajeto. "É impossível ter raiva de alguém que morreu. A gente tem que ter compaixão. Ele errou, claro, mas o erro está muito além dele. Fomos vítimas de tudo isso, tanto os sobreviventes como aqueles que se foram. Ele tinha um plano de voo que nós não conhecíamos, mas outros conheciam, e muita gente no aeroporto de lá [Bolívia] sabia. Não podemos culpar só um cidadão. Tem muita gente envolvida. Logo a Justiça vai chegar e eles serão punidos pelo que fizeram. A Bíblia diz que um dia todos nós seremos julgados. Um dia Deus vai julgá-lo da melhor maneira possível, correta e justa", acredita. Depois do acidente, Neto passou mais de dez dias em coma. Ele não tem memórias relativas ao resgate em Medellín nem a seus primeiros dias no hospital. As últimas lembranças são dos momentos que antecederam a tragédia. "Escureceu tudo, eu achei muito estranho, comecei a orar junto de companheiros e aí não lembro de mais nada, recobrei consciência dez dias depois. Muita gente acha que teve desespero, correria, e não foi assim. Teve muita oração, mas incerteza também, porque a gente não sabia se estava pousando ou caindo". DE VOLTA À ZAGA Neto não recebeu uma previsão dos médicos sobre quando voltaria a jogar, e até prefere não criar expectativas em torno desse retorno. Ele agora reza pela cartilha do "um dia de cada vez". "Não existe previsão para quem caiu de um avião. Quero voltar o quanto antes, porque é o que eu sei e gosto de fazer. Só de estar vivo eu tenho que agradecer e treinar para voltar a jogar futebol. Mas não cobro previsões do médico e é uma pressa e uma pressão que eu nem quero ter". Como muitos que passam por experiências também trágicas – mas dificilmente tão retumbantes–, Neto se apegou aos detalhes rotineiros da vida que levava anteriormente. E é a eles que ele recorre para se motivar. "Passei a dar mais valor às pequenas coisas. Quando eu estava na cama, não sabia tomar água nem ficar de pé. Agora qualquer problema que venha é mínimo. A lição que eu tirei é que quando estamos com fé e saúde nós podemos reverter qualquer problema. A vida é passageira demais: para alguns dura menos de um ano, para outros dura 20, ou 70. O valor que é dado para dinheiro, fama e sucesso não levam a lugar nenhum", filosofa. A futura volta aos gramados dá frio na barriga. Mas será apenas nesse momento que ele poderá se ver novamente como o que sempre quis ser na vida. "Depois de tudo que passou vai ser como entrar em campo pela primeira vez ou até como nascer de novo. Meus filhos, esposa e pais torcem por mim e querem que eu volte. Minha motivação é voltar ao nível que eu estava. Tem um tempo na vida que você está se sentindo bem, forte, e não quer deixar aquele momento para trás. Eu quero voltar a ficar assim. Vou sofrer, vai ser duro, afinal eu caí de um avião. Mas me motivo ao saber que tem muita gente que me ama dizendo que vai dar certo. Eu quero voltar a campo para viver o sonho que eu tinha quando criança, na Pavuna [bairro da zona norte do Rio], de ser jogador de futebol".
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#hashtag: O impeachment na boca (e telas) do brasileiro
Parafraseando Lula, nunca antes na história deste país se falou (ou buscou) tanto na internet brasileira sobre impeachment. Em tempos de operação Lava Jato, corrupção na Petrobras e adjacências, este dispositivo constitucional já usado para tirar Fernando Collor do Planalto ... Leia post completo no blog
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#hashtag: O impeachment na boca (e telas) do brasileiroParafraseando Lula, nunca antes na história deste país se falou (ou buscou) tanto na internet brasileira sobre impeachment. Em tempos de operação Lava Jato, corrupção na Petrobras e adjacências, este dispositivo constitucional já usado para tirar Fernando Collor do Planalto ... Leia post completo no blog
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Defesa de Aécio recorre para que prisão seja decidida em plenário
No dia em que está previsto o julgamento do pedido de prisão do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), sua defesa recorreu de uma decisão do relator, Marco Aurélio, e pediu novamente que o caso seja levado ao plenário. A Primeira Turma é composta pelo relator e outros quatro ministros. Já no plenário, todos os 11 ministros do STF votam. Aécio já havia pedido que o caso fosse ao plenário, mas, na sexta (16), Marco Aurélio indeferiu o pleito. O advogado de Aécio, Alberto Zacharias Toron, afirmou em agravo regimental protocolado na manhã desta terça (20) que o relator anterior, Edson Fachin, já havia determinado que o pedido de prisão do parlamentar fosse analisado em plenário. "O eminente ministro Edson Fachin, ao impor a cautelar de afastamento das funções legislativas ao ora agravante [Aécio], também afirmou que a matéria da prisão deveria ser apreciada pelo Pleno", argumentou o defensor. Segundo a assessoria do STF, o ministro Marco Aurélio deve levar a análise do recurso à Primeira Turma antes do julgamento do pedido de prisão em si, previsto para a tarde desta terça. Caso a maioria da turma entenda que a questão deve ir a plenário, a decisão sobre a prisão será postergada até que seja incluída na pauta. Na mira da JBS
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Defesa de Aécio recorre para que prisão seja decidida em plenárioNo dia em que está previsto o julgamento do pedido de prisão do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), sua defesa recorreu de uma decisão do relator, Marco Aurélio, e pediu novamente que o caso seja levado ao plenário. A Primeira Turma é composta pelo relator e outros quatro ministros. Já no plenário, todos os 11 ministros do STF votam. Aécio já havia pedido que o caso fosse ao plenário, mas, na sexta (16), Marco Aurélio indeferiu o pleito. O advogado de Aécio, Alberto Zacharias Toron, afirmou em agravo regimental protocolado na manhã desta terça (20) que o relator anterior, Edson Fachin, já havia determinado que o pedido de prisão do parlamentar fosse analisado em plenário. "O eminente ministro Edson Fachin, ao impor a cautelar de afastamento das funções legislativas ao ora agravante [Aécio], também afirmou que a matéria da prisão deveria ser apreciada pelo Pleno", argumentou o defensor. Segundo a assessoria do STF, o ministro Marco Aurélio deve levar a análise do recurso à Primeira Turma antes do julgamento do pedido de prisão em si, previsto para a tarde desta terça. Caso a maioria da turma entenda que a questão deve ir a plenário, a decisão sobre a prisão será postergada até que seja incluída na pauta. Na mira da JBS
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É preciso mais para destituir presidente inepta, diz leitor
Longe de convencerem, as alegações apresentadas pelo deputado Carlos Sampaio em favor do impeachment (Dilma cometeu crime de responsabilidade? Sim ) vão em sentido exatamente contrário: acabam por reforçar a posição dos defensores da legalidade. O que ele enumera como crimes contra a Lei de Responsabilidade Fiscal são práticas comuns a todos os governos e com as quais os tribunais de contas sempre foram condescendentes. Seria ótimo poder destituir uma presidente tão inepta para o cargo, mas para isso é necessário algo além de meras tecnicalidades. TEOTIMO JÚNIOR LARA (Belo Horizonte, MG) * Que gentalha! Só tomando emprestada a expressão preferida de Dona Florinda, do seriado "Chaves", para classificar as atitudes do senador Serra e da ministra Kátia Abreu no jantar de confraternização de final de ano em Brasília (Ministra joga vinho em Serra durante jantar ). Parece que Brasília está mais para cortiço do que para a capital do país. JUSSARA HELENA BELTRESCHI (Ribeirão Preto, SP) * Lamento a Folha dar espaço tão importante para Carina Vitral, que se apresenta como estudante da PUC e presidente da UNE (Voz das ruas vai derrotar o impeachment ) falar tamanha bobagem, comparando o movimento atual ao golpe militar de 1964 e "A rapinagem dos que desejam derrubar a República". Se essa é a nossa liderança jovem, esse país não tem mais esperança. JOSÉ CARLOS EVANGELISTA (São Paulo, SP) * PARTICIPAÇÃO Os leitores podem colaborar com o conteúdo da Folha enviando notícias, fotos e vídeos (de acontecimentos ou comentários) que sejam relevantes no Brasil e no mundo. Para isso, basta acessar Envie sua Notícia ou enviar mensagem para [email protected]
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É preciso mais para destituir presidente inepta, diz leitorLonge de convencerem, as alegações apresentadas pelo deputado Carlos Sampaio em favor do impeachment (Dilma cometeu crime de responsabilidade? Sim ) vão em sentido exatamente contrário: acabam por reforçar a posição dos defensores da legalidade. O que ele enumera como crimes contra a Lei de Responsabilidade Fiscal são práticas comuns a todos os governos e com as quais os tribunais de contas sempre foram condescendentes. Seria ótimo poder destituir uma presidente tão inepta para o cargo, mas para isso é necessário algo além de meras tecnicalidades. TEOTIMO JÚNIOR LARA (Belo Horizonte, MG) * Que gentalha! Só tomando emprestada a expressão preferida de Dona Florinda, do seriado "Chaves", para classificar as atitudes do senador Serra e da ministra Kátia Abreu no jantar de confraternização de final de ano em Brasília (Ministra joga vinho em Serra durante jantar ). Parece que Brasília está mais para cortiço do que para a capital do país. JUSSARA HELENA BELTRESCHI (Ribeirão Preto, SP) * Lamento a Folha dar espaço tão importante para Carina Vitral, que se apresenta como estudante da PUC e presidente da UNE (Voz das ruas vai derrotar o impeachment ) falar tamanha bobagem, comparando o movimento atual ao golpe militar de 1964 e "A rapinagem dos que desejam derrubar a República". Se essa é a nossa liderança jovem, esse país não tem mais esperança. JOSÉ CARLOS EVANGELISTA (São Paulo, SP) * PARTICIPAÇÃO Os leitores podem colaborar com o conteúdo da Folha enviando notícias, fotos e vídeos (de acontecimentos ou comentários) que sejam relevantes no Brasil e no mundo. Para isso, basta acessar Envie sua Notícia ou enviar mensagem para [email protected]
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Cuca elogia goleiro e diz que não houve discussão com Barrios
Após a vitória por 2 a 1 contra o Vitória, que deu a liderança para o palmeiras na última rodada do primeiro turno, o técnico Cuca elogiou o goleiro Jaílson, que substituiu o inseguro Vagner. "O Jaílson hoje foi muito bem. É um goleiro de 35 anos e é o primeiro [jogo dele] na Série A do campeonato. Na oração fiz questão de oferecer essa vitória para o Vagner, que é tão bom goleiro quanto o Jaílson. O momento não era do Vagner. Esse momento era de preservar e colocar o Jaílson", afirmou o treinador. Após falhar nos dois jogos anteriores do Palmeiras —na derrota por 3 a 1 para o Botafogo e no empate em 1 a 1 contra a Chapecoense—, o goleiro Vagner foi relegado à reserva. Ele vinha substituindo Prass, que ficará fora do time até o ano que vem, após operar o cotovelo direito. Cuca também comentou a suposta discussão com Barrios após a substituição do atacante. A saída do paraguaio foi polêmica. Antes do lance ele estava mancando em campo, e Cuca colocou Rafael Marques para aquecer. Após o gol, o atacante foi ao banco de reservas para receber tratamento quando percebeu que foi substituído. Irritado, Barrios bateu boca com Cuca e desceu para o vestiário antecipadamente. O treinador já havia feito algo parecido no Campeonato Paulista, contra o Red Bull, ao substituir Dudu. "Não tem nada disso. Vocês estão vendo alguma coisa que não aconteceu. O Barrios machucou, esperei até a decisão dele, quando pediu para trocar. Ele saiu, eu perguntei o que tinha ocorrido, e ele disse que tinha sentido um rompimento. Acho que ele veio [para o vestiário] pegar gelo ou fazer alguma coisa", explicou. Aguardando o jogo do Corinthians contra o Cruzeiro, nesta segunda (8), para confirmar o título simbólico do primeiro turno, Cuca deu a entender que vai secar o rival alvinegro. O Corinthians precisa vencer por três gols de diferença para ultrapassar o Palmeiras. "Você acha que alguém estava torcendo por nós hoje? É natural que você vai tentar ser o primeiro. Fizemos o nosso trabalho, agora vamos torcer para que as coisas caminhem bem para nós e tenha um título simbólico", afirmou. "Se bem que não vale nada ser campeão do primeiro turno. Dos últimos 13, dez que ganharam o primeiro turno ganharam o campeonato. Mas está muito equilibrado. Dois pontos separam o sexto colocado do segundo", concluiu.
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Cuca elogia goleiro e diz que não houve discussão com BarriosApós a vitória por 2 a 1 contra o Vitória, que deu a liderança para o palmeiras na última rodada do primeiro turno, o técnico Cuca elogiou o goleiro Jaílson, que substituiu o inseguro Vagner. "O Jaílson hoje foi muito bem. É um goleiro de 35 anos e é o primeiro [jogo dele] na Série A do campeonato. Na oração fiz questão de oferecer essa vitória para o Vagner, que é tão bom goleiro quanto o Jaílson. O momento não era do Vagner. Esse momento era de preservar e colocar o Jaílson", afirmou o treinador. Após falhar nos dois jogos anteriores do Palmeiras —na derrota por 3 a 1 para o Botafogo e no empate em 1 a 1 contra a Chapecoense—, o goleiro Vagner foi relegado à reserva. Ele vinha substituindo Prass, que ficará fora do time até o ano que vem, após operar o cotovelo direito. Cuca também comentou a suposta discussão com Barrios após a substituição do atacante. A saída do paraguaio foi polêmica. Antes do lance ele estava mancando em campo, e Cuca colocou Rafael Marques para aquecer. Após o gol, o atacante foi ao banco de reservas para receber tratamento quando percebeu que foi substituído. Irritado, Barrios bateu boca com Cuca e desceu para o vestiário antecipadamente. O treinador já havia feito algo parecido no Campeonato Paulista, contra o Red Bull, ao substituir Dudu. "Não tem nada disso. Vocês estão vendo alguma coisa que não aconteceu. O Barrios machucou, esperei até a decisão dele, quando pediu para trocar. Ele saiu, eu perguntei o que tinha ocorrido, e ele disse que tinha sentido um rompimento. Acho que ele veio [para o vestiário] pegar gelo ou fazer alguma coisa", explicou. Aguardando o jogo do Corinthians contra o Cruzeiro, nesta segunda (8), para confirmar o título simbólico do primeiro turno, Cuca deu a entender que vai secar o rival alvinegro. O Corinthians precisa vencer por três gols de diferença para ultrapassar o Palmeiras. "Você acha que alguém estava torcendo por nós hoje? É natural que você vai tentar ser o primeiro. Fizemos o nosso trabalho, agora vamos torcer para que as coisas caminhem bem para nós e tenha um título simbólico", afirmou. "Se bem que não vale nada ser campeão do primeiro turno. Dos últimos 13, dez que ganharam o primeiro turno ganharam o campeonato. Mas está muito equilibrado. Dois pontos separam o sexto colocado do segundo", concluiu.
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Prepare-se: quinta com sete estreias no cinema e show de Luiza Lian
DE SÃO PAULO PERSONAGEM DO DIA "O céu é o limite. É você quem determina onde quer chegar. Esse é o conceito da vida. Vamos voar, vamos subir. Seja quem quiser ser e seja o melhor. Independente de qualquer coisa, crie asas e voe. " Flavio Teixeira, 25, estudante, av. Paulista * TEMPO * O QUE AFETA SUA VIDA * CULTURA E ENTRETENIMENTO Confira o trailer de "Chappie": Vídeo Confira o trailer de "Casa Grande": Vídeo AMANHÃ As dicas do dia seguinte são publicadas aqui sempre às 20h Coordenação: Wesley Klimpel Edição: Fabiana Seragusa Reportagem: Carolina Dantas (cidades e agenda) e Paulo Troya + Renan Teles (personagem do dia)
saopaulo
Prepare-se: quinta com sete estreias no cinema e show de Luiza LianDE SÃO PAULO PERSONAGEM DO DIA "O céu é o limite. É você quem determina onde quer chegar. Esse é o conceito da vida. Vamos voar, vamos subir. Seja quem quiser ser e seja o melhor. Independente de qualquer coisa, crie asas e voe. " Flavio Teixeira, 25, estudante, av. Paulista * TEMPO * O QUE AFETA SUA VIDA * CULTURA E ENTRETENIMENTO Confira o trailer de "Chappie": Vídeo Confira o trailer de "Casa Grande": Vídeo AMANHÃ As dicas do dia seguinte são publicadas aqui sempre às 20h Coordenação: Wesley Klimpel Edição: Fabiana Seragusa Reportagem: Carolina Dantas (cidades e agenda) e Paulo Troya + Renan Teles (personagem do dia)
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Jogos de azar
O prometido é devido: será que organizar Copas do Mundo ou Jogos Olímpicos compensa economicamente? A resposta instintiva seria dizer sim: durante os jogos, há turistas nas cidades, a economia floresce –e o nome do país sobe aos píncaros. Quem, em juízo perfeito, não receberia uma Copa ou uns Jogos Olímpicos de braços abertos? Curiosamente, muita gente. Andrew Zimbalist, de quem falei "en passant" na semana retrasada, escreveu "Circus Maximus" (Brookings, 174 págs.), um dos mais sérios e detalhados estudos econômicos sobre Copas do Mundo e Jogos Olímpicos. Uma primeira conclusão: Copas e Olimpíadas são tão tentadoras que o número de países que se candidatam a tal honraria tem decrescido. Em 1997, existiam 12 candidatos para os Jogos Olímpicos de 2004. Atenas venceu. Em 2013, apenas 5 para os Jogos de 2020. Tóquio venceu. Como explicar a deserção? Uma palavra: dinheiro. Tirando honrosas exceções (já vamos lá), o investimento em grandes circos desportivos é ruinoso no curto e no longo prazos. No curto prazo, e tendo em conta que as receitas dos jogos emigram para a Fifa ou para o Comitê Olímpico Internacional (COI), um aumento de turismo "desportivo" não significa um aumento do turismo geral. Durante os jogos, explica Zimbalist, é comum que o turista normal adie a sua visita para momentos mais calmos. Ou, então, que escolha outros destinos (mais baratos e menos lotados). Os turistas que entram nem sempre compensam os turistas que preferem não entrar. Em Pequim, durante os Jogos de 2008, o número de visitantes foi inferior ao registrado em 2007. O mesmo nos Jogos de Londres em 2012. (Eu, por acaso, estive na cidade durante o período e amaldiçoei a minha sorte.) E, se assim é com aqueles que vêm de fora, o mesmo acontece com quem vive dentro: o número de chineses que saíram do país aumentou 12% durante os Jogos Olímpicos. E sobre os turistas desportivos? Cautela: as previsões "ex ante" quase nunca conferem com os resultados "a posteriori". O autor apresenta números. A África do Sul esperava 400 mil visitantes para a Copa de 2010; apareceram entre 40 mil a 220 mil. Pequim esperava igual cifra; foram 235 mil. E o Brasil? Fato: o país esperava 600 mil e o Ministério do Turismo falou em 1 milhão. Porém, a associação brasileira de aviação reportou uma quebra de viagens para o país entre 11% e 15%. Algo não bate certo aqui. E no longo prazo? Infelizmente, os resultados não são animadores. Andrew Zimbalist apresenta mais números para moderar as "expectativas". Escolho três exemplos. Os jogos promovem o país no mundo? Duvidoso. Em 2000, ano dos Jogos de Sydney, entraram 2,7 milhões de turistas. Em 2001, 2,6. Em 2002, 2,4. Em 2013, 2,3 –os efeitos de atração diluem-se no tempo. Além disso, é preciso juntar à conta os custos de endividamento que permitiram construir estádios, piscinas etc. E que se estendem por duas ou mais gerações. E por falar em estádios e outros equipamentos: o cenário é desolador. Olhemos para Pequim novamente: dos 22 equipamentos construídos para os Jogos, 21 apodrecem hoje ao sol –e com custos de manutenção exorbitantes. Isso significa que não há casos de sucesso? Claro que há. E até oferecem lições preciosas, conclui o autor. A primeira lição é que nenhuma cidade ou país deve escolher organizar grandes torneios como modelo de desenvolvimento. Barcelona, que recebeu os Jogos Olímpicos em 1992, já tinha 27 dos 37 equipamentos exigidos pelo COI. Motivo simples: a cidade, desde o fim da ditadura franquista (1975), começou um programa de revitalização urbana destinada a melhorar as condições de vida dos catalães (transportes, lazer, espaços verdes etc.). Os jogos foram apenas a consequência, e não a causa, da modernização de Barcelona. Por outro lado, e como se viu em Los Angeles em 1984, é aconselhável não rastejar aos pés do COI: os equipamentos não têm de ser todos novos para um circo que dura três ou quatro semanas. Se o COI (ou a Fifa) não entende isso, o número de economias desenvolvidas vai desaparecer das candidaturas. E o terreno ficará livre para regimes iliberais (como a Rússia) ou países em desenvolvimento, que deveriam usar os recursos disponíveis para fazerem o que Barcelona fez: nunca começar a casa pelo telhado.
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Jogos de azarO prometido é devido: será que organizar Copas do Mundo ou Jogos Olímpicos compensa economicamente? A resposta instintiva seria dizer sim: durante os jogos, há turistas nas cidades, a economia floresce –e o nome do país sobe aos píncaros. Quem, em juízo perfeito, não receberia uma Copa ou uns Jogos Olímpicos de braços abertos? Curiosamente, muita gente. Andrew Zimbalist, de quem falei "en passant" na semana retrasada, escreveu "Circus Maximus" (Brookings, 174 págs.), um dos mais sérios e detalhados estudos econômicos sobre Copas do Mundo e Jogos Olímpicos. Uma primeira conclusão: Copas e Olimpíadas são tão tentadoras que o número de países que se candidatam a tal honraria tem decrescido. Em 1997, existiam 12 candidatos para os Jogos Olímpicos de 2004. Atenas venceu. Em 2013, apenas 5 para os Jogos de 2020. Tóquio venceu. Como explicar a deserção? Uma palavra: dinheiro. Tirando honrosas exceções (já vamos lá), o investimento em grandes circos desportivos é ruinoso no curto e no longo prazos. No curto prazo, e tendo em conta que as receitas dos jogos emigram para a Fifa ou para o Comitê Olímpico Internacional (COI), um aumento de turismo "desportivo" não significa um aumento do turismo geral. Durante os jogos, explica Zimbalist, é comum que o turista normal adie a sua visita para momentos mais calmos. Ou, então, que escolha outros destinos (mais baratos e menos lotados). Os turistas que entram nem sempre compensam os turistas que preferem não entrar. Em Pequim, durante os Jogos de 2008, o número de visitantes foi inferior ao registrado em 2007. O mesmo nos Jogos de Londres em 2012. (Eu, por acaso, estive na cidade durante o período e amaldiçoei a minha sorte.) E, se assim é com aqueles que vêm de fora, o mesmo acontece com quem vive dentro: o número de chineses que saíram do país aumentou 12% durante os Jogos Olímpicos. E sobre os turistas desportivos? Cautela: as previsões "ex ante" quase nunca conferem com os resultados "a posteriori". O autor apresenta números. A África do Sul esperava 400 mil visitantes para a Copa de 2010; apareceram entre 40 mil a 220 mil. Pequim esperava igual cifra; foram 235 mil. E o Brasil? Fato: o país esperava 600 mil e o Ministério do Turismo falou em 1 milhão. Porém, a associação brasileira de aviação reportou uma quebra de viagens para o país entre 11% e 15%. Algo não bate certo aqui. E no longo prazo? Infelizmente, os resultados não são animadores. Andrew Zimbalist apresenta mais números para moderar as "expectativas". Escolho três exemplos. Os jogos promovem o país no mundo? Duvidoso. Em 2000, ano dos Jogos de Sydney, entraram 2,7 milhões de turistas. Em 2001, 2,6. Em 2002, 2,4. Em 2013, 2,3 –os efeitos de atração diluem-se no tempo. Além disso, é preciso juntar à conta os custos de endividamento que permitiram construir estádios, piscinas etc. E que se estendem por duas ou mais gerações. E por falar em estádios e outros equipamentos: o cenário é desolador. Olhemos para Pequim novamente: dos 22 equipamentos construídos para os Jogos, 21 apodrecem hoje ao sol –e com custos de manutenção exorbitantes. Isso significa que não há casos de sucesso? Claro que há. E até oferecem lições preciosas, conclui o autor. A primeira lição é que nenhuma cidade ou país deve escolher organizar grandes torneios como modelo de desenvolvimento. Barcelona, que recebeu os Jogos Olímpicos em 1992, já tinha 27 dos 37 equipamentos exigidos pelo COI. Motivo simples: a cidade, desde o fim da ditadura franquista (1975), começou um programa de revitalização urbana destinada a melhorar as condições de vida dos catalães (transportes, lazer, espaços verdes etc.). Os jogos foram apenas a consequência, e não a causa, da modernização de Barcelona. Por outro lado, e como se viu em Los Angeles em 1984, é aconselhável não rastejar aos pés do COI: os equipamentos não têm de ser todos novos para um circo que dura três ou quatro semanas. Se o COI (ou a Fifa) não entende isso, o número de economias desenvolvidas vai desaparecer das candidaturas. E o terreno ficará livre para regimes iliberais (como a Rússia) ou países em desenvolvimento, que deveriam usar os recursos disponíveis para fazerem o que Barcelona fez: nunca começar a casa pelo telhado.
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Partido com mais investigados na Lava Jato é beneficiado por troca-troca na Câmara
Na véspera do prazo final para que os políticos possam trocar livremente de partido, a Câmara recebeu até às 19h desta sexta-feira (18) a informação de que 68 dos 513 deputados mudaram de legenda, uma movimentação que atinge 13% da Casa. Sigla com o maior número de congressistas investigados no esquema de corrupção da Petrobras (21 de 38), o Partido Progressista foi o mais beneficiado –perdeu dois deputados, mas filiou até agora outros 10, elevando sua bancada em 20%, de 40 para 48 cadeiras. Entre os que ingressaram no partido está o ex-relator do processo de cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Fausto Pinato (SP), que deixou o PRB. Entre os que saíram, o polêmico deputado Jair Bolsonaro (RJ), que foi para o PSC. Outros partidos que se beneficiaram com o troca-troca foram o PR –perdeu 4 e ganhou 10–, o oposicionista DEM, que ganhou 6 deputados, e o nanico PTN, que filiou 8 deputados, tendo perdido 2. Entraram nesse troca-troca o presidente do Conselho de Ética da Casa, José Carlos Araújo (BA), que saiu do PSD e foi para o PR, e o atual relator do processo de cassação de Cunha, Marcos Rogério (RO), que trocou o governista PDT pelo oposicionista DEM. Longe de passar por qualquer questão ideológica, a grande parte das mudanças se deu devido à negociação com as legendas para o comando dos partidos nos Estados e, consequentemente, o controle sobre a verba do Fundo Partidário. A verba é o principal recurso oficial que os candidatos terão daqui para frente para aplicar em suas campanhas à reeleição –R$ 868 milhões distribuído aos 35 partidos no ano passado. Entre as exceções estão a de Bolsonaro, que quer disputar a Presidência da República em 2018, a mudança da ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina, que ingressou no PSOL após discordar da linha de apoio do PSB ao impeachment de Dilma Rousseff, e a do deputado Delegado Waldir, que trocou o PSDB pelo PR para disputar o governo de Goiás. As 68 migrações não alteraram de forma relevante a correlação de forças entre governo e oposição, até porque essa definição não tem obedecido fronteiras partidárias nessa época de crise política aguda. FUMAÇA Entre os partidos que mais perderam deputados o destaque é o Partido da Mulher Brasileira, criado recentemente e que atraiu mais de 20 deputados federais no nascedouro. A sigla, que contava com 19 deputados antes da abertura da janela do troca-troca, perdeu 17 cadeiras e agora só tem 2 vagas. Entre os que saíram estão as duas únicas deputadas da legenda, Dâmina Pereira (MG), que foi para o PSL, e Brunny (MG), que entra no PR. Apesar da debandada, o PMB continuará a receber verbas do Fundo Partidário como se tivesse 20 deputados. O Fundo Partidário é calculado de acordo com o número de votos que os candidatos a deputado federal da legenda receberam na última eleição. O PMB terá direito a R$ 1,1 milhão ao mês. Pelas regras do atual troca-troca, o deputado que sai nesta janela não leva o dinheiro do fundo para a nova sigla. Ou seja, mesmo nanico o PMB receberá valores similares a de partidos como o PPS, PC do B e PV. Na época de sua criação, quando não havia certeza da aprovação da janela partidária, o PMB atraiu deputados insatisfeitos com suas siglas justamente com a promessa de controle dos diretórios estaduais. Outro partido que perdeu muitos deputados foi o Pros –7 saíram e 3 entraram. Partidos que ganharam deputados prometem ir à Justiça para levar para eles o Fundo Partidário proporcional às novas filiações. A janela de 30 dias para o troca-troca se abriu em fevereiro por meio de uma emenda à Constituição aprovada pelo Congresso Nacional. A migração de políticos entre as siglas existiu sem amarras até 2007, quando o Tribunal Superior Eleitoral editou regras de fidelidade para tentar barrar a prática. As brechas na lei e a morosidade da Justiça, porém, fizeram com que a medida nunca tenha tido eficácia completa. Em 2015, o próprio STF afrouxou essas regras ao liberar trocas para cargos majoritários -presidente, governadores, senadores e prefeitos. Recall - Confira se o seu veículo está entre os convocados
poder
Partido com mais investigados na Lava Jato é beneficiado por troca-troca na CâmaraNa véspera do prazo final para que os políticos possam trocar livremente de partido, a Câmara recebeu até às 19h desta sexta-feira (18) a informação de que 68 dos 513 deputados mudaram de legenda, uma movimentação que atinge 13% da Casa. Sigla com o maior número de congressistas investigados no esquema de corrupção da Petrobras (21 de 38), o Partido Progressista foi o mais beneficiado –perdeu dois deputados, mas filiou até agora outros 10, elevando sua bancada em 20%, de 40 para 48 cadeiras. Entre os que ingressaram no partido está o ex-relator do processo de cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Fausto Pinato (SP), que deixou o PRB. Entre os que saíram, o polêmico deputado Jair Bolsonaro (RJ), que foi para o PSC. Outros partidos que se beneficiaram com o troca-troca foram o PR –perdeu 4 e ganhou 10–, o oposicionista DEM, que ganhou 6 deputados, e o nanico PTN, que filiou 8 deputados, tendo perdido 2. Entraram nesse troca-troca o presidente do Conselho de Ética da Casa, José Carlos Araújo (BA), que saiu do PSD e foi para o PR, e o atual relator do processo de cassação de Cunha, Marcos Rogério (RO), que trocou o governista PDT pelo oposicionista DEM. Longe de passar por qualquer questão ideológica, a grande parte das mudanças se deu devido à negociação com as legendas para o comando dos partidos nos Estados e, consequentemente, o controle sobre a verba do Fundo Partidário. A verba é o principal recurso oficial que os candidatos terão daqui para frente para aplicar em suas campanhas à reeleição –R$ 868 milhões distribuído aos 35 partidos no ano passado. Entre as exceções estão a de Bolsonaro, que quer disputar a Presidência da República em 2018, a mudança da ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina, que ingressou no PSOL após discordar da linha de apoio do PSB ao impeachment de Dilma Rousseff, e a do deputado Delegado Waldir, que trocou o PSDB pelo PR para disputar o governo de Goiás. As 68 migrações não alteraram de forma relevante a correlação de forças entre governo e oposição, até porque essa definição não tem obedecido fronteiras partidárias nessa época de crise política aguda. FUMAÇA Entre os partidos que mais perderam deputados o destaque é o Partido da Mulher Brasileira, criado recentemente e que atraiu mais de 20 deputados federais no nascedouro. A sigla, que contava com 19 deputados antes da abertura da janela do troca-troca, perdeu 17 cadeiras e agora só tem 2 vagas. Entre os que saíram estão as duas únicas deputadas da legenda, Dâmina Pereira (MG), que foi para o PSL, e Brunny (MG), que entra no PR. Apesar da debandada, o PMB continuará a receber verbas do Fundo Partidário como se tivesse 20 deputados. O Fundo Partidário é calculado de acordo com o número de votos que os candidatos a deputado federal da legenda receberam na última eleição. O PMB terá direito a R$ 1,1 milhão ao mês. Pelas regras do atual troca-troca, o deputado que sai nesta janela não leva o dinheiro do fundo para a nova sigla. Ou seja, mesmo nanico o PMB receberá valores similares a de partidos como o PPS, PC do B e PV. Na época de sua criação, quando não havia certeza da aprovação da janela partidária, o PMB atraiu deputados insatisfeitos com suas siglas justamente com a promessa de controle dos diretórios estaduais. Outro partido que perdeu muitos deputados foi o Pros –7 saíram e 3 entraram. Partidos que ganharam deputados prometem ir à Justiça para levar para eles o Fundo Partidário proporcional às novas filiações. A janela de 30 dias para o troca-troca se abriu em fevereiro por meio de uma emenda à Constituição aprovada pelo Congresso Nacional. A migração de políticos entre as siglas existiu sem amarras até 2007, quando o Tribunal Superior Eleitoral editou regras de fidelidade para tentar barrar a prática. As brechas na lei e a morosidade da Justiça, porém, fizeram com que a medida nunca tenha tido eficácia completa. Em 2015, o próprio STF afrouxou essas regras ao liberar trocas para cargos majoritários -presidente, governadores, senadores e prefeitos. Recall - Confira se o seu veículo está entre os convocados
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Odebrecht promete combater corrupção em decálogo para funcionários
A Odebrecht lançou nesta sexta (15) um decálogo anticorrupção para os seus 120 mil funcionários, no qual se compromete a combater todas as formas ilícitas de fazer negócios. "Combater e não tolerar a corrupção, em quaisquer de suas formas, inclusive extorsão e suborno", diz o primeiro ponto do decálogo. O documento é um código de conduta interna, resultado de um seminário que o grupo realizou em São Paulo no último dia 6. O documento se antecipou às exigências feitas pela força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba e Brasília, para que a empresa adote um novo código de conduta para evitar corrupção. A Odebrecht negocia um acordo de delação premiada e de leniência com procuradores e a Polícia Federal. Enquanto a delação envolve executivos que atuaram em irregularidades, a leniência é um acordo que o grupo faz para evitar que seja declarado inidôneo e proibido de celebrar contratos com o poder público. As negociações estão em estado avançado, mas não há previsão de quando devem ser concluídas. Chamado de "compromisso Odebrecht", o código determina que a empresa recuse "oportunidade de negócios" que estejam em conflito com o decálogo. O documento diz que "as condições culturais e usuais do mercado" não devem ser usadas para justificar o pagamento de suborno ou outras ilicitudes, repetindo um ponto do discurso feito por Emilio Odebrecht, presidente do conselho de administração do grupo, no seminário do último dia 6. Dizia Emílio naquele encontro: "O Brasil e outros países onde estamos presentes, por razões históricas e estruturais, reúnem algumas condições propícias para práticas não ortodoxas, principalmente nas relações entre o setor público e o setor empresarial". Prosseguia: "Não vamos nos escudar nestas condições para justificar atitudes complacentes com práticas empresariais que colidem com os princípios e os conceitos". O decálogo defende também "assegurar transparência nas informações sobre a Odebrecht, que devem ser precisas, abrangentes e acessíveis e divulgadas de forma regular". De acordo com o decálogo, a corrupção e "desvios de conduta, sejam por ação, omissão ou complacência, agridem a sociedade, ferem as leis e destroem a imagem e a reputação de toda a Odebrecht". O decálogo prevê ainda que os funcionários do grupo devem atuar para mudar os mercados "e nos ambientes onde possa haver indução a desvios de conduta". Veja íntegra: * Compromisso da Odebrecht Atuação ética, íntegra e transparente Este compromisso está alinhado com a Tecnologia Empresarial Odebrecht, e deve ser praticado de forma convicta, responsável e irrestrita em toda a Odebrecht, sem exceções nem flexibilizações:
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Odebrecht promete combater corrupção em decálogo para funcionáriosA Odebrecht lançou nesta sexta (15) um decálogo anticorrupção para os seus 120 mil funcionários, no qual se compromete a combater todas as formas ilícitas de fazer negócios. "Combater e não tolerar a corrupção, em quaisquer de suas formas, inclusive extorsão e suborno", diz o primeiro ponto do decálogo. O documento é um código de conduta interna, resultado de um seminário que o grupo realizou em São Paulo no último dia 6. O documento se antecipou às exigências feitas pela força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba e Brasília, para que a empresa adote um novo código de conduta para evitar corrupção. A Odebrecht negocia um acordo de delação premiada e de leniência com procuradores e a Polícia Federal. Enquanto a delação envolve executivos que atuaram em irregularidades, a leniência é um acordo que o grupo faz para evitar que seja declarado inidôneo e proibido de celebrar contratos com o poder público. As negociações estão em estado avançado, mas não há previsão de quando devem ser concluídas. Chamado de "compromisso Odebrecht", o código determina que a empresa recuse "oportunidade de negócios" que estejam em conflito com o decálogo. O documento diz que "as condições culturais e usuais do mercado" não devem ser usadas para justificar o pagamento de suborno ou outras ilicitudes, repetindo um ponto do discurso feito por Emilio Odebrecht, presidente do conselho de administração do grupo, no seminário do último dia 6. Dizia Emílio naquele encontro: "O Brasil e outros países onde estamos presentes, por razões históricas e estruturais, reúnem algumas condições propícias para práticas não ortodoxas, principalmente nas relações entre o setor público e o setor empresarial". Prosseguia: "Não vamos nos escudar nestas condições para justificar atitudes complacentes com práticas empresariais que colidem com os princípios e os conceitos". O decálogo defende também "assegurar transparência nas informações sobre a Odebrecht, que devem ser precisas, abrangentes e acessíveis e divulgadas de forma regular". De acordo com o decálogo, a corrupção e "desvios de conduta, sejam por ação, omissão ou complacência, agridem a sociedade, ferem as leis e destroem a imagem e a reputação de toda a Odebrecht". O decálogo prevê ainda que os funcionários do grupo devem atuar para mudar os mercados "e nos ambientes onde possa haver indução a desvios de conduta". Veja íntegra: * Compromisso da Odebrecht Atuação ética, íntegra e transparente Este compromisso está alinhado com a Tecnologia Empresarial Odebrecht, e deve ser praticado de forma convicta, responsável e irrestrita em toda a Odebrecht, sem exceções nem flexibilizações:
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Lula está em uma enrascada e a polarização lhe cai como uma luva
Não assisti às cinco horas do depoimento de Lula. Julgamento não devia ser espetáculo, então deixei o suplício aos jornalistas. Do que vi, o saldo pareceu bem claro: Lula está numa enrascada. Não respondeu nada, limitou-se a dizer que não sabia, mesmo com documento comprometedor em seu apartamento. Eram coisas de Dona Marisa... E eis que para muita gente, pelo contrário, Lula se saiu bem. Mostrou a força de sua lábia, vendeu-se como vítima de um juiz partidário e mostrou força para voltar ao bom combate em 2018. Há dois jogos simultâneos sendo jogados. O primeiro é o jurídico, segundo regras (espera-se) claras e bem definidas, e nesse Lula está inquestionavelmente levando a pior. Nada do que disse muda a força das provas contra si nem o limpa na estranha história do tríplex. Está claro que o negócio de Lula não é dinheiro, e sim poder. O que não o impede, claro, de tirar uma casquinha econômica aqui ou ali. Ocorre que ele ganhava US$ 200 mil por palestra. Por que ganhar ilegalmente um apartamento que poderia, sem muito sacrifício, comprar? Apenas uma profunda indiferença pela legalidade, a sensação de que estava verdadeiramente acima da lei, explica. Teria se deixado levar por um sentimento equivocado de onipotência? O outro jogo é o político. Nesse, não existem regras definitivas: tudo o que colar, tudo o que ajude a conquistar o poder, vale. Lula é um mestre brasileiro nessa arte, e está confiante de que, se chegar às urnas em 2018, escapa da prisão e ainda leva a Presidência. Dá mostras também de que aprendeu a lição dos mandatos anteriores: fará de tudo para aniquilar qualquer ameaça a sua posição, a começar pela liberdade de imprensa. A polarização lhe cai como uma luva. Tudo que ele não quer é ser visto como o que de fato é: um réu comum, investigado por condutas possivelmente criminosas. Quanto mais seus processos forem vistos como guerra política com o paladino Sergio Moro liderando a investida, mais Lula se beneficia. Não é um julgamento; é um combate. Lula não é réu, e sim guerreiro, e teremos que escolher um lado. O ponto culminante dessa estratégia será entrar na campanha de 2018. Figurando na urna, o jogo muda. Nenhuma decisão jurídica poderá alegar isenção política, dado que terá impacto político direto. Al Capone foi condenado por sonegação de impostos. Lula pode cair pelo tríplex, pelo sítio, pelo Instituto, pela empresa de palestras. As rodas da Justiça giram, mas será que rápido o suficiente? Se não girarem (e os advogados estão aí para isso), vejam o lindo futuro que se desenha: Lula, condenado apenas em primeira instância, entra na disputa eleitoral. Ou então, ainda que condenado em segunda, dá um "jeitinho" para barrar a aplicação da Ficha Limpa e concorre sub judice. Uma vez candidato, depois da campanha mais virulenta e desgastante da história deste país, vence. Neste ponto, o jogo político engole o jurídico. O Judiciário terá um dilema em mãos: condenar o presidente eleito, declarando sua candidatura inválida, numa decisão incendiária, que pode bem descambar para violência aberta nas ruas. Ou então baixa a cabeça, mostra-se submisso ao Executivo, e o presidente estará oficialmente acima da lei. E daí o tríplex não terá sido lapso imprudente de onipotência, mas o prenúncio de sua consagração. A TV Justiça ainda vai bater o Netflix. Início do depoimento de Lula para Moro Início do depoimento de Lula para Moro
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Lula está em uma enrascada e a polarização lhe cai como uma luvaNão assisti às cinco horas do depoimento de Lula. Julgamento não devia ser espetáculo, então deixei o suplício aos jornalistas. Do que vi, o saldo pareceu bem claro: Lula está numa enrascada. Não respondeu nada, limitou-se a dizer que não sabia, mesmo com documento comprometedor em seu apartamento. Eram coisas de Dona Marisa... E eis que para muita gente, pelo contrário, Lula se saiu bem. Mostrou a força de sua lábia, vendeu-se como vítima de um juiz partidário e mostrou força para voltar ao bom combate em 2018. Há dois jogos simultâneos sendo jogados. O primeiro é o jurídico, segundo regras (espera-se) claras e bem definidas, e nesse Lula está inquestionavelmente levando a pior. Nada do que disse muda a força das provas contra si nem o limpa na estranha história do tríplex. Está claro que o negócio de Lula não é dinheiro, e sim poder. O que não o impede, claro, de tirar uma casquinha econômica aqui ou ali. Ocorre que ele ganhava US$ 200 mil por palestra. Por que ganhar ilegalmente um apartamento que poderia, sem muito sacrifício, comprar? Apenas uma profunda indiferença pela legalidade, a sensação de que estava verdadeiramente acima da lei, explica. Teria se deixado levar por um sentimento equivocado de onipotência? O outro jogo é o político. Nesse, não existem regras definitivas: tudo o que colar, tudo o que ajude a conquistar o poder, vale. Lula é um mestre brasileiro nessa arte, e está confiante de que, se chegar às urnas em 2018, escapa da prisão e ainda leva a Presidência. Dá mostras também de que aprendeu a lição dos mandatos anteriores: fará de tudo para aniquilar qualquer ameaça a sua posição, a começar pela liberdade de imprensa. A polarização lhe cai como uma luva. Tudo que ele não quer é ser visto como o que de fato é: um réu comum, investigado por condutas possivelmente criminosas. Quanto mais seus processos forem vistos como guerra política com o paladino Sergio Moro liderando a investida, mais Lula se beneficia. Não é um julgamento; é um combate. Lula não é réu, e sim guerreiro, e teremos que escolher um lado. O ponto culminante dessa estratégia será entrar na campanha de 2018. Figurando na urna, o jogo muda. Nenhuma decisão jurídica poderá alegar isenção política, dado que terá impacto político direto. Al Capone foi condenado por sonegação de impostos. Lula pode cair pelo tríplex, pelo sítio, pelo Instituto, pela empresa de palestras. As rodas da Justiça giram, mas será que rápido o suficiente? Se não girarem (e os advogados estão aí para isso), vejam o lindo futuro que se desenha: Lula, condenado apenas em primeira instância, entra na disputa eleitoral. Ou então, ainda que condenado em segunda, dá um "jeitinho" para barrar a aplicação da Ficha Limpa e concorre sub judice. Uma vez candidato, depois da campanha mais virulenta e desgastante da história deste país, vence. Neste ponto, o jogo político engole o jurídico. O Judiciário terá um dilema em mãos: condenar o presidente eleito, declarando sua candidatura inválida, numa decisão incendiária, que pode bem descambar para violência aberta nas ruas. Ou então baixa a cabeça, mostra-se submisso ao Executivo, e o presidente estará oficialmente acima da lei. E daí o tríplex não terá sido lapso imprudente de onipotência, mas o prenúncio de sua consagração. A TV Justiça ainda vai bater o Netflix. Início do depoimento de Lula para Moro Início do depoimento de Lula para Moro
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Dona da Samarco, Vale terá perda de US$ 443 milhões com tragédia em MG
O impacto financeiro do rompimento da barragem em Mariana (MG) será de US$ 443 milhões para a mineradora Vale, em 2016. O diretor financeiro, Luciano Siani Pires, disse, nesta terça-feira (1), em evento da companhia na Bolsa de Nova York, que a tragédia trará perdas de US$ 543 milhões na receita e US$ 55 milhões nos dividendos recebidos perda da Samarco. A redução terá compensação de US$ 155 milhões devido à paralisação das operações. A Vale controla a Samarco em conjunto com a anglo-australiana BHP. A estimativa é "conservadora", segundo Siani. O presidente da Vale, Murilo Ferreira, afirmou, em inglês, que "nós reconhecemos a seriedade do momento" e disse estar comprometido a ajudar a Samarco nas ações em resposta à tragédia. INVESTIMENTOS Ferreira informou que a mineradora reduzirá pelo quinto ano consecutivo seus investimentos e desembolsará US$ 6 bilhões no ano que vem. O valor é inferior ao previsto, em outubro, por Siani, de entre US$ 6,5 bilhões e US$ 7 bilhões. Em 2015, os investimentos devem ser de US$ 8,2 bilhões, inferiores à meta inicial de US$ 10,2 bilhões. A perspectiva é continuar a reduzir os investimentos até chegar a US$ 4,2 bilhões em 2020. "Estamos preparados para enfrentar os desafios de 2016 causados pela incerteza na demanda e volatilidade nos preços de commodities", disse Ferreira.
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Dona da Samarco, Vale terá perda de US$ 443 milhões com tragédia em MGO impacto financeiro do rompimento da barragem em Mariana (MG) será de US$ 443 milhões para a mineradora Vale, em 2016. O diretor financeiro, Luciano Siani Pires, disse, nesta terça-feira (1), em evento da companhia na Bolsa de Nova York, que a tragédia trará perdas de US$ 543 milhões na receita e US$ 55 milhões nos dividendos recebidos perda da Samarco. A redução terá compensação de US$ 155 milhões devido à paralisação das operações. A Vale controla a Samarco em conjunto com a anglo-australiana BHP. A estimativa é "conservadora", segundo Siani. O presidente da Vale, Murilo Ferreira, afirmou, em inglês, que "nós reconhecemos a seriedade do momento" e disse estar comprometido a ajudar a Samarco nas ações em resposta à tragédia. INVESTIMENTOS Ferreira informou que a mineradora reduzirá pelo quinto ano consecutivo seus investimentos e desembolsará US$ 6 bilhões no ano que vem. O valor é inferior ao previsto, em outubro, por Siani, de entre US$ 6,5 bilhões e US$ 7 bilhões. Em 2015, os investimentos devem ser de US$ 8,2 bilhões, inferiores à meta inicial de US$ 10,2 bilhões. A perspectiva é continuar a reduzir os investimentos até chegar a US$ 4,2 bilhões em 2020. "Estamos preparados para enfrentar os desafios de 2016 causados pela incerteza na demanda e volatilidade nos preços de commodities", disse Ferreira.
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De título suspeito a exemplo de gestão; veja a ascensão do rival do São Paulo
Quando o Atlético Nacional (COL), rival do São Paulo na semifinal da Libertadores nesta quarta (6), venceu a competição continental em 1989, o narcotráfico na cidade de Medellín, comandado por Pablo Escobar vivia anos dourados. E a suspeita de que o mais famoso narcotraficante da história poderia ter ajudado o time da cidade, mesmo sendo o rival de seu time de coração, Independiente Medellín (COL), sempre colocou uma sombra sobre o título do time colombiano. Naquela campanha, houve um episódio, no mínimo suspeito. Nas semifinais, o Atlético Nacional goleou o Danúbio (URU), por 6 a 0, na Colômbia. Alguns anos mais tarde, um dos assistentes argentinos revelaria à imprensa de seu país que Escobar havia tentado comprar o trio de arbitragem sob a famosa ameaça "plata o plomo" (grana ou chumbo, em espanhol). Juan Bava contou que, em Medellín, a equipe de arbitragem foi surpreendida por capangas que avisaram: ou aceitavam dinheiro para não prejudicar o time colombiano ou poderiam não voltar com vida para a Argentina. "Estamos no hotel. Partem no meio a porta três ou quatro capangas e dizem: 'aqui está o dinheiro'. O Nacional tem que ganhar. E eles pra cima e pra baixo com uma metralhadora, e eu encolhido num cantinho. E nós pedimos para eles levarem a mala", contou Bava. A ajuda de Escobar não é comprovada, mas sua amizade com jogadores daquela equipe, com direito a visitas à famosa "prisão de luxo", La Catedral, onde Escobar ficou preso, já foi amplamente divulgada. As torcidas adversárias têm até uma música para lembrar a suspeita, chamada "Pablito te la compró". Independentemente da ajuda, o fato é que os anos de glória de Pablo Escobar foram acompanhados pelo time alviverde. Além do primeiro título de um time colombiano na Libertadores, em 1989, o Atlético Nacional também foi campeão colombiano em 1991. Em 1994, um ano após a morte do narcotraficante, o time voltaria a ser campeão, mas como o próprio site do clube lembra, a equipe "já não tinha a constelação de estrelas de anos anteriores. O grupo havia perdido em quantidade e qualidade e não despertava favoritismo". Apenas cinco anos mais tarde, o Atlético Nacional voltaria a ser campeão do país, mas a gestão do clube já estaria completamente modificada. GESTÃO EMPRESARIAL "Chegou no Nacional a Organização Ardilla Lülle (OAL), que é um dos grupos econômicos mais importantes do país, senão o mais. E eles compraram o Nacional", explicou o ex-jogador, ex-presidente e agora gerente de planejamento e desenvolvimento do clube, Víctor Marulanda. A OAL é um conglomerado empresarial comandado pelo bilionário Carlos Ardila Lülle, listado na Forbes como a 1.121ª pessoa mais rica do mundo, com um patrimônio avaliado em US$ 1,97 bilhões (R$ 6,5 bilhões). O grupo conta com empresas de automóveis, agronegócio, diversos veículos de imprensa e a fabricante de refrigerantes Postobón, que patrocina a equipe. Desde 1996, o grupo também é dono do Atlético Nacional. "Durante os primeiros anos, o que fizeram foi transformar o Nacional em uma empresa, com políticas e boas práticas institucionais como as de qualquer empresa exitosa. Transformaram o Nacional em uma verdadeira empresa", conta Marulanda. A aposta parece ter dado certo. O time de Medellín tornou-se o maior campeão nacional com 15 títulos —nove deles a partir de 1996. Victor Aristizábal, maior artilheiro da história do time, e que também teve passagem pelo São Paulo, de 1996 a 1998, também se admira com a gestão do time. "Os caras que chegaram na nova diretoria têm como levar o time a títulos. São muito organizados. Pagam em dia, dão suporte", afirma o ex-jogador que agora é comentarista na televisão. Marulanda conta que o time é atualmente o mais rico da Colômbia, com faturamento de US$ 25 milhões (R$ 82,2 mi) e que tem um planejamento a longo prazo que é exemplo para as outras equipes. "Estamos trabalhando nos últimos anos com o manejo de um modelo de jogo que funcione para todo o clube, mas representando uma história, para que a torcida se sinta identificada com o produto. Os técnicos têm que ter um perfil determinado e os jogadores também", afirmou o dirigente. O perfil dos técnicos é geralmente moderno e ofensivo. Nos anos vitoriosos geridos pela OAL, o principal nome no comando da equipe foi o de um velho conhecido da torcida são paulina: Juan Carlos Osorio. O colombiano ficou no Atlético Nacional de 2012 a 2015 e conquistou seis títulos nacionais no período. O desempenho chamou a atenção do São Paulo, que o contratou em maio do ano passado. Osorio ficou pouco tempo na equipe —deixou o clube em outubro para treinar a seleção mexicana, mas o estilo ousado conquistou a torcida são paulina. O atual treinador do time é Reinaldo Rueda, que também é reconhecido pelo estilo agressivo. No Morumbi, nesta quarta, deve colocar três atacantes para buscar o gol fora de casa. "O ataque é muito agressivo. É muito rápido. Se [o São Paulo] der a possibilidade de contra-ataque no Morumbi, vai tomar gol", afirma Aristizábal. CONTROVÉRSIA O comando do clube por um conglomerado com veículos de mídia é ponto de controvérsia na Colômbia. Em janeiro deste ano, o técnico do Deportivo Cali (COL), Fernando 'Pecoso' Castro, disparou contra o Atlético Nacional em um programa de rádio. "De quem é a Win Sports? De quem é a RCN? De quem é o Atlético Nacional? Temos que dizer a verdade. Ali ninguém vai falar mal do Nacional", afirmou Castro. "Eles são o primeiro time da Colômbia a ter um canal próprio", completou. A Win Sports e a RCN tem os direitos de transmissão da liga colombiana e pertencem à OAL. Outro ponto de controvérsia é o fato da Postobón ser parte do conglomerado, patrocinadora da liga colombiana, chamada Liga Postobón, e também do Atlético Nacional, o que poderia causar conflito de interesses. * SÃO PAULO Denis; Bruno, Maicon, Rodrigo Caio e Mena; Hudson (Thiago Mendes), João Schmidt), Thiago Mendes (Wesley ou Carlinhos), Ytalo e Michel Bastos; Calleri. Técnico: Bauza ATLÉTICO NACIONAL Armani; Sánchez (Perez), Henríquez, Mejía e Bocanegra; M.Torres, Guerra, Farid, Ibarguen (Lobo), M.Moreno (Dajome) e Borja. Técnico: Reinaldo Rueda Estádio: Morumbi Árbitro: Mauro Vigliano (ARG) TV: 21h45 (Globo (para SP e DF), Fox Sports e SporTV
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De título suspeito a exemplo de gestão; veja a ascensão do rival do São PauloQuando o Atlético Nacional (COL), rival do São Paulo na semifinal da Libertadores nesta quarta (6), venceu a competição continental em 1989, o narcotráfico na cidade de Medellín, comandado por Pablo Escobar vivia anos dourados. E a suspeita de que o mais famoso narcotraficante da história poderia ter ajudado o time da cidade, mesmo sendo o rival de seu time de coração, Independiente Medellín (COL), sempre colocou uma sombra sobre o título do time colombiano. Naquela campanha, houve um episódio, no mínimo suspeito. Nas semifinais, o Atlético Nacional goleou o Danúbio (URU), por 6 a 0, na Colômbia. Alguns anos mais tarde, um dos assistentes argentinos revelaria à imprensa de seu país que Escobar havia tentado comprar o trio de arbitragem sob a famosa ameaça "plata o plomo" (grana ou chumbo, em espanhol). Juan Bava contou que, em Medellín, a equipe de arbitragem foi surpreendida por capangas que avisaram: ou aceitavam dinheiro para não prejudicar o time colombiano ou poderiam não voltar com vida para a Argentina. "Estamos no hotel. Partem no meio a porta três ou quatro capangas e dizem: 'aqui está o dinheiro'. O Nacional tem que ganhar. E eles pra cima e pra baixo com uma metralhadora, e eu encolhido num cantinho. E nós pedimos para eles levarem a mala", contou Bava. A ajuda de Escobar não é comprovada, mas sua amizade com jogadores daquela equipe, com direito a visitas à famosa "prisão de luxo", La Catedral, onde Escobar ficou preso, já foi amplamente divulgada. As torcidas adversárias têm até uma música para lembrar a suspeita, chamada "Pablito te la compró". Independentemente da ajuda, o fato é que os anos de glória de Pablo Escobar foram acompanhados pelo time alviverde. Além do primeiro título de um time colombiano na Libertadores, em 1989, o Atlético Nacional também foi campeão colombiano em 1991. Em 1994, um ano após a morte do narcotraficante, o time voltaria a ser campeão, mas como o próprio site do clube lembra, a equipe "já não tinha a constelação de estrelas de anos anteriores. O grupo havia perdido em quantidade e qualidade e não despertava favoritismo". Apenas cinco anos mais tarde, o Atlético Nacional voltaria a ser campeão do país, mas a gestão do clube já estaria completamente modificada. GESTÃO EMPRESARIAL "Chegou no Nacional a Organização Ardilla Lülle (OAL), que é um dos grupos econômicos mais importantes do país, senão o mais. E eles compraram o Nacional", explicou o ex-jogador, ex-presidente e agora gerente de planejamento e desenvolvimento do clube, Víctor Marulanda. A OAL é um conglomerado empresarial comandado pelo bilionário Carlos Ardila Lülle, listado na Forbes como a 1.121ª pessoa mais rica do mundo, com um patrimônio avaliado em US$ 1,97 bilhões (R$ 6,5 bilhões). O grupo conta com empresas de automóveis, agronegócio, diversos veículos de imprensa e a fabricante de refrigerantes Postobón, que patrocina a equipe. Desde 1996, o grupo também é dono do Atlético Nacional. "Durante os primeiros anos, o que fizeram foi transformar o Nacional em uma empresa, com políticas e boas práticas institucionais como as de qualquer empresa exitosa. Transformaram o Nacional em uma verdadeira empresa", conta Marulanda. A aposta parece ter dado certo. O time de Medellín tornou-se o maior campeão nacional com 15 títulos —nove deles a partir de 1996. Victor Aristizábal, maior artilheiro da história do time, e que também teve passagem pelo São Paulo, de 1996 a 1998, também se admira com a gestão do time. "Os caras que chegaram na nova diretoria têm como levar o time a títulos. São muito organizados. Pagam em dia, dão suporte", afirma o ex-jogador que agora é comentarista na televisão. Marulanda conta que o time é atualmente o mais rico da Colômbia, com faturamento de US$ 25 milhões (R$ 82,2 mi) e que tem um planejamento a longo prazo que é exemplo para as outras equipes. "Estamos trabalhando nos últimos anos com o manejo de um modelo de jogo que funcione para todo o clube, mas representando uma história, para que a torcida se sinta identificada com o produto. Os técnicos têm que ter um perfil determinado e os jogadores também", afirmou o dirigente. O perfil dos técnicos é geralmente moderno e ofensivo. Nos anos vitoriosos geridos pela OAL, o principal nome no comando da equipe foi o de um velho conhecido da torcida são paulina: Juan Carlos Osorio. O colombiano ficou no Atlético Nacional de 2012 a 2015 e conquistou seis títulos nacionais no período. O desempenho chamou a atenção do São Paulo, que o contratou em maio do ano passado. Osorio ficou pouco tempo na equipe —deixou o clube em outubro para treinar a seleção mexicana, mas o estilo ousado conquistou a torcida são paulina. O atual treinador do time é Reinaldo Rueda, que também é reconhecido pelo estilo agressivo. No Morumbi, nesta quarta, deve colocar três atacantes para buscar o gol fora de casa. "O ataque é muito agressivo. É muito rápido. Se [o São Paulo] der a possibilidade de contra-ataque no Morumbi, vai tomar gol", afirma Aristizábal. CONTROVÉRSIA O comando do clube por um conglomerado com veículos de mídia é ponto de controvérsia na Colômbia. Em janeiro deste ano, o técnico do Deportivo Cali (COL), Fernando 'Pecoso' Castro, disparou contra o Atlético Nacional em um programa de rádio. "De quem é a Win Sports? De quem é a RCN? De quem é o Atlético Nacional? Temos que dizer a verdade. Ali ninguém vai falar mal do Nacional", afirmou Castro. "Eles são o primeiro time da Colômbia a ter um canal próprio", completou. A Win Sports e a RCN tem os direitos de transmissão da liga colombiana e pertencem à OAL. Outro ponto de controvérsia é o fato da Postobón ser parte do conglomerado, patrocinadora da liga colombiana, chamada Liga Postobón, e também do Atlético Nacional, o que poderia causar conflito de interesses. * SÃO PAULO Denis; Bruno, Maicon, Rodrigo Caio e Mena; Hudson (Thiago Mendes), João Schmidt), Thiago Mendes (Wesley ou Carlinhos), Ytalo e Michel Bastos; Calleri. Técnico: Bauza ATLÉTICO NACIONAL Armani; Sánchez (Perez), Henríquez, Mejía e Bocanegra; M.Torres, Guerra, Farid, Ibarguen (Lobo), M.Moreno (Dajome) e Borja. Técnico: Reinaldo Rueda Estádio: Morumbi Árbitro: Mauro Vigliano (ARG) TV: 21h45 (Globo (para SP e DF), Fox Sports e SporTV
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Crise faz Hospital São Paulo suspender internações que não são emergenciais
O Hospital São Paulo, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), suspendeu a partir desta quinta-feira (18) as internações que não sejam de emergência. O hospital informou que a suspensão é temporária e fará avaliações diárias para decidir se continua ou não a limitar as internações. Um dos maiores hospitais de São Paulo e centro de referência em atendimento de alta complexidade, o Hospital São Paulo passa por uma grave crise financeira, enfrenta greve de servidores e está com superlotação. "A situação orçamentária é crítica já há algum tempo e estamos em negociação com o Ministério da Educação/Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e os gestores locais para equacionar essa condição", disse em nota o hospital. Além da crise financeira, o hospital também enfrenta uma paralisação de servidores públicos federais que prejudica o atendimento aos pacientes. Segundo o hospital, falta profissionais, principalmente técnicos e enfermeiros, para realizar o atendimento –em média, o hospital atende a cerca de 900 casos por dia no Serviço de Urgência e Emergência. A reitoria da Unifesp diz que deveria ser atendido, no máximo, 300 pacientes por dia. "A demanda de casos urgentes tem sido muito alta, com pacientes graves vindos sem nenhuma regulação por conta da desestruturação de outras unidades de atendimento de saúde públicas, seja por falta de médicos ou por falta de recursos". O pronto-socorro e equipe médica também estariam sobrecarregados. Na entrada do pronto-socorro foi colocada uma faixa informando a suspensão do atendimento: "Prezado usuário, nossa unidade está em superlotação, só atendemos casos de urgência e emergência".
cotidiano
Crise faz Hospital São Paulo suspender internações que não são emergenciaisO Hospital São Paulo, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), suspendeu a partir desta quinta-feira (18) as internações que não sejam de emergência. O hospital informou que a suspensão é temporária e fará avaliações diárias para decidir se continua ou não a limitar as internações. Um dos maiores hospitais de São Paulo e centro de referência em atendimento de alta complexidade, o Hospital São Paulo passa por uma grave crise financeira, enfrenta greve de servidores e está com superlotação. "A situação orçamentária é crítica já há algum tempo e estamos em negociação com o Ministério da Educação/Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e os gestores locais para equacionar essa condição", disse em nota o hospital. Além da crise financeira, o hospital também enfrenta uma paralisação de servidores públicos federais que prejudica o atendimento aos pacientes. Segundo o hospital, falta profissionais, principalmente técnicos e enfermeiros, para realizar o atendimento –em média, o hospital atende a cerca de 900 casos por dia no Serviço de Urgência e Emergência. A reitoria da Unifesp diz que deveria ser atendido, no máximo, 300 pacientes por dia. "A demanda de casos urgentes tem sido muito alta, com pacientes graves vindos sem nenhuma regulação por conta da desestruturação de outras unidades de atendimento de saúde públicas, seja por falta de médicos ou por falta de recursos". O pronto-socorro e equipe médica também estariam sobrecarregados. Na entrada do pronto-socorro foi colocada uma faixa informando a suspensão do atendimento: "Prezado usuário, nossa unidade está em superlotação, só atendemos casos de urgência e emergência".
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A dor virá depois
SÃO PAULO - Dias depois de anunciar que preparava medidas dolorosas para reerguer a economia, o presidente interino, Michel Temer, deu a entender que fará devagar as mudanças que considera necessárias. Ao definir a meta fiscal de 2017, o governo fixou um deficit de R$ 139 bilhões. Ele é menor do que o previsto para este ano, mas ainda assim gigantesco. Ao fazer isso, Temer procurou reafirmar sua determinação de arrumar as finanças do país, mas deixou claro que o Orçamento continuará no vermelho por muito tempo. É um sinal evidente das dificuldades que o presidente interino tem encontrado para viabilizar politicamente as medidas necessárias para equilibrar as contas do governo. Já caiu a ficha para todo mundo que será difícil chegar a algum lugar sem aumentar impostos. A aprovação de medidas que podem frear a expansão das despesas do governo deve demorar, e qualquer plano de reforma da Previdência que vier a ser apresentado enfrentará obstáculos. Temer e seus aliados também já perceberam que não têm força para convencer o Congresso a aprovar aumentos de impostos agora. A aposta do governo é que terá condições de fazer isso mais tarde, em agosto, depois que o processo de impeachment de Dilma Rousseff acabar e Temer puder pregar seu retrato na parede. Mas trata-se de uma aposta, somente isso. Da disputa pelo controle da Câmara dos Deputados à ansiedade provocada pelos empreiteiros que decidiram a colaborar com a Operação Lava Jato, há inúmeros fatores que tumultuam o ambiente político e o tornam mais imprevisível. O mais provável é que isso tornará o ajuste das contas do governo ainda mais custoso. Depois que Temer concedeu aumentos a funcionários públicos, socorreu governadores endividados e deu dinheiro para a Olimpíada, a fila à sua porta só aumentou. Para o país, a principal consequência desse processo deverá ser uma recuperação lenta e pouco vigorosa do crescimento econômico.
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A dor virá depoisSÃO PAULO - Dias depois de anunciar que preparava medidas dolorosas para reerguer a economia, o presidente interino, Michel Temer, deu a entender que fará devagar as mudanças que considera necessárias. Ao definir a meta fiscal de 2017, o governo fixou um deficit de R$ 139 bilhões. Ele é menor do que o previsto para este ano, mas ainda assim gigantesco. Ao fazer isso, Temer procurou reafirmar sua determinação de arrumar as finanças do país, mas deixou claro que o Orçamento continuará no vermelho por muito tempo. É um sinal evidente das dificuldades que o presidente interino tem encontrado para viabilizar politicamente as medidas necessárias para equilibrar as contas do governo. Já caiu a ficha para todo mundo que será difícil chegar a algum lugar sem aumentar impostos. A aprovação de medidas que podem frear a expansão das despesas do governo deve demorar, e qualquer plano de reforma da Previdência que vier a ser apresentado enfrentará obstáculos. Temer e seus aliados também já perceberam que não têm força para convencer o Congresso a aprovar aumentos de impostos agora. A aposta do governo é que terá condições de fazer isso mais tarde, em agosto, depois que o processo de impeachment de Dilma Rousseff acabar e Temer puder pregar seu retrato na parede. Mas trata-se de uma aposta, somente isso. Da disputa pelo controle da Câmara dos Deputados à ansiedade provocada pelos empreiteiros que decidiram a colaborar com a Operação Lava Jato, há inúmeros fatores que tumultuam o ambiente político e o tornam mais imprevisível. O mais provável é que isso tornará o ajuste das contas do governo ainda mais custoso. Depois que Temer concedeu aumentos a funcionários públicos, socorreu governadores endividados e deu dinheiro para a Olimpíada, a fila à sua porta só aumentou. Para o país, a principal consequência desse processo deverá ser uma recuperação lenta e pouco vigorosa do crescimento econômico.
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Envie foto, relato ou vídeo sobre o avanço da lama de Mariana
Se você presenciou algum efeito da lama de Mariana (MG) ou foi afetado por ela, envie seu relato, imagens ou vídeo para a Redação. Eles poderão ser publicados pela Folha. Você pode acessar a página Envie sua notícia para enviar as informações, encaminhá-las diretamente pelo e-mail [email protected] ou enviar as informações pelo Whatsapp da Folha: (11) 99490-1649. No dia 5 de novembro, uma barragem da mineradora Samarco se rompeu em Mariana (MG) e liberou um grande volume de rejeitos da mineração. A lama tem provocado desabastecimento de água e morte de peixes ao longo do rio Doce.
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Envie foto, relato ou vídeo sobre o avanço da lama de MarianaSe você presenciou algum efeito da lama de Mariana (MG) ou foi afetado por ela, envie seu relato, imagens ou vídeo para a Redação. Eles poderão ser publicados pela Folha. Você pode acessar a página Envie sua notícia para enviar as informações, encaminhá-las diretamente pelo e-mail [email protected] ou enviar as informações pelo Whatsapp da Folha: (11) 99490-1649. No dia 5 de novembro, uma barragem da mineradora Samarco se rompeu em Mariana (MG) e liberou um grande volume de rejeitos da mineração. A lama tem provocado desabastecimento de água e morte de peixes ao longo do rio Doce.
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Box com obras de Nelson Pereira dos Santos tem comédia sobre playboy
Box com cinco filmes de Nelson Pereira dos Santos, um dos maiores nomes do Cinema Novo: "Rio Zona Norte", "Mandacaru Vermelho", "Boca de Ouro", "Vidas Secas" e "El Justicero". Se os quatro primeiros trazem as influências do neorrealismo italiano e a preocupação em mostrar o Brasil "real", seja o da cidade ("Rio Zona Norte" e "Boca de Ouro") ou o do sertão ("Mandacaru Vermelho" e "Vidas Secas"), o último filme da caixa, "El Justicero", é o mais surpreendente: uma comédia sobre um playboy (Arduíno Colasanti), filho de um militar, que só quer saber de praia e mulher. O filme foi proibido pela censura e é um dos menos conhecidos da carreira do cineasta. Coleção Nelson Pereira dos Santos - Volume 1: 1956 a 1967. Distribuidora: Bretz Filmes (R$ 159,90 em livrariacultura.com.br) * Música Não acabou, não E o tal "fim" do LCD Soundsystem durou menos de dois anos. Em abril de 2014, depois de ter anunciado a separação da banda três anos antes, o grupo lançou o disco ao vivo "The Long Goodbye", com o show de despedida em Nova York. Em dezembro de 2015, "ressuscitou" com o single "Christmas Will Break Your Heart", passou o ano de 2016 enchendo as burras de dinheiro em megafestivais (todo mundo ama uma banda famosa que volta, não?) e agora lança seu novo álbum, "American Dream". O som continua igualzinho: um funk eletrônico dançante, que anima qualquer pista e agência de publicidade modernosa. LCD Soundsystem - American Dream. Estúdio: Sony Music (2017, R$ 32,90 em livrariadafolha.com.br) * Livro O suspense de Stephen King A editora Suma de Letras continua a série de relançamentos da obra de Stephen King com um dos melhores livros do autor, "Misery - Louca Obsessão", uma arrepiante história de suspense sobre um escritor que sofre um acidente de carro durante uma tempestade de neve e é resgatado por uma fã obcecada por seus livros. Misery - Louca Obsessão. Autor: Stephen King. Editora: Suma de Letras (328 págs., R$ 39,90 em companhiadasletradas.com.br)
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Box com obras de Nelson Pereira dos Santos tem comédia sobre playboyBox com cinco filmes de Nelson Pereira dos Santos, um dos maiores nomes do Cinema Novo: "Rio Zona Norte", "Mandacaru Vermelho", "Boca de Ouro", "Vidas Secas" e "El Justicero". Se os quatro primeiros trazem as influências do neorrealismo italiano e a preocupação em mostrar o Brasil "real", seja o da cidade ("Rio Zona Norte" e "Boca de Ouro") ou o do sertão ("Mandacaru Vermelho" e "Vidas Secas"), o último filme da caixa, "El Justicero", é o mais surpreendente: uma comédia sobre um playboy (Arduíno Colasanti), filho de um militar, que só quer saber de praia e mulher. O filme foi proibido pela censura e é um dos menos conhecidos da carreira do cineasta. Coleção Nelson Pereira dos Santos - Volume 1: 1956 a 1967. Distribuidora: Bretz Filmes (R$ 159,90 em livrariacultura.com.br) * Música Não acabou, não E o tal "fim" do LCD Soundsystem durou menos de dois anos. Em abril de 2014, depois de ter anunciado a separação da banda três anos antes, o grupo lançou o disco ao vivo "The Long Goodbye", com o show de despedida em Nova York. Em dezembro de 2015, "ressuscitou" com o single "Christmas Will Break Your Heart", passou o ano de 2016 enchendo as burras de dinheiro em megafestivais (todo mundo ama uma banda famosa que volta, não?) e agora lança seu novo álbum, "American Dream". O som continua igualzinho: um funk eletrônico dançante, que anima qualquer pista e agência de publicidade modernosa. LCD Soundsystem - American Dream. Estúdio: Sony Music (2017, R$ 32,90 em livrariadafolha.com.br) * Livro O suspense de Stephen King A editora Suma de Letras continua a série de relançamentos da obra de Stephen King com um dos melhores livros do autor, "Misery - Louca Obsessão", uma arrepiante história de suspense sobre um escritor que sofre um acidente de carro durante uma tempestade de neve e é resgatado por uma fã obcecada por seus livros. Misery - Louca Obsessão. Autor: Stephen King. Editora: Suma de Letras (328 págs., R$ 39,90 em companhiadasletradas.com.br)
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'Woyzeck' mostra o poder e a capacidade de resiliência
O "Woyzeck" do ucraniano Andriy Zholdak, que está na programação da MITsp, poderia muito bem chamar-se "Woyzeck Machine". Livre adaptação para obra fundamental do alemão Georg Büchner (1813-1837), o espetáculo transpõe o original para um momento de estruturas colapsadas, onde o que fala ao público são restos de personagens. Daí a associação com "Hamlet Machine", do alemão Heiner Müller, texto que apresenta um príncipe dinamarquês em estado de decomposição e transfigura sua amada Ofélia em uma mulher cujo coração é um relógio. Assim, da história de Woyzeck –homem submetido à opressão da ordem e que, em sua luta contra o cerceamento político põe-se na iminência de um desvanecer moral– sobra na peça de Zholdak uma espécie de androide lutando para não perder sua alma e a de sua amada. Pastiche assumido de ficções científicas, a peça se passa no trânsito do século 21 para o 22, com aquários aprisionando corpos que não sentem dor, protagonistas de ações mecânicas. O que rege essas ações é uma força invisível manifestando-se por trás da iconografia sociopolítica de uma época. Uniformes de militares, bandeiras dos países, fotos de presidentes. Chegou o momento em que o poder exerce-se por meio de uma automação ilógica e resiliente. O paradoxo é que a literatura distópica vai exaurindo seu posicionamento frente essa capacidade de resiliência do homem servil. Construído sobre um acúmulo de mídias, o espetáculo permite ao espectador buscar com os olhos. Ainda assim, permanecemos obedientemente sentados, à parte os que abandonam a sessão. Ademais, composições de imagens precisam de duas horas para passar o recado só quando não estancam o próprio intertexto. A peça exige paciência. WOYZECK QUANDO hoje, às 21h ONDE Sesc Consolação; r. Dr. Vila Nova, 245, tel. (11) 3234-3000 QUANTO R$ 20 CLASSIFICAÇÃO 16 anos AVALIAÇÃO muito bom
ilustrada
'Woyzeck' mostra o poder e a capacidade de resiliênciaO "Woyzeck" do ucraniano Andriy Zholdak, que está na programação da MITsp, poderia muito bem chamar-se "Woyzeck Machine". Livre adaptação para obra fundamental do alemão Georg Büchner (1813-1837), o espetáculo transpõe o original para um momento de estruturas colapsadas, onde o que fala ao público são restos de personagens. Daí a associação com "Hamlet Machine", do alemão Heiner Müller, texto que apresenta um príncipe dinamarquês em estado de decomposição e transfigura sua amada Ofélia em uma mulher cujo coração é um relógio. Assim, da história de Woyzeck –homem submetido à opressão da ordem e que, em sua luta contra o cerceamento político põe-se na iminência de um desvanecer moral– sobra na peça de Zholdak uma espécie de androide lutando para não perder sua alma e a de sua amada. Pastiche assumido de ficções científicas, a peça se passa no trânsito do século 21 para o 22, com aquários aprisionando corpos que não sentem dor, protagonistas de ações mecânicas. O que rege essas ações é uma força invisível manifestando-se por trás da iconografia sociopolítica de uma época. Uniformes de militares, bandeiras dos países, fotos de presidentes. Chegou o momento em que o poder exerce-se por meio de uma automação ilógica e resiliente. O paradoxo é que a literatura distópica vai exaurindo seu posicionamento frente essa capacidade de resiliência do homem servil. Construído sobre um acúmulo de mídias, o espetáculo permite ao espectador buscar com os olhos. Ainda assim, permanecemos obedientemente sentados, à parte os que abandonam a sessão. Ademais, composições de imagens precisam de duas horas para passar o recado só quando não estancam o próprio intertexto. A peça exige paciência. WOYZECK QUANDO hoje, às 21h ONDE Sesc Consolação; r. Dr. Vila Nova, 245, tel. (11) 3234-3000 QUANTO R$ 20 CLASSIFICAÇÃO 16 anos AVALIAÇÃO muito bom
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Com show de Caetano, evento no Planalto vira ato contra impeachment
Uma cerimônia que contou até com show exclusivo de Caetano Veloso, no segundo andar do Palácio do Planalto, tornou-se um ato em defesa do mandato de Dilma Rousseff, com críticas à eventual abertura de um processo de impeachment contra a presidente. Principal homenageado na entrega da Ordem do Mérito Cultural, o poeta concretista Augusto de Campos disse que estava fazendo um "gesto cívico de solidariedade" à presidente Dilma, vista por ele como "uma heroína nos abomináveis tempos da ditadura". "Neste momento, a vejo resistir com a mesma firmeza e coragem àqueles que tensionam ingloriamente malferir a integridade das nossas instituições democráticas", afirmou Campos. Em seu rápido discurso, de pouco mais de dez minutos, Dilma aproveitou para também dar o seu recado e disse que os artistas homenageados da noite eram "fundamentais" para que o Brasil mantenha sua democracia. "Nós, brasileiros e brasileiras, vivemos sem dúvida um momento especial. Estamos diante da tarefa de continuar trilhando o caminho da democracia, o caminho da tolerância, do respeito às diferenças, da convivência democrática e solidária. Vocês, agraciados pela Ordem do Mérito Cultural, são fundamentais para o sucesso dessa tarefa". EVENTO A atriz e diretora Bia Lessa foi a responsável pela direção do evento na noite desta segunda (9) no Planalto que contou, além do show, com projeções de poesias. Cerca de 400 pessoas estavam presentes estavam presentes ao evento que custou ao Ministério da Cultura R$ 1,1 milhão entre passagens e cachês. Foram 34 homenageados (29 pessoas e 5 entidades). A plateia de artistas simpatizantes ao governo assistiu a projeções nas vidraças do salão principal do Palácio do Planalto, que traziam referências às obras do poeta Augusto de Campos e de outros artistas, como Arnaldo Antunes, Marcelo Yuka, Rolando Boldrin e Daniela Mercury, esta que não compareceu ao evento. Dilma desceu a rampa que leva do segundo ao terceiro andar do Planalto, acompanhada do ministro da Cultura, Juca Ferreira, ao lado de quem se sentou para acompanhar as apresentações e o show de Caetano, que cantou seis músicas diante da plateia de artistas e ministros.
poder
Com show de Caetano, evento no Planalto vira ato contra impeachmentUma cerimônia que contou até com show exclusivo de Caetano Veloso, no segundo andar do Palácio do Planalto, tornou-se um ato em defesa do mandato de Dilma Rousseff, com críticas à eventual abertura de um processo de impeachment contra a presidente. Principal homenageado na entrega da Ordem do Mérito Cultural, o poeta concretista Augusto de Campos disse que estava fazendo um "gesto cívico de solidariedade" à presidente Dilma, vista por ele como "uma heroína nos abomináveis tempos da ditadura". "Neste momento, a vejo resistir com a mesma firmeza e coragem àqueles que tensionam ingloriamente malferir a integridade das nossas instituições democráticas", afirmou Campos. Em seu rápido discurso, de pouco mais de dez minutos, Dilma aproveitou para também dar o seu recado e disse que os artistas homenageados da noite eram "fundamentais" para que o Brasil mantenha sua democracia. "Nós, brasileiros e brasileiras, vivemos sem dúvida um momento especial. Estamos diante da tarefa de continuar trilhando o caminho da democracia, o caminho da tolerância, do respeito às diferenças, da convivência democrática e solidária. Vocês, agraciados pela Ordem do Mérito Cultural, são fundamentais para o sucesso dessa tarefa". EVENTO A atriz e diretora Bia Lessa foi a responsável pela direção do evento na noite desta segunda (9) no Planalto que contou, além do show, com projeções de poesias. Cerca de 400 pessoas estavam presentes estavam presentes ao evento que custou ao Ministério da Cultura R$ 1,1 milhão entre passagens e cachês. Foram 34 homenageados (29 pessoas e 5 entidades). A plateia de artistas simpatizantes ao governo assistiu a projeções nas vidraças do salão principal do Palácio do Planalto, que traziam referências às obras do poeta Augusto de Campos e de outros artistas, como Arnaldo Antunes, Marcelo Yuka, Rolando Boldrin e Daniela Mercury, esta que não compareceu ao evento. Dilma desceu a rampa que leva do segundo ao terceiro andar do Planalto, acompanhada do ministro da Cultura, Juca Ferreira, ao lado de quem se sentou para acompanhar as apresentações e o show de Caetano, que cantou seis músicas diante da plateia de artistas e ministros.
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Temer em 7 dias, acertos e erros
Michel Temer está há uma semana à frente do governo. Há menos turbulência do que eu imaginava. Mas também há mais erros do que recomenda a prudência. Já chego lá. Antes, terei de voltar à cartilha. Não! A legalidade e a legitimidade da posse e do exercício do mandato de Temer não são matéria de gosto, de opinião, de lado e outro lado, de pluralidade. Ou bem se acatam a Constituição e a lei ou bem não. Se não, há dois caminhos. Um deles é a luta política para mudar os diplomas legais; o outro é a luta armada. O nhe-nhe-nhem supostamente antigolpista não é uma das vozes da pluralidade, mas o eco de um atraso, próprio de quem repudia a democracia. Agora ao ponto. Temer acertou no essencial, e o melhor, nesses poucos dias, foi seu discurso inaugural. Ouviu-se de novo a voz da institucionalidade, não de uma facção, como virou regra nos últimos 13 anos e pouco. O presidente levou para o primeiro plano da política o rombo nas contas públicas –e é obrigatório que faça um pronunciamento à nação dando o estado das artes–, a necessidade de empreender reformas, especialmente a da Previdência, e acena com privatizações. No Itamaraty, José Serra evidenciou a guinada em favor da racionalidade. Mas também se errou mais do que o razoável. A transformação do Ministério da Cultura numa divisão do MEC, ainda que se aumentem os recursos para o setor, foi a crônica do berreiro anunciado. Antevi, em texto, a balbúrdia. Adverti. Artistas atraem holofotes. É da profissão. Boa parte dos políticos brasileiros vive na era pré-redes sociais. Eles ainda não se acostumaram à velocidade dos fatos e dos boatos que viram fatos. Uma fala, um deslize, um pensamento solto... E o mal está feito. Por que diabos Ricardo Barros, ministro da Saúde, tem de dizer que acha o SUS muito grande se, efetivamente, não há e não haverá em prazo alcançável a olho nu proposta para encolhê-lo? O que vislumbra quando afirma que pretende debater com a Igreja a questão do aborto, esgrimindo números que são escandalosamente falsos a respeito? As considerações do experiente Henrique Meirelles (Fazenda) sobre a idade mínima para a aposentadoria faziam sentido num tempo em que governos lançavam balões de ensaio para testar a reação da opinião pública, que demorava até se plasmar numa opinião. Hoje, a especulação é logo tomada por uma intenção, e, antes que o governo possa respirar, vê-se obrigado a recuar da decisão que nem tomou. Por mais conciliador que seja Temer, e isso é bom, é evidente que não pode permitir que alguém com a biografia de André Moura (PSC-SE) seja líder do governo na Câmara. A rigor, esse senhor tem é folha corrida: réu em três ações penais no STF, investigado em três inquéritos –um deles sobre tentativa de homicídio– e condenação por improbidade administrativa em Sergipe. Se o tal "centrão" veio com o fato consumado, eis uma boa hora de dizer "não". André Moura não pode ser o representante na Câmara de um governo que só se instalou porque a titular do que caiu cometeu crime de responsabilidade. É uma questão de... responsabilidade! E não me venham com a história de que a política é a arte do possível. Se Moura é o possível, melhor a gente brincar de outra coisa. Urge que Temer imponha o silêncio obsequioso aos ministros, que só poderão falar sobre decisões já tomadas. E também tem de deixar claro que não será refém daquelas forças com as quais sua antecessora não conseguia nem governar nem romper. Facebook
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Temer em 7 dias, acertos e errosMichel Temer está há uma semana à frente do governo. Há menos turbulência do que eu imaginava. Mas também há mais erros do que recomenda a prudência. Já chego lá. Antes, terei de voltar à cartilha. Não! A legalidade e a legitimidade da posse e do exercício do mandato de Temer não são matéria de gosto, de opinião, de lado e outro lado, de pluralidade. Ou bem se acatam a Constituição e a lei ou bem não. Se não, há dois caminhos. Um deles é a luta política para mudar os diplomas legais; o outro é a luta armada. O nhe-nhe-nhem supostamente antigolpista não é uma das vozes da pluralidade, mas o eco de um atraso, próprio de quem repudia a democracia. Agora ao ponto. Temer acertou no essencial, e o melhor, nesses poucos dias, foi seu discurso inaugural. Ouviu-se de novo a voz da institucionalidade, não de uma facção, como virou regra nos últimos 13 anos e pouco. O presidente levou para o primeiro plano da política o rombo nas contas públicas –e é obrigatório que faça um pronunciamento à nação dando o estado das artes–, a necessidade de empreender reformas, especialmente a da Previdência, e acena com privatizações. No Itamaraty, José Serra evidenciou a guinada em favor da racionalidade. Mas também se errou mais do que o razoável. A transformação do Ministério da Cultura numa divisão do MEC, ainda que se aumentem os recursos para o setor, foi a crônica do berreiro anunciado. Antevi, em texto, a balbúrdia. Adverti. Artistas atraem holofotes. É da profissão. Boa parte dos políticos brasileiros vive na era pré-redes sociais. Eles ainda não se acostumaram à velocidade dos fatos e dos boatos que viram fatos. Uma fala, um deslize, um pensamento solto... E o mal está feito. Por que diabos Ricardo Barros, ministro da Saúde, tem de dizer que acha o SUS muito grande se, efetivamente, não há e não haverá em prazo alcançável a olho nu proposta para encolhê-lo? O que vislumbra quando afirma que pretende debater com a Igreja a questão do aborto, esgrimindo números que são escandalosamente falsos a respeito? As considerações do experiente Henrique Meirelles (Fazenda) sobre a idade mínima para a aposentadoria faziam sentido num tempo em que governos lançavam balões de ensaio para testar a reação da opinião pública, que demorava até se plasmar numa opinião. Hoje, a especulação é logo tomada por uma intenção, e, antes que o governo possa respirar, vê-se obrigado a recuar da decisão que nem tomou. Por mais conciliador que seja Temer, e isso é bom, é evidente que não pode permitir que alguém com a biografia de André Moura (PSC-SE) seja líder do governo na Câmara. A rigor, esse senhor tem é folha corrida: réu em três ações penais no STF, investigado em três inquéritos –um deles sobre tentativa de homicídio– e condenação por improbidade administrativa em Sergipe. Se o tal "centrão" veio com o fato consumado, eis uma boa hora de dizer "não". André Moura não pode ser o representante na Câmara de um governo que só se instalou porque a titular do que caiu cometeu crime de responsabilidade. É uma questão de... responsabilidade! E não me venham com a história de que a política é a arte do possível. Se Moura é o possível, melhor a gente brincar de outra coisa. Urge que Temer imponha o silêncio obsequioso aos ministros, que só poderão falar sobre decisões já tomadas. E também tem de deixar claro que não será refém daquelas forças com as quais sua antecessora não conseguia nem governar nem romper. Facebook
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Avianca está aberta a interessados, diz sócio da companhia aérea
As portas da companhia aérea sul-americana Avianca estão abertas a todas as oportunidades apresentadas pelos parceiros interessados ​​para ajudar a crescer quando as condições econômicas em sua região melhorar, afirmou José Efromovich, sócio cofundador da Avianca Brasil. A Avianca divulgou na sexta-feira (3) que estava trabalhando com bancos de investimento visando "explorar potenciais associações estratégicas de longo prazo". Segundo a Reuters, a empresa chinesa HNA Group (dona de parte da Azul) e as norte-americanas United Continental e Delta Air Lines (sócia da Gol) estão interessadas em adquirir a Avianca Holdings e a Avianca Brasil. "Este é um negócio muito intensivo em capital. Vamos estar abertos para as oportunidades", disse Efromovich, em um evento em Zurique (Suíça) organizada pelo grupo de companhias aéreas internacionais Star Alliance. A Avianca Holdings SA e Avianca Brasil são controladas pela Synergy Group, do seu irmão Germán Efromovich, empresário nascido na Bolívia. José Efromovich disse que a Avianca Colômbia não está necessariamente à venda, mas que a porta está aberta a todos para as duas companhias aéreas. "Não é como se alguém tivesse batido à porta, é o oposto. O hotel abriu a porta, nós estamos esperando, não há pressa", disse ele a repórteres.
mercado
Avianca está aberta a interessados, diz sócio da companhia aéreaAs portas da companhia aérea sul-americana Avianca estão abertas a todas as oportunidades apresentadas pelos parceiros interessados ​​para ajudar a crescer quando as condições econômicas em sua região melhorar, afirmou José Efromovich, sócio cofundador da Avianca Brasil. A Avianca divulgou na sexta-feira (3) que estava trabalhando com bancos de investimento visando "explorar potenciais associações estratégicas de longo prazo". Segundo a Reuters, a empresa chinesa HNA Group (dona de parte da Azul) e as norte-americanas United Continental e Delta Air Lines (sócia da Gol) estão interessadas em adquirir a Avianca Holdings e a Avianca Brasil. "Este é um negócio muito intensivo em capital. Vamos estar abertos para as oportunidades", disse Efromovich, em um evento em Zurique (Suíça) organizada pelo grupo de companhias aéreas internacionais Star Alliance. A Avianca Holdings SA e Avianca Brasil são controladas pela Synergy Group, do seu irmão Germán Efromovich, empresário nascido na Bolívia. José Efromovich disse que a Avianca Colômbia não está necessariamente à venda, mas que a porta está aberta a todos para as duas companhias aéreas. "Não é como se alguém tivesse batido à porta, é o oposto. O hotel abriu a porta, nós estamos esperando, não há pressa", disse ele a repórteres.
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Saiba como evitar cobranças 'extras' na matrícula da escola
Em período de matrícula escolar e inadimplência em alta, os pais e responsáveis por alunos devem ficar atentos à cobrança de "garantias extras" pela instituição. Contra preços abusivos e cobranças indevidas na renovação da matrícula, o Procon-SP orienta exigir da instituição de ensino a planilha de custos para checar se o valor pago na mensalidade está sendo usado corretamente. Segundo o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), a escola não pode, por exemplo, pedir fiador para a assinatura do contrato tampouco o pagamento antecipado de períodos superiores a 30 dias. Por sua vez, o colégio é autorizado a recusar a renovação da matrícula de alunos com débito —sem poder cancelá-la antes do fim do ano. Em caso de desistência, por lei, é garantido que a multa não seja superior a 10% do valor proporcional aos meses restantes até o final do período. Após o início do ano letivo, o consumidor não terá direito à devolução do valor pago pela matrícula. As escolas particulares de SP estimam reajuste maior que a inflação, acima de 10% para 2016. As instituições têm de fixar os índices até 45 dias antes do início das aulas.
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Saiba como evitar cobranças 'extras' na matrícula da escolaEm período de matrícula escolar e inadimplência em alta, os pais e responsáveis por alunos devem ficar atentos à cobrança de "garantias extras" pela instituição. Contra preços abusivos e cobranças indevidas na renovação da matrícula, o Procon-SP orienta exigir da instituição de ensino a planilha de custos para checar se o valor pago na mensalidade está sendo usado corretamente. Segundo o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), a escola não pode, por exemplo, pedir fiador para a assinatura do contrato tampouco o pagamento antecipado de períodos superiores a 30 dias. Por sua vez, o colégio é autorizado a recusar a renovação da matrícula de alunos com débito —sem poder cancelá-la antes do fim do ano. Em caso de desistência, por lei, é garantido que a multa não seja superior a 10% do valor proporcional aos meses restantes até o final do período. Após o início do ano letivo, o consumidor não terá direito à devolução do valor pago pela matrícula. As escolas particulares de SP estimam reajuste maior que a inflação, acima de 10% para 2016. As instituições têm de fixar os índices até 45 dias antes do início das aulas.
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Pianista Jean-Louis Steuerman retoma Rachmaninov em concerto 'nostálgico'
O pianista brasileiro Jean-Louis Steuerman volta a se encontrar no palco com a Filarmônica de Goiás, regida por seu titular, Neil Thomson, no 47º Festival de Inverno de Campos do Jordão. Serão duas apresentações —nesta sexta-feira (8), às 20h30, no Auditório Claudio Santoro, em Campos do Jordão, e no sábado (9), às 16h30, na Sala São Paulo. O solista, que havia até assumido a regência da Filarmônica goiana em uma execução da "Pastoral", de Beethoven, em 2014, agora irá encarar o "Concerto nº 1 para Piano em Fá Sustenido Menor, Op. 1" de Rachmaninov (1873-1943), o mesmo com o qual, há cerca de 40 anos, fez sua estreia tocando com uma orquestra em Baltimore, nos Estados Unidos. "Eu volto a esse concerto de uma maneira muito nostálgica, porque enxergo toda a minha trajetória. Já são 40 anos como músico", diz Steuerman. "Na década de 1970 eu era um lobo faminto e hoje em dia eu sou um velhinho refletindo o que foi essa minha entrega à música." O "Concerto nº 1 para piano" de Rachmaninov foi composto quando ele tinha 18 anos e revisado em 1917, já aos 44. A um amigo, ele havia contado, por carta, que tinha feito a revisão da obra e estava satisfeito com o resultado. Porém, ressentia da comparação que faziam com suas composições seguintes para o instrumento. "Quando eu conto, na América, que eu vou tocar o primeiro concerto, eles não reclamam, mas eu posso ver no rosto deles que prefeririam o Segundo ou o Terceiro", escrevera. Para o maestro Neil Thomson, esta é uma das músicas mais bonitas que o compositor já escreveu. "Com certeza há uma energia 'juvenil', mas há, em particular, duas passagens, uma no fim do movimento lento e outra, no meio do 'finale', que são de uma beleza e simplicidade que é quase impossível imaginar que um jovem pudesse tê-la escrito", diz. "É, realmente, um dos meus concertos favoritos para reger." A Filarmônica de Goiás ainda executará "A Retirada da Laguna", música do brasileiro Guerra-Peixe (1914-93) que encantou o maestro britânico após sua chegada no Brasil, quando começou a pesquisar a produção nacional. "Essa música é extremamente forte em vários aspectos. Ela tem tanto uma vitalidade rítmica e uma invenção melódica quanto a uma narrativa dramática convincente", diz Thomson. "Sinto que as pessoas realmente precisavam ser lembradas sobre essa música." "A Retirada da Laguna" é inspirada no livro homônimo escrito por Visconde de Taunay (1843-99), sobre a investida fracassada de um grupo do Exército Brasileiro durante a Guerra do Paraguai (1864-70). No ano passado, sob regência de Thomson, a Filarmônica de Goiás gravou a obra de Guerra-Peixe em um CD, que terá 50 exemplares distribuídos em cada uma das récitas no Festival de Inverno de Campos do Jordão. 47º FESTIVAL DE INVERNO DE CAMPOS DO JORDÃO - ORQUESTRA FILARMÔNICA DE GOIÁS COM JEAN-LOUIS STEUERMAN QUANDO sexta (8), às 20h30, em Campos do Jordão, e sábado (9), às 16h30 ONDE Auditório Claudio Santoro, av. dr. Luis Arrobas Martins, 1.880, Campos do Jordão; Sala São Paulo, praça Júlio Prestes, 16, tel. (11) 3367-9500 QUANTO R$ 50 (Campos do Jordão) e R$ 22 (São Paulo)
ilustrada
Pianista Jean-Louis Steuerman retoma Rachmaninov em concerto 'nostálgico'O pianista brasileiro Jean-Louis Steuerman volta a se encontrar no palco com a Filarmônica de Goiás, regida por seu titular, Neil Thomson, no 47º Festival de Inverno de Campos do Jordão. Serão duas apresentações —nesta sexta-feira (8), às 20h30, no Auditório Claudio Santoro, em Campos do Jordão, e no sábado (9), às 16h30, na Sala São Paulo. O solista, que havia até assumido a regência da Filarmônica goiana em uma execução da "Pastoral", de Beethoven, em 2014, agora irá encarar o "Concerto nº 1 para Piano em Fá Sustenido Menor, Op. 1" de Rachmaninov (1873-1943), o mesmo com o qual, há cerca de 40 anos, fez sua estreia tocando com uma orquestra em Baltimore, nos Estados Unidos. "Eu volto a esse concerto de uma maneira muito nostálgica, porque enxergo toda a minha trajetória. Já são 40 anos como músico", diz Steuerman. "Na década de 1970 eu era um lobo faminto e hoje em dia eu sou um velhinho refletindo o que foi essa minha entrega à música." O "Concerto nº 1 para piano" de Rachmaninov foi composto quando ele tinha 18 anos e revisado em 1917, já aos 44. A um amigo, ele havia contado, por carta, que tinha feito a revisão da obra e estava satisfeito com o resultado. Porém, ressentia da comparação que faziam com suas composições seguintes para o instrumento. "Quando eu conto, na América, que eu vou tocar o primeiro concerto, eles não reclamam, mas eu posso ver no rosto deles que prefeririam o Segundo ou o Terceiro", escrevera. Para o maestro Neil Thomson, esta é uma das músicas mais bonitas que o compositor já escreveu. "Com certeza há uma energia 'juvenil', mas há, em particular, duas passagens, uma no fim do movimento lento e outra, no meio do 'finale', que são de uma beleza e simplicidade que é quase impossível imaginar que um jovem pudesse tê-la escrito", diz. "É, realmente, um dos meus concertos favoritos para reger." A Filarmônica de Goiás ainda executará "A Retirada da Laguna", música do brasileiro Guerra-Peixe (1914-93) que encantou o maestro britânico após sua chegada no Brasil, quando começou a pesquisar a produção nacional. "Essa música é extremamente forte em vários aspectos. Ela tem tanto uma vitalidade rítmica e uma invenção melódica quanto a uma narrativa dramática convincente", diz Thomson. "Sinto que as pessoas realmente precisavam ser lembradas sobre essa música." "A Retirada da Laguna" é inspirada no livro homônimo escrito por Visconde de Taunay (1843-99), sobre a investida fracassada de um grupo do Exército Brasileiro durante a Guerra do Paraguai (1864-70). No ano passado, sob regência de Thomson, a Filarmônica de Goiás gravou a obra de Guerra-Peixe em um CD, que terá 50 exemplares distribuídos em cada uma das récitas no Festival de Inverno de Campos do Jordão. 47º FESTIVAL DE INVERNO DE CAMPOS DO JORDÃO - ORQUESTRA FILARMÔNICA DE GOIÁS COM JEAN-LOUIS STEUERMAN QUANDO sexta (8), às 20h30, em Campos do Jordão, e sábado (9), às 16h30 ONDE Auditório Claudio Santoro, av. dr. Luis Arrobas Martins, 1.880, Campos do Jordão; Sala São Paulo, praça Júlio Prestes, 16, tel. (11) 3367-9500 QUANTO R$ 50 (Campos do Jordão) e R$ 22 (São Paulo)
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Mortes: Dono do churro mais famoso da Mooca
Antes mesmo que os apitos das fábricas avisassem o início de mais um dia de trabalho no bairro da Mooca, na década de 50, seu Antonio já estava de pé. Para o filho de espanhóis, o expediente começava às 2h da madrugada, hora em que vestia seu avental e abria sua loja de churro. O horário inusitado aproveitava a troca de turno das fábricas de um bairro essencialmente industrial. Operários de tecelagens eram clientes assíduos e por isso Antonio os conhecia pelo nome. Dizia-se que ninguém saía da loja de Antonio sem comer, mesmo que estivesse sem dinheiro. A iguaria era uma massa levemente salgada, frita em formato espiral, num forno a carvão e que poderia ser polvilhada de açúcar e canela. A guloseima poderia ainda ser embrulhada em folhas de papel e de jornal para não esfriar. Para acompanhar, café ou chocolate quente servidos em copo americano. O expediente noturno da "churraria" logo atraiu uma clientela diferente, vinda de bailes de formatura e boates. Nos anos 2000, quando o centro tecnológico de um banco já ocupava o antigo endereço das tecelagens, era o público saído das baladas que formava longas filas de madrugada à espera do sabor inigualável. Churro com recheio? "Não falem palavrão!" Para mim, isso não é churro", falava aos novos clientes desavisados. Só parou de trabalhar em 2008, quando uma pneumonia o deixou debilitado. Morreu de pneumonia, aos 86 anos, deixou três filhos, netos, bisnetos e a esposa de um segundo casamento. [email protected] - Veja os anúncios de mortes Veja os anúncios de missas
cotidiano
Mortes: Dono do churro mais famoso da MoocaAntes mesmo que os apitos das fábricas avisassem o início de mais um dia de trabalho no bairro da Mooca, na década de 50, seu Antonio já estava de pé. Para o filho de espanhóis, o expediente começava às 2h da madrugada, hora em que vestia seu avental e abria sua loja de churro. O horário inusitado aproveitava a troca de turno das fábricas de um bairro essencialmente industrial. Operários de tecelagens eram clientes assíduos e por isso Antonio os conhecia pelo nome. Dizia-se que ninguém saía da loja de Antonio sem comer, mesmo que estivesse sem dinheiro. A iguaria era uma massa levemente salgada, frita em formato espiral, num forno a carvão e que poderia ser polvilhada de açúcar e canela. A guloseima poderia ainda ser embrulhada em folhas de papel e de jornal para não esfriar. Para acompanhar, café ou chocolate quente servidos em copo americano. O expediente noturno da "churraria" logo atraiu uma clientela diferente, vinda de bailes de formatura e boates. Nos anos 2000, quando o centro tecnológico de um banco já ocupava o antigo endereço das tecelagens, era o público saído das baladas que formava longas filas de madrugada à espera do sabor inigualável. Churro com recheio? "Não falem palavrão!" Para mim, isso não é churro", falava aos novos clientes desavisados. Só parou de trabalhar em 2008, quando uma pneumonia o deixou debilitado. Morreu de pneumonia, aos 86 anos, deixou três filhos, netos, bisnetos e a esposa de um segundo casamento. [email protected] - Veja os anúncios de mortes Veja os anúncios de missas
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Enem aplica prova bem elaborada e mais exigente, avaliam professores
Na avaliação de professores de alguns cursinhos a prova do Enem, aplicada neste sábado (24), foi bem elaborada e mais exigente que as de anos anteriores. Para eles, o exame seguiu a tendência das edições passadas, ficando mais parecido com os grandes vestibulares, como os da USP, Unicamp e Unesp. Acompanhe em vídeo comentário de professores A prova incluiu temas de ciências humanas e suas tecnologias e de ciências da natureza e suas tecnologias. O exame vale vaga na maior parte das universidades públicas do país. Veja a correção do cursinho Objetivo Veja a correção do cursinho Anglo Veja correção do cursinho Etapa Veja correção da Oficina do Estudante "O aluno precisava saber muito. Ficou para trás aquela história de ler e com a interpretação de texto responder. Neste ano, ela exigiu muito conteúdo, muito conhecimento. No geral, as questões mostraram um nível médio para difícil", avalia o professor Ronaldo Fogo, do Objetivo. Com a mesma opinião, Célio Tasinafo, diretor pedagógico da Oficina do Estudante, afirma que, apesar disso, foi mantida a tendência do Enem de exigir bastante leitura, mas não a ponto de dificultar a resolução da prova. Entre as disciplinas abordadas neste primeiro dia de prova, o coordenador geral do Etapa, Marcelo Dias, avalia que a maior dificuldade foi encontrada nas questões de história e química. Paulo Moraes, diretor de ensino do Anglo, apontou ainda que as questões de nível médio predominaram. Entre os assuntos abordados, os professores destacaram os relacionados ao cotidiano do aluno, como celulares, geladeira, filtro solar. Ao deixarem a prova, os estudantes já tinha apontado destacado alguns temas como crise hídrica, Oriente Médio e África. Ao todo, 7,7 milhões de estudantes se inscreveram para participar do exame que é composto por quatro provas objetivas, cada uma com 45 questões, e uma redação. No domingo (25) será a vez da prova de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e matemática e suas tecnologias. O gabarito oficial deverá ser divulgado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) até quarta-feira (28).
educacao
Enem aplica prova bem elaborada e mais exigente, avaliam professoresNa avaliação de professores de alguns cursinhos a prova do Enem, aplicada neste sábado (24), foi bem elaborada e mais exigente que as de anos anteriores. Para eles, o exame seguiu a tendência das edições passadas, ficando mais parecido com os grandes vestibulares, como os da USP, Unicamp e Unesp. Acompanhe em vídeo comentário de professores A prova incluiu temas de ciências humanas e suas tecnologias e de ciências da natureza e suas tecnologias. O exame vale vaga na maior parte das universidades públicas do país. Veja a correção do cursinho Objetivo Veja a correção do cursinho Anglo Veja correção do cursinho Etapa Veja correção da Oficina do Estudante "O aluno precisava saber muito. Ficou para trás aquela história de ler e com a interpretação de texto responder. Neste ano, ela exigiu muito conteúdo, muito conhecimento. No geral, as questões mostraram um nível médio para difícil", avalia o professor Ronaldo Fogo, do Objetivo. Com a mesma opinião, Célio Tasinafo, diretor pedagógico da Oficina do Estudante, afirma que, apesar disso, foi mantida a tendência do Enem de exigir bastante leitura, mas não a ponto de dificultar a resolução da prova. Entre as disciplinas abordadas neste primeiro dia de prova, o coordenador geral do Etapa, Marcelo Dias, avalia que a maior dificuldade foi encontrada nas questões de história e química. Paulo Moraes, diretor de ensino do Anglo, apontou ainda que as questões de nível médio predominaram. Entre os assuntos abordados, os professores destacaram os relacionados ao cotidiano do aluno, como celulares, geladeira, filtro solar. Ao deixarem a prova, os estudantes já tinha apontado destacado alguns temas como crise hídrica, Oriente Médio e África. Ao todo, 7,7 milhões de estudantes se inscreveram para participar do exame que é composto por quatro provas objetivas, cada uma com 45 questões, e uma redação. No domingo (25) será a vez da prova de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e matemática e suas tecnologias. O gabarito oficial deverá ser divulgado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) até quarta-feira (28).
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A nova fritura de Levy
Está nos jornais e nos cafezinhos ruins de Brasília uma nova fritura de Joaquim Levy, queimado no óleo velho usado na reforma ministerial. Por outro lado, a chapa econômica pode dar uma esfriada por algumas semanas. O calendário do impeachment pode ser atrasado. Há chance remota de que o governo consiga salvar parte do pacote fiscal. Talvez sobrevenham semanas de calmaria no mercado global e, pois, brasileiro: os emergentes ficaram baratos, a alta de juros nos EUA ficou pelo menos para dezembro, a China coloca esparadrapos em suas feridas. Um ambiente menos empesteado daria um pouco de paz e tempo a Levy. Mas, a cada risco de calmaria, o governo liga o ventilador de tempestades. Vai à luta com o TCU, até no Supremo. Avisa que a guerra do impeachment será dura. Guerra ou paz, vazam rumores da fritura de Levy. Atribui-se a Lula o desejo de abater o ministro da Fazenda. Levy é detestado ou tolerado com desgosto no PT e no PMDB, pelo menos. Não fez mais amigos com as ideias de CPMF, de levar dinheiro do sistema "S" e de confiscar emendas parlamentares. Alguns dos rumores tiram Levy da cadeira da Fazenda para colocar Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central sob Lula. Atualmente, preside o conselho da J&F Investimentos, holding dos Batista, os Friboi, donos de um dos maiores conglomerados de alimentos do mundo. Caso Meirelles fosse nomeado ministro da Fazenda, seria razoável concluir que Dilma Rousseff teria sido reduzida à figura da rainha da Inglaterra do museu de cera de Madame Tussauds. É sabido que a presidente não tolera Meirelles; é improvável que Meirelles aceitasse o emprego sem um pacote de benefícios bem definido —autonomia. Supondo que a hipótese Meirelles não seja mero instrumento de fritura de Levy, ainda assim resta confusão. Apesar de ter baixado o tom, Lula tem reiterado a conversa de mudar o disco da economia, de substituir o samba monótono do ajuste fiscal pela balada da retomada econômica, talvez até por um pancadão com estímulos (créditos públicos para pequenas e médias empresas, por exemplo). Meirelles tocaria essa música? No Banco Central, comandou uma gestão linha dura, enquanto Lula, por uns dois, três anos, falava de "milagre do crescimento". Quem sabe Lula, se regente menos que provisório, quisesse repetir a história, animando a torcida enquanto Meirelles seguisse a sua pauta, "ortodoxa", mas negociada com mais habilidade. No papel, até parece crível. Dado o tamanho do estrago na economia, seria necessária habilidade sobrenatural a fim de uma figura apenas levar a maioria do Congresso a colaborar com a arrumação das contas públicas, o nó central não só da política politiqueira, mas também do conflito sociopolítico. Levy, porém, está desgastado em quase todas as frentes. Ainda não deixou marca alguma, embora tenha ambições sérias, goste-se ou não delas. Entregar um Orçamento menos esburacado para 2016 e alinhavar o projeto de alguma reforma, como algum ajuste na Previdência e alguns outros gastos sociais, seria um pacote mínimo de dever cumprido. O fato é que governo quase inteiro e líderes do Congresso querem Levy fora, afora Dilma. Pelo tom de gente do Planalto, faltaria decidir nome e momento apropriados.
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A nova fritura de LevyEstá nos jornais e nos cafezinhos ruins de Brasília uma nova fritura de Joaquim Levy, queimado no óleo velho usado na reforma ministerial. Por outro lado, a chapa econômica pode dar uma esfriada por algumas semanas. O calendário do impeachment pode ser atrasado. Há chance remota de que o governo consiga salvar parte do pacote fiscal. Talvez sobrevenham semanas de calmaria no mercado global e, pois, brasileiro: os emergentes ficaram baratos, a alta de juros nos EUA ficou pelo menos para dezembro, a China coloca esparadrapos em suas feridas. Um ambiente menos empesteado daria um pouco de paz e tempo a Levy. Mas, a cada risco de calmaria, o governo liga o ventilador de tempestades. Vai à luta com o TCU, até no Supremo. Avisa que a guerra do impeachment será dura. Guerra ou paz, vazam rumores da fritura de Levy. Atribui-se a Lula o desejo de abater o ministro da Fazenda. Levy é detestado ou tolerado com desgosto no PT e no PMDB, pelo menos. Não fez mais amigos com as ideias de CPMF, de levar dinheiro do sistema "S" e de confiscar emendas parlamentares. Alguns dos rumores tiram Levy da cadeira da Fazenda para colocar Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central sob Lula. Atualmente, preside o conselho da J&F Investimentos, holding dos Batista, os Friboi, donos de um dos maiores conglomerados de alimentos do mundo. Caso Meirelles fosse nomeado ministro da Fazenda, seria razoável concluir que Dilma Rousseff teria sido reduzida à figura da rainha da Inglaterra do museu de cera de Madame Tussauds. É sabido que a presidente não tolera Meirelles; é improvável que Meirelles aceitasse o emprego sem um pacote de benefícios bem definido —autonomia. Supondo que a hipótese Meirelles não seja mero instrumento de fritura de Levy, ainda assim resta confusão. Apesar de ter baixado o tom, Lula tem reiterado a conversa de mudar o disco da economia, de substituir o samba monótono do ajuste fiscal pela balada da retomada econômica, talvez até por um pancadão com estímulos (créditos públicos para pequenas e médias empresas, por exemplo). Meirelles tocaria essa música? No Banco Central, comandou uma gestão linha dura, enquanto Lula, por uns dois, três anos, falava de "milagre do crescimento". Quem sabe Lula, se regente menos que provisório, quisesse repetir a história, animando a torcida enquanto Meirelles seguisse a sua pauta, "ortodoxa", mas negociada com mais habilidade. No papel, até parece crível. Dado o tamanho do estrago na economia, seria necessária habilidade sobrenatural a fim de uma figura apenas levar a maioria do Congresso a colaborar com a arrumação das contas públicas, o nó central não só da política politiqueira, mas também do conflito sociopolítico. Levy, porém, está desgastado em quase todas as frentes. Ainda não deixou marca alguma, embora tenha ambições sérias, goste-se ou não delas. Entregar um Orçamento menos esburacado para 2016 e alinhavar o projeto de alguma reforma, como algum ajuste na Previdência e alguns outros gastos sociais, seria um pacote mínimo de dever cumprido. O fato é que governo quase inteiro e líderes do Congresso querem Levy fora, afora Dilma. Pelo tom de gente do Planalto, faltaria decidir nome e momento apropriados.
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Aliados de Alckmin vencem disputas no interior de São Paulo
MARCELO TOLEDO DE RIBEIRÃO PRETO Partidos da base aliada do governador Geraldo Alckmin (PSDB) venceram neste domingo (30) o segundo turno da eleição municipal na maioria das cidades do interior e litoral de São Paulo. PSDB e DEM, com duas prefeituras cada, foram as principais legendas vencedores nas seis cidades em que houve disputa. O PSB venceu em Guarujá e o PSD conquistou a Prefeitura de Bauru. Enquanto o PSDB ganhou em dois dos três municípios em que tentava eleger prefeitos –Ribeirão Preto e Jundiaí–, o DEM saiu-se vitorioso nos dois locais em que disputava: Sorocaba e Franca. Em Ribeirão Preto, Duarte Nogueira (PSDB) chegou à prefeitura em sua quarta tentativa. Próximo de Alckmin, o tucano teve 57% dos votos, ante os 43% de seu adversário, Ricardo Silva (PDT). Após a vitória, Nogueira disse que "reconstruir Ribeirão Preto é uma tarefa de gigantes". "A cidade precisa se reencontrar com seu desenvolvimento e acreditar nela própria", disse o tucano. Em nota, a atual prefeita, Dárcy Vera (PSD), afirmou esperar que o tucano viabilize projetos importantes para a cidade, como a ampliação do aeroporto Leite Lopes –o maior de São Paulo sob gestão do governo do Estado. DERROTADO Em Franca, o PSDB dava como certa a vitória já no primeiro turno, com o ex-prefeito Sidnei Franco da Rocha, que já governou a cidade três vezes. No entanto, ele foi derrotado por Gilson de Souza (DEM), também integrante da base de Alckmin. "Prefeitura é o instrumento para apoiar e dar ao cidadão o que ele mais precisa, que é ter casa", disse Gilson em discurso após a vitória. O PSD venceu em Bauru, com Clodoaldo Gazzetta, que alcançou 60% dos votos, enquanto seu rival, Raul (PV), atingiu 40%. Em Jundiaí, o PSD perdeu a disputa. O atual prefeito, Pedro Bigardi, não conseguiu ser reeleito e passará o cargo ao deputado estadual tucano Luiz Fernando Machado, que alcançou 58% dos votos. Já em Sorocaba, a prefeitura será comandada por José Crespo (DEM), que disputou pela quinta vez o cargo. Ele alcançou sua primeira vitória e impediu que o PSOL vencesse no Estado de São Paulo. O deputado estadual Raul Marcelo (PSOL), que chegou a empatar tecnicamente em pesquisa no segundo turno, alcançou 41%% dos eleitores, ante 58% de Crespo. PREFEITOS POR PARTIDO EM SÃO PAULO - PSDB mantém domínio nas cidades paulistas entre os principais partidos LITORAL Na única cidade do litoral paulista com segundo turno, Valter Suman (PSB) obteve 51% dos votos e derrotou Haifa Madi (PPS), que alcançou 49%. A vitória de Suman confirma o "cinturão" de influência do governo do Estado na Baixada Santista. As nove cidades dessa região litorânea serão administradas por aliados de Alckmin ou de seu vice, Márcio França (PSB). Sete dos eleitos são do PSDB, enquanto Valter Suman é do partido de França. Em São Vicente, a vitória foi de Pedro Gouvêa (PMDB), que é cunhado do vice-governador. "Essa eleição consagrou Alckmin nacionalmente", disse França à Folha, na última semana.
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Aliados de Alckmin vencem disputas no interior de São PauloMARCELO TOLEDO DE RIBEIRÃO PRETO Partidos da base aliada do governador Geraldo Alckmin (PSDB) venceram neste domingo (30) o segundo turno da eleição municipal na maioria das cidades do interior e litoral de São Paulo. PSDB e DEM, com duas prefeituras cada, foram as principais legendas vencedores nas seis cidades em que houve disputa. O PSB venceu em Guarujá e o PSD conquistou a Prefeitura de Bauru. Enquanto o PSDB ganhou em dois dos três municípios em que tentava eleger prefeitos –Ribeirão Preto e Jundiaí–, o DEM saiu-se vitorioso nos dois locais em que disputava: Sorocaba e Franca. Em Ribeirão Preto, Duarte Nogueira (PSDB) chegou à prefeitura em sua quarta tentativa. Próximo de Alckmin, o tucano teve 57% dos votos, ante os 43% de seu adversário, Ricardo Silva (PDT). Após a vitória, Nogueira disse que "reconstruir Ribeirão Preto é uma tarefa de gigantes". "A cidade precisa se reencontrar com seu desenvolvimento e acreditar nela própria", disse o tucano. Em nota, a atual prefeita, Dárcy Vera (PSD), afirmou esperar que o tucano viabilize projetos importantes para a cidade, como a ampliação do aeroporto Leite Lopes –o maior de São Paulo sob gestão do governo do Estado. DERROTADO Em Franca, o PSDB dava como certa a vitória já no primeiro turno, com o ex-prefeito Sidnei Franco da Rocha, que já governou a cidade três vezes. No entanto, ele foi derrotado por Gilson de Souza (DEM), também integrante da base de Alckmin. "Prefeitura é o instrumento para apoiar e dar ao cidadão o que ele mais precisa, que é ter casa", disse Gilson em discurso após a vitória. O PSD venceu em Bauru, com Clodoaldo Gazzetta, que alcançou 60% dos votos, enquanto seu rival, Raul (PV), atingiu 40%. Em Jundiaí, o PSD perdeu a disputa. O atual prefeito, Pedro Bigardi, não conseguiu ser reeleito e passará o cargo ao deputado estadual tucano Luiz Fernando Machado, que alcançou 58% dos votos. Já em Sorocaba, a prefeitura será comandada por José Crespo (DEM), que disputou pela quinta vez o cargo. Ele alcançou sua primeira vitória e impediu que o PSOL vencesse no Estado de São Paulo. O deputado estadual Raul Marcelo (PSOL), que chegou a empatar tecnicamente em pesquisa no segundo turno, alcançou 41%% dos eleitores, ante 58% de Crespo. PREFEITOS POR PARTIDO EM SÃO PAULO - PSDB mantém domínio nas cidades paulistas entre os principais partidos LITORAL Na única cidade do litoral paulista com segundo turno, Valter Suman (PSB) obteve 51% dos votos e derrotou Haifa Madi (PPS), que alcançou 49%. A vitória de Suman confirma o "cinturão" de influência do governo do Estado na Baixada Santista. As nove cidades dessa região litorânea serão administradas por aliados de Alckmin ou de seu vice, Márcio França (PSB). Sete dos eleitos são do PSDB, enquanto Valter Suman é do partido de França. Em São Vicente, a vitória foi de Pedro Gouvêa (PMDB), que é cunhado do vice-governador. "Essa eleição consagrou Alckmin nacionalmente", disse França à Folha, na última semana.
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Macron e Justin Trudeau disputam título de líder mais 'cool'
Eles são jovens, usam gravata "slim" e praticam esportes. Também apoiam a sustentabilidade, a participação das mulheres na política e a diversidade sexual. São contra muros, porque preferem a integração, e podem até ser ricos, mas tentam não ostentar. Esse estereótipo de elite moderna vendida pela moda define a imagem dos atuais governantes francês e canadense, Emmanuel Macron, 39, e Justin Trudeau, 45, que disputam o posto de líder mais "cool" do mundo. Trudeau, liberal de sorriso largo e hábitos esportivos, se esforça para ser garoto-propaganda de um Canadá feliz e progressista. Além de adorar selfies com jovens e raramente franzir a testa, o que lhe confere ar bem-humorado, o foco de sua gestão de imagem é o tornozelo. Certo das limitações do guarda-roupa de um líder e da necessidade de se diferenciar para chamar a atenção, ele deixa curtas as barras das calças para mostrar uma vasta coleção de meias coloridas. E não são meias quaisquer. No armário do premiê há acessórios listrados e estampados com imagens divertidas, como a da dupla de robôs R2D2 e C3PO, de "Star Wars". Duvidosos ou não, os gostos de Trudeau fizeram com que ganhasse da revista americana "GQ" o posto de político mais estiloso do mundo. Isso até a eleição francesa. Seu par francófono, Emmanuel Macron, é mais discreto, mas nem por isso deixa de preencher o noticiário com passeios desinibidos e escapadas à praia ao lado da mulher, Brigitte, 64, de porte atlético e amante da moda. Em um dos mergulhos, ela foi de maiô azul estampado, e ele, de shorts de bolinhas aplicadas sob fundo da mesma cor do traje dela. A unidade cromática é frequente nas aparições públicas do casal, detalhe que produz efeito de extensão e complementaridade. A foto na praia, granulada como flagra mas com pinta de armação, virou capa da "Paris Match" meses antes do pleito que fez de Macron o presidente mais jovem da história da França. Macron e Trudeau são, em medidas e contextos diferentes, herdeiros do espetáculo midiático promovido pela equipe do ex-presidente Barack Obama nos anos em que ocupou a Casa Branca. A campanha maciça na internet, além das centenas de notícias sobre o estilo de vida "prafrentex" da família, emolduraram a imagem de Obama, ao mesmo tempo que embaçaram escândalos de sua gestão, como a espionagem de vários líderes. O look boa-praça de Trudeau, no entanto, já dá sinais de desgaste com as dúvidas sobre a capacidade do seu governo em cumprir bandeiras de campanha, como a igualdade salarial entre gêneros e o compromisso de gerar mais empregos para os jovens. O novo cenário político já mostra que ao título de líder "cool" está colada a sombra da pecha de galã acéfalo, essa mais difícil de apagar.
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Macron e Justin Trudeau disputam título de líder mais 'cool'Eles são jovens, usam gravata "slim" e praticam esportes. Também apoiam a sustentabilidade, a participação das mulheres na política e a diversidade sexual. São contra muros, porque preferem a integração, e podem até ser ricos, mas tentam não ostentar. Esse estereótipo de elite moderna vendida pela moda define a imagem dos atuais governantes francês e canadense, Emmanuel Macron, 39, e Justin Trudeau, 45, que disputam o posto de líder mais "cool" do mundo. Trudeau, liberal de sorriso largo e hábitos esportivos, se esforça para ser garoto-propaganda de um Canadá feliz e progressista. Além de adorar selfies com jovens e raramente franzir a testa, o que lhe confere ar bem-humorado, o foco de sua gestão de imagem é o tornozelo. Certo das limitações do guarda-roupa de um líder e da necessidade de se diferenciar para chamar a atenção, ele deixa curtas as barras das calças para mostrar uma vasta coleção de meias coloridas. E não são meias quaisquer. No armário do premiê há acessórios listrados e estampados com imagens divertidas, como a da dupla de robôs R2D2 e C3PO, de "Star Wars". Duvidosos ou não, os gostos de Trudeau fizeram com que ganhasse da revista americana "GQ" o posto de político mais estiloso do mundo. Isso até a eleição francesa. Seu par francófono, Emmanuel Macron, é mais discreto, mas nem por isso deixa de preencher o noticiário com passeios desinibidos e escapadas à praia ao lado da mulher, Brigitte, 64, de porte atlético e amante da moda. Em um dos mergulhos, ela foi de maiô azul estampado, e ele, de shorts de bolinhas aplicadas sob fundo da mesma cor do traje dela. A unidade cromática é frequente nas aparições públicas do casal, detalhe que produz efeito de extensão e complementaridade. A foto na praia, granulada como flagra mas com pinta de armação, virou capa da "Paris Match" meses antes do pleito que fez de Macron o presidente mais jovem da história da França. Macron e Trudeau são, em medidas e contextos diferentes, herdeiros do espetáculo midiático promovido pela equipe do ex-presidente Barack Obama nos anos em que ocupou a Casa Branca. A campanha maciça na internet, além das centenas de notícias sobre o estilo de vida "prafrentex" da família, emolduraram a imagem de Obama, ao mesmo tempo que embaçaram escândalos de sua gestão, como a espionagem de vários líderes. O look boa-praça de Trudeau, no entanto, já dá sinais de desgaste com as dúvidas sobre a capacidade do seu governo em cumprir bandeiras de campanha, como a igualdade salarial entre gêneros e o compromisso de gerar mais empregos para os jovens. O novo cenário político já mostra que ao título de líder "cool" está colada a sombra da pecha de galã acéfalo, essa mais difícil de apagar.
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CPI do Carf aprova relatório que ignora envolvimento de políticos
A CPI do Carf no Senado aprovou nesta quinta-feira (3) o relatório final da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) que ignorou o possível envolvimento de políticos na venda de medidas provisórias, apesar de um voto divergente do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) que pedia a investigação de ex-ministros. O relatório da senadora Vanessa havia sido apresentado na semana passada e passou por pequenas alterações. Uma delas foi a sugestão de que o Senado instale uma subcomissão para estudar mudanças na legislação tributária e fiscal. Na essência, o documento foi basicamente o mesmo apresentado na semana passada, que justificou não investigar o filho do ex-presidente Lula, Luís Cláudio Lula da Silva, nem o ex-ministro Gilberto Carvalho ou a ex-ministra Erenice Guerra, dizendo que fugiria ao escopo da CPI, focada no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), órgão ligado ao Ministério da Fazenda. Nas investigações da Operação Zelotes, foram encontrados pagamentos do lobista Mauro Marcondes, acusado de atuar no esquema de venda de sentenças no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Ficais), para uma empresa de Luís Cláudio. Por isso, a Polícia Federal e o Ministério Público passaram a investigar o filho de Lula e suspeitam de que os repasses possam estar ligados à aprovação de medidas provisórias favoráveis ao setor automotivo. Com a aprovação do relatório, a CPI se encerra sem avanços além do que já está sendo investigado na Operação Zelotes, da Polícia Federal e Ministério Público Federal. O documento recomenda às autoridades o indiciamento de 28 pessoas acusadas de envolvimento no esquema de venda de decisões do Carf, dentre ex-conselheiros e lobistas, mas excluindo os políticos. Já o senador Randolfe apresentou um voto em separado defendendo que a comissão continuasse os trabalhos para convocar mais personagens envolvidos, que investigue a venda de medidas provisórias e recomende o indiciamento de mais gente. Como o relatório da senadora Vanessa foi aprovado pelos demais senadores presentes, o voto em separado nem chegou a ser apreciado. Dominada pela base governista, a CPI não aprovou requerimentos do presidente da comissão, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), para convocar o filho de Lula e os ex-ministros. Foi instalada em 19 de maio e teve seu prazo final prorrogado por uma vez, encerrando-se agora em dezembro. 'FRUSTRAÇÃO' O presidente da CPI afirmou que termina os trabalhos "com uma certa frustração". "Eu não estou contente", declarou Ataídes. Por isso, ele pediu à sua assessoria que estude um projeto para mudanças no funcionamento das CPIs, que deve ser apresentado ao presidente do Senado, Renan Calheiros. O objetivo seria tornar mais equilibrado o funcionamento, de forma a permitir que a oposição consiga aprovar requerimentos mesmo com o governo possuindo grande maioria, e também aumentado o prazo de funcionamento, que inicialmente é apenas de quatro meses e necessita de assinaturas para ser prorrogado.
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CPI do Carf aprova relatório que ignora envolvimento de políticosA CPI do Carf no Senado aprovou nesta quinta-feira (3) o relatório final da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) que ignorou o possível envolvimento de políticos na venda de medidas provisórias, apesar de um voto divergente do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) que pedia a investigação de ex-ministros. O relatório da senadora Vanessa havia sido apresentado na semana passada e passou por pequenas alterações. Uma delas foi a sugestão de que o Senado instale uma subcomissão para estudar mudanças na legislação tributária e fiscal. Na essência, o documento foi basicamente o mesmo apresentado na semana passada, que justificou não investigar o filho do ex-presidente Lula, Luís Cláudio Lula da Silva, nem o ex-ministro Gilberto Carvalho ou a ex-ministra Erenice Guerra, dizendo que fugiria ao escopo da CPI, focada no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), órgão ligado ao Ministério da Fazenda. Nas investigações da Operação Zelotes, foram encontrados pagamentos do lobista Mauro Marcondes, acusado de atuar no esquema de venda de sentenças no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Ficais), para uma empresa de Luís Cláudio. Por isso, a Polícia Federal e o Ministério Público passaram a investigar o filho de Lula e suspeitam de que os repasses possam estar ligados à aprovação de medidas provisórias favoráveis ao setor automotivo. Com a aprovação do relatório, a CPI se encerra sem avanços além do que já está sendo investigado na Operação Zelotes, da Polícia Federal e Ministério Público Federal. O documento recomenda às autoridades o indiciamento de 28 pessoas acusadas de envolvimento no esquema de venda de decisões do Carf, dentre ex-conselheiros e lobistas, mas excluindo os políticos. Já o senador Randolfe apresentou um voto em separado defendendo que a comissão continuasse os trabalhos para convocar mais personagens envolvidos, que investigue a venda de medidas provisórias e recomende o indiciamento de mais gente. Como o relatório da senadora Vanessa foi aprovado pelos demais senadores presentes, o voto em separado nem chegou a ser apreciado. Dominada pela base governista, a CPI não aprovou requerimentos do presidente da comissão, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), para convocar o filho de Lula e os ex-ministros. Foi instalada em 19 de maio e teve seu prazo final prorrogado por uma vez, encerrando-se agora em dezembro. 'FRUSTRAÇÃO' O presidente da CPI afirmou que termina os trabalhos "com uma certa frustração". "Eu não estou contente", declarou Ataídes. Por isso, ele pediu à sua assessoria que estude um projeto para mudanças no funcionamento das CPIs, que deve ser apresentado ao presidente do Senado, Renan Calheiros. O objetivo seria tornar mais equilibrado o funcionamento, de forma a permitir que a oposição consiga aprovar requerimentos mesmo com o governo possuindo grande maioria, e também aumentado o prazo de funcionamento, que inicialmente é apenas de quatro meses e necessita de assinaturas para ser prorrogado.
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Líder do MBL é condenado a pagar R$ 20 mil a repórter da Globo
Renan Santos, um dos líderes do MBL (Movimento Brasil Livre), foi condenado a indenizar em R$ 20 mil o jornalista José Roberto Burnier, da TV Globo. Burnier acusava Santos de promover uma campanha difamatória contra ele na internet. Na ação, ele alega ter sido descrito como "um esquerdista global de joelhos para o PT" e retratado "como uma prostituta, oferecendo seus serviços para a presidente Dilma Rousseff". Na decisão em segunda instância, o juiz Walter Piva Rodrigues afirma que Burnier, como jornalista, está sujeito a críticas, mas que "houve patentes excessos" nas postagens do MBL e pondera que o direito à livre manifestação do pensamento "não é absoluto". A coluna tentou entrar em contato com Renan Santos, mas sua assessoria informou que ele está em reuniões durante o dia todo.
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Líder do MBL é condenado a pagar R$ 20 mil a repórter da GloboRenan Santos, um dos líderes do MBL (Movimento Brasil Livre), foi condenado a indenizar em R$ 20 mil o jornalista José Roberto Burnier, da TV Globo. Burnier acusava Santos de promover uma campanha difamatória contra ele na internet. Na ação, ele alega ter sido descrito como "um esquerdista global de joelhos para o PT" e retratado "como uma prostituta, oferecendo seus serviços para a presidente Dilma Rousseff". Na decisão em segunda instância, o juiz Walter Piva Rodrigues afirma que Burnier, como jornalista, está sujeito a críticas, mas que "houve patentes excessos" nas postagens do MBL e pondera que o direito à livre manifestação do pensamento "não é absoluto". A coluna tentou entrar em contato com Renan Santos, mas sua assessoria informou que ele está em reuniões durante o dia todo.
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Motorista que andar em faixas para ônibus levará multa de R$ 191,54
A presidente Dilma Rousseff (PT) sancionou lei que eleva a multa para quem invadir faixas ou corredores exclusivos para transporte coletivo e muda a classificação desse tipo de infração para gravíssima. A partir desta sexta-feira (31), quem for pego dirigindo nessas pistas, nos horários exclusivos para ônibus, vans ou táxis, vai levar multa de R$ 191, 54 e receber 7 pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Além disso, os infratores poderão ter seu carro apreendido e removido. Antes da mudança, a infração era considerada leve (três pontos na CNH), nas faixas à direita, e média (cinco pontos na CNH), em corredores à esquerda, com multas de R$ 53,20 e R$ 127,69, respectivamente. A decisão de sancionar a lei 13.154/15 (de autoria do Poder Executivo), que altera trechos do CTB (Código de Trânsito Brasileiro), foi publicada no Diário Oficial da União, também nesta sexta-feira. SÃO PAULO Na cidade de São Paulo, somente nos seis primeiros meses de 2015, a quantidade de multas por invasão de faixas e corredores de ônibus subiu 59%. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), as infrações registradas saltaram de 527.163 para 838.587, em relação ao mesmo período do ano passado. Isso representa uma média mensal de 140 mil multas. Nesse mesmo período, a extensão desse tipo de faixa, que é uma bandeira da gestão Fernando Haddad (PT), passou de 90 km para cerca de 480 km, ou seja, mais que quintuplicou. Há ainda 121,3 km de corredores exclusivos para ônibus e a previsão da entrega de outros 44 km até o fim deste ano. A fiscalização dos carros que invadem as pistas para ônibus na cidade é feita tanto por radares como por agentes da CET e da SPTrans (órgão municipal de transporte, que passou a aplicar essas multas durante a administração petista). Editoria de Arte/Folhapress CRITÉRIOS DIFERENTES Boa parte dos especialistas defende a necessidade de apertar a punição às invasões nas faixas e corredores de ônibus porque os veículos infratores atrapalham a fluidez do transporte coletivo. Já houve críticas, porém, às diferentes regras nos horários de funcionamento dessas pistas na cidade, que acabam confundindo os motoristas. Em 2013, a Folha mapeou 20 critérios diferentes em vigor nas faixas e corredores. Há restrições válidas pelo dia inteiro, outras em horários de pico, outras só no rush da manhã ou da tarde, algumas incluem e outras excluem os sábados, por exemplo. Na visão do consultor em engenharia urbana, Luiz Célio Bottura, o aumento no rigor da punição para quem invade corredor de ônibus é positiva, mas para o caso das faixas à direita é excessiva. "Eu acho muito complexo porque tem todas as conversões à direita, tem o acesso às garagens e aos imóveis, ou seja, uma série de coisas que acontecem nesse corredor à direita", justifica.
cotidiano
Motorista que andar em faixas para ônibus levará multa de R$ 191,54A presidente Dilma Rousseff (PT) sancionou lei que eleva a multa para quem invadir faixas ou corredores exclusivos para transporte coletivo e muda a classificação desse tipo de infração para gravíssima. A partir desta sexta-feira (31), quem for pego dirigindo nessas pistas, nos horários exclusivos para ônibus, vans ou táxis, vai levar multa de R$ 191, 54 e receber 7 pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Além disso, os infratores poderão ter seu carro apreendido e removido. Antes da mudança, a infração era considerada leve (três pontos na CNH), nas faixas à direita, e média (cinco pontos na CNH), em corredores à esquerda, com multas de R$ 53,20 e R$ 127,69, respectivamente. A decisão de sancionar a lei 13.154/15 (de autoria do Poder Executivo), que altera trechos do CTB (Código de Trânsito Brasileiro), foi publicada no Diário Oficial da União, também nesta sexta-feira. SÃO PAULO Na cidade de São Paulo, somente nos seis primeiros meses de 2015, a quantidade de multas por invasão de faixas e corredores de ônibus subiu 59%. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), as infrações registradas saltaram de 527.163 para 838.587, em relação ao mesmo período do ano passado. Isso representa uma média mensal de 140 mil multas. Nesse mesmo período, a extensão desse tipo de faixa, que é uma bandeira da gestão Fernando Haddad (PT), passou de 90 km para cerca de 480 km, ou seja, mais que quintuplicou. Há ainda 121,3 km de corredores exclusivos para ônibus e a previsão da entrega de outros 44 km até o fim deste ano. A fiscalização dos carros que invadem as pistas para ônibus na cidade é feita tanto por radares como por agentes da CET e da SPTrans (órgão municipal de transporte, que passou a aplicar essas multas durante a administração petista). Editoria de Arte/Folhapress CRITÉRIOS DIFERENTES Boa parte dos especialistas defende a necessidade de apertar a punição às invasões nas faixas e corredores de ônibus porque os veículos infratores atrapalham a fluidez do transporte coletivo. Já houve críticas, porém, às diferentes regras nos horários de funcionamento dessas pistas na cidade, que acabam confundindo os motoristas. Em 2013, a Folha mapeou 20 critérios diferentes em vigor nas faixas e corredores. Há restrições válidas pelo dia inteiro, outras em horários de pico, outras só no rush da manhã ou da tarde, algumas incluem e outras excluem os sábados, por exemplo. Na visão do consultor em engenharia urbana, Luiz Célio Bottura, o aumento no rigor da punição para quem invade corredor de ônibus é positiva, mas para o caso das faixas à direita é excessiva. "Eu acho muito complexo porque tem todas as conversões à direita, tem o acesso às garagens e aos imóveis, ou seja, uma série de coisas que acontecem nesse corredor à direita", justifica.
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Plano de negócios prevê liberdade de preços dos combustíveis, diz Petrobras
O presidente da Petrobras, Pedro Parente, reforçou, na manhã desta terça-feira (20), que a empresa é livre para reajustar o preço da gasolina quando julgar necessário e que o plano de negócios para o período entre 2017 e 2021 prevê "preços competitivos". Em entrevista para detalhar o plano, que prevê investimentos de US$ 74,1 bilhões, Parente disse que a Petrobras busca a chamada paridade de preços com o mercado internacional, com base na flutuação do barril de petróleo e nas necessidades de caixa da companhia. O discurso, contudo, se assemelha ao que gestões passadas da estatal, indicadas pelo governo do PT, costumavam fazer. Questionado sobre esse ponto, Parente discordou. "A diferença [para o discurso anterior] é que se quisermos mudar hoje, nós mudamos. Se quisermos mudar amanhã, mudamos. Chegamos à conclusão recente de que não precisamos fazer mudança de preços já. Mas também não precisamos perguntar a ninguém se decidirmos que temos que mudar", disse, reforçando a ideia de independência da gestão da empresa com relação ao controlador. Outro sinal que a Petrobras tentou passar de independência foi a própria elaboração do atual plano de negócios, que corta em 25% a previsão de investimentos para os próximos cinco anos. Segundo Parente, o plano não passou pelo crivo do governo federal ou até do Ministério de Minas e Energia. De acordo com o executivo, a elaboração do plano não teve ingerência do planalto, mas haverá uma apresentação dos diretores ao executivo nos próximos dias. "Ele não foi apresentado antes [ao governo]", respondeu. "Mas o rumo das coisas que estamos fazendo aqui está absolutamente alinhado com o trabalho do governo." Uma política independente de preços de combustíveis é considerada fundamental para que a empresa atraia sócios para suas refinarias, uma das principais novidades no plano apresentado nesta terça, que prevê venda de US$ 19,1 bilhões em ativos ou participações até 2018. Segundo o diretor de Refino e Gás, Jorge Celestino ainda não há um modelo definido, mas a empresa pretende ou vender fatias de refinarias ou trazer sócios para finalizar negócios cujos desenvolvimento estão parados, como o Comperj, no Rio, e a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A Petrobras decidiu que tocará o restante das obras caso não consiga um parceiro no negócio. A estatal pode agrupar participações em refinarias para tentar melhorar a atratividade dos ativos. RENTABILIDADE Na entrevista, o diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, afirmou que o novo plano se pauta pela rentabilidade dos projetos. "Vamos fazer a escolha correta para cada real que vamos investir, mirando o retorno adequado para os seus acionistas", disse, reforçando que "o principal acionista é a sociedade brasileira". Do lado financeiro, o principal objetivo do plano, disse Monteiro, é recuperar a classificação de risco de grau de investimento, perdida em 2015. Para isso a empresa antecipou, para 2018, a meta de redução da relação entre dívida e geração de caixa para 2,5 vezes —no segundo trimestre de 2016, estava em 4,49 vezes, nível considerado pelo executivo "absolutamente fora da realidade". Como resultado disso, a Petrobras vem experimentando grande elevação no custo de captação: em 2016, pagou uma taxa média de 8,6%, quase o triplo dos 3,15 verificados em 2013. O esforço para cumprir a meta conta com a arrecadação de US$ 19,1 bilhões em venda de ativos, além de US$ 158 bilhões em geração de caixa. De acordo com Monteiro, não há previsão de captação líquida de recursos (tomada de empréstimos em valor superior à amortização da dívida). Nesse sentido, há também um esforço para a redução de custos em até 18%, considerando o valor necessário dos investimentos para chegar à meta de produção de 2,77 milhões de barris por dia em 2021. Monteiro ressaltou, porém, que há uma série de riscos que podem dificultar o cumprimento das metas, entre eles: mudanças relevantes nas condições do mercado, venda de ativos abaixo do previsto, prejuízos com ações judiciais (como as movidas por investidores nos Estados Unidos) e atraso na construção de plataformas. MERITOCRACIA O plano propõe uma mudança no modelo de promoção de empregados, que hoje privilegia o tempo de casa, para critérios como cumprimento de metas e desempenho. "Todos terão um conjunto de metas a cumprir, de acordo com o detalhamento do plano para cada área", afirmou o diretor de Recursos Humanos, SMS e Serviços, Hugo Repsold. Ele reforçou que a empresa ainda estuda novos planos de demissão voluntária para subsidiárias que serão vendidas ou terão sócios. Desde 2014, 9.270 empregados da estatal já se desligaram da empresa em PDVs, sendo que 2.470 são da última versão, lançada em 2016 e que teve a inscrição de 11,7 mil empregados. Até 2017, a expectativa é que o número de desligamentos chegue a 9.670.
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Plano de negócios prevê liberdade de preços dos combustíveis, diz PetrobrasO presidente da Petrobras, Pedro Parente, reforçou, na manhã desta terça-feira (20), que a empresa é livre para reajustar o preço da gasolina quando julgar necessário e que o plano de negócios para o período entre 2017 e 2021 prevê "preços competitivos". Em entrevista para detalhar o plano, que prevê investimentos de US$ 74,1 bilhões, Parente disse que a Petrobras busca a chamada paridade de preços com o mercado internacional, com base na flutuação do barril de petróleo e nas necessidades de caixa da companhia. O discurso, contudo, se assemelha ao que gestões passadas da estatal, indicadas pelo governo do PT, costumavam fazer. Questionado sobre esse ponto, Parente discordou. "A diferença [para o discurso anterior] é que se quisermos mudar hoje, nós mudamos. Se quisermos mudar amanhã, mudamos. Chegamos à conclusão recente de que não precisamos fazer mudança de preços já. Mas também não precisamos perguntar a ninguém se decidirmos que temos que mudar", disse, reforçando a ideia de independência da gestão da empresa com relação ao controlador. Outro sinal que a Petrobras tentou passar de independência foi a própria elaboração do atual plano de negócios, que corta em 25% a previsão de investimentos para os próximos cinco anos. Segundo Parente, o plano não passou pelo crivo do governo federal ou até do Ministério de Minas e Energia. De acordo com o executivo, a elaboração do plano não teve ingerência do planalto, mas haverá uma apresentação dos diretores ao executivo nos próximos dias. "Ele não foi apresentado antes [ao governo]", respondeu. "Mas o rumo das coisas que estamos fazendo aqui está absolutamente alinhado com o trabalho do governo." Uma política independente de preços de combustíveis é considerada fundamental para que a empresa atraia sócios para suas refinarias, uma das principais novidades no plano apresentado nesta terça, que prevê venda de US$ 19,1 bilhões em ativos ou participações até 2018. Segundo o diretor de Refino e Gás, Jorge Celestino ainda não há um modelo definido, mas a empresa pretende ou vender fatias de refinarias ou trazer sócios para finalizar negócios cujos desenvolvimento estão parados, como o Comperj, no Rio, e a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A Petrobras decidiu que tocará o restante das obras caso não consiga um parceiro no negócio. A estatal pode agrupar participações em refinarias para tentar melhorar a atratividade dos ativos. RENTABILIDADE Na entrevista, o diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, afirmou que o novo plano se pauta pela rentabilidade dos projetos. "Vamos fazer a escolha correta para cada real que vamos investir, mirando o retorno adequado para os seus acionistas", disse, reforçando que "o principal acionista é a sociedade brasileira". Do lado financeiro, o principal objetivo do plano, disse Monteiro, é recuperar a classificação de risco de grau de investimento, perdida em 2015. Para isso a empresa antecipou, para 2018, a meta de redução da relação entre dívida e geração de caixa para 2,5 vezes —no segundo trimestre de 2016, estava em 4,49 vezes, nível considerado pelo executivo "absolutamente fora da realidade". Como resultado disso, a Petrobras vem experimentando grande elevação no custo de captação: em 2016, pagou uma taxa média de 8,6%, quase o triplo dos 3,15 verificados em 2013. O esforço para cumprir a meta conta com a arrecadação de US$ 19,1 bilhões em venda de ativos, além de US$ 158 bilhões em geração de caixa. De acordo com Monteiro, não há previsão de captação líquida de recursos (tomada de empréstimos em valor superior à amortização da dívida). Nesse sentido, há também um esforço para a redução de custos em até 18%, considerando o valor necessário dos investimentos para chegar à meta de produção de 2,77 milhões de barris por dia em 2021. Monteiro ressaltou, porém, que há uma série de riscos que podem dificultar o cumprimento das metas, entre eles: mudanças relevantes nas condições do mercado, venda de ativos abaixo do previsto, prejuízos com ações judiciais (como as movidas por investidores nos Estados Unidos) e atraso na construção de plataformas. MERITOCRACIA O plano propõe uma mudança no modelo de promoção de empregados, que hoje privilegia o tempo de casa, para critérios como cumprimento de metas e desempenho. "Todos terão um conjunto de metas a cumprir, de acordo com o detalhamento do plano para cada área", afirmou o diretor de Recursos Humanos, SMS e Serviços, Hugo Repsold. Ele reforçou que a empresa ainda estuda novos planos de demissão voluntária para subsidiárias que serão vendidas ou terão sócios. Desde 2014, 9.270 empregados da estatal já se desligaram da empresa em PDVs, sendo que 2.470 são da última versão, lançada em 2016 e que teve a inscrição de 11,7 mil empregados. Até 2017, a expectativa é que o número de desligamentos chegue a 9.670.
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O ciclope do populismo
São Paulo - É difícil explicar um mergulho de 10% na renda per capita, a registrar-se no triênio 2014-2016, de um país como o Brasil. A massa de trabalhadores cresce mais depressa que a população, há diversidade produtiva e múltiplas oportunidades para investir e atender a 200 milhões de consumidores. Nada parecido com a Grande Depressão, a ruína simultânea dos anos 1930, acontece no mundo. Alterou-se, a nosso desfavor, o regime de preços das exportações, o que fica longe, porém, de justificar a pneumonia no Brasil, país fechado que poucas trocas faz com outras nações. Tampouco se vislumbra reversão abrupta nas taxas de juros internacionais, como a que definiu o sepultamento da ditadura militar brasileira no início dos anos 1980. Dólar, euro e iene pagam zero, ou abaixo disso, a quem os escolhe para abrigar seu patrimônio. Se houver alteração nesse quadro, será lenta e bastante gradual. Não se repete o misto de hiperinflação, colapso fiscal e dívida externa, vetores da implosão da aventura Collor. O setor público tem ativo volumoso em moeda forte, o balanço de pagamentos se fortalece, e a inflação, embora incômoda, está a léguas dos absurdos atingidos até 1994. Colapso fiscal, sim, é um dos poucos elementos que reincidem nesta crise. Ele decorre -como decorria no início dos anos 1990- do populismo, criatura terrível que nasce do casamento entre a esquerda e o desenvolvimentismo na América Latina. Collor pagou pelos desvarios dos primeiros anos do governo Sarney, aos quais acrescentou seus próprios desatinos. Dilma está diante do ciclope que ela mesma pariu e alimentou, em parceria com Lula. Está revelado diante de nossos olhos o potencial destrutivo das ideias econômicas equivocadas, associadas a políticos voluntaristas. A melhor herança desta refrega seria gravar na memória dos eleitores e das instituições essa sóbria lição.
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O ciclope do populismoSão Paulo - É difícil explicar um mergulho de 10% na renda per capita, a registrar-se no triênio 2014-2016, de um país como o Brasil. A massa de trabalhadores cresce mais depressa que a população, há diversidade produtiva e múltiplas oportunidades para investir e atender a 200 milhões de consumidores. Nada parecido com a Grande Depressão, a ruína simultânea dos anos 1930, acontece no mundo. Alterou-se, a nosso desfavor, o regime de preços das exportações, o que fica longe, porém, de justificar a pneumonia no Brasil, país fechado que poucas trocas faz com outras nações. Tampouco se vislumbra reversão abrupta nas taxas de juros internacionais, como a que definiu o sepultamento da ditadura militar brasileira no início dos anos 1980. Dólar, euro e iene pagam zero, ou abaixo disso, a quem os escolhe para abrigar seu patrimônio. Se houver alteração nesse quadro, será lenta e bastante gradual. Não se repete o misto de hiperinflação, colapso fiscal e dívida externa, vetores da implosão da aventura Collor. O setor público tem ativo volumoso em moeda forte, o balanço de pagamentos se fortalece, e a inflação, embora incômoda, está a léguas dos absurdos atingidos até 1994. Colapso fiscal, sim, é um dos poucos elementos que reincidem nesta crise. Ele decorre -como decorria no início dos anos 1990- do populismo, criatura terrível que nasce do casamento entre a esquerda e o desenvolvimentismo na América Latina. Collor pagou pelos desvarios dos primeiros anos do governo Sarney, aos quais acrescentou seus próprios desatinos. Dilma está diante do ciclope que ela mesma pariu e alimentou, em parceria com Lula. Está revelado diante de nossos olhos o potencial destrutivo das ideias econômicas equivocadas, associadas a políticos voluntaristas. A melhor herança desta refrega seria gravar na memória dos eleitores e das instituições essa sóbria lição.
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Investigados da Lava Jato abrem mão de foro privilegiado
Alvos da Lava Jato, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) tentaram uma estratégia inusitada no STF (Supremo Tribunal Federal): pediram para "abrir mão" do foro privilegiado com o objetivo de remeter para a primeira instância os inquéritos abertos com base na delação da Odebrecht. A PGR (Procuradoria-Geral da República), responsável pelos pedidos de investigação, afirmou em manifestação no caso de Lorenzoni que o foro é "irrenunciável" –ela ainda não se manifestou sobre a solicitação de Ferraço. O senador pediu formalmente que as investigações fossem remetidas à primeira instância de seu Estado, apesar de a Lava Jato estar concentrada na 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná, sob o comando do juiz Sergio Moro. Ferraço enviou pedido assinado por ele mesmo. Além de renunciar ao foro ele pede que, na hipótese de seu caso permanecer sob análise do STF, que ele seja redistribuído para outro ministro que não Edson Fachin, relator das investigações da Lava Jato. Os dois parlamentares usaram argumentos semelhantes para pedir a renúncia: o artigo 5º da Constituição, que determina que "todos são iguais perante a lei" e o relatório do ministro Luís Roberto Barroso na ação que discute limitar o foro privilegiado para os presidentes dos Poderes. A ação que discute o alcance do foro começou a ser debatida no plenário do STF no fim de maio, mas o ministro Alexandre de Moraes pediu mais tempo para analisar o caso. Quatro dos 11 ministros já votaram a favor da restrição, mas não há prazo para Moraes devolver o processo à pauta de votações do plenário. Além dessa ação que tramita no STF, o Senado já aprovou em segundo turno uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que põe fim ao foro privilegiado para parlamentares e outras autoridades. Os parlamentares também afirmam que as investigações da Lava Jato no tribunal estão lentas. SELO LAVA JATO Políticos têm adotado o discurso de que ao terem casos redistribuídos para outros ministros não são mais alvos da Lava Jato. No documento, Ferraço afirma que a extinção do foro "será, então, capaz de promover maior celeridade no processamento e julgamento dos casos pelos tribunais superiores". Delatores da Odebrecht disseram ter pago R$ 400 mil para sua campanha ao Senado em 2010, quando Ferraço disputou a eleição pelo PMDB. Ele nega. Já os advogados de Onyx Lorenzoni, que relatou na Câmara o pacote do Ministério Público de projetos contra a corrupção, alegaram que o STF já tem muito processo para julgar e citaram dados da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros). Segundo a associação, desde 1988, apenas 4,6% das ações penais abertas no STF foram julgadas. A defesa destacou que os inquéritos abertos na primeira lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em 2015, "até o momento não observaram andamento compatível com a celeridade processual necessária". Desde 28 de junho o inquérito de Onyx está com a PGR. As diligências da PF ainda não foram concluídas. Delatores disseram que Onyx recebeu R$ 175 mil por meio de caixa dois, o que ele nega. Em março a Folha mostrou que da primeira lista de Janot apenas 8% dos 50 políticos investigados haviam se tornado réus por decisão do STF.
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Investigados da Lava Jato abrem mão de foro privilegiadoAlvos da Lava Jato, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) tentaram uma estratégia inusitada no STF (Supremo Tribunal Federal): pediram para "abrir mão" do foro privilegiado com o objetivo de remeter para a primeira instância os inquéritos abertos com base na delação da Odebrecht. A PGR (Procuradoria-Geral da República), responsável pelos pedidos de investigação, afirmou em manifestação no caso de Lorenzoni que o foro é "irrenunciável" –ela ainda não se manifestou sobre a solicitação de Ferraço. O senador pediu formalmente que as investigações fossem remetidas à primeira instância de seu Estado, apesar de a Lava Jato estar concentrada na 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná, sob o comando do juiz Sergio Moro. Ferraço enviou pedido assinado por ele mesmo. Além de renunciar ao foro ele pede que, na hipótese de seu caso permanecer sob análise do STF, que ele seja redistribuído para outro ministro que não Edson Fachin, relator das investigações da Lava Jato. Os dois parlamentares usaram argumentos semelhantes para pedir a renúncia: o artigo 5º da Constituição, que determina que "todos são iguais perante a lei" e o relatório do ministro Luís Roberto Barroso na ação que discute limitar o foro privilegiado para os presidentes dos Poderes. A ação que discute o alcance do foro começou a ser debatida no plenário do STF no fim de maio, mas o ministro Alexandre de Moraes pediu mais tempo para analisar o caso. Quatro dos 11 ministros já votaram a favor da restrição, mas não há prazo para Moraes devolver o processo à pauta de votações do plenário. Além dessa ação que tramita no STF, o Senado já aprovou em segundo turno uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que põe fim ao foro privilegiado para parlamentares e outras autoridades. Os parlamentares também afirmam que as investigações da Lava Jato no tribunal estão lentas. SELO LAVA JATO Políticos têm adotado o discurso de que ao terem casos redistribuídos para outros ministros não são mais alvos da Lava Jato. No documento, Ferraço afirma que a extinção do foro "será, então, capaz de promover maior celeridade no processamento e julgamento dos casos pelos tribunais superiores". Delatores da Odebrecht disseram ter pago R$ 400 mil para sua campanha ao Senado em 2010, quando Ferraço disputou a eleição pelo PMDB. Ele nega. Já os advogados de Onyx Lorenzoni, que relatou na Câmara o pacote do Ministério Público de projetos contra a corrupção, alegaram que o STF já tem muito processo para julgar e citaram dados da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros). Segundo a associação, desde 1988, apenas 4,6% das ações penais abertas no STF foram julgadas. A defesa destacou que os inquéritos abertos na primeira lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em 2015, "até o momento não observaram andamento compatível com a celeridade processual necessária". Desde 28 de junho o inquérito de Onyx está com a PGR. As diligências da PF ainda não foram concluídas. Delatores disseram que Onyx recebeu R$ 175 mil por meio de caixa dois, o que ele nega. Em março a Folha mostrou que da primeira lista de Janot apenas 8% dos 50 políticos investigados haviam se tornado réus por decisão do STF.
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Mostra de Salvador Dalí no Instituto Tomie Ohtake termina com grande fila
Uma longa fila se formou neste domingo (11) no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, para conferir o último dia da exposição do pintor espanhol Salvador Dalí (1904-1989). Estima-se que mais de 2.400 pessoas visitaram o espaço neste domingo. O Instituto Tomie Ohtake ainda não revelou o público total, mas as filas constantes nas últimas semanas atestam o sucesso da exposição. No Rio, a mesma mostra do pintor surrealista levou quase 1 milhão de pessoas ao Centro Cultural Banco do Brasil. A exposição, em cartaz no Tomie Ohtake desde 19 de outubro, reuniu cerca de 200 obras, desde trabalhos dos anos 1920 até as últimas obras de Dalí. O conjunto de telas e desenhos evidenciava o impacto que Sigmund Freud (1856-1939), o pai da psicanálise, teve na obra de Dalí. O pintor encontrou em Freud a base da invenção de seu mundo surreal, centrado no sexo e cheio de imagens fortes, como formigas que se multiplicam, corpos em putrefação e relógios derretidos. O Instituto Tomie Ohtake fechou o ano passado com recorde de público. Com 17 exposições, recebeu cerca de 1,5 milhões de pessoas. Um número bem mais expressivo que o de 2013: 430 mil visitantes para 19 exposições. O maior sucesso foi a exposição "Obsessão Infinita", da artista japonesa Yayoi Kusama. Famosa por experimentos visuais com bolinhas e cores, ela atraiu mais de 520 mil pessoas. "Histórias Mestiças", com obras de Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi e Iberê Camargo, entre outros, sobre como a questão racial se manifesta na arte do país, foi outra exposição pop: recebeu mais de 110 mil visitantes.
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Mostra de Salvador Dalí no Instituto Tomie Ohtake termina com grande filaUma longa fila se formou neste domingo (11) no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, para conferir o último dia da exposição do pintor espanhol Salvador Dalí (1904-1989). Estima-se que mais de 2.400 pessoas visitaram o espaço neste domingo. O Instituto Tomie Ohtake ainda não revelou o público total, mas as filas constantes nas últimas semanas atestam o sucesso da exposição. No Rio, a mesma mostra do pintor surrealista levou quase 1 milhão de pessoas ao Centro Cultural Banco do Brasil. A exposição, em cartaz no Tomie Ohtake desde 19 de outubro, reuniu cerca de 200 obras, desde trabalhos dos anos 1920 até as últimas obras de Dalí. O conjunto de telas e desenhos evidenciava o impacto que Sigmund Freud (1856-1939), o pai da psicanálise, teve na obra de Dalí. O pintor encontrou em Freud a base da invenção de seu mundo surreal, centrado no sexo e cheio de imagens fortes, como formigas que se multiplicam, corpos em putrefação e relógios derretidos. O Instituto Tomie Ohtake fechou o ano passado com recorde de público. Com 17 exposições, recebeu cerca de 1,5 milhões de pessoas. Um número bem mais expressivo que o de 2013: 430 mil visitantes para 19 exposições. O maior sucesso foi a exposição "Obsessão Infinita", da artista japonesa Yayoi Kusama. Famosa por experimentos visuais com bolinhas e cores, ela atraiu mais de 520 mil pessoas. "Histórias Mestiças", com obras de Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi e Iberê Camargo, entre outros, sobre como a questão racial se manifesta na arte do país, foi outra exposição pop: recebeu mais de 110 mil visitantes.
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Como se manter saudável com uma dieta vegana
A dieta vegana, que exclui a carne ou qualquer alimento de origem animal, tem ganhado cada vez mais seguidores no mundo - a diferença entre veganos e vegetarianos é que os últimos não se alimentam de carne, mas consomem produtos de origem animal como ovos e laticínios. Não existe um dado oficial sobre o total de veganos no Brasil, mas uma pesquisa do Ibope, em 2012, revelou que 8% da população brasileira se declarou vegetariana, ou seja mais de 15 milhões de pessoas. A Sociedade Vegetariana Brasileira tem um programa para certificar e valorizar o mercado vegano. Recebem o selo produtos que não contêm nenhum ingrediente de origem animal e que não tenham tido contato com animais durante a fabricação. Adotar o estilo vegano é uma escolha pessoal, mas grande parte dos seguidores atribuem a opção a questões éticas e à preocupação com o meio ambiente. E há quem cite questões de saúde. O cantor Stevie Wonder, por exemplo, declarou ser vegano porque não gosta de comer carne. Já o ex-presidente americano Bill Clinton disse: "poderia não estar vivo se não tivesse me tornado vegano". Como estão excluídos da dieta os derivados de animal, muitos nutrientes acabam ficando de fora e precisam ser compensados de alguma forma. Está pensando em aderir a esse estilo de vida? Confira, a seguir, os riscos e benefícios para a saúde: FERRO O ferro é fundamental para a saúde do sangue, já que ajuda a transportar o oxigênio pelo organismo. Tanto vegetarianos como veganos absorvem menos quantidade de ferro e apresentam uma concentração menor do nutriente no sangue, quando comparados com as pessoas que comem carne. Isso porque o ferro está presente na carne, sobretudo a vermelha - veganos geralmente consomem mais ferro do que os carnívoros, mas de um tipo menos absorvido pelo organismo. A deficiência deste nutriente pode levar à anemia, caracterizada pela fraqueza e cansaço, que afeta muitas mulheres em idade reprodutiva, inclusive carnívoras. Para driblar essa falta, os veganos devem recorrer a outras fontes de ferro como o trigo, os cereais, as leguminosas, os vegetais verde-escuros - especialmente a couve -, e as frutas secas. Castanhas são fonte de proteína para os veganos AMINOÁCIDOS Os aminoácidos são compostos que se juntam para formar as proteínas, necessárias para quase todas as funções do organismo. As carnes e os peixes contêm todos os aminoácidos que precisamos, assim como o leite e os ovos, e por isso são chamados de proteínas completas. Os veganos encontram nos cereais, nas castanhas e nas leguminosas as principais fontes de proteína, mas nelas a quantidade de aminoácidos é diferente em relação à encontrada na proteína animal. Sendo assim, eles precisam variar mais a dieta para assegurar uma completa absorção dos aminoácidos. VITAMINA D A vitamina D é necessária para a absorção do cálcio, importante para manter os ossos fortes. Os veganos têm níveis relativamente mais baixos dessa vitamina no sangue, comparados à população em geral, porém não a ponto de provocar raquitismo em crianças ou osteoporose em adultos. A vitamina D está presente no óleo de peixe, nos ovos e na carne. A maior parte, contudo, provém da ação do sol na pele. Por isso, a população é aconselhada a tomar suplemento nos meses de inverno e os veganos também precisam comer mais alimentos ricos em cálcio nesse período. VITAMINA B12 A vitamina B12 é vital para a formação do sangue e o funcionamento do sistema nervoso - e é encontrada em carnes e peixes. Os veganos encontram outras opções: os alimentos enriquecidos como cereais, extratos de levedura e substitutos de carne. Mesmo assim, a vitamina B12 costuma estar em falta na dieta de veganos e vegetarianos, o que foi comprovado por um estudo recente que concluiu que mais da metade dos veganos apresentam péssimos níveis dessa vitamina no sangue. A deficiência pode causar anemia e até problemas no sistema nervoso, inclusive paralisia, mas são casos raros. Os veganos precisam buscar suprir tal falta com o uso de suplementos. ÁCIDOS GRAXOS ÔMEGA-3 Os ácidos graxos ômega-3 são um tipo de gordura fundamental para a saúde, mas não são produzidos pelo nosso organismo e, portanto, precisam ser adquiridos através dos alimentos. A melhor fonte é o peixe, sobretudo a sardinha e o salmão. E, como o alimento não está presente na dieta vegana, os seguidores dependem de uma fonte alternativa, a conversão do ácido linoleico em ácidos graxos ômega-3. O ácido linoleico, por sua vez, é encontrado na soja, na linhaça, nas nozes. Ainda que os níveis sejam baixos no sangue dos veganos, não foi encontrado nenhum efeito colateral. Além disso, estudos não conseguiram comprovar o benefício de recorrer a suplementos para amenizar a carência na dieta vegana. Vitamina A pode ser encontrada na batata doce, na abóbora e na laranja VITAMINA A A vitamina A é proveniente do fígado, leite e dos ovos. Para os veganos, a solução é consumir frutas e vegetais que contenham carotenos, que são convertidos em vitamina A no organismo. A laranja, os vegetais verde-escuros, os vegetais de folhas verde, a batata doce e a abóbora são fontes ricas em carotenos. A deficiência da vitamina A pode afetar a visão e a imunidade, mas são improváveis de acontecer com os veganos. PLANEJAMENTO Os veganos devem prestar atenção no que consomem e assegurar que estão adquirindo uma grande variedade de alimentos, entre frutas, vegetais, leguminosas, nozes e sementes. Precisam comer também alimentos enriquecidos como cereais e pães. COMBINAÇÕES Muitos vegetais contêm aminoácidos necessários para a formação da proteínas, como vimos anteriormente. A maioria, no entanto, possui apenas uma parte dos aminoácidos essenciais para a saúde. A solução, então, é combinar os alimentos. Cereais, por exemplo, são fracos em lisina porém ricos em aminoácido que contém enxofre. Já o feijão representa o contrário. Sendo assim, feijão cozido têm a mesma proteína que uma carne. Um dos segredos dos veganos é combinar vários tipos de alimentos para ter uma dieta rica em nutrientes PPREPARAÇÃO DO ALIMENTO Alguns vegetais possuem uma substância que atrapalha o sistema digestivo ao restringir que o mesmo absorva nutrientes específicos do alimento. O grão de bico é um exemplo, pois reduz a capacidade do organismo de extrair a proteína do alimento. Existe uma dica: quando eles são cozidos, esses inibidores são desativados. SUPLEMENTOS Uma dieta vegana, quando bem organizada, cosegue incluir uma boa variedade de vitaminas e minerais e não vai trazer carências para quem a adota. Mas há duas exceções: a vitamina B12 e o cálcio. Esse último, como vimos, é importante para a saúde dos ossos. Os vegetarianos recorrem ao leite e alguns veganos, no leite de soja, que muitas vezes contém cálcio. Se a quantidade não for suficiente, os veganos podem buscar nos suplementos (seja nos alimentos enriquecidos ou em pílulas) o cálcio e a vitamina B12 necessários para complementar a alimentação. Sejam veganos ou não, existem alguns grupos (como crianças e idosos) que precisam de uma dieta especial para reunir todos os nutrientes que o organismo necessita. Para crianças, idosos e pessoas alérgicas ou com alguma restrição alimentar, ter uma dieta completa de vitaminas e minerais é ainda mais importante que para a maioria dos adultos. Crianças correm o risco de desnutrição, que pode provocar desordens no desenvolvimento, como o raquitismo. Já as pessoas mais velhas costumam comer menos que adultos, e então precisam garantir que o que estão comendo é suficiente. Se forem cuidadosos, todos esses grupos podem ter uma dieta vegana e conseguir extrair os nutrientes necessários. CRIANÇAS As crianças têm altas necessidades nutricionais, mas elas não têm a mesma capacidade que os adultos para escolher os alimentos. Há muitos casos de desnutrição de crianças e grande parte acontece quando os pais não seguem conselhos e práticas comuns. Mulheres que estão amamentando, por exemplo, precisam garantir que estão consumindo a quantidade suficiente de vitamina B12 para passar adiante através do leite materno. Um estudo feito em 1999 mostrou que crianças que adotam o estilo vegano tendem a ser mais baixas e mais leves que as não-veganas. Não existem evidências, porém, de que elas sejam intelectualmente debilitadas ou que tenham a resistência afetada pela dieta. Crianças veganas tendem a ser mais baixas e mais leves que as outras IDOSOS Os mais velhos têm o metabolismo mais fraco e, portanto, mais dificuldade de formar proteínas e manter os músculos. A ajuda costuma vir da carne e dos ovos, porém fica mais difícil de ser consumida em grande quantidade a partir da dieta vegana. Uma pesquisa revelou que o Índice de Massa Corporal cai absurdamente nos vegetarianos e ainda mais nos veganos acima de 60 anos, o que significa que os mais velhos têm dificuldade para manter os músculos quando adotam esse estilo de vida. ATLETAS É perfeitamente possível levar uma vida vegana, mesmo que a pessoa demande altos níveis de nutrientes, como é o caso dos atletas. Um exemplo é a ciclista britânica Victoria Pendleton, que é medalhista de ouro e adota essa dieta.
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Como se manter saudável com uma dieta veganaA dieta vegana, que exclui a carne ou qualquer alimento de origem animal, tem ganhado cada vez mais seguidores no mundo - a diferença entre veganos e vegetarianos é que os últimos não se alimentam de carne, mas consomem produtos de origem animal como ovos e laticínios. Não existe um dado oficial sobre o total de veganos no Brasil, mas uma pesquisa do Ibope, em 2012, revelou que 8% da população brasileira se declarou vegetariana, ou seja mais de 15 milhões de pessoas. A Sociedade Vegetariana Brasileira tem um programa para certificar e valorizar o mercado vegano. Recebem o selo produtos que não contêm nenhum ingrediente de origem animal e que não tenham tido contato com animais durante a fabricação. Adotar o estilo vegano é uma escolha pessoal, mas grande parte dos seguidores atribuem a opção a questões éticas e à preocupação com o meio ambiente. E há quem cite questões de saúde. O cantor Stevie Wonder, por exemplo, declarou ser vegano porque não gosta de comer carne. Já o ex-presidente americano Bill Clinton disse: "poderia não estar vivo se não tivesse me tornado vegano". Como estão excluídos da dieta os derivados de animal, muitos nutrientes acabam ficando de fora e precisam ser compensados de alguma forma. Está pensando em aderir a esse estilo de vida? Confira, a seguir, os riscos e benefícios para a saúde: FERRO O ferro é fundamental para a saúde do sangue, já que ajuda a transportar o oxigênio pelo organismo. Tanto vegetarianos como veganos absorvem menos quantidade de ferro e apresentam uma concentração menor do nutriente no sangue, quando comparados com as pessoas que comem carne. Isso porque o ferro está presente na carne, sobretudo a vermelha - veganos geralmente consomem mais ferro do que os carnívoros, mas de um tipo menos absorvido pelo organismo. A deficiência deste nutriente pode levar à anemia, caracterizada pela fraqueza e cansaço, que afeta muitas mulheres em idade reprodutiva, inclusive carnívoras. Para driblar essa falta, os veganos devem recorrer a outras fontes de ferro como o trigo, os cereais, as leguminosas, os vegetais verde-escuros - especialmente a couve -, e as frutas secas. Castanhas são fonte de proteína para os veganos AMINOÁCIDOS Os aminoácidos são compostos que se juntam para formar as proteínas, necessárias para quase todas as funções do organismo. As carnes e os peixes contêm todos os aminoácidos que precisamos, assim como o leite e os ovos, e por isso são chamados de proteínas completas. Os veganos encontram nos cereais, nas castanhas e nas leguminosas as principais fontes de proteína, mas nelas a quantidade de aminoácidos é diferente em relação à encontrada na proteína animal. Sendo assim, eles precisam variar mais a dieta para assegurar uma completa absorção dos aminoácidos. VITAMINA D A vitamina D é necessária para a absorção do cálcio, importante para manter os ossos fortes. Os veganos têm níveis relativamente mais baixos dessa vitamina no sangue, comparados à população em geral, porém não a ponto de provocar raquitismo em crianças ou osteoporose em adultos. A vitamina D está presente no óleo de peixe, nos ovos e na carne. A maior parte, contudo, provém da ação do sol na pele. Por isso, a população é aconselhada a tomar suplemento nos meses de inverno e os veganos também precisam comer mais alimentos ricos em cálcio nesse período. VITAMINA B12 A vitamina B12 é vital para a formação do sangue e o funcionamento do sistema nervoso - e é encontrada em carnes e peixes. Os veganos encontram outras opções: os alimentos enriquecidos como cereais, extratos de levedura e substitutos de carne. Mesmo assim, a vitamina B12 costuma estar em falta na dieta de veganos e vegetarianos, o que foi comprovado por um estudo recente que concluiu que mais da metade dos veganos apresentam péssimos níveis dessa vitamina no sangue. A deficiência pode causar anemia e até problemas no sistema nervoso, inclusive paralisia, mas são casos raros. Os veganos precisam buscar suprir tal falta com o uso de suplementos. ÁCIDOS GRAXOS ÔMEGA-3 Os ácidos graxos ômega-3 são um tipo de gordura fundamental para a saúde, mas não são produzidos pelo nosso organismo e, portanto, precisam ser adquiridos através dos alimentos. A melhor fonte é o peixe, sobretudo a sardinha e o salmão. E, como o alimento não está presente na dieta vegana, os seguidores dependem de uma fonte alternativa, a conversão do ácido linoleico em ácidos graxos ômega-3. O ácido linoleico, por sua vez, é encontrado na soja, na linhaça, nas nozes. Ainda que os níveis sejam baixos no sangue dos veganos, não foi encontrado nenhum efeito colateral. Além disso, estudos não conseguiram comprovar o benefício de recorrer a suplementos para amenizar a carência na dieta vegana. Vitamina A pode ser encontrada na batata doce, na abóbora e na laranja VITAMINA A A vitamina A é proveniente do fígado, leite e dos ovos. Para os veganos, a solução é consumir frutas e vegetais que contenham carotenos, que são convertidos em vitamina A no organismo. A laranja, os vegetais verde-escuros, os vegetais de folhas verde, a batata doce e a abóbora são fontes ricas em carotenos. A deficiência da vitamina A pode afetar a visão e a imunidade, mas são improváveis de acontecer com os veganos. PLANEJAMENTO Os veganos devem prestar atenção no que consomem e assegurar que estão adquirindo uma grande variedade de alimentos, entre frutas, vegetais, leguminosas, nozes e sementes. Precisam comer também alimentos enriquecidos como cereais e pães. COMBINAÇÕES Muitos vegetais contêm aminoácidos necessários para a formação da proteínas, como vimos anteriormente. A maioria, no entanto, possui apenas uma parte dos aminoácidos essenciais para a saúde. A solução, então, é combinar os alimentos. Cereais, por exemplo, são fracos em lisina porém ricos em aminoácido que contém enxofre. Já o feijão representa o contrário. Sendo assim, feijão cozido têm a mesma proteína que uma carne. Um dos segredos dos veganos é combinar vários tipos de alimentos para ter uma dieta rica em nutrientes PPREPARAÇÃO DO ALIMENTO Alguns vegetais possuem uma substância que atrapalha o sistema digestivo ao restringir que o mesmo absorva nutrientes específicos do alimento. O grão de bico é um exemplo, pois reduz a capacidade do organismo de extrair a proteína do alimento. Existe uma dica: quando eles são cozidos, esses inibidores são desativados. SUPLEMENTOS Uma dieta vegana, quando bem organizada, cosegue incluir uma boa variedade de vitaminas e minerais e não vai trazer carências para quem a adota. Mas há duas exceções: a vitamina B12 e o cálcio. Esse último, como vimos, é importante para a saúde dos ossos. Os vegetarianos recorrem ao leite e alguns veganos, no leite de soja, que muitas vezes contém cálcio. Se a quantidade não for suficiente, os veganos podem buscar nos suplementos (seja nos alimentos enriquecidos ou em pílulas) o cálcio e a vitamina B12 necessários para complementar a alimentação. Sejam veganos ou não, existem alguns grupos (como crianças e idosos) que precisam de uma dieta especial para reunir todos os nutrientes que o organismo necessita. Para crianças, idosos e pessoas alérgicas ou com alguma restrição alimentar, ter uma dieta completa de vitaminas e minerais é ainda mais importante que para a maioria dos adultos. Crianças correm o risco de desnutrição, que pode provocar desordens no desenvolvimento, como o raquitismo. Já as pessoas mais velhas costumam comer menos que adultos, e então precisam garantir que o que estão comendo é suficiente. Se forem cuidadosos, todos esses grupos podem ter uma dieta vegana e conseguir extrair os nutrientes necessários. CRIANÇAS As crianças têm altas necessidades nutricionais, mas elas não têm a mesma capacidade que os adultos para escolher os alimentos. Há muitos casos de desnutrição de crianças e grande parte acontece quando os pais não seguem conselhos e práticas comuns. Mulheres que estão amamentando, por exemplo, precisam garantir que estão consumindo a quantidade suficiente de vitamina B12 para passar adiante através do leite materno. Um estudo feito em 1999 mostrou que crianças que adotam o estilo vegano tendem a ser mais baixas e mais leves que as não-veganas. Não existem evidências, porém, de que elas sejam intelectualmente debilitadas ou que tenham a resistência afetada pela dieta. Crianças veganas tendem a ser mais baixas e mais leves que as outras IDOSOS Os mais velhos têm o metabolismo mais fraco e, portanto, mais dificuldade de formar proteínas e manter os músculos. A ajuda costuma vir da carne e dos ovos, porém fica mais difícil de ser consumida em grande quantidade a partir da dieta vegana. Uma pesquisa revelou que o Índice de Massa Corporal cai absurdamente nos vegetarianos e ainda mais nos veganos acima de 60 anos, o que significa que os mais velhos têm dificuldade para manter os músculos quando adotam esse estilo de vida. ATLETAS É perfeitamente possível levar uma vida vegana, mesmo que a pessoa demande altos níveis de nutrientes, como é o caso dos atletas. Um exemplo é a ciclista britânica Victoria Pendleton, que é medalhista de ouro e adota essa dieta.
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Lula afirma que cobra US$ 200 mil por palestra, 'igual a Bill Clinton'
O ex-presidente Lula disse em depoimento à Polícia Federal, divulgado nesta segunda-feira (14), que cobra tarifa fixa de US$ 200 mil (cerca de R$ 730 mil) por palestra, "nem mais e nem menos". Ele disse que o foco de suas conferências, contratadas por grandes empresas e instituições, era "vender" o Brasil, explicar o progresso do país durante seu governo e falar das "grandes oportunidades" de negócios no futuro para atrair investidores. As palestras de Lula são alvo de apuração da Operação Lava Jato, que investiga se as empresas que o contrataram teriam se beneficiado posteriormente em suas relações com o governo do PT. O petista nega as acusações. O ex-presidente disse que resolveu dar palestras porque era o rumo "mais decente e mais digno" que poderia tomar. Ele afirmou ter recusado convites para ser conselheiro de multinacionais. Lula contou ainda que, em 2011, viajou muito para o exterior pois não queria atrapalhar Dilma Rousseff, que iniciava seu primeiro mandato. Segundo ele, depois de 2013, o ritmo de suas conferências teria caído por causa da crise e da falta de grandes projetos sobre os quais falar. "Eu não quero mais viajar só falando do meu governo porque já faz seis anos que eu deixei o governo". O ex-presidente explicou que o valor de sua tarifa foi estabelecido com base no que cobraria o ex-presidente norte-americano Bill Clinton: "Nós pegamos um valor do Bill Clinton e falamos o seguinte: 'Nós fizemos mais do que ele, então nós merecemos pelo menos igual'". Segundo reportagem do "Washington Post", Bill Clinton e sua esposa, Hillary Clinton, pré-candidata à Presidência dos EUA pelo Partido Democrata, receberam em média US$ 250 mil por conferência entre 2014 e 2015. A reportagem se baseou em informações das finanças do casal divulgadas por Hillary à Comissão Eleitoral americana. Mas, segundo a mídia norte-americana, o casal não cobra uma tarifa fixa. Hillary teria recebido mais de US$ 300 mil para falar em eventos de grandes empresas. Já o ex-presidente coletou US$ 750 mil em um evento promovido pela Ericsson, em Hong Kong, em 2011. A tarifa de Clinton teria subido depois que Hillary ocupou a Secretaria de Estado no governo Obama (entre 2009 e 2013).
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Lula afirma que cobra US$ 200 mil por palestra, 'igual a Bill Clinton'O ex-presidente Lula disse em depoimento à Polícia Federal, divulgado nesta segunda-feira (14), que cobra tarifa fixa de US$ 200 mil (cerca de R$ 730 mil) por palestra, "nem mais e nem menos". Ele disse que o foco de suas conferências, contratadas por grandes empresas e instituições, era "vender" o Brasil, explicar o progresso do país durante seu governo e falar das "grandes oportunidades" de negócios no futuro para atrair investidores. As palestras de Lula são alvo de apuração da Operação Lava Jato, que investiga se as empresas que o contrataram teriam se beneficiado posteriormente em suas relações com o governo do PT. O petista nega as acusações. O ex-presidente disse que resolveu dar palestras porque era o rumo "mais decente e mais digno" que poderia tomar. Ele afirmou ter recusado convites para ser conselheiro de multinacionais. Lula contou ainda que, em 2011, viajou muito para o exterior pois não queria atrapalhar Dilma Rousseff, que iniciava seu primeiro mandato. Segundo ele, depois de 2013, o ritmo de suas conferências teria caído por causa da crise e da falta de grandes projetos sobre os quais falar. "Eu não quero mais viajar só falando do meu governo porque já faz seis anos que eu deixei o governo". O ex-presidente explicou que o valor de sua tarifa foi estabelecido com base no que cobraria o ex-presidente norte-americano Bill Clinton: "Nós pegamos um valor do Bill Clinton e falamos o seguinte: 'Nós fizemos mais do que ele, então nós merecemos pelo menos igual'". Segundo reportagem do "Washington Post", Bill Clinton e sua esposa, Hillary Clinton, pré-candidata à Presidência dos EUA pelo Partido Democrata, receberam em média US$ 250 mil por conferência entre 2014 e 2015. A reportagem se baseou em informações das finanças do casal divulgadas por Hillary à Comissão Eleitoral americana. Mas, segundo a mídia norte-americana, o casal não cobra uma tarifa fixa. Hillary teria recebido mais de US$ 300 mil para falar em eventos de grandes empresas. Já o ex-presidente coletou US$ 750 mil em um evento promovido pela Ericsson, em Hong Kong, em 2011. A tarifa de Clinton teria subido depois que Hillary ocupou a Secretaria de Estado no governo Obama (entre 2009 e 2013).
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Geddel não agiria sem consentimento do partido, diz leitor
GEDDEL PRESO Com preocupação, acompanho a ênfase que a mídia dá a Geddel, relevando o fato de que ele, um dos próceres do PMDB, ocupou altos cargos nos governos petistas e no de Temer, seu fraterno amigo de longa data. Evidentemente, não agiu sem cobertura do partido e aquiescência dos governos aos quais serviu. JOSÉ DE SOUSA SANTOS (Teresina, PI) * Pode-se ver o evento de forma construtiva. Afinal é extremamente positivo que tenha sido preso. Agora temos que ficar firmes e apoiar a Polícia Federal, a PGR e os juízes de primeira instância. A velha guarda quer tudo como era antes e Temer e seu ministro da Justiça já ameaçam trocar o comando da PF. ANA HELENA F. GARCIA (Salvador, BA) * Quando se imagina que o sujeito já chegou ao fim dos crimes que supostamente cometeu, aparecem mais. É como um poço sem fim. RICARDO ROMANELLI FILHO (Pinhais, PR) * Não tenho nenhuma dúvida sobre quem é o dono do dinheiro encontrado no "bunker" de Geddel. Ou na mala de Rocha Loures. Nenhuma das empresas pegas pela Lava Jato comprava políticos com dinheiro do próprio caixa. Pagavam com dinheiro desviado dos contratos superfaturados. Ou seja, o dinheiro é meu, seu e nosso. ALEXANDRE EFFORI DE MELLO (Rio de Janeiro, RJ) - DEPOIMENTO DE PALOCCI Palocci fez o que a maioria de nós faria se estivesse preso, sem qualquer perspectiva de libertação. Ora, nessa situação, pode tanto ter falado a verdade como pode ter mentido. Por isso, a delação "compulsória" deve ser acompanhada de provas. JOAQUIM BRANCO (Rio de Janeiro, RJ) * Será que Palocci só falou mentiras? Será que tudo que ele falou em depoimento (não era delação) é fruto da sua imaginação? Será que não há um pinguinho de verdade? Fico bobo em ver como Lula hipnotiza seus seguidores! Acho até que muitos deles o defendem para justificar anos e anos de equivocadas crenças. MILTON PEREIRA (São Paulo, SP) * Como todos os brasileiros, estou indignado! Depois das declarações de Antonio Palocci, só posso dizer que agora a casa caiu de vez para Lula, Dilma e outros dirigentes do PT. Quero ver quem Lula vai acusar de perseguição dessa vez: Ministério Público, Justiça, oposição, imprensa? Todos sabemos quem é o chefe da quadrilha que levou o Brasil a isso que está aí. Tem algo a dizer, Luiz Inácio? TURÍBIO LIBERATTO (São Caetano do Sul, SP) * Eu também ficaria decepcionado. Um amigo (cúmplice) de tanto tempo entregar o outro assim de bandeja não deve ser fácil. Mas quem é bandido tem que estar preparado para essas traições. FÁBIO NOGUEIRA (Itajubá, MG) - DELAÇÃO DA JBS A segunda denúncia que Janot deverá oferecer contra Temer não dará em nada. Após a patacoada envolvendo os Batista, o procurador-geral perdeu a credibilidade junto à opinião pública, o que se refletirá, em última análise, no Congresso. A derradeira flecha de Janot nem ponta tem. LUCIANO HARARY (São Paulo, SP) * Quem acredita em alguma palavra do que Joesley Batista diz? Ele não vale o chão que pisa. Isso deixou de virar notícia de política e passou a ser notícia de polícia. RODRIGO CAMPOS (São Paulo, SP) * Uma coisa é certa: políticos corruptos abriram as portas do BNDES para Joesley e não fizeram isso de graça. Já passou da hora de o STF colocá-los na cadeia! JOSE W. MOTA MATOS (Pouso Alegre, MG) - CRISE DA ÁGUA É triste ver um texto tão pobre sobre um tema tão nobre ser assinado por duas personalidades políticas do Brasil, o governador do mais rico Estado brasileiro e o ministro do Meio Ambiente. YVES BESSE (São Paulo, SP) - COLUNISTAS Existem as "boas lutas" e as "lutas ruins". Por que Hélio Schwartsman gasta sua privilegiada coluna em uma luta feroz contra quem diz que é preciso acabar com a cultura do estupro no país? Para ele, a "diminuição dos estupros é fenômeno universal" e então, por pura inércia, isso acontecerá no Brasil também. Que raciocínio é esse? Em que ajuda a livrar nossas mulheres e meninas de seus algozes? ADJALMA R. SILVA, professor (Belo Horizonte, MG) * A coluna de Hélio Schwartsman foi bem-vinda por propiciar debates e reações indignadas. Negar que exista a cultura do estupro é pretender sustentar a invisibilidade desse crime, a supremacia masculina e a impunidade do delinquente. Incentiva, assim, a manutenção do silêncio acanhado e sofrido das vítimas que, via de regra, tornam-se "culpadas" a cada denúncia. São elas que são constrangidas, maltratadas e responsabilizadas por terem provocado os "instintos implacáveis" dos machos. ANETE ARAUJO GUEDES (Belo Horizonte, MG) - GUARDA CIVIL Equivocada a reportagem "Após reduzir verba de segurança, Doria vai chamar GCM de polícia". Além de precipitada ao concluir que há redução orçamentária, que a rigor somente pode ser verificada no final de 2017, a reportagem ignora os relevantes serviços de segurança pública prestados pela Guarda Civil Metropolitana, que, só no período entre janeiro e agosto deste ano, já registrou 583 flagrantes, entre furtos e roubos efetivos e tentados, além de ocorrências de outras naturezas. Em vez disso, o texto pinça casos pontuais para tentar desqualificar a corporação. LUCAS TAVARES, chefe de gabinete da Secretaria Especial de Comunicação da Prefeitura de São Paulo (São Paulo, SP) - PARTICIPAÇÃO Os leitores podem colaborar com o conteúdo da Folha enviando notícias, fotos e vídeos (de acontecimentos ou comentários) que sejam relevantes no Brasil e no mundo. Para isso, basta acessar Envie sua Notícia ou enviar mensagem para [email protected]
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Geddel não agiria sem consentimento do partido, diz leitorGEDDEL PRESO Com preocupação, acompanho a ênfase que a mídia dá a Geddel, relevando o fato de que ele, um dos próceres do PMDB, ocupou altos cargos nos governos petistas e no de Temer, seu fraterno amigo de longa data. Evidentemente, não agiu sem cobertura do partido e aquiescência dos governos aos quais serviu. JOSÉ DE SOUSA SANTOS (Teresina, PI) * Pode-se ver o evento de forma construtiva. Afinal é extremamente positivo que tenha sido preso. Agora temos que ficar firmes e apoiar a Polícia Federal, a PGR e os juízes de primeira instância. A velha guarda quer tudo como era antes e Temer e seu ministro da Justiça já ameaçam trocar o comando da PF. ANA HELENA F. GARCIA (Salvador, BA) * Quando se imagina que o sujeito já chegou ao fim dos crimes que supostamente cometeu, aparecem mais. É como um poço sem fim. RICARDO ROMANELLI FILHO (Pinhais, PR) * Não tenho nenhuma dúvida sobre quem é o dono do dinheiro encontrado no "bunker" de Geddel. Ou na mala de Rocha Loures. Nenhuma das empresas pegas pela Lava Jato comprava políticos com dinheiro do próprio caixa. Pagavam com dinheiro desviado dos contratos superfaturados. Ou seja, o dinheiro é meu, seu e nosso. ALEXANDRE EFFORI DE MELLO (Rio de Janeiro, RJ) - DEPOIMENTO DE PALOCCI Palocci fez o que a maioria de nós faria se estivesse preso, sem qualquer perspectiva de libertação. Ora, nessa situação, pode tanto ter falado a verdade como pode ter mentido. Por isso, a delação "compulsória" deve ser acompanhada de provas. JOAQUIM BRANCO (Rio de Janeiro, RJ) * Será que Palocci só falou mentiras? Será que tudo que ele falou em depoimento (não era delação) é fruto da sua imaginação? Será que não há um pinguinho de verdade? Fico bobo em ver como Lula hipnotiza seus seguidores! Acho até que muitos deles o defendem para justificar anos e anos de equivocadas crenças. MILTON PEREIRA (São Paulo, SP) * Como todos os brasileiros, estou indignado! Depois das declarações de Antonio Palocci, só posso dizer que agora a casa caiu de vez para Lula, Dilma e outros dirigentes do PT. Quero ver quem Lula vai acusar de perseguição dessa vez: Ministério Público, Justiça, oposição, imprensa? Todos sabemos quem é o chefe da quadrilha que levou o Brasil a isso que está aí. Tem algo a dizer, Luiz Inácio? TURÍBIO LIBERATTO (São Caetano do Sul, SP) * Eu também ficaria decepcionado. Um amigo (cúmplice) de tanto tempo entregar o outro assim de bandeja não deve ser fácil. Mas quem é bandido tem que estar preparado para essas traições. FÁBIO NOGUEIRA (Itajubá, MG) - DELAÇÃO DA JBS A segunda denúncia que Janot deverá oferecer contra Temer não dará em nada. Após a patacoada envolvendo os Batista, o procurador-geral perdeu a credibilidade junto à opinião pública, o que se refletirá, em última análise, no Congresso. A derradeira flecha de Janot nem ponta tem. LUCIANO HARARY (São Paulo, SP) * Quem acredita em alguma palavra do que Joesley Batista diz? Ele não vale o chão que pisa. Isso deixou de virar notícia de política e passou a ser notícia de polícia. RODRIGO CAMPOS (São Paulo, SP) * Uma coisa é certa: políticos corruptos abriram as portas do BNDES para Joesley e não fizeram isso de graça. Já passou da hora de o STF colocá-los na cadeia! JOSE W. MOTA MATOS (Pouso Alegre, MG) - CRISE DA ÁGUA É triste ver um texto tão pobre sobre um tema tão nobre ser assinado por duas personalidades políticas do Brasil, o governador do mais rico Estado brasileiro e o ministro do Meio Ambiente. YVES BESSE (São Paulo, SP) - COLUNISTAS Existem as "boas lutas" e as "lutas ruins". Por que Hélio Schwartsman gasta sua privilegiada coluna em uma luta feroz contra quem diz que é preciso acabar com a cultura do estupro no país? Para ele, a "diminuição dos estupros é fenômeno universal" e então, por pura inércia, isso acontecerá no Brasil também. Que raciocínio é esse? Em que ajuda a livrar nossas mulheres e meninas de seus algozes? ADJALMA R. SILVA, professor (Belo Horizonte, MG) * A coluna de Hélio Schwartsman foi bem-vinda por propiciar debates e reações indignadas. Negar que exista a cultura do estupro é pretender sustentar a invisibilidade desse crime, a supremacia masculina e a impunidade do delinquente. Incentiva, assim, a manutenção do silêncio acanhado e sofrido das vítimas que, via de regra, tornam-se "culpadas" a cada denúncia. São elas que são constrangidas, maltratadas e responsabilizadas por terem provocado os "instintos implacáveis" dos machos. ANETE ARAUJO GUEDES (Belo Horizonte, MG) - GUARDA CIVIL Equivocada a reportagem "Após reduzir verba de segurança, Doria vai chamar GCM de polícia". Além de precipitada ao concluir que há redução orçamentária, que a rigor somente pode ser verificada no final de 2017, a reportagem ignora os relevantes serviços de segurança pública prestados pela Guarda Civil Metropolitana, que, só no período entre janeiro e agosto deste ano, já registrou 583 flagrantes, entre furtos e roubos efetivos e tentados, além de ocorrências de outras naturezas. Em vez disso, o texto pinça casos pontuais para tentar desqualificar a corporação. LUCAS TAVARES, chefe de gabinete da Secretaria Especial de Comunicação da Prefeitura de São Paulo (São Paulo, SP) - PARTICIPAÇÃO Os leitores podem colaborar com o conteúdo da Folha enviando notícias, fotos e vídeos (de acontecimentos ou comentários) que sejam relevantes no Brasil e no mundo. Para isso, basta acessar Envie sua Notícia ou enviar mensagem para [email protected]
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O futuro de um país injusto
Após últimos acontecimentos, que culminaram na prisão do ex-ministro José Dirceu, é possível afirmar que o desempenho dos mandatos do PT no governo federal não foi dramático, foi trágico. A situação da economia, da educação ou da segurança é dramática, ou seja, o contexto não ajuda a resolver esses problemas. Já a situação de um país é trágica quando ele se perdeu da própria alma, quando se afastou dos valores que davam sentido à sua existência. No caso do PT a situação ainda é pior, pois o partido desmoralizou, por muitas décadas, os meios para se realizar uma política que sinalizava o desenvolvimento social. Lula definiu o seu primeiro mandato por uma política econômica de respeito aos contratos, seguindo as diretrizes mais ortodoxas de Fernando Henrique Cardoso. Acrescentou a isso uma atuação no social que chegou a chamar a atenção do mundo, pois o Brasil sempre foi um país bastante injusto com os pobres. Contudo, a temporada de escândalos iniciada com o mensalão, que envolveu a própria Casa Civil no aluguel do apoio parlamentar e continuou com o petrolão –o maior escândalo de corrupção da história contemporânea–, revelou um PT que não era percebido. A Operação Lava Jato e a explosão da crise econômica levaram a nação a perder o rumo, mas também revelou a origem dos males do PT. Essa tragédia afeta as instituições mais frágeis, põe em risco as consolidadas e as responsáveis pela manutenção da democracia. Toda crise tem um centro propulsor, um desenvolvimento, um momento destrutivo e uma calmaria durante a qual se avalia a terra arrasada e, então, a tentativa de reconstrução. No Brasil, desmoralizada a prática de uma política social avançada, as possibilidades de recuperação são desalentadoras. Aqui, quando o valor da moeda se ajusta com a realidade, os juros impedem os resultados esperados, assim como a baixa no valor das commodities. Nem a recessão, que já estamos vivendo, consegue baixar os índices da inflação, pois há uma inflação provocada por ajustes, o da energia elétrica, o aumento dos juros e a valorização do dólar. As instabilidades política e econômica não se resolvem numa passeata e levarão a uma baixa sucessiva de nossos índices de credibilidade internacional. O que nós, cidadãos, começamos a perceber é que o período de recuperação será muito longo e será desenvolvido dentro dos padrões mais ortodoxos da economia liberal, praticada na Europa e nos EUA. As perspectivas e as pesquisas de opinião levam a crer que o país será governado por partidos prudentes, representativos de um pensamento temeroso, de perfil de centro direita ou mesmo de direita conservadora. Parece que o mundo não conhece outra receita. Assim, se num longo período a economia se enquadrar nos padrões considerados adequados pelas agências de classificação de risco e pelo FMI, ninguém deste novo poder se lembrará do social. A herança que o PT de Lula e Dilma nos deixa é a de que, apesar de uma recuperação, seremos um país injusto. JORGE DA CUNHA LIMA, 83, escritor e jornalista, é vice-presidente do conselho curador da Fundação Padre Anchieta e colunista do portal iG * PARTICIPAÇÃO Para colaborar, basta enviar e-mail para [email protected]. Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.
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O futuro de um país injustoApós últimos acontecimentos, que culminaram na prisão do ex-ministro José Dirceu, é possível afirmar que o desempenho dos mandatos do PT no governo federal não foi dramático, foi trágico. A situação da economia, da educação ou da segurança é dramática, ou seja, o contexto não ajuda a resolver esses problemas. Já a situação de um país é trágica quando ele se perdeu da própria alma, quando se afastou dos valores que davam sentido à sua existência. No caso do PT a situação ainda é pior, pois o partido desmoralizou, por muitas décadas, os meios para se realizar uma política que sinalizava o desenvolvimento social. Lula definiu o seu primeiro mandato por uma política econômica de respeito aos contratos, seguindo as diretrizes mais ortodoxas de Fernando Henrique Cardoso. Acrescentou a isso uma atuação no social que chegou a chamar a atenção do mundo, pois o Brasil sempre foi um país bastante injusto com os pobres. Contudo, a temporada de escândalos iniciada com o mensalão, que envolveu a própria Casa Civil no aluguel do apoio parlamentar e continuou com o petrolão –o maior escândalo de corrupção da história contemporânea–, revelou um PT que não era percebido. A Operação Lava Jato e a explosão da crise econômica levaram a nação a perder o rumo, mas também revelou a origem dos males do PT. Essa tragédia afeta as instituições mais frágeis, põe em risco as consolidadas e as responsáveis pela manutenção da democracia. Toda crise tem um centro propulsor, um desenvolvimento, um momento destrutivo e uma calmaria durante a qual se avalia a terra arrasada e, então, a tentativa de reconstrução. No Brasil, desmoralizada a prática de uma política social avançada, as possibilidades de recuperação são desalentadoras. Aqui, quando o valor da moeda se ajusta com a realidade, os juros impedem os resultados esperados, assim como a baixa no valor das commodities. Nem a recessão, que já estamos vivendo, consegue baixar os índices da inflação, pois há uma inflação provocada por ajustes, o da energia elétrica, o aumento dos juros e a valorização do dólar. As instabilidades política e econômica não se resolvem numa passeata e levarão a uma baixa sucessiva de nossos índices de credibilidade internacional. O que nós, cidadãos, começamos a perceber é que o período de recuperação será muito longo e será desenvolvido dentro dos padrões mais ortodoxos da economia liberal, praticada na Europa e nos EUA. As perspectivas e as pesquisas de opinião levam a crer que o país será governado por partidos prudentes, representativos de um pensamento temeroso, de perfil de centro direita ou mesmo de direita conservadora. Parece que o mundo não conhece outra receita. Assim, se num longo período a economia se enquadrar nos padrões considerados adequados pelas agências de classificação de risco e pelo FMI, ninguém deste novo poder se lembrará do social. A herança que o PT de Lula e Dilma nos deixa é a de que, apesar de uma recuperação, seremos um país injusto. JORGE DA CUNHA LIMA, 83, escritor e jornalista, é vice-presidente do conselho curador da Fundação Padre Anchieta e colunista do portal iG * PARTICIPAÇÃO Para colaborar, basta enviar e-mail para [email protected]. Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.
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Duplo desgaste
Não surpreendem os baixos índices de popularidade do prefeito Fernando Haddad (PT), registrados na última pesquisa do Datafolha. Praticamente a metade (49%) dos paulistanos considera ruim ou péssimo o seu desempenho. A avaliação negativa, que recuara para 28% em setembro de 2014, alcançou 44% em fevereiro deste ano, subindo cinco pontos desde então. O movimento reflete os humores gerais que se seguiram à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), cobrada pelas promessas descumpridas e encurralada por crises na política e na economia. Como consequência de sua rejeição, Haddad patina em levantamento sobre intenções de voto para o pleito municipal, no ano que vem. Se a disputa fosse hoje, o alcaide teria 12% das preferências, mesmo patamar de Marta Suplicy (PMDB) e José Luiz Datena (PP) –e muito atrás do apresentador e deputado federal Celso Russomanno (PRB), que lidera com 34%. Ademais do claro estigma que hoje representa sua associação com o PT, e com o ex-presidente Lula em particular, Haddad experimenta os efeitos de suas iniciativas na administração municipal. Tendem a ser, contudo, mais polêmicas do que propriamente impopulares. A implantação de ciclovias, por exemplo, ainda conta com 56% de paulistanos a seu favor. O apoio, que chegara a 80% em setembro de 2014, terá caído devido aos exageros de Haddad, afinal com poucas bandeiras a exibir? Pode-se conduzir o raciocínio em outra direção. Talvez parte dos entrevistados tenha preferido rejeitar em bloco o prefeito petista, mesmo se concordando com o acerto em linhas gerais das ciclovias. Outro tema que poderia despertar grande inconformismo é a redução da velocidade máxima dos carros nas principais ruas e avenidas. A população se mostra dividida com relação a essa iniciativa (47% a favor, 47% contra) –mas, num paradoxo, chega a 74% a proporção dos que a consideram eficiente, em maior ou menor medida, na redução de acidentes na cidade. A rejeição de Haddad se mostra maior, portanto, do que a capacidade para apoiar as decisões mais controversas que ele tomou. É que, na verdade, o prefeito pouco fez de tudo o que prometeu na campanha eleitoral, e sobretudo os moradores da periferia sentem cada vez mais o peso desse abandono. A adoção de medidas polêmicas na área do urbanismo não resolve carências bem mais prementes na educação e na saúde. Soa pouco mais que uma desculpa, assim, a vinculação das parcas realizações às dificuldades orçamentárias da cidade –que o governo federal não pôde resolver. O prefeito sofre de dois lados, portanto, com o PT: conhece o desgaste do lulismo, sem as vantagens que este poderia ter-lhe oferecido. Mas não se trata de vítima; à sombra de Lula, e petista desde sempre, Fernando Haddad colhe sua parte no repúdio que se volta contra um apodrecido sistema de poder. [email protected]
opiniao
Duplo desgasteNão surpreendem os baixos índices de popularidade do prefeito Fernando Haddad (PT), registrados na última pesquisa do Datafolha. Praticamente a metade (49%) dos paulistanos considera ruim ou péssimo o seu desempenho. A avaliação negativa, que recuara para 28% em setembro de 2014, alcançou 44% em fevereiro deste ano, subindo cinco pontos desde então. O movimento reflete os humores gerais que se seguiram à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), cobrada pelas promessas descumpridas e encurralada por crises na política e na economia. Como consequência de sua rejeição, Haddad patina em levantamento sobre intenções de voto para o pleito municipal, no ano que vem. Se a disputa fosse hoje, o alcaide teria 12% das preferências, mesmo patamar de Marta Suplicy (PMDB) e José Luiz Datena (PP) –e muito atrás do apresentador e deputado federal Celso Russomanno (PRB), que lidera com 34%. Ademais do claro estigma que hoje representa sua associação com o PT, e com o ex-presidente Lula em particular, Haddad experimenta os efeitos de suas iniciativas na administração municipal. Tendem a ser, contudo, mais polêmicas do que propriamente impopulares. A implantação de ciclovias, por exemplo, ainda conta com 56% de paulistanos a seu favor. O apoio, que chegara a 80% em setembro de 2014, terá caído devido aos exageros de Haddad, afinal com poucas bandeiras a exibir? Pode-se conduzir o raciocínio em outra direção. Talvez parte dos entrevistados tenha preferido rejeitar em bloco o prefeito petista, mesmo se concordando com o acerto em linhas gerais das ciclovias. Outro tema que poderia despertar grande inconformismo é a redução da velocidade máxima dos carros nas principais ruas e avenidas. A população se mostra dividida com relação a essa iniciativa (47% a favor, 47% contra) –mas, num paradoxo, chega a 74% a proporção dos que a consideram eficiente, em maior ou menor medida, na redução de acidentes na cidade. A rejeição de Haddad se mostra maior, portanto, do que a capacidade para apoiar as decisões mais controversas que ele tomou. É que, na verdade, o prefeito pouco fez de tudo o que prometeu na campanha eleitoral, e sobretudo os moradores da periferia sentem cada vez mais o peso desse abandono. A adoção de medidas polêmicas na área do urbanismo não resolve carências bem mais prementes na educação e na saúde. Soa pouco mais que uma desculpa, assim, a vinculação das parcas realizações às dificuldades orçamentárias da cidade –que o governo federal não pôde resolver. O prefeito sofre de dois lados, portanto, com o PT: conhece o desgaste do lulismo, sem as vantagens que este poderia ter-lhe oferecido. Mas não se trata de vítima; à sombra de Lula, e petista desde sempre, Fernando Haddad colhe sua parte no repúdio que se volta contra um apodrecido sistema de poder. [email protected]
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Terror tem como alvo cosmopolitismo de Istambul
O aeroporto Atatürk é uma espécie de vitrine do cosmopolitismo de Istambul, o que o torna alvo preferencial para os dois grupos terroristas que vêm ensanguentando a Turquia, o Estado Islâmico e o PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), um dos quais deve ter sido o responsável pelo ataque ao aeroporto. O que dá características atípicas à situação da Turquia é o fato de que os seus dois inimigos são também inimigos entre si, a ponto de os "peshmerga", os combatentes curdos, serem considerados a força mais ativa no combate aos extremistas islâmicos no Iraque. Que ambos se revezem em ataques à Turquia é natural, primeiro pela posição geográfica do país, fronteiriço com a Síria e, depois, pelo fato de que o governo turco ataca os dois grupos extremistas sem tréguas. Não deve ser coincidência que o ataque desta terça-feira se dê um dia depois de a Turquia ter se reconciliado tanto com Israel, com o qual rompera há seis anos, e com a Rússia, depois da derrubada de um avião russo. Em tese ambos os reatamentos ajudariam na segurança não só da Turquia, mas todo o Grande Oriente Médio, em que Turquia e Israel são importantes atores e a Rússia desempenha papel relevante. Tampouco deve ser coincidência o fato de que o ataque ao aeroporto Atatürk ocorra um dia depois de 36 militantes do EI, acusados pelos atentados de Ancara no ano passado, terem sido condenados a um total de 11.750 anos de prisão. Veja o vídeo O ataque ao aeroporto é uma demonstração de que, faça o que faça, a Turquia não pode sentir-se segura nem com a vizinhança com o Estado Islâmico nem com a guerra com o PKK ainda em aberto, depois do que parecia uma promissora trégua, encerrada há dois anos. A escolha do local do atentado é particularmente simbólica: afeta o setor turístico, economicamente relevante, já abalado pelos atentados anteriores (em maio, houve uma queda de 34,7% na chegada de estrangeiros, em relação a maio de 2015, o maior retrocesso desde os anos 90). Além disso, ataca o que Ali Veshi, da CNN, descreve como "possivelmente a mais cosmopolita e mais populosa área de Istambul" (o Atatürk superou Frankfurt no ano passado, para se tornar o terceiro mais movimentado da Europa). Cosmopolitismo é algo que ofende o primitivismo do Estado Islâmico, mas também agride os curdos, confinados em regiões marginalizadas pelos sucessivos governos da Turquia.
mundo
Terror tem como alvo cosmopolitismo de IstambulO aeroporto Atatürk é uma espécie de vitrine do cosmopolitismo de Istambul, o que o torna alvo preferencial para os dois grupos terroristas que vêm ensanguentando a Turquia, o Estado Islâmico e o PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), um dos quais deve ter sido o responsável pelo ataque ao aeroporto. O que dá características atípicas à situação da Turquia é o fato de que os seus dois inimigos são também inimigos entre si, a ponto de os "peshmerga", os combatentes curdos, serem considerados a força mais ativa no combate aos extremistas islâmicos no Iraque. Que ambos se revezem em ataques à Turquia é natural, primeiro pela posição geográfica do país, fronteiriço com a Síria e, depois, pelo fato de que o governo turco ataca os dois grupos extremistas sem tréguas. Não deve ser coincidência que o ataque desta terça-feira se dê um dia depois de a Turquia ter se reconciliado tanto com Israel, com o qual rompera há seis anos, e com a Rússia, depois da derrubada de um avião russo. Em tese ambos os reatamentos ajudariam na segurança não só da Turquia, mas todo o Grande Oriente Médio, em que Turquia e Israel são importantes atores e a Rússia desempenha papel relevante. Tampouco deve ser coincidência o fato de que o ataque ao aeroporto Atatürk ocorra um dia depois de 36 militantes do EI, acusados pelos atentados de Ancara no ano passado, terem sido condenados a um total de 11.750 anos de prisão. Veja o vídeo O ataque ao aeroporto é uma demonstração de que, faça o que faça, a Turquia não pode sentir-se segura nem com a vizinhança com o Estado Islâmico nem com a guerra com o PKK ainda em aberto, depois do que parecia uma promissora trégua, encerrada há dois anos. A escolha do local do atentado é particularmente simbólica: afeta o setor turístico, economicamente relevante, já abalado pelos atentados anteriores (em maio, houve uma queda de 34,7% na chegada de estrangeiros, em relação a maio de 2015, o maior retrocesso desde os anos 90). Além disso, ataca o que Ali Veshi, da CNN, descreve como "possivelmente a mais cosmopolita e mais populosa área de Istambul" (o Atatürk superou Frankfurt no ano passado, para se tornar o terceiro mais movimentado da Europa). Cosmopolitismo é algo que ofende o primitivismo do Estado Islâmico, mas também agride os curdos, confinados em regiões marginalizadas pelos sucessivos governos da Turquia.
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Os piratas e a náufraga
SÃO PAULO - A disposição de sair à rua e protestar mantém-se firme, a julgar pelo público presente na avenida Paulista neste domingo. Já na avaliação da população brasileira, o quadro para Dilma Rousseff só fez piorar de abril para cá: 71% julgam ruim ou péssimo o seu governo; 8% o consideram ótimo ou bom; 66% querem o impeachment. Na prática o "Fora, Dilma" já ocorreu, pois a presidente deixou de governar. É uma náufraga à deriva em meio aos escombros do primeiro governo. Agarra-se a qualquer objeto que flutue lançado pelos bucaneiros que sustentam sua existência simbólica, enquanto despojam o segundo navio e acotovelam-se pelo timão. Dilma é útil aos piratas porque para ela e seu partido convergem os feixes das frustrações na República. A condição material de vida da população vai piorar ainda mais nos próximos 12 meses. O monstro da corrupção na Petrobras e em outros ramos do Estado ficará mais visível. Esses poderosos vetores concorrerão para a cristalização da impopularidade da presidente e do PT. É confortável, para aliados e adversários presos no labirinto de seu egoísmo, manter uma carcaça presidencial sobre a qual recai por inércia a culpa pelos estragos. Todos os outros atores podem se distanciar da responsabilidade, enquanto pilham o que resta da máquina do Executivo e oneram o futuro do país. Nestes últimos dias a opinião pública se iludiu um pouco mais a respeito do caráter sacrossanto do impeachment. Arraiga-se a impressão de que haveria óbices incontornáveis na legislação para responsabilizar o presidente da República. Não os há. A lei dos crimes de responsabilidade –nos itens sobre probidade e gestão orçamentária e financeira– é ampla o bastante para facultar a abertura do processo. O que existe é uma confluência de interesses políticos, cuja menor preocupação é preservar um mandato obtido nas urnas, a bloquear o caminho por enquanto.
colunas
Os piratas e a náufragaSÃO PAULO - A disposição de sair à rua e protestar mantém-se firme, a julgar pelo público presente na avenida Paulista neste domingo. Já na avaliação da população brasileira, o quadro para Dilma Rousseff só fez piorar de abril para cá: 71% julgam ruim ou péssimo o seu governo; 8% o consideram ótimo ou bom; 66% querem o impeachment. Na prática o "Fora, Dilma" já ocorreu, pois a presidente deixou de governar. É uma náufraga à deriva em meio aos escombros do primeiro governo. Agarra-se a qualquer objeto que flutue lançado pelos bucaneiros que sustentam sua existência simbólica, enquanto despojam o segundo navio e acotovelam-se pelo timão. Dilma é útil aos piratas porque para ela e seu partido convergem os feixes das frustrações na República. A condição material de vida da população vai piorar ainda mais nos próximos 12 meses. O monstro da corrupção na Petrobras e em outros ramos do Estado ficará mais visível. Esses poderosos vetores concorrerão para a cristalização da impopularidade da presidente e do PT. É confortável, para aliados e adversários presos no labirinto de seu egoísmo, manter uma carcaça presidencial sobre a qual recai por inércia a culpa pelos estragos. Todos os outros atores podem se distanciar da responsabilidade, enquanto pilham o que resta da máquina do Executivo e oneram o futuro do país. Nestes últimos dias a opinião pública se iludiu um pouco mais a respeito do caráter sacrossanto do impeachment. Arraiga-se a impressão de que haveria óbices incontornáveis na legislação para responsabilizar o presidente da República. Não os há. A lei dos crimes de responsabilidade –nos itens sobre probidade e gestão orçamentária e financeira– é ampla o bastante para facultar a abertura do processo. O que existe é uma confluência de interesses políticos, cuja menor preocupação é preservar um mandato obtido nas urnas, a bloquear o caminho por enquanto.
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Agronegócio rebate sugestão de sindicalistas para Previdência
O setor agropecuário não gostou nada das sugestões dos sindicalistas para que o governo coloque um fim na cobrança previdenciária diferenciada para as empresas do agronegócio. Se concretizada, será "uma medida de impacto não apenas para o agronegócio mas para todo o Brasil. É um absurdo e uma medida bastante infeliz", diz Marcos Montes (PSD-MG), presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária). É justo que os sindicalistas defendam algumas situações e mostrem ao governo algumas posições, mas não podem mexer em um setor que está dando certo, avalia o presidente da FPA. "Eu entendo a posição deles. Não querem mexer nos seus direitos e nas suas conquistas, mesmo que essas não tenham trazido grandes resultados para o país. O que não podem é atrapalhar as conquistas que estão dando resultados", diz Montes. As centrais sindicais entendem que o fim da cobrança diferenciada para o agronegócio, medida que deverá ser apresentada ao governo, possa ajudar na eliminação do deficit das contas da Previdência. Se efetivada a proposta, o governo deverá decidir entre dois setores de onde veio grande parte do apoio para o afastamento temporário da presidente Dilma Rousseff. Montes diz que o agronegócio, com medidas tomadas no passado, constrói uma agenda positiva para o país. "Não pode ser que, devido à desmontagem que ocorreu em alguns setores, também queiram desmontar o agronegócio", avalia. "Estamos construindo pontes. E essas propostas vêm no sentido de explodi-las." Segundo o deputado, é justa a busca de soluções, mas ela deve visar áreas que não estejam funcionando. Ações positivas, como é o caso do agronegócio, têm de ser incentivadas. Elas acabam refletindo sobre a indústria e o comércio, avalia ele. NOTAS Grãos Após várias altas, as commodities agrícolas tiveram recuo de preços nesta terça-feira (31) em Chicago. A queda ocorre devido à realização de lucros efetuada pelos fundos de investimentos que atuam no setor. Amor à causa 1 O consumo de etanol vem tendo intensa queda nos últimos anos no Estado de Amapá. Nos quatro primeiros meses deste ano, foram consumidos 50% menos etanol do que em igual período de 2015. Amor à causa 2 Essa queda se justifica pela perda de paridade do etanol em relação à gasolina. O consumidor que optar pelo etanol paga mais pelo produto do que pela gasolina. A paridade é de 105%. Leite A queda na produção de leite, devido à entressafra, força uma alta nos preços do produto. No mês passado, o preço do leite recebido pelo produtor (sem frete e impostos) teve alta de 4,5% em relação ao de abril. Valor O litro foi comercializado a R$ 1,1571, em média, uma alta de 14,3% em relação a maio de 2015, em temos reais. Oferta O índice de captação de leite do Cepea registrou queda de 3,38% em abril nos sete Estados pesquisados. A maior queda ocorreu na região Sul, onde o recuo foi de 7% no Rio Grande do Sul, de 6% em Santa Catarina e de 1% no Paraná.
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Agronegócio rebate sugestão de sindicalistas para PrevidênciaO setor agropecuário não gostou nada das sugestões dos sindicalistas para que o governo coloque um fim na cobrança previdenciária diferenciada para as empresas do agronegócio. Se concretizada, será "uma medida de impacto não apenas para o agronegócio mas para todo o Brasil. É um absurdo e uma medida bastante infeliz", diz Marcos Montes (PSD-MG), presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária). É justo que os sindicalistas defendam algumas situações e mostrem ao governo algumas posições, mas não podem mexer em um setor que está dando certo, avalia o presidente da FPA. "Eu entendo a posição deles. Não querem mexer nos seus direitos e nas suas conquistas, mesmo que essas não tenham trazido grandes resultados para o país. O que não podem é atrapalhar as conquistas que estão dando resultados", diz Montes. As centrais sindicais entendem que o fim da cobrança diferenciada para o agronegócio, medida que deverá ser apresentada ao governo, possa ajudar na eliminação do deficit das contas da Previdência. Se efetivada a proposta, o governo deverá decidir entre dois setores de onde veio grande parte do apoio para o afastamento temporário da presidente Dilma Rousseff. Montes diz que o agronegócio, com medidas tomadas no passado, constrói uma agenda positiva para o país. "Não pode ser que, devido à desmontagem que ocorreu em alguns setores, também queiram desmontar o agronegócio", avalia. "Estamos construindo pontes. E essas propostas vêm no sentido de explodi-las." Segundo o deputado, é justa a busca de soluções, mas ela deve visar áreas que não estejam funcionando. Ações positivas, como é o caso do agronegócio, têm de ser incentivadas. Elas acabam refletindo sobre a indústria e o comércio, avalia ele. NOTAS Grãos Após várias altas, as commodities agrícolas tiveram recuo de preços nesta terça-feira (31) em Chicago. A queda ocorre devido à realização de lucros efetuada pelos fundos de investimentos que atuam no setor. Amor à causa 1 O consumo de etanol vem tendo intensa queda nos últimos anos no Estado de Amapá. Nos quatro primeiros meses deste ano, foram consumidos 50% menos etanol do que em igual período de 2015. Amor à causa 2 Essa queda se justifica pela perda de paridade do etanol em relação à gasolina. O consumidor que optar pelo etanol paga mais pelo produto do que pela gasolina. A paridade é de 105%. Leite A queda na produção de leite, devido à entressafra, força uma alta nos preços do produto. No mês passado, o preço do leite recebido pelo produtor (sem frete e impostos) teve alta de 4,5% em relação ao de abril. Valor O litro foi comercializado a R$ 1,1571, em média, uma alta de 14,3% em relação a maio de 2015, em temos reais. Oferta O índice de captação de leite do Cepea registrou queda de 3,38% em abril nos sete Estados pesquisados. A maior queda ocorreu na região Sul, onde o recuo foi de 7% no Rio Grande do Sul, de 6% em Santa Catarina e de 1% no Paraná.
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Hoje na TV: B. Dortmund x Bayern, pelo Alemão
7h30 - Roma x Napoli, Italiano, Fox Sports 8h30 - Arsenal x Liverpool, Inglês, ESPN Brasil 8h30 - Copa do Mundo de ginástica artística, etapa da Eslovênia, SporTV 10h - Palermo x Milan, Italiano, ESPN 10h - Cagliari x Lazio, Italiano, Fox Sports 2 10h - Police x Busto Arsizio, Europeu fem. de vôlei, Bandsports 10h30 - Leverkusen x Hamburgo, Alemão, ESPN + 11h - Manchester United x Aston Villa, Inglês, ESPN Brasil 11h - West Bromwich x QPR, Inglês, Fox Sports 11h - Maranhão x Americana, Liga de Basquete Feminino, SporTV 2 11h30 - Sesi x Osasco, Superliga fem. de vôlei, SporTV 12h - Guingamp x Lyon, Francês, ESPN e SporTV 3 13h - Benfica x Nacional, Português, SporTV 2 13h30 - B. Dortmund x Bayern, Alemão, ESPN Brasil 13h30 - Chelsea x Stoke City, Inglês, Fox Sports 13h30 - Fiorentina x Sampdoria, Italiano, Fox Sports 2 13h30 - Northampton x Clermont, Europeu de rúgbi, ESPN + 14h - Torneio fem. de Miami, tênis, Bandsports 14h - Stock Car, treino classificatório da etapa de Ribeirão Preto, SporTV 15h45 - Twente x PSV, Holandês, ESPN 16h - Juventus x Empoli, Italiano, ESPN Brasil 16h - Chicago Fire x Toronto, Americano, SporTV 2 16h - F-E, treino de classificação para a etapa de Long Beach, Fox Sports 16h15 - Paços Ferreira x Sporting, Português, SporTV 17h - Málaga x Real Sociedad, Espanhol, ESPN + 18h - Bahia x Corinthians, Copa do Brasil sub-17, ESPN Brasil 18h30 - Vasco x São Paulo, Copa do Brasil sub-17, SporTV 19h - Michigan State x Duke, basquete universitário, Bandsports e ESPN 19h30 - F-E, etapa de Long Beach, Fox Sports 2 20h30 - F. Lauderdale x NY Cosmos, Americano (liga alternativa), ESPN + e SporTV 2 21h - Memphis Grizzlies x Washington Wizards, NBA, SporTV 3 21h30 - Minas x Rio de Janeiro, Superliga fem. de vôlei, SporTV 21h30 - Wisconsin x Kentucky, basquete universitário, Bandsports e ESPN 23h - Vancouver x LA Galaxy, Americano, SporTV 2
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Hoje na TV: B. Dortmund x Bayern, pelo Alemão7h30 - Roma x Napoli, Italiano, Fox Sports 8h30 - Arsenal x Liverpool, Inglês, ESPN Brasil 8h30 - Copa do Mundo de ginástica artística, etapa da Eslovênia, SporTV 10h - Palermo x Milan, Italiano, ESPN 10h - Cagliari x Lazio, Italiano, Fox Sports 2 10h - Police x Busto Arsizio, Europeu fem. de vôlei, Bandsports 10h30 - Leverkusen x Hamburgo, Alemão, ESPN + 11h - Manchester United x Aston Villa, Inglês, ESPN Brasil 11h - West Bromwich x QPR, Inglês, Fox Sports 11h - Maranhão x Americana, Liga de Basquete Feminino, SporTV 2 11h30 - Sesi x Osasco, Superliga fem. de vôlei, SporTV 12h - Guingamp x Lyon, Francês, ESPN e SporTV 3 13h - Benfica x Nacional, Português, SporTV 2 13h30 - B. Dortmund x Bayern, Alemão, ESPN Brasil 13h30 - Chelsea x Stoke City, Inglês, Fox Sports 13h30 - Fiorentina x Sampdoria, Italiano, Fox Sports 2 13h30 - Northampton x Clermont, Europeu de rúgbi, ESPN + 14h - Torneio fem. de Miami, tênis, Bandsports 14h - Stock Car, treino classificatório da etapa de Ribeirão Preto, SporTV 15h45 - Twente x PSV, Holandês, ESPN 16h - Juventus x Empoli, Italiano, ESPN Brasil 16h - Chicago Fire x Toronto, Americano, SporTV 2 16h - F-E, treino de classificação para a etapa de Long Beach, Fox Sports 16h15 - Paços Ferreira x Sporting, Português, SporTV 17h - Málaga x Real Sociedad, Espanhol, ESPN + 18h - Bahia x Corinthians, Copa do Brasil sub-17, ESPN Brasil 18h30 - Vasco x São Paulo, Copa do Brasil sub-17, SporTV 19h - Michigan State x Duke, basquete universitário, Bandsports e ESPN 19h30 - F-E, etapa de Long Beach, Fox Sports 2 20h30 - F. Lauderdale x NY Cosmos, Americano (liga alternativa), ESPN + e SporTV 2 21h - Memphis Grizzlies x Washington Wizards, NBA, SporTV 3 21h30 - Minas x Rio de Janeiro, Superliga fem. de vôlei, SporTV 21h30 - Wisconsin x Kentucky, basquete universitário, Bandsports e ESPN 23h - Vancouver x LA Galaxy, Americano, SporTV 2
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Bairros da Zona Leste concentram escolas técnicas de ponta
EVERTON LOPES BATISTA DE SÃO PAULO A zona leste, área mais populosa de São Paulo, tem a maior concentração de Etecs (escolas técnicas mantidas pelo Estado) do município e também os cursos mais procurados nessas instituições. Das 44 escolas do tipo na cidade, que oferecem cursos de nível técnico e médio gratuitamente, 17, ou 40%, estão na região, que concentra 30% da população paulistana. No total, são cerca de 17 mil estudantes matriculados. "A presença das Etecs é justificada pelo grande volume populacional e pela necessidade de formar mão de obra qualificada para empresas da área", diz Aguinaldo Silva Garcez, assessor técnico do Centro Paula Souza, que administra as escolas. Nos últimos anos, o número de Etecs na zona leste mais que dobrou: eram apenas sete unidades em 2007. A demanda, porém, continua alta. O curso de mecatrônica integrado ao ensino médio da Etec Martin Luther King, no Tatuapé, foi o mais concorrido entre todos os cursos das Etecs da cidade no último processo seletivo, no início de 2016, com 24 candidatos para cada vaga. Em segundo, ficou o curso de informática da Etec Zona Leste, no bairro Cidade Antonio Estevão de Carvalho, com 19 candidatos por vaga. O desempenho das Etecs da zona leste também colabora para aumentar a procura: sete delas estão entre as 20 melhores escolas públicas da cidade, de acordo com dados do Enem de 2015. Sobre a abertura de novas escolas na região, Garcez diz que estão em andamento estudos de viabilidade técnica para criação de mais duas unidades, uma no Jardim Pantanal e outra no Itaim Paulista. DESENVOLVIMENTO O Senac está na zona leste com quatro unidades que oferecem cursos de nível técnico e de formação profissional. A unidade do Tatuapé sozinha tem mais de mil cursos de curta a longa duração durante o ano, e cerca de 40 de nível técnico. "Esses cursos promovem o desenvolvimento da região, elevando o índice de empregabilidade e a capacidade de empreender dos alunos", diz Guilherme Vilella, gerente do Senac Tatuapé. A empresária Laine Gimenez, 42, acabara de abrir uma cafeteria no Shopping Center Penha quando decidiu fazer o curso de barista no Senac do bairro, a menos de 1 km do estabelecimento. "O curso me deu conhecimento técnico, me preparou para oferecer um serviço melhor", afirma.
sobretudo
Bairros da Zona Leste concentram escolas técnicas de ponta EVERTON LOPES BATISTA DE SÃO PAULO A zona leste, área mais populosa de São Paulo, tem a maior concentração de Etecs (escolas técnicas mantidas pelo Estado) do município e também os cursos mais procurados nessas instituições. Das 44 escolas do tipo na cidade, que oferecem cursos de nível técnico e médio gratuitamente, 17, ou 40%, estão na região, que concentra 30% da população paulistana. No total, são cerca de 17 mil estudantes matriculados. "A presença das Etecs é justificada pelo grande volume populacional e pela necessidade de formar mão de obra qualificada para empresas da área", diz Aguinaldo Silva Garcez, assessor técnico do Centro Paula Souza, que administra as escolas. Nos últimos anos, o número de Etecs na zona leste mais que dobrou: eram apenas sete unidades em 2007. A demanda, porém, continua alta. O curso de mecatrônica integrado ao ensino médio da Etec Martin Luther King, no Tatuapé, foi o mais concorrido entre todos os cursos das Etecs da cidade no último processo seletivo, no início de 2016, com 24 candidatos para cada vaga. Em segundo, ficou o curso de informática da Etec Zona Leste, no bairro Cidade Antonio Estevão de Carvalho, com 19 candidatos por vaga. O desempenho das Etecs da zona leste também colabora para aumentar a procura: sete delas estão entre as 20 melhores escolas públicas da cidade, de acordo com dados do Enem de 2015. Sobre a abertura de novas escolas na região, Garcez diz que estão em andamento estudos de viabilidade técnica para criação de mais duas unidades, uma no Jardim Pantanal e outra no Itaim Paulista. DESENVOLVIMENTO O Senac está na zona leste com quatro unidades que oferecem cursos de nível técnico e de formação profissional. A unidade do Tatuapé sozinha tem mais de mil cursos de curta a longa duração durante o ano, e cerca de 40 de nível técnico. "Esses cursos promovem o desenvolvimento da região, elevando o índice de empregabilidade e a capacidade de empreender dos alunos", diz Guilherme Vilella, gerente do Senac Tatuapé. A empresária Laine Gimenez, 42, acabara de abrir uma cafeteria no Shopping Center Penha quando decidiu fazer o curso de barista no Senac do bairro, a menos de 1 km do estabelecimento. "O curso me deu conhecimento técnico, me preparou para oferecer um serviço melhor", afirma.
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Conflitos sob o teto
Ao longo de três décadas, a partir da restauração da democracia, as tensões políticas e sociais de um Brasil desigual ao extremo foram amortecidas por meio da expansão contínua do Orçamento público. Inflaram-se as despesas do governo para responder aos anseios da maioria votante, pobre ou remediada. Também contemplaram-se interesses, legítimos, de grupos influentes como corporações estatais e empresários. Não faltaram os cargos e favores para cimentar coalizões parlamentares. De início, tal processo esteve encoberto pela hiperinflação, que tornava sem valor o dinheiro. Após o Plano Real, a gestão tucana elevou os impostos para acomodar a escalada dos desembolsos. Com mais sorte, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) valeu-se do crescimento da economia e da arrecadação, que lhe permitiu contentar as múltiplas clientelas do Estado. Exauridos os três sustentáculos —inflação elevada, alta da carga tributária e bonança econômica—, o agigantamento orçamentário prosseguiu, graças a engodos de contabilidade, até seu colapso, que levou de roldão o mandato da petista Dilma Rousseff. A recapitulação presta-se a demonstrar que as implicações do teto ora fixado para o gasto federal, a vigorar ao menos até 2026, transcendem a meta de evitar a explosão da dívida pública. Uma pequena amostra da nova realidade pode ser observada, neste momento, na decisão do Executivo de elevar em R$ 3,1 bilhões os desembolsos deste ano —o que não desrespeitará o limite legal. O montante, uma esmola em meio a um Orçamento de R$ 1,3 trilhão (cifra que exclui os juros da dívida), é disputado avidamente na Esplanada brasiliense. Aguardam-se medidas urgentes de defesa civil com a seca no Nordeste; precisa-se recompor a aplicação mínima de verbas em saúde; há que atenuar a míngua dos investimentos em infraestrutura. Contendas do gênero sempre existiram, mas se davam em um contexto de despesas em alta permanente; atendia-se um hoje, outro amanhã, um terceiro mais adiante. Agora, o ganho de um significará perda para os demais. Os conflitos tendem a acirrar-se, o que exigirá dos governantes a coragem de arbitrar prioridades; trata-se, aliás, do que deve acontecer em toda democracia. No Brasil de carências e poderes tão heterogêneos, entretanto, tal costume ainda não foi submetido a voto. [email protected]
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Conflitos sob o tetoAo longo de três décadas, a partir da restauração da democracia, as tensões políticas e sociais de um Brasil desigual ao extremo foram amortecidas por meio da expansão contínua do Orçamento público. Inflaram-se as despesas do governo para responder aos anseios da maioria votante, pobre ou remediada. Também contemplaram-se interesses, legítimos, de grupos influentes como corporações estatais e empresários. Não faltaram os cargos e favores para cimentar coalizões parlamentares. De início, tal processo esteve encoberto pela hiperinflação, que tornava sem valor o dinheiro. Após o Plano Real, a gestão tucana elevou os impostos para acomodar a escalada dos desembolsos. Com mais sorte, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) valeu-se do crescimento da economia e da arrecadação, que lhe permitiu contentar as múltiplas clientelas do Estado. Exauridos os três sustentáculos —inflação elevada, alta da carga tributária e bonança econômica—, o agigantamento orçamentário prosseguiu, graças a engodos de contabilidade, até seu colapso, que levou de roldão o mandato da petista Dilma Rousseff. A recapitulação presta-se a demonstrar que as implicações do teto ora fixado para o gasto federal, a vigorar ao menos até 2026, transcendem a meta de evitar a explosão da dívida pública. Uma pequena amostra da nova realidade pode ser observada, neste momento, na decisão do Executivo de elevar em R$ 3,1 bilhões os desembolsos deste ano —o que não desrespeitará o limite legal. O montante, uma esmola em meio a um Orçamento de R$ 1,3 trilhão (cifra que exclui os juros da dívida), é disputado avidamente na Esplanada brasiliense. Aguardam-se medidas urgentes de defesa civil com a seca no Nordeste; precisa-se recompor a aplicação mínima de verbas em saúde; há que atenuar a míngua dos investimentos em infraestrutura. Contendas do gênero sempre existiram, mas se davam em um contexto de despesas em alta permanente; atendia-se um hoje, outro amanhã, um terceiro mais adiante. Agora, o ganho de um significará perda para os demais. Os conflitos tendem a acirrar-se, o que exigirá dos governantes a coragem de arbitrar prioridades; trata-se, aliás, do que deve acontecer em toda democracia. No Brasil de carências e poderes tão heterogêneos, entretanto, tal costume ainda não foi submetido a voto. [email protected]
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Meta menor inibe inflação, dizem analistas
Ainda que o Brasil esteja distante das distorções que marcaram o período de hiperinflação, a percepção de boa parte dos economistas é que os preços num período mais longo estacionaram em um nível alto se comparado a países semelhantes, e a redução da meta de inflação seria um poderoso remédio para corrigir o problema. A expectativa de economistas é que a meta de inflação (IPCA), hoje em 4,5%, caia ao menos para 4,25%, aproveitando um ambiente inédito para reduzi-la. A inflação, dizem, sempre foi entregue muito próxima do teto, com exceções em 2006, 2007 e 2009. A discussão sobre reduzir a meta voltou ao centro do debate econômico porque na quinta (29) o Conselho Monetário Nacional vai se reunir para decidir o número de 2019. Ex-diretor de Política Econômica do BC e um dos maiores especialistas sobre o tema, o atual economista-chefe do Itaú Unibanco, Mario Mesquita, diz que, na maioria dos países com regime de política monetária semelhante ao nosso, a meta de inflação fica entre 2% e 3% ao ano, inclusive na América Latina. "Por aqui, temos perseguido, com dedicação cambiante e êxito limitado, uma meta muito maior, de 4,5%, desde 2005", diz. Segundo Mesquita, expectativas bem ancoradas e a queda recente e disseminada da inflação criam uma boa oportunidade para tentar perenizar patamares inflacionários inferiores, mais próximos aos internacionais. Mesmo com a volta do crescimento, diz ele, que nem sequer chega a ser consenso entre os analistas, o elevado grau de ociosidade da economia e, em particular, a piora nas condições do mercado de trabalho continuarão exercendo pressão desinflacionária ao longo de 2018. O BTG Pactual ressalta a trajetória de queda da inflação, que chega a 4,3% nos 12 meses encerrados no segundo trimestre de 2019, segundo o Relatório de Inflação. O movimento, diz a equipe liderada por Eduardo Loyo, ex-diretor do BC, justifica que a meta fique onde está em 2018, mas caia no ano seguinte. A expectativa é que ela chegue a 4,25% em 2019. O sistema de metas de inflação foi estabelecido em 1999 no Brasil, com o objetivo de dar previsibilidade ao mercado e, com isso, manter a inflação controlada. Segundo estudo do Credit Suisse, entre 30 países que reduziram o centro da meta em algum momento durante o regime, 70% apresentaram patamar de inflação menor, próximo ao centro do novo alvo. Considerando apenas países que implementaram o regime de metas antes de 2010 (23 países), 78% mantiveram a inflação inferior ao período anterior à mudança de meta. Ex-diretor do BC, Tony Volpon diz que a meta para 2019 deveria ser reduzida para 4%. Para o economista-chefe do UBS, como hoje fatores conjunturais levam à queda da inflação, uma meta menor vai servir como ponto de convergência quando esses fatores se dissiparem no tempo. Gustavo Arruda, do BNP Paribas, diz que, em um cenário no qual as expectativas já estão apontando para inflação abaixo de 4,5% neste e nos próximos anos, não alterar a meta pode ser custoso. Não é o que pensa Aloisio Araújo, ex-consultor do BC e professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) e do Impa. Segundo ele, as condições para a redução da meta não estão associadas apenas à credibilidade do BC ou ao fato de a inflação corrente estar mais baixa, mas também à questão fiscal. E os países que se assemelham ao Brasil e têm meta menor, diz, também têm uma situação fiscal mais robusta. DEFESA DIFÍCIL Estudo de 2014 de Araújo feito com Tiago Berriel, hoje diretor de assuntos internacionais do BC, aponta que não convém a países com situação fiscal frágil, como o Brasil, e que podem ainda enfrentar situações de instabilidade política, ter meta de inflação muito baixa porque seria mais difícil defendê-la. Na mesma linha, o ex-diretor de Política Econômica do BC Sergio Werlang diz que alguns aspectos da economia local fazem com que o país tenha uma inflação um pouco mais alta. E, em situações nas quais é preciso reduzir gastos, ela acaba funcionando como instrumento de ajuste. "Como não pode reduzir salários de funcionários públicos, por exemplo, o país precisa de uma inflação um pouco maior para reduzir gastos em termos reais", diz. Mais cético, o Credit Suisse diz que, independentemente da meta estabelecida, o insucesso no processo de consolidação fiscal reconduziria a economia a um ambiente de inflação elevada e recessão.
mercado
Meta menor inibe inflação, dizem analistasAinda que o Brasil esteja distante das distorções que marcaram o período de hiperinflação, a percepção de boa parte dos economistas é que os preços num período mais longo estacionaram em um nível alto se comparado a países semelhantes, e a redução da meta de inflação seria um poderoso remédio para corrigir o problema. A expectativa de economistas é que a meta de inflação (IPCA), hoje em 4,5%, caia ao menos para 4,25%, aproveitando um ambiente inédito para reduzi-la. A inflação, dizem, sempre foi entregue muito próxima do teto, com exceções em 2006, 2007 e 2009. A discussão sobre reduzir a meta voltou ao centro do debate econômico porque na quinta (29) o Conselho Monetário Nacional vai se reunir para decidir o número de 2019. Ex-diretor de Política Econômica do BC e um dos maiores especialistas sobre o tema, o atual economista-chefe do Itaú Unibanco, Mario Mesquita, diz que, na maioria dos países com regime de política monetária semelhante ao nosso, a meta de inflação fica entre 2% e 3% ao ano, inclusive na América Latina. "Por aqui, temos perseguido, com dedicação cambiante e êxito limitado, uma meta muito maior, de 4,5%, desde 2005", diz. Segundo Mesquita, expectativas bem ancoradas e a queda recente e disseminada da inflação criam uma boa oportunidade para tentar perenizar patamares inflacionários inferiores, mais próximos aos internacionais. Mesmo com a volta do crescimento, diz ele, que nem sequer chega a ser consenso entre os analistas, o elevado grau de ociosidade da economia e, em particular, a piora nas condições do mercado de trabalho continuarão exercendo pressão desinflacionária ao longo de 2018. O BTG Pactual ressalta a trajetória de queda da inflação, que chega a 4,3% nos 12 meses encerrados no segundo trimestre de 2019, segundo o Relatório de Inflação. O movimento, diz a equipe liderada por Eduardo Loyo, ex-diretor do BC, justifica que a meta fique onde está em 2018, mas caia no ano seguinte. A expectativa é que ela chegue a 4,25% em 2019. O sistema de metas de inflação foi estabelecido em 1999 no Brasil, com o objetivo de dar previsibilidade ao mercado e, com isso, manter a inflação controlada. Segundo estudo do Credit Suisse, entre 30 países que reduziram o centro da meta em algum momento durante o regime, 70% apresentaram patamar de inflação menor, próximo ao centro do novo alvo. Considerando apenas países que implementaram o regime de metas antes de 2010 (23 países), 78% mantiveram a inflação inferior ao período anterior à mudança de meta. Ex-diretor do BC, Tony Volpon diz que a meta para 2019 deveria ser reduzida para 4%. Para o economista-chefe do UBS, como hoje fatores conjunturais levam à queda da inflação, uma meta menor vai servir como ponto de convergência quando esses fatores se dissiparem no tempo. Gustavo Arruda, do BNP Paribas, diz que, em um cenário no qual as expectativas já estão apontando para inflação abaixo de 4,5% neste e nos próximos anos, não alterar a meta pode ser custoso. Não é o que pensa Aloisio Araújo, ex-consultor do BC e professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) e do Impa. Segundo ele, as condições para a redução da meta não estão associadas apenas à credibilidade do BC ou ao fato de a inflação corrente estar mais baixa, mas também à questão fiscal. E os países que se assemelham ao Brasil e têm meta menor, diz, também têm uma situação fiscal mais robusta. DEFESA DIFÍCIL Estudo de 2014 de Araújo feito com Tiago Berriel, hoje diretor de assuntos internacionais do BC, aponta que não convém a países com situação fiscal frágil, como o Brasil, e que podem ainda enfrentar situações de instabilidade política, ter meta de inflação muito baixa porque seria mais difícil defendê-la. Na mesma linha, o ex-diretor de Política Econômica do BC Sergio Werlang diz que alguns aspectos da economia local fazem com que o país tenha uma inflação um pouco mais alta. E, em situações nas quais é preciso reduzir gastos, ela acaba funcionando como instrumento de ajuste. "Como não pode reduzir salários de funcionários públicos, por exemplo, o país precisa de uma inflação um pouco maior para reduzir gastos em termos reais", diz. Mais cético, o Credit Suisse diz que, independentemente da meta estabelecida, o insucesso no processo de consolidação fiscal reconduziria a economia a um ambiente de inflação elevada e recessão.
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Rodolfo Lucena: Corredor morre durante a meia maratona de Lisboa
Um corredor alemão morreu neste domingo durante a meia maratona de Lisboa. Ele passou mal durante a prova, foi atendido ainda no percurso e encaminhado a um hospital, onde não resistiu. Ainda sem muitos detalhes sobre a identidade do atleta ... Leia post completo no blog
esporte
Rodolfo Lucena: Corredor morre durante a meia maratona de LisboaUm corredor alemão morreu neste domingo durante a meia maratona de Lisboa. Ele passou mal durante a prova, foi atendido ainda no percurso e encaminhado a um hospital, onde não resistiu. Ainda sem muitos detalhes sobre a identidade do atleta ... Leia post completo no blog
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Microsoft deve mostrar mais do Windows 10 em evento nesta quarta
A Microsoft vai usar um evento às 15h de Brasília nesta quarta (21) para apresentar uma amostra mais ampla da próxima versão do Windows. A companhia planeja demonstrar novas capacidades do próximo sistema operacional de topo de linha –e possivelmente um navegador de internet melhorado e mais uso da assistente digital operada por voz da empresa, chamada de Cortana. Os executivos também mostrarão como o novo Windows foi projetado para prover uma experiência mais consistente, em uma plataforma comum para aplicativos de diferentes dispositivos, de PCs a tablets, smartphones e até o videogame Xbox. A empresa convidou jornalistas e analistas do segmento para o evento em sua sede, em Redmond, Estado de Washington (EUA). Satya Nadella, o presidente-executivo, planeja falar sobre o novo sistema e a batalha da empresa para continuar relevante na atualidade, em que usuários de PC mais e mais trocam suas máquinas por aparelhos portáteis e apps de web. A Microsoft deu apenas uma previsão limitada do Windows 10 nos últimos meses. As apostas são arriscadas para a Microsoft. A última edição do Windows deixou alguns usuários frustrados com uma interface tida como difícil de usar. A companhia quer convencer, agora, com layout geral mais familiar. O novo Windows 10 lembrará versões anteriores do sistema para PCs, ainda que tenha funções adicionais que automaticamente estarão nos aparelhos controlados pelo toque na tela, como tablets ou computadores "tudo-em-um". "Não há como dizer quão importante este evento é para a Microsoft", disse o analista do Gartner Brian Blau. "Eles posicionaram o Windows 10 como solução para todo problema criado com o [atual] Windows 8." Não haverá Windows 9. A empresa saltou um número na nomenclatura, acredita-se que para destacar o tamanho do salto entre as versões.
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Microsoft deve mostrar mais do Windows 10 em evento nesta quartaA Microsoft vai usar um evento às 15h de Brasília nesta quarta (21) para apresentar uma amostra mais ampla da próxima versão do Windows. A companhia planeja demonstrar novas capacidades do próximo sistema operacional de topo de linha –e possivelmente um navegador de internet melhorado e mais uso da assistente digital operada por voz da empresa, chamada de Cortana. Os executivos também mostrarão como o novo Windows foi projetado para prover uma experiência mais consistente, em uma plataforma comum para aplicativos de diferentes dispositivos, de PCs a tablets, smartphones e até o videogame Xbox. A empresa convidou jornalistas e analistas do segmento para o evento em sua sede, em Redmond, Estado de Washington (EUA). Satya Nadella, o presidente-executivo, planeja falar sobre o novo sistema e a batalha da empresa para continuar relevante na atualidade, em que usuários de PC mais e mais trocam suas máquinas por aparelhos portáteis e apps de web. A Microsoft deu apenas uma previsão limitada do Windows 10 nos últimos meses. As apostas são arriscadas para a Microsoft. A última edição do Windows deixou alguns usuários frustrados com uma interface tida como difícil de usar. A companhia quer convencer, agora, com layout geral mais familiar. O novo Windows 10 lembrará versões anteriores do sistema para PCs, ainda que tenha funções adicionais que automaticamente estarão nos aparelhos controlados pelo toque na tela, como tablets ou computadores "tudo-em-um". "Não há como dizer quão importante este evento é para a Microsoft", disse o analista do Gartner Brian Blau. "Eles posicionaram o Windows 10 como solução para todo problema criado com o [atual] Windows 8." Não haverá Windows 9. A empresa saltou um número na nomenclatura, acredita-se que para destacar o tamanho do salto entre as versões.
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Abecedário: Em universidades 'top', quem não empreende é 'loser'
Já escrevi sobre isso: no Brasil, escolas e universidades não preparam seus estudantes para inovar e empreender, mas sim para que consigam bons empregos. Ok, disso já sabemos. O que não sabemos é como, então, as universidades 'top' estimulam seus alunos para que ... Leia post completo no blog
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Abecedário: Em universidades 'top', quem não empreende é 'loser'Já escrevi sobre isso: no Brasil, escolas e universidades não preparam seus estudantes para inovar e empreender, mas sim para que consigam bons empregos. Ok, disso já sabemos. O que não sabemos é como, então, as universidades 'top' estimulam seus alunos para que ... Leia post completo no blog
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Venezuela envia militares a região disputada e causa protesto da Guiana
As Forças Armadas da Venezuela enviaram nesta terça-feira (22) milhares de soldados à fronteira com a Guiana, no leste do país. A movimentação perto da área disputada entre os dois países levou a protesto do vizinho. As atividades militares acontecem um dia após a Guiana ameaçar levar a disputa pela região de Essequibo à Corte Internacional de Justiça por considerar esgotados os esforços da ONU para resolver o conflito. Essequibo De acordo com o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, as tropas realizam um exercício militar. "Fazemos um exercício de deslocamento operacional. (...) Estamos nos preparando em todas as frentes." O anúncio do ministro é feito minutos depois de o presidente da Guiana, David Granger, reclamar do reforço militar na fronteira. Para ele, seu colega Nicolás Maduro segue um rumo perigoso ao evitar uma solução pacífica. "Achamos que a Venezuela está tomando neste ponto um caminho perigoso em vez de buscar uma solução pacífica para o assunto. A Venezuela parece seguir um rumo ofensivo e agressivo." Granger busca o apoio de países da América antes de se pronunciar sobre a disputa pela região de Essequibo na Assembleia-Geral da ONU, em discurso previsto para a próxima sexta-feira (25). Nele, defenderá que os limites entre os dois países foram acertados no tratado assinado entre a Venezuela e o Reino Unido em 1899. Caracas afirma que o documento foi fraudado para beneficiar na época aos britânicos. VOLTA A disputa fronteiriça entre Venezuela e Guiana foi reativada no final de maio depois que a companhia Exxon Mobil descobriu uma jazida de petróleo no litoral de Essequibo. O tema foi colocado em segundo plano em agosto quando o governo de Nicolás Maduro decidiu fechar sua fronteira oeste com a Colômbia, sob a alegação da atividade de grupos paramilitares e contrabando. A questão começou a ser resolvida na segunda (21) depois de reunião entre Maduro e o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, mediada pelo Equador e o Uruguai. Um dos pontos é a abertura progressiva da fronteira. A oposição ao chavista e outros críticos estrangeiros acusam o mandatário de usar as crises diplomáticas para poder ganhar as eleições parlamentares de dezembro.
mundo
Venezuela envia militares a região disputada e causa protesto da GuianaAs Forças Armadas da Venezuela enviaram nesta terça-feira (22) milhares de soldados à fronteira com a Guiana, no leste do país. A movimentação perto da área disputada entre os dois países levou a protesto do vizinho. As atividades militares acontecem um dia após a Guiana ameaçar levar a disputa pela região de Essequibo à Corte Internacional de Justiça por considerar esgotados os esforços da ONU para resolver o conflito. Essequibo De acordo com o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, as tropas realizam um exercício militar. "Fazemos um exercício de deslocamento operacional. (...) Estamos nos preparando em todas as frentes." O anúncio do ministro é feito minutos depois de o presidente da Guiana, David Granger, reclamar do reforço militar na fronteira. Para ele, seu colega Nicolás Maduro segue um rumo perigoso ao evitar uma solução pacífica. "Achamos que a Venezuela está tomando neste ponto um caminho perigoso em vez de buscar uma solução pacífica para o assunto. A Venezuela parece seguir um rumo ofensivo e agressivo." Granger busca o apoio de países da América antes de se pronunciar sobre a disputa pela região de Essequibo na Assembleia-Geral da ONU, em discurso previsto para a próxima sexta-feira (25). Nele, defenderá que os limites entre os dois países foram acertados no tratado assinado entre a Venezuela e o Reino Unido em 1899. Caracas afirma que o documento foi fraudado para beneficiar na época aos britânicos. VOLTA A disputa fronteiriça entre Venezuela e Guiana foi reativada no final de maio depois que a companhia Exxon Mobil descobriu uma jazida de petróleo no litoral de Essequibo. O tema foi colocado em segundo plano em agosto quando o governo de Nicolás Maduro decidiu fechar sua fronteira oeste com a Colômbia, sob a alegação da atividade de grupos paramilitares e contrabando. A questão começou a ser resolvida na segunda (21) depois de reunião entre Maduro e o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, mediada pelo Equador e o Uruguai. Um dos pontos é a abertura progressiva da fronteira. A oposição ao chavista e outros críticos estrangeiros acusam o mandatário de usar as crises diplomáticas para poder ganhar as eleições parlamentares de dezembro.
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Barrios rescinde com o Palmeiras e acerta contrato com o Grêmio
O Grêmio anunciou nesta quarta (22) ter chegado a um acordo com Lucas Barrios, 32. O atacante argentino naturalizado paraguaio deve chegar em Porto Alegre nesta sexta (24) para fazer exames médicos e assinar contrato. Ele rescindiu contrato com o Palmeiras. No acerto, definiu-se que o Palmeiras se encontra livre de qualquer custo daqui para frente. Barrios possuía um pacote de R$ 1 milhão por mês - salários, preço da transferência parcelada e luvas -, pagos pela Crefisa, principal parceira do atual campeão brasileiro. "Rescindimos o contrato com o atleta Barrios, que a partir desse momento não é jogador do Palmeiras. Segue sua vida, projetos, prestou serviço importante para nós e a partir de agora segue para outro clube", declarou o presidente palmeirense Mauricio Galiotte na chegada à Arena Corinthians para o dérbi desta noite. "Não tem valores envolvidos. Não pagaremos mais nada ao atleta ou para nenhum outro clube para esse momento. Também não receberemos para a saída do atleta, que está liberado para acertar com outro clube e seguir sua vida", complementou Galiotte. O mandatário palmeirense confirmou ter recebido contato do Grêmio, destino provável do centroavante, na tarde desta quarta-feira. "Conversamos com o jogador apenas, não com o clube. No fim da tarde, recebemos uma ligação do Grêmio dizendo que tinha interesse no atleta. Passei a eles que estávamos definindo e que eles poderiam se acertar", afirmou Galiotte. O presidente ainda afirmou que a saída foi pedido do próprio Barrios, que gostaria de atuar mais. "Hoje o momento é outro, ele quer um clube onde jogue e seja titular absoluto. É o desejo do jogador e isso não podemos garantir a ele. Ele vai buscar um outro projeto porque do jeito que estava, ele não estava feliz com o clube", disse. Barrios deixa o Palmeiras depois de quase dois anos com a camisa alviverde. Participativo no título da Copa do Brasil de 2015, o centroavante sofreu com lesões e rescinde com o atual campeão brasileiro depois 45 jogos e 14 gols.
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Barrios rescinde com o Palmeiras e acerta contrato com o GrêmioO Grêmio anunciou nesta quarta (22) ter chegado a um acordo com Lucas Barrios, 32. O atacante argentino naturalizado paraguaio deve chegar em Porto Alegre nesta sexta (24) para fazer exames médicos e assinar contrato. Ele rescindiu contrato com o Palmeiras. No acerto, definiu-se que o Palmeiras se encontra livre de qualquer custo daqui para frente. Barrios possuía um pacote de R$ 1 milhão por mês - salários, preço da transferência parcelada e luvas -, pagos pela Crefisa, principal parceira do atual campeão brasileiro. "Rescindimos o contrato com o atleta Barrios, que a partir desse momento não é jogador do Palmeiras. Segue sua vida, projetos, prestou serviço importante para nós e a partir de agora segue para outro clube", declarou o presidente palmeirense Mauricio Galiotte na chegada à Arena Corinthians para o dérbi desta noite. "Não tem valores envolvidos. Não pagaremos mais nada ao atleta ou para nenhum outro clube para esse momento. Também não receberemos para a saída do atleta, que está liberado para acertar com outro clube e seguir sua vida", complementou Galiotte. O mandatário palmeirense confirmou ter recebido contato do Grêmio, destino provável do centroavante, na tarde desta quarta-feira. "Conversamos com o jogador apenas, não com o clube. No fim da tarde, recebemos uma ligação do Grêmio dizendo que tinha interesse no atleta. Passei a eles que estávamos definindo e que eles poderiam se acertar", afirmou Galiotte. O presidente ainda afirmou que a saída foi pedido do próprio Barrios, que gostaria de atuar mais. "Hoje o momento é outro, ele quer um clube onde jogue e seja titular absoluto. É o desejo do jogador e isso não podemos garantir a ele. Ele vai buscar um outro projeto porque do jeito que estava, ele não estava feliz com o clube", disse. Barrios deixa o Palmeiras depois de quase dois anos com a camisa alviverde. Participativo no título da Copa do Brasil de 2015, o centroavante sofreu com lesões e rescinde com o atual campeão brasileiro depois 45 jogos e 14 gols.
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As Forças Armadas não agem contra o 'caos', mas são parte fundamental dele
Talvez não exista momento mais propício do que este para se lembrar da frase de Adorno e Horkheimer, para quem há horas em que não há nada mais estúpido do que ser inteligente. A frase se referia à incapacidade de setores da sociedade alemã de encararem claramente os signos de ascensão do nazismo no começo dos anos 1930 e pararem de procurar explicações sutis e inteligentes sobre a impossibilidade de o pior ocorrer. Dificilmente raciocínio dessa natureza não se aplicaria ao Brasil atual. De fato, nosso país tem ao menos a virtude da clareza. E foi com a clareza a guiar seus olhos redentores que o general Antonio Hamilton Mourão revelou aos brasileiros que as Forças Armadas têm um golpe militar preparado, que há uma conspiração em marcha a fim de destituir o poder civil. Para mostrar que não se tratava de uma bravata que mereceria a mais dura das punições, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas descartou qualquer medida e ainda foi à televisão tecer loas a ditaduras e lembrar que, sim, as Forças Armadas podem intervir se o "caos" for iminente. O "caos" em questão não é a instauração de um governo ilegal e brutalizado saído dos porões das casernas. Ao que parece, "caos" seria a situação atual de corrupção generalizada. Só que alguém poderia explicar à população de qual delírio saiu a crença de que as Forças Armadas brasileiras têm alguma moral para prometer redenção moral do país? Que se saiba, quando seus pares tomaram de assalto o Palácio do Planalto, cresceram à sua sombra grandezas morais do quilate de José Sarney, Paulo Maluf, Antonio Carlos Magalhães: todos pilares da ditadura. Enquanto eles estavam a atirar e censurar descontentes, o Brasil foi assolado por casos de corrupção como Capemi, Coroa Brastel, Brasilinvest, Paulipetro, grupo Delfin, projeto Jari, entre vários outros. Isso mesmo em um ambiente marcado pela censura e pela violência arbitrária. De toda forma, como esperar moralidade de uma instituição que nunca viu maiores problemas em abrigar torturadores, estupradores, ocultadores de cadáveres, operadores de terrorismo de Estado, entre tantas outras grandes ações morais? As Forças Armadas brasileiras nunca tomaram distância dessas pessoas, expondo à nação um mea-culpa franco. Ao contrário, elas os defenderam, os protegeram, até hoje. Que, ao menos, elas não venham oferecer ao país o espetáculo patético de aparecerem à cena da vida pública como defensoras de um renascimento moral feito, exatamente, pelas mãos de imoralistas. As Forças Armadas nunca foram uma garantia contra o "caos". Elas foram parte fundamental do caos. É verdade que setores da sociedade civil sonham com mais um golpe como forma de esconder o desgoverno que eles mesmos produziram. Há setores do empresariado nacional que articulam abertamente nesse sentido, sonhando como isto não terem que se confrontar mais com uma população que luta pelos seus interesses. Para tanto, eles apelam ao artigo 142 da Constituição de 1988. Este artigo fora, desde o início, uma aberração legislativa imposta pelos próprios militares. Ele legalizava golpes de Estado, da mesma forma que o artigo 41 da República de Weimar, que versava sobre o estado de emergência, permitiu a ascensão da estrutura institucional do nazismo. Segundo o artigo, se qualquer poder chamar as Forças Armadas para garantirem a ordem, se digamos o sr. Rodrigo Maia fizer um apelo às Forças Armadas porque há "caos" em demasia, o golpe está legalizado. Ou seja, é verdade, nossa Constituição tinha uma bomba-relógio no seu seio. Bomba pronta a explodi-la, como agora se percebe. Contra essa marcha da insanidade, há de se lembrar que, se chegamos ao ponto no qual um general na ativa pode expor abertamente que conspira contra o poder civil, então cabe àqueles que entendem não terem nascido para serem subjugados pela tirania, que não estão dispostos a abrir mão do resto de liberdade que ainda têm para se submeter a mais uma das infindáveis juntas latino-americanas, prepararem-se para exercer seu mais profundo direito: o direito de resistência armada contra a tirania. Que os liberais se lembrem de John Locke e de seu "Segundo Tratado sobre o Governo". Que os protestantes se lembrem de Calvino e de sua "Instituição da Religião Cristã". E que o resto se lembre que a liberdade se defende de forma incondicional.
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As Forças Armadas não agem contra o 'caos', mas são parte fundamental deleTalvez não exista momento mais propício do que este para se lembrar da frase de Adorno e Horkheimer, para quem há horas em que não há nada mais estúpido do que ser inteligente. A frase se referia à incapacidade de setores da sociedade alemã de encararem claramente os signos de ascensão do nazismo no começo dos anos 1930 e pararem de procurar explicações sutis e inteligentes sobre a impossibilidade de o pior ocorrer. Dificilmente raciocínio dessa natureza não se aplicaria ao Brasil atual. De fato, nosso país tem ao menos a virtude da clareza. E foi com a clareza a guiar seus olhos redentores que o general Antonio Hamilton Mourão revelou aos brasileiros que as Forças Armadas têm um golpe militar preparado, que há uma conspiração em marcha a fim de destituir o poder civil. Para mostrar que não se tratava de uma bravata que mereceria a mais dura das punições, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas descartou qualquer medida e ainda foi à televisão tecer loas a ditaduras e lembrar que, sim, as Forças Armadas podem intervir se o "caos" for iminente. O "caos" em questão não é a instauração de um governo ilegal e brutalizado saído dos porões das casernas. Ao que parece, "caos" seria a situação atual de corrupção generalizada. Só que alguém poderia explicar à população de qual delírio saiu a crença de que as Forças Armadas brasileiras têm alguma moral para prometer redenção moral do país? Que se saiba, quando seus pares tomaram de assalto o Palácio do Planalto, cresceram à sua sombra grandezas morais do quilate de José Sarney, Paulo Maluf, Antonio Carlos Magalhães: todos pilares da ditadura. Enquanto eles estavam a atirar e censurar descontentes, o Brasil foi assolado por casos de corrupção como Capemi, Coroa Brastel, Brasilinvest, Paulipetro, grupo Delfin, projeto Jari, entre vários outros. Isso mesmo em um ambiente marcado pela censura e pela violência arbitrária. De toda forma, como esperar moralidade de uma instituição que nunca viu maiores problemas em abrigar torturadores, estupradores, ocultadores de cadáveres, operadores de terrorismo de Estado, entre tantas outras grandes ações morais? As Forças Armadas brasileiras nunca tomaram distância dessas pessoas, expondo à nação um mea-culpa franco. Ao contrário, elas os defenderam, os protegeram, até hoje. Que, ao menos, elas não venham oferecer ao país o espetáculo patético de aparecerem à cena da vida pública como defensoras de um renascimento moral feito, exatamente, pelas mãos de imoralistas. As Forças Armadas nunca foram uma garantia contra o "caos". Elas foram parte fundamental do caos. É verdade que setores da sociedade civil sonham com mais um golpe como forma de esconder o desgoverno que eles mesmos produziram. Há setores do empresariado nacional que articulam abertamente nesse sentido, sonhando como isto não terem que se confrontar mais com uma população que luta pelos seus interesses. Para tanto, eles apelam ao artigo 142 da Constituição de 1988. Este artigo fora, desde o início, uma aberração legislativa imposta pelos próprios militares. Ele legalizava golpes de Estado, da mesma forma que o artigo 41 da República de Weimar, que versava sobre o estado de emergência, permitiu a ascensão da estrutura institucional do nazismo. Segundo o artigo, se qualquer poder chamar as Forças Armadas para garantirem a ordem, se digamos o sr. Rodrigo Maia fizer um apelo às Forças Armadas porque há "caos" em demasia, o golpe está legalizado. Ou seja, é verdade, nossa Constituição tinha uma bomba-relógio no seu seio. Bomba pronta a explodi-la, como agora se percebe. Contra essa marcha da insanidade, há de se lembrar que, se chegamos ao ponto no qual um general na ativa pode expor abertamente que conspira contra o poder civil, então cabe àqueles que entendem não terem nascido para serem subjugados pela tirania, que não estão dispostos a abrir mão do resto de liberdade que ainda têm para se submeter a mais uma das infindáveis juntas latino-americanas, prepararem-se para exercer seu mais profundo direito: o direito de resistência armada contra a tirania. Que os liberais se lembrem de John Locke e de seu "Segundo Tratado sobre o Governo". Que os protestantes se lembrem de Calvino e de sua "Instituição da Religião Cristã". E que o resto se lembre que a liberdade se defende de forma incondicional.
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O que é preciso ter em mãos para prestar contas à Receita Federal?
A partir de 1º de março, os contribuintes já podem entregar à Receita Federal as declarações do Imposto de Renda referentes aos rendimentos obtidos em 2015. O prazo final de entrega será em 29 de abril, uma sexta-feira. Fazer a declaração não é um procedimento complicado, desde que o contribuinte tenha toda a documentação em ordem. O programa da Receita facilita o preenchimento dos dados, inclusive transportando alguns valores para as respectivas fichas. * Confira lista de documentos necessários
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O que é preciso ter em mãos para prestar contas à Receita Federal?A partir de 1º de março, os contribuintes já podem entregar à Receita Federal as declarações do Imposto de Renda referentes aos rendimentos obtidos em 2015. O prazo final de entrega será em 29 de abril, uma sexta-feira. Fazer a declaração não é um procedimento complicado, desde que o contribuinte tenha toda a documentação em ordem. O programa da Receita facilita o preenchimento dos dados, inclusive transportando alguns valores para as respectivas fichas. * Confira lista de documentos necessários
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PF indicia Aníbal Gomes sob suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro
A Polícia Federal indiciou o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) sob suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro após mapear uma rede de familiares, assessores e credores do parlamentar que foram beneficiados com pagamentos feitos por um engenheiro civil após um acordo fechado na Petrobras em 2008. O inquérito foi aberto em março de 2015 no STF (Supremo Tribunal Federal) para apurar uma das revelações do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Em delação premiada na Operação Lava Jato, Costa afirmou que Aníbal lhe ofereceu R$ 800 mil para que ajudasse a encerrar uma disputa judicial, estimada em R$ 60 milhões, entre a petroleira e duas empresas de prestação de serviços de praticagem na Baixada Santista –práticos são responsáveis por ajudar navios a atracarem. Quebras de sigilo bancário autorizadas pelo STF concluíram que, após o acordo, R$ 6 milhões saíram dos práticos, passaram por um escritório do Rio, o Ferreira Ornellas Advogados, chegaram a uma conta de um advogado de Brasília, Paulo Roberto Baeta Neves. Metade do valor, R$ 3 milhões, foi repassada ao engenheiro Luis Carlos Batista Sá, um amigo e sócio de Aníbal. Das contas de Sá o dinheiro foi redistribuído a diversas pessoas e empresas. A PF descobriu que R$ 128 mil foram enviados a uma ex-assessora parlamentar de Aníbal e ao pai dela, R$ 10 mil a um irmão do deputado e a uma cunhada, R$ 550 mil a dois empresários que haviam emprestado dinheiro ao deputado, R$ 246 mil a uma pessoa que havia vendido um veículo a Aníbal e outros R$ 50 mil a um advogado que trabalhou para o parlamentar em uma ação cível na comarca de Fortaleza (CE). Outros R$ 200 mil foram direcionados a duas empresas de construção e civil e a um posto de gasolina cujos proprietários, segundo a PF, são familiares do deputado estadual Roberto Mesquita (PSD-CE), amigo de Aníbal. "Os esclarecimentos prestados pelo deputado Mesquita não foram hábeis a esclarecer o envio dos valores, tampouco para desvinculá-los do interesse de Aníbal", escreveu o delegado da PF Thiago Delabary no despacho de indiciamento, datado do último dia 25. "É possível perceber que o deputado Aníbal está direta ou indiretamente vinculado a parcelas expressivas das operações realizadas após o recebimento de R$ 3 milhões por Luis Carlos Batista Sá", apontou o relatório. RENAN A PF não incluiu no ato o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), indiciando apenas Aníbal e Batista Sá. Ao abrir o inquérito por ordem do STF, no ano passado, a PF também apurava se Aníbal havia destinado parte dos recursos a Renan. Na sua delação, Paulo Roberto Costa havia dito que Aníbal "falava em nome" de Renan. A suspeita inicial era que parte do dinheiro enviado para os advogados em Brasília tivesse beneficiado o senador. Contudo, ainda não é possível, nessa fase do inquérito, concluir que Renan tenha sido excluído totalmente do caso, já que compete à PGR (Procuradoria-Geral da República) analisar o ato de indiciamento feito pela PF. Também cabe à PGR oferecer ou não a denúncia ao ministro relator dos casos relativos à Lava Jato no STF, Teori Zavascki. A PGR pode concordar inteiramente com a conclusão da PF, mas também pode incluir ou excluir pessoas na denúncia. No último dia 23, a defesa de Renan tentou evitar que Renan seja ouvido pela PF no mesmo inquérito. A defesa do senador argumentou que ele poderia dar explicações por escrito, referindo-se a uma prerrogativa em tese prevista no Código de Processo Penal. A PF queria tomar o depoimento do senador no último dia 25. Em ofício a Teori, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, insistiu para que Renan prestasse depoimento. Ele explicou que a prerrogativa do CPP "é aplicável ao parlamentar a ser ouvido no processo de investigação como testemunha, não como investigado. Ao interrogatório incide disciplina jurídica distinta da prova testemunhal". No dia 23, Teori acolheu o pedido de Janot, dizendo ser "certo que o requerente [Renan] figura como investigado, conforme consignado na decisão de abertura deste inquérito", datada de março de 2015. Nos documentos até aqui tornados públicos no inquérito, não é possível saber se Renan foi de fato ouvido pela PF no dia 25 de maio. Renan é alvo de outras investigações derivadas da Operação Lava Jato. OUTRO LADO Aníbal, Sá e Mesquita não foram localizados pela Folha até a publicação desta reportagem. Nos depoimentos que prestaram à PF, Aníbal e Sá negaram quaisquer irregularidades. Em novembro passado, Sá disse à Folha que era amigo do deputado federal "há mais de 30 anos" e seu sócio em uma empresa "inoperante", mas negou pagamentos indevidos ao parlamentar. O advogado Paulo Baeta Neves morreu há cerca de um mês, em decorrência de problemas renais. Seu defensor, Luís Alexandre Rassi, declarou que ao final da apuração da PF iria concluir pela inocência de seu cliente. "A morte do dr. Paulo Baeta impede a sequência do processo em seu desfavor. Se vivo, eventualmente poderia ser indiciado, mas com certeza seria absolvido, pois não praticou crime algum", afirmou Rassi. Também foi excluído do rol de indiciados pela PF o advogado Eduardo Ferrão, que era o sócio de Baeta na época das transações financeiras e chegou a ser ouvido pela PF. Recentemente o nome de Ferrão voltou ao noticiário porque seu nome foi mencionado, em conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, como alguém que teria acesso ao ministro Zavascki. Em nota, Ferrão negou ter sido "procurado por quem quer que seja para tratar do assunto ali mencionado. E mesmo que o fosse, rejeitaria veementemente solicitação de tal natureza". Na época da abertura do inquérito, Renan Calheiros disse, em nota, que "jamais mandou, credenciou ou autorizou" o deputado Aníbal "ou qualquer outro a falar em meu nome, em qualquer lugar". Ele disse ainda que suas "relações junto ao poder público nunca ultrapassaram os limites institucionais".
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PF indicia Aníbal Gomes sob suspeita de corrupção e lavagem de dinheiroA Polícia Federal indiciou o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) sob suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro após mapear uma rede de familiares, assessores e credores do parlamentar que foram beneficiados com pagamentos feitos por um engenheiro civil após um acordo fechado na Petrobras em 2008. O inquérito foi aberto em março de 2015 no STF (Supremo Tribunal Federal) para apurar uma das revelações do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Em delação premiada na Operação Lava Jato, Costa afirmou que Aníbal lhe ofereceu R$ 800 mil para que ajudasse a encerrar uma disputa judicial, estimada em R$ 60 milhões, entre a petroleira e duas empresas de prestação de serviços de praticagem na Baixada Santista –práticos são responsáveis por ajudar navios a atracarem. Quebras de sigilo bancário autorizadas pelo STF concluíram que, após o acordo, R$ 6 milhões saíram dos práticos, passaram por um escritório do Rio, o Ferreira Ornellas Advogados, chegaram a uma conta de um advogado de Brasília, Paulo Roberto Baeta Neves. Metade do valor, R$ 3 milhões, foi repassada ao engenheiro Luis Carlos Batista Sá, um amigo e sócio de Aníbal. Das contas de Sá o dinheiro foi redistribuído a diversas pessoas e empresas. A PF descobriu que R$ 128 mil foram enviados a uma ex-assessora parlamentar de Aníbal e ao pai dela, R$ 10 mil a um irmão do deputado e a uma cunhada, R$ 550 mil a dois empresários que haviam emprestado dinheiro ao deputado, R$ 246 mil a uma pessoa que havia vendido um veículo a Aníbal e outros R$ 50 mil a um advogado que trabalhou para o parlamentar em uma ação cível na comarca de Fortaleza (CE). Outros R$ 200 mil foram direcionados a duas empresas de construção e civil e a um posto de gasolina cujos proprietários, segundo a PF, são familiares do deputado estadual Roberto Mesquita (PSD-CE), amigo de Aníbal. "Os esclarecimentos prestados pelo deputado Mesquita não foram hábeis a esclarecer o envio dos valores, tampouco para desvinculá-los do interesse de Aníbal", escreveu o delegado da PF Thiago Delabary no despacho de indiciamento, datado do último dia 25. "É possível perceber que o deputado Aníbal está direta ou indiretamente vinculado a parcelas expressivas das operações realizadas após o recebimento de R$ 3 milhões por Luis Carlos Batista Sá", apontou o relatório. RENAN A PF não incluiu no ato o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), indiciando apenas Aníbal e Batista Sá. Ao abrir o inquérito por ordem do STF, no ano passado, a PF também apurava se Aníbal havia destinado parte dos recursos a Renan. Na sua delação, Paulo Roberto Costa havia dito que Aníbal "falava em nome" de Renan. A suspeita inicial era que parte do dinheiro enviado para os advogados em Brasília tivesse beneficiado o senador. Contudo, ainda não é possível, nessa fase do inquérito, concluir que Renan tenha sido excluído totalmente do caso, já que compete à PGR (Procuradoria-Geral da República) analisar o ato de indiciamento feito pela PF. Também cabe à PGR oferecer ou não a denúncia ao ministro relator dos casos relativos à Lava Jato no STF, Teori Zavascki. A PGR pode concordar inteiramente com a conclusão da PF, mas também pode incluir ou excluir pessoas na denúncia. No último dia 23, a defesa de Renan tentou evitar que Renan seja ouvido pela PF no mesmo inquérito. A defesa do senador argumentou que ele poderia dar explicações por escrito, referindo-se a uma prerrogativa em tese prevista no Código de Processo Penal. A PF queria tomar o depoimento do senador no último dia 25. Em ofício a Teori, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, insistiu para que Renan prestasse depoimento. Ele explicou que a prerrogativa do CPP "é aplicável ao parlamentar a ser ouvido no processo de investigação como testemunha, não como investigado. Ao interrogatório incide disciplina jurídica distinta da prova testemunhal". No dia 23, Teori acolheu o pedido de Janot, dizendo ser "certo que o requerente [Renan] figura como investigado, conforme consignado na decisão de abertura deste inquérito", datada de março de 2015. Nos documentos até aqui tornados públicos no inquérito, não é possível saber se Renan foi de fato ouvido pela PF no dia 25 de maio. Renan é alvo de outras investigações derivadas da Operação Lava Jato. OUTRO LADO Aníbal, Sá e Mesquita não foram localizados pela Folha até a publicação desta reportagem. Nos depoimentos que prestaram à PF, Aníbal e Sá negaram quaisquer irregularidades. Em novembro passado, Sá disse à Folha que era amigo do deputado federal "há mais de 30 anos" e seu sócio em uma empresa "inoperante", mas negou pagamentos indevidos ao parlamentar. O advogado Paulo Baeta Neves morreu há cerca de um mês, em decorrência de problemas renais. Seu defensor, Luís Alexandre Rassi, declarou que ao final da apuração da PF iria concluir pela inocência de seu cliente. "A morte do dr. Paulo Baeta impede a sequência do processo em seu desfavor. Se vivo, eventualmente poderia ser indiciado, mas com certeza seria absolvido, pois não praticou crime algum", afirmou Rassi. Também foi excluído do rol de indiciados pela PF o advogado Eduardo Ferrão, que era o sócio de Baeta na época das transações financeiras e chegou a ser ouvido pela PF. Recentemente o nome de Ferrão voltou ao noticiário porque seu nome foi mencionado, em conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, como alguém que teria acesso ao ministro Zavascki. Em nota, Ferrão negou ter sido "procurado por quem quer que seja para tratar do assunto ali mencionado. E mesmo que o fosse, rejeitaria veementemente solicitação de tal natureza". Na época da abertura do inquérito, Renan Calheiros disse, em nota, que "jamais mandou, credenciou ou autorizou" o deputado Aníbal "ou qualquer outro a falar em meu nome, em qualquer lugar". Ele disse ainda que suas "relações junto ao poder público nunca ultrapassaram os limites institucionais".
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Tromba d'água mata nove pessoas em piscina natural de parque no Arizona
Pelo menos nove pessoas morreram e um adolescente desapareceu após uma tromba d'água atingir neste domingo (16) um grupo de veranistas que tomava banho em uma piscina natural no Parque Florestal Tonto, no Arizona. Segundo a polícia do condado de Gila, o grupo tomava banho em uma piscina natural formada pelas águas quando passou a enxurrada de lama, pedras e troncos de árvore provocada por uma tempestade no alto da montanha. Os veranistas foram localizados por uma equipe de resgate que atendia a praticante de trekking. Dentre os mortos, estão cinco crianças e quatro adultos. Outras quatro pessoas foram levadas para o hospital com hipotermia. Os policiais afirmam que as águas das piscinas naturais subiram por dez minutos antes de começarem a refluir. O Serviço Nacional de Meteorogia afirmou que, no alto da montanha, choveu 38 milímetros em uma hora. Nas piscinas naturais, porém, não chovia no momento. As equipes de resgate e testemunhas dizem que a enxurrada veio tão rápido que os banhistas que morreram não teriam tempo de reagir. Não é a primeira vez que houve mortes em trombas d'água em piscinas naturais e poços formados entre as pedras em parques nos EUA. Em 2015 sete banhistas morreram ao serem atingidos por uma enxurrada em Utah.
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Tromba d'água mata nove pessoas em piscina natural de parque no ArizonaPelo menos nove pessoas morreram e um adolescente desapareceu após uma tromba d'água atingir neste domingo (16) um grupo de veranistas que tomava banho em uma piscina natural no Parque Florestal Tonto, no Arizona. Segundo a polícia do condado de Gila, o grupo tomava banho em uma piscina natural formada pelas águas quando passou a enxurrada de lama, pedras e troncos de árvore provocada por uma tempestade no alto da montanha. Os veranistas foram localizados por uma equipe de resgate que atendia a praticante de trekking. Dentre os mortos, estão cinco crianças e quatro adultos. Outras quatro pessoas foram levadas para o hospital com hipotermia. Os policiais afirmam que as águas das piscinas naturais subiram por dez minutos antes de começarem a refluir. O Serviço Nacional de Meteorogia afirmou que, no alto da montanha, choveu 38 milímetros em uma hora. Nas piscinas naturais, porém, não chovia no momento. As equipes de resgate e testemunhas dizem que a enxurrada veio tão rápido que os banhistas que morreram não teriam tempo de reagir. Não é a primeira vez que houve mortes em trombas d'água em piscinas naturais e poços formados entre as pedras em parques nos EUA. Em 2015 sete banhistas morreram ao serem atingidos por uma enxurrada em Utah.
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Violoncelo ou contrabaixo?
Sei que neste momento o país enfrenta problemas gravíssimos, mas eu queria aproveitar este espaço para tentar resolver um problema pessoal que vem me aporrinhando há muitos anos. Não sei se vocês sabem, mas uma das minhas identidades secretas é "contrabaixista de jazz". O problema é que todo mundo que me vê tocando o instrumento chega pra mim e fala: "Não sabia que você tocava violoncelo!". E aí eu tenho que explicar, pela milionésima vez, que violoncelo é uma coisa e contrabaixo é outra. Vou ter que explicar de novo ou é melhor fazer um desenho? Tudo bem, eu faço um desenho. Olha aí, na Figura 1, o violoncelo, aquele instrumento que o cara toca sentado numa cadeira, aquele do Yo-Yo Ma e do Jaques Morelenbaum. O contrabaixo é aquele instrumento enorme, também apelidado de "violino de Itu" ou "cavaquinho de elefante". É muito usado no jazz, por músicos como Ron Carter e Esperanza Spalding. Vejam na Figura 2. Nesta campanha de esclarecimento, é bom também lembrar o caso que aconteceu com um colega contrabaixista. Um dia ele estava se apresentando com o seu grupo e, depois do show, uma senhora veio falar com ele. Disse que tinha gostado e queria contratar o grupo para tocar na festa de casamento da filha. Ele topou o serviço e aí passaram a conversar sobre os detalhes: a data, o horário, o cachê, etc. Tudo resolvido, na hora de se despedir, ela falou: "Adorei o som do seu violoncelo!". O músico, tentando manter a calma, disse: "Minha senhora, não é violoncelo. É contrabaixo!" E ela: "Ah, não é violoncelo? Então não quero mais!". Quero esclarecer aqui que estou fazendo essa campanha de utilidade pública sem custos, usando meu próprio espaço na imprensa. Se eu tivesse um cargo público, poderia obter uma verba de porrilhões de dólares e dar para um marqueteiro, que produziria uma supercampanha, mas aí provavelmente a campanha seria para mostrar que berimbau é gaita ou que gato é lebre. Ver a figura 3.
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Violoncelo ou contrabaixo?Sei que neste momento o país enfrenta problemas gravíssimos, mas eu queria aproveitar este espaço para tentar resolver um problema pessoal que vem me aporrinhando há muitos anos. Não sei se vocês sabem, mas uma das minhas identidades secretas é "contrabaixista de jazz". O problema é que todo mundo que me vê tocando o instrumento chega pra mim e fala: "Não sabia que você tocava violoncelo!". E aí eu tenho que explicar, pela milionésima vez, que violoncelo é uma coisa e contrabaixo é outra. Vou ter que explicar de novo ou é melhor fazer um desenho? Tudo bem, eu faço um desenho. Olha aí, na Figura 1, o violoncelo, aquele instrumento que o cara toca sentado numa cadeira, aquele do Yo-Yo Ma e do Jaques Morelenbaum. O contrabaixo é aquele instrumento enorme, também apelidado de "violino de Itu" ou "cavaquinho de elefante". É muito usado no jazz, por músicos como Ron Carter e Esperanza Spalding. Vejam na Figura 2. Nesta campanha de esclarecimento, é bom também lembrar o caso que aconteceu com um colega contrabaixista. Um dia ele estava se apresentando com o seu grupo e, depois do show, uma senhora veio falar com ele. Disse que tinha gostado e queria contratar o grupo para tocar na festa de casamento da filha. Ele topou o serviço e aí passaram a conversar sobre os detalhes: a data, o horário, o cachê, etc. Tudo resolvido, na hora de se despedir, ela falou: "Adorei o som do seu violoncelo!". O músico, tentando manter a calma, disse: "Minha senhora, não é violoncelo. É contrabaixo!" E ela: "Ah, não é violoncelo? Então não quero mais!". Quero esclarecer aqui que estou fazendo essa campanha de utilidade pública sem custos, usando meu próprio espaço na imprensa. Se eu tivesse um cargo público, poderia obter uma verba de porrilhões de dólares e dar para um marqueteiro, que produziria uma supercampanha, mas aí provavelmente a campanha seria para mostrar que berimbau é gaita ou que gato é lebre. Ver a figura 3.
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Uber e gigante on-line se unem para ter serviço de transporte na Rússia
A Uber e o Yandex, gigante da internet na Rússia, estão combinando suas operações de serviços de carros no país e na Ásia Central. Nos termos do acordo, a Yandex Taxi, subsidiária do grupo Yandex, terá participação de 59% e a Uber terá participação de 37% na nova empresa, que ainda não tem nome. A empresa também receberá uma nova injeção de capital —US$ 225 milhões da Uber e US$ 100 milhões da Yandex—, em uma transação que a avalia em US$ 3,4 bilhões, excluído o novo capital. O acordo concede o controle do mercado ao grupo russo de buscas on-line, depois de anos de feroz concorrência. A ação marca o segundo recuo da Uber em um grande mercado internacional, depois da venda de suas operações na China à Didi Chuxing, um ano atrás, e permitirá que a companhia deficitária melhore suas margens, ao encerrar as guerras de preços no mercado russo. A decisão também representa a maior jogada estratégica da Uber desde a derrubada de seu controvertido presidente-executivo, Travis Kalanick, que deixou o cargo no mês passado por causa de pressão de investidores e de uma sucessão de crises que abalaram a companhia, avaliada em US$ 62,5 bilhões. Tigran Khudaverdyan, o presidente-executivo da Yandex Taxi, comandará a nova empresa, que operará em mais cinco países, além da Rússia, e incluirá os serviços da Uber, Yandex Taxi e Uber Eats: Cazaquistão, Belarus, Azerbaijão, Armênia e Geórgia. A Rússia vinha sendo um mercado desafiador para a Uber, que chegou tarde a um setor dominado pela Yandex Taxi e jamais conseguiu tomar a liderança. A Yandex também contava com uma vantagem técnica crucial por causa do Yandex Maps, já que tecnologia de mapeamento é essencial para todos os serviços de transportes, e a Uber precisava depender de fornecedores externos para esse componente. As duas empresas vinham se atacando mutuamente por meio de fortes descontos nos preços das corridas, recentemente, com o objetivo de ampliar suas fatias de mercado. A Uber anunciou prejuízo de US$ 170 milhões no mercado russo como um todo. A Yandex manteve a liderança, no entanto, e realiza duas vezes mais corridas que a Uber a cada mês, de acordo com dados fornecidos pelas empresas. O modelo da Yandex Taxi é diferente do modelo da Uber, que em geral conecta motoristas autônomos a potenciais passageiros por meio de seu app. Em contraste, a Yandex Taxi trabalha com frotas independentes de táxis, o que lhe propicia 20 mil motoristas em toda a Rússia, e une essas frotas sob a poderosa marca que a empresa desenvolveu por meio de seu serviço de buscas na web, que domina o mercado no país nesse segmento. A nova empresa terá cerca de US$ 131 milhões ao mês em faturamento, de acordo com dados referentes a junho. TÁXIS REGULARES Ela ainda enfrenta dificuldades para combater o mercado de táxis regular da Rússia, que movimenta US$ 10 bilhões ao ano e é dominado por frotas de táxi e por táxis que operam clandestinamente. Khudaverdyan diz que a nova companhia deterá apenas 5% a 6% do mercado total de serviços de carros para passageiros. Pierre-Dimitri Gore-Coty, que comanda as operações da Uber na Europa, Oriente Médio e África, disse que o acordo "ajuda a Uber a continuar construindo um negócio mundial sustentável". Reduzir a exposição da Uber em mercados internacionais onde ela é deficitária é um passo chave no avanço da empresa rumo a um modelo de negócios mais sustentável, e talvez a uma oferta pública inicial de ações. Ao converter suas operações na Rússia e China em participações minoritárias em empresas locais que agora detêm monopólio prático sobre o segmento em seus mercados, a Uber parece ter encontrado uma fórmula que pode permitir que recupere seu pesado investimento nesses países. No acordo com a Didi Chuxing, negociado por Emil Michael, vice-presidente de negócios da empresa que terminou demitido, a Uber ficou com 20% de participação acionária na empresa combinada e um assento no conselho da Didi, além de receber um investimento de US$ 1 bilhão de sua ex-rival, em troca de abrir mão de suas operações chinesas. No acordo com o Yandex, a Uber não só terá participação na nova empresa russa mas também promoverá a integração mundial entre os apps das duas companhias, o que significa que os clientes de ambas poderão solicitar serviços das duas empresas. "A parceria não é boa só para as duas companhias, mas para os passageiros, motoristas e cidades da região", disse Gore-Coty. O faturamento combinado da nova empresa teria equivalido a US$ 131 milhões em junho. Tradução de PAULO MIGLIACCI
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Uber e gigante on-line se unem para ter serviço de transporte na RússiaA Uber e o Yandex, gigante da internet na Rússia, estão combinando suas operações de serviços de carros no país e na Ásia Central. Nos termos do acordo, a Yandex Taxi, subsidiária do grupo Yandex, terá participação de 59% e a Uber terá participação de 37% na nova empresa, que ainda não tem nome. A empresa também receberá uma nova injeção de capital —US$ 225 milhões da Uber e US$ 100 milhões da Yandex—, em uma transação que a avalia em US$ 3,4 bilhões, excluído o novo capital. O acordo concede o controle do mercado ao grupo russo de buscas on-line, depois de anos de feroz concorrência. A ação marca o segundo recuo da Uber em um grande mercado internacional, depois da venda de suas operações na China à Didi Chuxing, um ano atrás, e permitirá que a companhia deficitária melhore suas margens, ao encerrar as guerras de preços no mercado russo. A decisão também representa a maior jogada estratégica da Uber desde a derrubada de seu controvertido presidente-executivo, Travis Kalanick, que deixou o cargo no mês passado por causa de pressão de investidores e de uma sucessão de crises que abalaram a companhia, avaliada em US$ 62,5 bilhões. Tigran Khudaverdyan, o presidente-executivo da Yandex Taxi, comandará a nova empresa, que operará em mais cinco países, além da Rússia, e incluirá os serviços da Uber, Yandex Taxi e Uber Eats: Cazaquistão, Belarus, Azerbaijão, Armênia e Geórgia. A Rússia vinha sendo um mercado desafiador para a Uber, que chegou tarde a um setor dominado pela Yandex Taxi e jamais conseguiu tomar a liderança. A Yandex também contava com uma vantagem técnica crucial por causa do Yandex Maps, já que tecnologia de mapeamento é essencial para todos os serviços de transportes, e a Uber precisava depender de fornecedores externos para esse componente. As duas empresas vinham se atacando mutuamente por meio de fortes descontos nos preços das corridas, recentemente, com o objetivo de ampliar suas fatias de mercado. A Uber anunciou prejuízo de US$ 170 milhões no mercado russo como um todo. A Yandex manteve a liderança, no entanto, e realiza duas vezes mais corridas que a Uber a cada mês, de acordo com dados fornecidos pelas empresas. O modelo da Yandex Taxi é diferente do modelo da Uber, que em geral conecta motoristas autônomos a potenciais passageiros por meio de seu app. Em contraste, a Yandex Taxi trabalha com frotas independentes de táxis, o que lhe propicia 20 mil motoristas em toda a Rússia, e une essas frotas sob a poderosa marca que a empresa desenvolveu por meio de seu serviço de buscas na web, que domina o mercado no país nesse segmento. A nova empresa terá cerca de US$ 131 milhões ao mês em faturamento, de acordo com dados referentes a junho. TÁXIS REGULARES Ela ainda enfrenta dificuldades para combater o mercado de táxis regular da Rússia, que movimenta US$ 10 bilhões ao ano e é dominado por frotas de táxi e por táxis que operam clandestinamente. Khudaverdyan diz que a nova companhia deterá apenas 5% a 6% do mercado total de serviços de carros para passageiros. Pierre-Dimitri Gore-Coty, que comanda as operações da Uber na Europa, Oriente Médio e África, disse que o acordo "ajuda a Uber a continuar construindo um negócio mundial sustentável". Reduzir a exposição da Uber em mercados internacionais onde ela é deficitária é um passo chave no avanço da empresa rumo a um modelo de negócios mais sustentável, e talvez a uma oferta pública inicial de ações. Ao converter suas operações na Rússia e China em participações minoritárias em empresas locais que agora detêm monopólio prático sobre o segmento em seus mercados, a Uber parece ter encontrado uma fórmula que pode permitir que recupere seu pesado investimento nesses países. No acordo com a Didi Chuxing, negociado por Emil Michael, vice-presidente de negócios da empresa que terminou demitido, a Uber ficou com 20% de participação acionária na empresa combinada e um assento no conselho da Didi, além de receber um investimento de US$ 1 bilhão de sua ex-rival, em troca de abrir mão de suas operações chinesas. No acordo com o Yandex, a Uber não só terá participação na nova empresa russa mas também promoverá a integração mundial entre os apps das duas companhias, o que significa que os clientes de ambas poderão solicitar serviços das duas empresas. "A parceria não é boa só para as duas companhias, mas para os passageiros, motoristas e cidades da região", disse Gore-Coty. O faturamento combinado da nova empresa teria equivalido a US$ 131 milhões em junho. Tradução de PAULO MIGLIACCI
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Pedalada eleitoral
BRASÍLIA - Surgiram os primeiros sinais de pedalada nas prestações de contas das eleições municipais. O Supremo vetou as doações de empresas para reduzir a influência do poder econômico nas campanhas. Foi uma boa ideia, mas a realidade sugere que os políticos já encontraram atalhos para driblar a proibição. No Rio, o candidato da situação, Pedro Paulo (PMDB), passou o chapéu pelos patrocinadores de sempre: empreiteiras e concessionárias da prefeitura. Como o dinheiro das empresas não pode mais aparecer, ele aplicou uma finta e registrou tudo como doações de pessoas físicas. Na papelada entregue ao TRE, figuram ao menos quatro empresários que têm negócios com a gestão de Eduardo Paes (PMDB): Rogério Zylbersztajn e Elie Horn, da construtora RJZ Cyrela; Roberto Kreimer, da Kreimer Engenharia; e Gabriela Marins, da BR Marinas. Juntos, eles já doaram R$ 350 mil ao afilhado do prefeito. A soma parece uma gorjeta diante do que suas empresas lucraram nas obras olímpicas. Em troca do campo de golfe, Paes autorizou a RJZ a plantar 23 espigões numa área não edificável da Barra. A Kreimer ergueu o aquário da nova zona portuária. A BR Marinas administra a Marina da Glória, sede das competições de vela. Quando o Supremo proibiu as doações de empresas, o ministro Luiz Fux disse que era preciso dar fim a "um quadro absolutamente caótico, em que o poder econômico captura de maneira ilícita o poder político". Na versão de Pedro Paulo, não é disso que se trata. Ele descreveu seus financiadores como eleitores entusiasmados, e não empresários interessados. Disse que as doações foram feitas "por pessoas físicas que acreditam na minha candidatura". Nesta sexta, apareceu outra estranheza nas contas do peemedebista. Um grupo de 57 servidores da prefeitura fez doações idênticas de R$ 5.000. O procurador Sidney Madruga achou coincidência demais e mandou abrir investigação por suspeita de caixa dois e lavagem de dinheiro.
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Pedalada eleitoralBRASÍLIA - Surgiram os primeiros sinais de pedalada nas prestações de contas das eleições municipais. O Supremo vetou as doações de empresas para reduzir a influência do poder econômico nas campanhas. Foi uma boa ideia, mas a realidade sugere que os políticos já encontraram atalhos para driblar a proibição. No Rio, o candidato da situação, Pedro Paulo (PMDB), passou o chapéu pelos patrocinadores de sempre: empreiteiras e concessionárias da prefeitura. Como o dinheiro das empresas não pode mais aparecer, ele aplicou uma finta e registrou tudo como doações de pessoas físicas. Na papelada entregue ao TRE, figuram ao menos quatro empresários que têm negócios com a gestão de Eduardo Paes (PMDB): Rogério Zylbersztajn e Elie Horn, da construtora RJZ Cyrela; Roberto Kreimer, da Kreimer Engenharia; e Gabriela Marins, da BR Marinas. Juntos, eles já doaram R$ 350 mil ao afilhado do prefeito. A soma parece uma gorjeta diante do que suas empresas lucraram nas obras olímpicas. Em troca do campo de golfe, Paes autorizou a RJZ a plantar 23 espigões numa área não edificável da Barra. A Kreimer ergueu o aquário da nova zona portuária. A BR Marinas administra a Marina da Glória, sede das competições de vela. Quando o Supremo proibiu as doações de empresas, o ministro Luiz Fux disse que era preciso dar fim a "um quadro absolutamente caótico, em que o poder econômico captura de maneira ilícita o poder político". Na versão de Pedro Paulo, não é disso que se trata. Ele descreveu seus financiadores como eleitores entusiasmados, e não empresários interessados. Disse que as doações foram feitas "por pessoas físicas que acreditam na minha candidatura". Nesta sexta, apareceu outra estranheza nas contas do peemedebista. Um grupo de 57 servidores da prefeitura fez doações idênticas de R$ 5.000. O procurador Sidney Madruga achou coincidência demais e mandou abrir investigação por suspeita de caixa dois e lavagem de dinheiro.
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Jogo de volta da Copa do Brasil cria tormento ao Santos no Paulista
A vitória por apenas 1 a 0 sobre o Londrina, terça-feira (17), fora de casa, criou um transtorno para o futuro do Santos no Campeonato Paulista. Como não conseguiu eliminar a partida de volta da primeira fase da Copa do Brasil, o time alvinegro terá de jogar mais uma vez contra os paranaenses no dia 16 de abril. O problema é que esse jogo será disputado na semana entre as quartas e as semifinais do Estadual. Ou seja, não fazer o segundo gol contra o Londrina custou ao Santos o direito de ter uma semana livre de treinos para as semifinais do Paulista, caso ainda esteja na competição. "Se tem que jogar, vamos jogar. O calendário é assim. Acabou coincidindo de não matar o jogo de volta, mas essa é uma coisa que acontece", afirmou o volante Renato. "Entre semi e quartas do Paulista não dá para poupar ninguém, infelizmente. Fica o sentimento de frustração, sim. A gente fica chateado, mas também é importante ressaltar a vitória", disse o técnico Marcelo Fernandes, reforçando o coro. O Santos é o único time já classificado para a segunda fase do Paulista. Com 26 pontos conquistados dos 30 possíveis, conquistou a vaga no Estadual enquanto estava em campo na Copa do Brasil –a vitória por 2 a 0 do Botafogo sobre o Penapolense selou sua ida para as quartas.
esporte
Jogo de volta da Copa do Brasil cria tormento ao Santos no PaulistaA vitória por apenas 1 a 0 sobre o Londrina, terça-feira (17), fora de casa, criou um transtorno para o futuro do Santos no Campeonato Paulista. Como não conseguiu eliminar a partida de volta da primeira fase da Copa do Brasil, o time alvinegro terá de jogar mais uma vez contra os paranaenses no dia 16 de abril. O problema é que esse jogo será disputado na semana entre as quartas e as semifinais do Estadual. Ou seja, não fazer o segundo gol contra o Londrina custou ao Santos o direito de ter uma semana livre de treinos para as semifinais do Paulista, caso ainda esteja na competição. "Se tem que jogar, vamos jogar. O calendário é assim. Acabou coincidindo de não matar o jogo de volta, mas essa é uma coisa que acontece", afirmou o volante Renato. "Entre semi e quartas do Paulista não dá para poupar ninguém, infelizmente. Fica o sentimento de frustração, sim. A gente fica chateado, mas também é importante ressaltar a vitória", disse o técnico Marcelo Fernandes, reforçando o coro. O Santos é o único time já classificado para a segunda fase do Paulista. Com 26 pontos conquistados dos 30 possíveis, conquistou a vaga no Estadual enquanto estava em campo na Copa do Brasil –a vitória por 2 a 0 do Botafogo sobre o Penapolense selou sua ida para as quartas.
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Conteúdo local para petróleo sofre queda de 50% para atrair investidores
O governo reduziu pela metade o índice de conteúdo local que será exigido nas próximas rodadas de leilões de óleo e gás, aliviando as regras que tinham sido definidas pela ex-presidente Dilma Rousseff e geraram multas bilionárias a empresas do setor. Depois de meses de discussão entre vários grupos de trabalho ligados ao governo e à indústria, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, anunciou nesta quarta-feira (22) que o acordo fechado definiu seis índices e que, na média, eles sofreram uma redução de 50%. Nas áreas terrestres de exploração, a cota obrigatória será de 50% de componentes nacionais. Para exploração no mar, 18%. Na construção de poços, 25%. Para sistemas de coleta e escoamento, 40%. Em unidades estacionárias de produção, a cota passa a 25%. Os novos índices vão valer para os dois leilões do pré-sal previstos para setembro e novembro deste ano, mas ainda precisam passar pela aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que se reúne em março. APOIO As mudanças agradaram às petroleiras e receberam fortes críticas da indústria fornecedora de equipamentos. "A indústria está se sentido vilipendiada, acha que não foi atendida", disse o presidente executivo da Abimaq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Máquinas e Equipamentos), José Velloso. Segundo ele, os percentuais anunciados pelo governo podem ser cumpridos apenas com prestação de serviços, sem necessidade de contratar produtos fabricados no país. "Nas últimas décadas, a indústria investiu US$ 60 bilhões em capacidade no Brasil, e agora vai fazer o que com isso? É um cavalo de pau." Nesta quinta (23), representantes dos fabricantes se reunirão no Instituto Aço Brasil (IABr), no Rio, para redigir um manifesto contra as mudanças e planejar ações para tentar reverter o processo. Para o Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), que representa as petroleiras, a redução nos índices de conteúdo local ajudará a destravar investimentos. O diretor do IBP Mauro Andrade disse que o novo modelo adequa as regras à capacidade de fornecimento da indústria nacional. "Foi uma solução construída após bastante diálogo com vários setores", elogiou. MULTAS Como as regras de conteúdo local serão menos duras, também se decidiu pela redução das multas cobradas em casos de descumprimento. Em vez de 60%, a multa cai para 40% do valor "em aberto". No entanto, se a multa não for paga em até dez dias, ela sobe para 75% do valor. As multas aplicadas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) com base na regra atual, que prejudica o cumprimento das cotas pela dificuldade de se encontrar fornecedores locais, gerou um passivo estimado entre R$ 60 bilhões e R$ 80 bilhões. Segundo o ministro de Minas e Energia, as novas medidas devem atrair mais interessados para as duas próximas rodadas de leilões. A expectativa inicial de arrecadação era de cerca de R$ 3,5 bilhões com os leilões, mas pode chegar a R$ 5 bilhões agora, segundo estimativas da equipe econômica. "Com mais disputa, o preço pelos blocos deve aumentar", disse Fernando Coelho Filho. "Há um consenso de que, com números mais realistas, vamos ter a oportunidade de dar novo dinamismo à indústria nacional."
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Conteúdo local para petróleo sofre queda de 50% para atrair investidoresO governo reduziu pela metade o índice de conteúdo local que será exigido nas próximas rodadas de leilões de óleo e gás, aliviando as regras que tinham sido definidas pela ex-presidente Dilma Rousseff e geraram multas bilionárias a empresas do setor. Depois de meses de discussão entre vários grupos de trabalho ligados ao governo e à indústria, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, anunciou nesta quarta-feira (22) que o acordo fechado definiu seis índices e que, na média, eles sofreram uma redução de 50%. Nas áreas terrestres de exploração, a cota obrigatória será de 50% de componentes nacionais. Para exploração no mar, 18%. Na construção de poços, 25%. Para sistemas de coleta e escoamento, 40%. Em unidades estacionárias de produção, a cota passa a 25%. Os novos índices vão valer para os dois leilões do pré-sal previstos para setembro e novembro deste ano, mas ainda precisam passar pela aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que se reúne em março. APOIO As mudanças agradaram às petroleiras e receberam fortes críticas da indústria fornecedora de equipamentos. "A indústria está se sentido vilipendiada, acha que não foi atendida", disse o presidente executivo da Abimaq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Máquinas e Equipamentos), José Velloso. Segundo ele, os percentuais anunciados pelo governo podem ser cumpridos apenas com prestação de serviços, sem necessidade de contratar produtos fabricados no país. "Nas últimas décadas, a indústria investiu US$ 60 bilhões em capacidade no Brasil, e agora vai fazer o que com isso? É um cavalo de pau." Nesta quinta (23), representantes dos fabricantes se reunirão no Instituto Aço Brasil (IABr), no Rio, para redigir um manifesto contra as mudanças e planejar ações para tentar reverter o processo. Para o Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), que representa as petroleiras, a redução nos índices de conteúdo local ajudará a destravar investimentos. O diretor do IBP Mauro Andrade disse que o novo modelo adequa as regras à capacidade de fornecimento da indústria nacional. "Foi uma solução construída após bastante diálogo com vários setores", elogiou. MULTAS Como as regras de conteúdo local serão menos duras, também se decidiu pela redução das multas cobradas em casos de descumprimento. Em vez de 60%, a multa cai para 40% do valor "em aberto". No entanto, se a multa não for paga em até dez dias, ela sobe para 75% do valor. As multas aplicadas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) com base na regra atual, que prejudica o cumprimento das cotas pela dificuldade de se encontrar fornecedores locais, gerou um passivo estimado entre R$ 60 bilhões e R$ 80 bilhões. Segundo o ministro de Minas e Energia, as novas medidas devem atrair mais interessados para as duas próximas rodadas de leilões. A expectativa inicial de arrecadação era de cerca de R$ 3,5 bilhões com os leilões, mas pode chegar a R$ 5 bilhões agora, segundo estimativas da equipe econômica. "Com mais disputa, o preço pelos blocos deve aumentar", disse Fernando Coelho Filho. "Há um consenso de que, com números mais realistas, vamos ter a oportunidade de dar novo dinamismo à indústria nacional."
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Osorio insiste no rodízio para manter São Paulo no G-4
Desde que foi apresentado no São Paulo, o técnico colombiano Juan Carlos Osorio, 54, lançou um desafio aos jornalistas: desvendar as escalações da equipe titular. E assim foi no treino de sexta-feira (14), véspera do confronto com o Goiás, às 21h deste sábado (15), no Morumbi, pelo Brasileiro. Além de esconder as preferências durante o treino, o que já dificulta qualquer previsão, o técnico gosta de mudar os jogadores de posição. Com ele no comando, o São Paulo já teve zagueiro escalado como volante, meia no lugar do centroavante e lateral no papel de meia e atacante. Osorio diz que as mudanças são feitas de acordo com o adversário. Por isso, é pouco provável que repita a equipe derrotou o Figueirense por 2 a 0, na quarta (12), e ou que empatou com o Corinthians, domingo passado (9). Incomuns, as mudanças também ajudaram o time a não afundar no Brasileiro. É verdade que quando Osorio assumiu o São Paulo, na sexta rodada do campeonato, o time era o segundo colocado e vivia a expectativa de brigar pelo título nacional. Mas a equipe teve uma queda de produção que coincidiu com a negociação de sete jogadores, sendo três titulares: o zagueiro Dória e os volantes Souza e Denílson. Com a equipe enfraquecida, o São Paulo chegou a cair para o oitavo lugar, ficou quatro jogos sem vencer e até Osorio parecia fadado ao fracasso. Mas a filosofia foi mantida e começou a ter efeito. O time voltou a jogar bem nas últimas rodadas é o quarto colocado, com 31 pontos. Neste sábado (15), o torcedor deve ver novas mudanças porque Osorio não poderá contar com o zagueiro Luiz Eduardo, suspenso por ter sido expulso, e o atacante Luis Fabiano, que tem um corte no pé esquerdo e não pode jogar. O São Paulo ainda busca a vitória para encerrar o primeiro turno dentro do G-4, grupo dos classificados à próxima Copa Libertadores. Se triunfar, terá 34 pontos, dois a menos do que a campanha em 2014 em 19 rodadas —ano em que o time de Muricy Ramalho perdeu a taça nacional para o Cruzeiro. FICHA SÃO PAULO: Rogério Ceni (Renan Ribeiro); Bruno, Rafael Toloi, Lucão e Carlinhos; Wesley (Breno), Thiago Mendes (Hudson), Ganso e Michel Bastos; Pato e Centurión. Técnico: Juan Carlos Osorio GOIÁS: Renan; Gimenez, Fred, Felipe Macedo e Diogo Barbosa; Rodrigo, Patrick, David e Felipe Menezes; Erik e Bruno Henrique (Murilo). Técnico: Julinho Camargo Estádio: Morumbi Árbitro: Marielson Alves Silva (BA) Horário: 21h TV: Pay-per-view
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Osorio insiste no rodízio para manter São Paulo no G-4Desde que foi apresentado no São Paulo, o técnico colombiano Juan Carlos Osorio, 54, lançou um desafio aos jornalistas: desvendar as escalações da equipe titular. E assim foi no treino de sexta-feira (14), véspera do confronto com o Goiás, às 21h deste sábado (15), no Morumbi, pelo Brasileiro. Além de esconder as preferências durante o treino, o que já dificulta qualquer previsão, o técnico gosta de mudar os jogadores de posição. Com ele no comando, o São Paulo já teve zagueiro escalado como volante, meia no lugar do centroavante e lateral no papel de meia e atacante. Osorio diz que as mudanças são feitas de acordo com o adversário. Por isso, é pouco provável que repita a equipe derrotou o Figueirense por 2 a 0, na quarta (12), e ou que empatou com o Corinthians, domingo passado (9). Incomuns, as mudanças também ajudaram o time a não afundar no Brasileiro. É verdade que quando Osorio assumiu o São Paulo, na sexta rodada do campeonato, o time era o segundo colocado e vivia a expectativa de brigar pelo título nacional. Mas a equipe teve uma queda de produção que coincidiu com a negociação de sete jogadores, sendo três titulares: o zagueiro Dória e os volantes Souza e Denílson. Com a equipe enfraquecida, o São Paulo chegou a cair para o oitavo lugar, ficou quatro jogos sem vencer e até Osorio parecia fadado ao fracasso. Mas a filosofia foi mantida e começou a ter efeito. O time voltou a jogar bem nas últimas rodadas é o quarto colocado, com 31 pontos. Neste sábado (15), o torcedor deve ver novas mudanças porque Osorio não poderá contar com o zagueiro Luiz Eduardo, suspenso por ter sido expulso, e o atacante Luis Fabiano, que tem um corte no pé esquerdo e não pode jogar. O São Paulo ainda busca a vitória para encerrar o primeiro turno dentro do G-4, grupo dos classificados à próxima Copa Libertadores. Se triunfar, terá 34 pontos, dois a menos do que a campanha em 2014 em 19 rodadas —ano em que o time de Muricy Ramalho perdeu a taça nacional para o Cruzeiro. FICHA SÃO PAULO: Rogério Ceni (Renan Ribeiro); Bruno, Rafael Toloi, Lucão e Carlinhos; Wesley (Breno), Thiago Mendes (Hudson), Ganso e Michel Bastos; Pato e Centurión. Técnico: Juan Carlos Osorio GOIÁS: Renan; Gimenez, Fred, Felipe Macedo e Diogo Barbosa; Rodrigo, Patrick, David e Felipe Menezes; Erik e Bruno Henrique (Murilo). Técnico: Julinho Camargo Estádio: Morumbi Árbitro: Marielson Alves Silva (BA) Horário: 21h TV: Pay-per-view
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Governo conta com uma receita extra de R$ 8 bi para evitar corte de despesa
Apesar da nova frustração com suas receitas em agosto, que ficaram abaixo do previsto, o governo Michel Temer não fará bloqueio de gastos no Orçamento da União deste ano para compensar a queda na arrecadação federal. A saída encontrada, que será anunciada nesta quinta-(22), será incluir pela primeira vez no relatório de despesas e receitas da União uma previsão de arrecadação com o programa de repatriação de recursos ilegais mantidos por brasileiros no exterior. O Ministério da Fazenda, que não tem divulgado expectativa de receita com a repatriação, agora trabalha com uma arrecadação de pelo menos R$ 8 bilhões com o pagamento de multa e Imposto de Renda pelos brasileiros que irão regularizar seus recursos. Esse valor pode alcançar R$ 50 bilhões, segundo os cálculos da equipe econômica. O relatório bimestral de receitas e despesas tem de ser divulgado pelo Ministério do Planejamento a cada bimestre. É nesse documento que o governo indica como está o comportamento das receitas e das despesas da União e mostra como conseguirá atingir sua meta fiscal —que, neste ano, é atingir um deficit primário de R$ 170,5 bilhões. O governo havia comemorado o fato de que, no mês de julho, a arrecadação surpreendeu e ficou, pela primeira vez no ano, acima das previsões feitas pela Receita Federal. Com isto, a avaliação do governo era que estava descartado, até o final de 2016, um bloqueio de gastos. No mês passado, a receita voltou a decepcionar. Como a Folha informou terça (20), especialistas preveem queda de 9% no recolhimento de impostos e contribuições em agosto em relação ao mesmo mês do ano passado, acima dos 5,8% verificados em julho. Para evitar o anúncio do bloqueio, que teria repercussão negativa na reta final das eleições municipais, o governo diz que sua projeção de receitas para o ano não devem ser alteradas, apesar da frustração registrada em agosto. Além disso, decidiu divulgar sua expectativa de arrecadação de recursos com a repatriação argumentando que, com a proximidade do prazo final para adesão ao programa, em 31 de outubro, já seria possível fazer previsões. Até a semana passada, o valor não era divulgado, e integrantes do governo ainda argumentavam que era cedo para antecipar o montante. A expectativa dos economistas do mercado financeiro e do próprio governo é que a maior parte dos recursos será repatriada perto do fim do prazo. O relatório desta quinta será o único com uma projeção para a repatriação, já que o próximo, a ser divulgado em novembro, deverá conter o valor de fato arrecadado. Na semana passada, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que colocará em votação em outubro projetos que alteram a lei da repatriação, o que pode mudar o valor final arrecadado e até prorrogar o prazo final para adesão. Deputados querem derrubar a regra que exclui políticos e familiares do programa e definir que o imposto e a multa sejam aplicados só sobre saldos existentes no fim de 2014. A Receita é contra. - O QUE É A META FISCAL Na Lei de Diretrizes Orçamentárias, aprovada pelo Congresso em maio, o governo federal definiu como meta para o Orçamento deste ano um deficit bilionário R$ 170,5 bi é o deficit previsto para 2016 REVISÃO BIMESTRAL A cada dois meses, o governo reavalia receitas e despesas e faz os ajustes necessários para garantir o cumprimento da meta estabelecida em lei -9% foi a queda da arrecadação de impostos e contribuições em agosto, em relação a 2015 REDUZINDO O DEFICIT No ano que vem, o plano do governo é reduzir o deficit, segurando o aumento das despesas e contando com a recuperação da economia R$ 139 bi é o deficit previsto para 2017
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Governo conta com uma receita extra de R$ 8 bi para evitar corte de despesaApesar da nova frustração com suas receitas em agosto, que ficaram abaixo do previsto, o governo Michel Temer não fará bloqueio de gastos no Orçamento da União deste ano para compensar a queda na arrecadação federal. A saída encontrada, que será anunciada nesta quinta-(22), será incluir pela primeira vez no relatório de despesas e receitas da União uma previsão de arrecadação com o programa de repatriação de recursos ilegais mantidos por brasileiros no exterior. O Ministério da Fazenda, que não tem divulgado expectativa de receita com a repatriação, agora trabalha com uma arrecadação de pelo menos R$ 8 bilhões com o pagamento de multa e Imposto de Renda pelos brasileiros que irão regularizar seus recursos. Esse valor pode alcançar R$ 50 bilhões, segundo os cálculos da equipe econômica. O relatório bimestral de receitas e despesas tem de ser divulgado pelo Ministério do Planejamento a cada bimestre. É nesse documento que o governo indica como está o comportamento das receitas e das despesas da União e mostra como conseguirá atingir sua meta fiscal —que, neste ano, é atingir um deficit primário de R$ 170,5 bilhões. O governo havia comemorado o fato de que, no mês de julho, a arrecadação surpreendeu e ficou, pela primeira vez no ano, acima das previsões feitas pela Receita Federal. Com isto, a avaliação do governo era que estava descartado, até o final de 2016, um bloqueio de gastos. No mês passado, a receita voltou a decepcionar. Como a Folha informou terça (20), especialistas preveem queda de 9% no recolhimento de impostos e contribuições em agosto em relação ao mesmo mês do ano passado, acima dos 5,8% verificados em julho. Para evitar o anúncio do bloqueio, que teria repercussão negativa na reta final das eleições municipais, o governo diz que sua projeção de receitas para o ano não devem ser alteradas, apesar da frustração registrada em agosto. Além disso, decidiu divulgar sua expectativa de arrecadação de recursos com a repatriação argumentando que, com a proximidade do prazo final para adesão ao programa, em 31 de outubro, já seria possível fazer previsões. Até a semana passada, o valor não era divulgado, e integrantes do governo ainda argumentavam que era cedo para antecipar o montante. A expectativa dos economistas do mercado financeiro e do próprio governo é que a maior parte dos recursos será repatriada perto do fim do prazo. O relatório desta quinta será o único com uma projeção para a repatriação, já que o próximo, a ser divulgado em novembro, deverá conter o valor de fato arrecadado. Na semana passada, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que colocará em votação em outubro projetos que alteram a lei da repatriação, o que pode mudar o valor final arrecadado e até prorrogar o prazo final para adesão. Deputados querem derrubar a regra que exclui políticos e familiares do programa e definir que o imposto e a multa sejam aplicados só sobre saldos existentes no fim de 2014. A Receita é contra. - O QUE É A META FISCAL Na Lei de Diretrizes Orçamentárias, aprovada pelo Congresso em maio, o governo federal definiu como meta para o Orçamento deste ano um deficit bilionário R$ 170,5 bi é o deficit previsto para 2016 REVISÃO BIMESTRAL A cada dois meses, o governo reavalia receitas e despesas e faz os ajustes necessários para garantir o cumprimento da meta estabelecida em lei -9% foi a queda da arrecadação de impostos e contribuições em agosto, em relação a 2015 REDUZINDO O DEFICIT No ano que vem, o plano do governo é reduzir o deficit, segurando o aumento das despesas e contando com a recuperação da economia R$ 139 bi é o deficit previsto para 2017
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Dunga convoca três novatos e chama Kaká e Hulk para amistosos
O técnico da seleção brasileira, Dunga, convocou nesta quinta-feira (13) 24 jogadores para os amistosos contra a Costa Rica, marcado para o dia 5 de setembro, em Nova Jersey, e diante dos EUA, no dia 8, em Boston. Na lista, as novidades são o goleiro Alisson, do Internacional, o lateral esquerdo Douglas Santos, do Atlético-MG, e o meia-atacante Lucas Lima, do Santos. Os três jogadores foram chamados pela primeira vez. As outras novidades foram os retornos do meia-atacante Kaká, do Orlando City, e do atacante Hulk, do Zenit. Kaká não era chamado desde outubro do ano passado, quando ainda atuava pelo São Paulo. Ele participou dos amistosos contra a Argentina e Japão. Convocados da seleção Já Hulk não era chamado desde a primeira convocação do treinador. Na oportunidade, o atacante do Zenit foi convocado, mas acabou cortado por lesão. Mesmo com caxumba e suspenso das duas primeiras partidas das eliminatórias para a Copa do Mundo-2018, o atacante Neymar, do Barcelona, foi convocado. Os jogos contra a Costa Rica e EUA são os últimos da seleção brasileira antes do início das eliminatórias sul-americanas. O Brasil estreia contra o Chile fora de casa. O jogo será realizado em outubro —a data e o horário da partida ainda não foram divulgados. 'sos8qan748qi1ii5gxhlm00hq', 'CFB8125822773524E0440021281A8A86', '1iuugsgwg5ukz19csi4n8u7wkc', 'perfsos8qan748qi1ii5gxhlm00hq-1iuugsgwg5ukz19csi4n8u7wkc', 'eplayer41', {age:1435250785000} CONFIRA OS 24 JOGADORES CONVOCADOS POR DUNGA GOLEIROS Jefferson (Botafogo) Marcelo Grohe (Grêmio) Alisson (Internacional) ZAGUEIROS David Luiz (Paris Saint-Germain) Marquinhos (Paris Saint-Germain) Miranda (Inter de Milão) Gabriel Paulista (Arsenal) LATERAIS Daniel Alves (Barcelona) Filipe Luis (Atlético de Madri) Danilo (Real Madrid) Douglas Santos (Atlético-MG) VOLANTES Luiz Gustavo (Wolfsburg) Fernandinho (Manchester City) Elias (Corinthians) Ramires (Chelsea) MEIAS Oscar (Chelsea) Willian (Chelsea) Lucas Lima (Santos) Kaká (Orlando City) Douglas Costa (Bayern de Munique) ATACANTES Neymar (Barcelona) Lucas (Paris Saint-Germain) Hulk (Zenit) Firmino (Liverpool)
esporte
Dunga convoca três novatos e chama Kaká e Hulk para amistososO técnico da seleção brasileira, Dunga, convocou nesta quinta-feira (13) 24 jogadores para os amistosos contra a Costa Rica, marcado para o dia 5 de setembro, em Nova Jersey, e diante dos EUA, no dia 8, em Boston. Na lista, as novidades são o goleiro Alisson, do Internacional, o lateral esquerdo Douglas Santos, do Atlético-MG, e o meia-atacante Lucas Lima, do Santos. Os três jogadores foram chamados pela primeira vez. As outras novidades foram os retornos do meia-atacante Kaká, do Orlando City, e do atacante Hulk, do Zenit. Kaká não era chamado desde outubro do ano passado, quando ainda atuava pelo São Paulo. Ele participou dos amistosos contra a Argentina e Japão. Convocados da seleção Já Hulk não era chamado desde a primeira convocação do treinador. Na oportunidade, o atacante do Zenit foi convocado, mas acabou cortado por lesão. Mesmo com caxumba e suspenso das duas primeiras partidas das eliminatórias para a Copa do Mundo-2018, o atacante Neymar, do Barcelona, foi convocado. Os jogos contra a Costa Rica e EUA são os últimos da seleção brasileira antes do início das eliminatórias sul-americanas. O Brasil estreia contra o Chile fora de casa. O jogo será realizado em outubro —a data e o horário da partida ainda não foram divulgados. 'sos8qan748qi1ii5gxhlm00hq', 'CFB8125822773524E0440021281A8A86', '1iuugsgwg5ukz19csi4n8u7wkc', 'perfsos8qan748qi1ii5gxhlm00hq-1iuugsgwg5ukz19csi4n8u7wkc', 'eplayer41', {age:1435250785000} CONFIRA OS 24 JOGADORES CONVOCADOS POR DUNGA GOLEIROS Jefferson (Botafogo) Marcelo Grohe (Grêmio) Alisson (Internacional) ZAGUEIROS David Luiz (Paris Saint-Germain) Marquinhos (Paris Saint-Germain) Miranda (Inter de Milão) Gabriel Paulista (Arsenal) LATERAIS Daniel Alves (Barcelona) Filipe Luis (Atlético de Madri) Danilo (Real Madrid) Douglas Santos (Atlético-MG) VOLANTES Luiz Gustavo (Wolfsburg) Fernandinho (Manchester City) Elias (Corinthians) Ramires (Chelsea) MEIAS Oscar (Chelsea) Willian (Chelsea) Lucas Lima (Santos) Kaká (Orlando City) Douglas Costa (Bayern de Munique) ATACANTES Neymar (Barcelona) Lucas (Paris Saint-Germain) Hulk (Zenit) Firmino (Liverpool)
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Compra de produtora de Candy Crush dá acesso a games móveis à Activision
Tamanho importa para Bobby Kotick, cuja produtora norte-americana de videogames Activision Blizzard está pagando US$ 5,9 bilhões para adquirir a King Digital, líder europeia no segmento de games para aparelhos móveis. Quando "Call of Duty" - talvez a série de videogames mais conhecida da Activision - obteve recordes de vendas em seus lançamentos em anos sucessivos, Kotick definiu a façanha como o maior lançamento na história do entretenimento, comparável aos filmes de grande orçamento de Hollywood. O preço que ele pagou pela produtora de Candy Crush Saga, um dos jogos mais populares de todos os tempos, também representa uma das maiores quantias pagas por qualquer marca de entretenimento nos últimos anos. As duas recentes aquisições transformadoras da Disney, que tomou o controle da gigante dos quadrinhos Marvel e da Lucasfilm, foram ambas mais baratas, atingindo a marca dos US$ 4 bilhões cada. Mas como Hollywood, o setor de jogos está enfrentando uma transição complicada das grandes para as pequenas telas. E quanto a isso, Kotick não hesita em admitir que a Activision deixou a desejar. "Não tivemos sucessos nos jogos para aparelhos móveis, realmente, e não fizemos investimentos para isso", ele diz. Há algumas pequenas exceções: Hearthstone, um derivativo para aparelhos móveis de World of Warcraft, um jogo online para múltiplos jogadores da Activision, conquistou algum sucesso desde seu lançamento em abril. Mas embora a companhia venha tentando levar o Call of Duty e Guitar Hero aos celulares e tablets, nenhum outro de seus produtos ganhou popularidade. "Uma das coisas que realmente respeitamos nos negócios [da King] é que eles são diferentes dos nossos", disse Kotick. Isso se aplica à maneira pela qual os jogos são projetados e à maneira pela qual jogadores são atraídos, nas movimentadas lojas de aplicativos, e se estende à maneira pela qual a empresa obtém lucro. Ao contrário dos gastos antecipados com a compra de um console de videogame ou assinatura de World of Warcraft, as companhias de jogos móveis de maior faturamento oferecem seus produtos gratuitamente, e uma parcela pequena mas leal dos usuários opta mais tarde por pagar para obter versões estendidas ou atualizações. "Poderíamos ter continuado a investir para explorar esse segmento como oportunidade", diz Kotick., "Mas por mais que o fizéssemos, não creio que fosse possível adquirir a experiência e a capacidade que Riccardo [Zacconi, o presidente-executivo da King Digital] e sua equipe já têm". A transação também cria mais um número respeitável. Combinadas, as duas empresas contam com uma rede de 500 milhões de usuários ativos. A escala que esse número representa, alardeia Kotick, só é superada pelo Facebook e Google. Mas alguns analistas pareciam intrigados com a decisão da Activision. O Candy Crush continua a ser uma força dominante no mercado de jogos para aparelhos móveis, mas atingiu seu pico dois anos atrás. Zacconi declarou em seu anúncio na segunda-feira que a King Digital registrou 474 milhões de usuários ativos por mês no terceiro trimestre de 2015, declínio de 5% ante o trimestre anterior. Isso mantém uma tendência de ligeira queda. "O desafio com os jogos para aparelhos móveis é transformar um grande sucesso em uma linha sustentável de títulos", diz Dan Cryan, analista de mídia digital no grupo de pesquisa IHS. "Esse vem sendo o problema para a Rovio [criadora dos jogos Angry Birds] e talvez seja o maior desafio enfrentado pela King Digital". A esperança da Activision é que ela possa atrair usuários com novas variantes do Candy Crush e dos demais formatos de jogos da King Digital, mas portando suas marcas e desenvolvendo suas séries de jogos, que remontam aos primeiros jogos para computadores, destinados aos consoles Atari, Commodore e Nintendo iniciais. "Trazemos 35 anos de criação de propriedade intelectual", disse Kotick. "Temos mais propriedades intelectuais, que agora estarão disponíveis para Riccardo, do que qualquer outra fonte". No entanto, alguns analistas acreditam que os jogos atuais da Activision tenham mais em comum com o mundo de fantasia de Game of War, jogo produzido pela Machine Zone, ou Clash of Clans, da Supercell - jogos conhecidos como "mid-core", que atraem uma audiência menor mas mais dedicada do que os jogadores casuais atraídos pelas açucaradas delícias do Candy Crush. Mas Zacconi, antigo "empreendedor residente" na Benchmark, uma administradora de capital para empreendimentos no Vale do Silício, insiste em que há coisas mais importantes que a afinidade temática. "Temos uma das maiores redes e, em minha passagem pela Benchmark, aprendi que é melhor ter acesso a uma audiência realmente ampla e, a partir disso, segmentá-la e explorar diferentes oportunidades, do que ter um negócio muito largo em termos de receitas mas com audiência muito estreita", ele diz. Se existe um número na Activision que não é tão grande quanto parece, pode ser o preço que ela pagou pela King Digital. Michael Pachter, analista de jogos na corretora Wedbush Securities, disse que, excluídos os US$ 900 milhões em reservas de caixa da King Digital, a Activision está pagando cerca de sete vezes o valor do fluxo de caixa operacional da empresa para adquiri-la. Isso "não é muito caro", considerando que elevará em 60 a 75 centavos de dólar o lucro anual por ação. Além disso, o pagamento será realizado em parte por meio das reservas de caixa acumuladas pela Activision no exterior, o que evita o pagamento dos impostos em que a empresa teria incorrido caso repatriasse esse dinheiro. A oferta, no valor de US$ 18 por ação, também representa deságio de 20% ante o preço de US$ 22,50 pelo qual a King Digital realizou sua oferta inicial de ações há 18 meses. "Cumprimento a Activision por ter sido introspectiva o bastante para compreender que não teria condições de vencer sozinha nesse novo mercado", diz Pachter sobre o esforço da empresa para usar a King Digital como caminho para avançar dos consoles de videogames aos aparelhos móveis. "E cumprimento a King por compreender que eles não são um grande negócio caso optem por se manter independentes. Juntas, as duas companhias têm mais chance". Tradução de PAULO MIGLIACCI
mercado
Compra de produtora de Candy Crush dá acesso a games móveis à ActivisionTamanho importa para Bobby Kotick, cuja produtora norte-americana de videogames Activision Blizzard está pagando US$ 5,9 bilhões para adquirir a King Digital, líder europeia no segmento de games para aparelhos móveis. Quando "Call of Duty" - talvez a série de videogames mais conhecida da Activision - obteve recordes de vendas em seus lançamentos em anos sucessivos, Kotick definiu a façanha como o maior lançamento na história do entretenimento, comparável aos filmes de grande orçamento de Hollywood. O preço que ele pagou pela produtora de Candy Crush Saga, um dos jogos mais populares de todos os tempos, também representa uma das maiores quantias pagas por qualquer marca de entretenimento nos últimos anos. As duas recentes aquisições transformadoras da Disney, que tomou o controle da gigante dos quadrinhos Marvel e da Lucasfilm, foram ambas mais baratas, atingindo a marca dos US$ 4 bilhões cada. Mas como Hollywood, o setor de jogos está enfrentando uma transição complicada das grandes para as pequenas telas. E quanto a isso, Kotick não hesita em admitir que a Activision deixou a desejar. "Não tivemos sucessos nos jogos para aparelhos móveis, realmente, e não fizemos investimentos para isso", ele diz. Há algumas pequenas exceções: Hearthstone, um derivativo para aparelhos móveis de World of Warcraft, um jogo online para múltiplos jogadores da Activision, conquistou algum sucesso desde seu lançamento em abril. Mas embora a companhia venha tentando levar o Call of Duty e Guitar Hero aos celulares e tablets, nenhum outro de seus produtos ganhou popularidade. "Uma das coisas que realmente respeitamos nos negócios [da King] é que eles são diferentes dos nossos", disse Kotick. Isso se aplica à maneira pela qual os jogos são projetados e à maneira pela qual jogadores são atraídos, nas movimentadas lojas de aplicativos, e se estende à maneira pela qual a empresa obtém lucro. Ao contrário dos gastos antecipados com a compra de um console de videogame ou assinatura de World of Warcraft, as companhias de jogos móveis de maior faturamento oferecem seus produtos gratuitamente, e uma parcela pequena mas leal dos usuários opta mais tarde por pagar para obter versões estendidas ou atualizações. "Poderíamos ter continuado a investir para explorar esse segmento como oportunidade", diz Kotick., "Mas por mais que o fizéssemos, não creio que fosse possível adquirir a experiência e a capacidade que Riccardo [Zacconi, o presidente-executivo da King Digital] e sua equipe já têm". A transação também cria mais um número respeitável. Combinadas, as duas empresas contam com uma rede de 500 milhões de usuários ativos. A escala que esse número representa, alardeia Kotick, só é superada pelo Facebook e Google. Mas alguns analistas pareciam intrigados com a decisão da Activision. O Candy Crush continua a ser uma força dominante no mercado de jogos para aparelhos móveis, mas atingiu seu pico dois anos atrás. Zacconi declarou em seu anúncio na segunda-feira que a King Digital registrou 474 milhões de usuários ativos por mês no terceiro trimestre de 2015, declínio de 5% ante o trimestre anterior. Isso mantém uma tendência de ligeira queda. "O desafio com os jogos para aparelhos móveis é transformar um grande sucesso em uma linha sustentável de títulos", diz Dan Cryan, analista de mídia digital no grupo de pesquisa IHS. "Esse vem sendo o problema para a Rovio [criadora dos jogos Angry Birds] e talvez seja o maior desafio enfrentado pela King Digital". A esperança da Activision é que ela possa atrair usuários com novas variantes do Candy Crush e dos demais formatos de jogos da King Digital, mas portando suas marcas e desenvolvendo suas séries de jogos, que remontam aos primeiros jogos para computadores, destinados aos consoles Atari, Commodore e Nintendo iniciais. "Trazemos 35 anos de criação de propriedade intelectual", disse Kotick. "Temos mais propriedades intelectuais, que agora estarão disponíveis para Riccardo, do que qualquer outra fonte". No entanto, alguns analistas acreditam que os jogos atuais da Activision tenham mais em comum com o mundo de fantasia de Game of War, jogo produzido pela Machine Zone, ou Clash of Clans, da Supercell - jogos conhecidos como "mid-core", que atraem uma audiência menor mas mais dedicada do que os jogadores casuais atraídos pelas açucaradas delícias do Candy Crush. Mas Zacconi, antigo "empreendedor residente" na Benchmark, uma administradora de capital para empreendimentos no Vale do Silício, insiste em que há coisas mais importantes que a afinidade temática. "Temos uma das maiores redes e, em minha passagem pela Benchmark, aprendi que é melhor ter acesso a uma audiência realmente ampla e, a partir disso, segmentá-la e explorar diferentes oportunidades, do que ter um negócio muito largo em termos de receitas mas com audiência muito estreita", ele diz. Se existe um número na Activision que não é tão grande quanto parece, pode ser o preço que ela pagou pela King Digital. Michael Pachter, analista de jogos na corretora Wedbush Securities, disse que, excluídos os US$ 900 milhões em reservas de caixa da King Digital, a Activision está pagando cerca de sete vezes o valor do fluxo de caixa operacional da empresa para adquiri-la. Isso "não é muito caro", considerando que elevará em 60 a 75 centavos de dólar o lucro anual por ação. Além disso, o pagamento será realizado em parte por meio das reservas de caixa acumuladas pela Activision no exterior, o que evita o pagamento dos impostos em que a empresa teria incorrido caso repatriasse esse dinheiro. A oferta, no valor de US$ 18 por ação, também representa deságio de 20% ante o preço de US$ 22,50 pelo qual a King Digital realizou sua oferta inicial de ações há 18 meses. "Cumprimento a Activision por ter sido introspectiva o bastante para compreender que não teria condições de vencer sozinha nesse novo mercado", diz Pachter sobre o esforço da empresa para usar a King Digital como caminho para avançar dos consoles de videogames aos aparelhos móveis. "E cumprimento a King por compreender que eles não são um grande negócio caso optem por se manter independentes. Juntas, as duas companhias têm mais chance". Tradução de PAULO MIGLIACCI
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Omissão do Congresso amplia incertezas sobre desfecho da crise
Se o Congresso tivesse feito a lição de casa, haveria menos dúvidas sobre o desfecho da crise que sacode o governo de Michel Temer (PMDB). Não se sabe se o presidente deixará o cargo. Caso isso aconteça, não se sabe se será por renúncia, impeachment, cassação (no Tribunal Superior Eleitoral) ou abertura de processo penal no Supremo Tribunal Federal (STF). Essa incerteza faz parte do jogo. O que não deveria fazer parte do jogo é a incerteza quanto às regras a serem seguidas a partir daí. De acordo com a Constituição, se os cargos de presidente e vice ficarem vagos nos últimos dois anos do mandato, a escolha do novo chefe do Executivo ocorre em até 30 dias, em eleições indiretas -isto é, só deputados e senadores participam da votação. As regras desse processo eleitoral, porém, não estão na Constituição de 1988. Elas precisariam ter sido definidas por lei específica -a qual o Congresso não aprovou. Possibilidades para a saída de Temer Com isso, não se sabe ao certo, entre outras coisas, quem poderá entrar na corrida. Em condições normais, juízes, membros do Ministério Público, ministros, governadores e prefeitos, por exemplo, precisam deixar o cargo seis meses antes da disputa. Valerá esse critério? Ou haverá interpretação diferente à luz da situação excepcional? Também não se sabe como será a votação. Um candidato precisa ser escolhido por mais de 50% dos congressistas (513 deputados e 81 senadores)? Há segundo turno? A incerteza existe pois, sem regras atuais, a referência é a lei 4.321, de 1964. Aprovada na ditadura, ela determina que a eleição para presidente e vice se dê de forma separada (não em chapa única) e só admite segundo turno após duas rodadas de votação. Como essas diretrizes parecem incompatíveis com a Constituição, o mais provável é que o STF defina o rito -como no impeachment de Dilma Rousseff (PT). Nem mesmo a forma da disputa, contudo, é ponto pacífico. Congressistas tentam aprovar uma emenda à Constituição para estabelecer votação indireta só nos últimos seis meses do mandato.
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Omissão do Congresso amplia incertezas sobre desfecho da criseSe o Congresso tivesse feito a lição de casa, haveria menos dúvidas sobre o desfecho da crise que sacode o governo de Michel Temer (PMDB). Não se sabe se o presidente deixará o cargo. Caso isso aconteça, não se sabe se será por renúncia, impeachment, cassação (no Tribunal Superior Eleitoral) ou abertura de processo penal no Supremo Tribunal Federal (STF). Essa incerteza faz parte do jogo. O que não deveria fazer parte do jogo é a incerteza quanto às regras a serem seguidas a partir daí. De acordo com a Constituição, se os cargos de presidente e vice ficarem vagos nos últimos dois anos do mandato, a escolha do novo chefe do Executivo ocorre em até 30 dias, em eleições indiretas -isto é, só deputados e senadores participam da votação. As regras desse processo eleitoral, porém, não estão na Constituição de 1988. Elas precisariam ter sido definidas por lei específica -a qual o Congresso não aprovou. Possibilidades para a saída de Temer Com isso, não se sabe ao certo, entre outras coisas, quem poderá entrar na corrida. Em condições normais, juízes, membros do Ministério Público, ministros, governadores e prefeitos, por exemplo, precisam deixar o cargo seis meses antes da disputa. Valerá esse critério? Ou haverá interpretação diferente à luz da situação excepcional? Também não se sabe como será a votação. Um candidato precisa ser escolhido por mais de 50% dos congressistas (513 deputados e 81 senadores)? Há segundo turno? A incerteza existe pois, sem regras atuais, a referência é a lei 4.321, de 1964. Aprovada na ditadura, ela determina que a eleição para presidente e vice se dê de forma separada (não em chapa única) e só admite segundo turno após duas rodadas de votação. Como essas diretrizes parecem incompatíveis com a Constituição, o mais provável é que o STF defina o rito -como no impeachment de Dilma Rousseff (PT). Nem mesmo a forma da disputa, contudo, é ponto pacífico. Congressistas tentam aprovar uma emenda à Constituição para estabelecer votação indireta só nos últimos seis meses do mandato.
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PIB cresce 1% no 1º trimestre, puxado por agronegócio; indústria melhora
A economia brasileira registrou, no primeiro trimestre deste ano, o primeiro resultado positivo após dois anos seguidos no vermelho. O IBGE divulgou nesta quinta (1º) que o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 1% no primeiro trimestre em relação ao quarto trimestre de 2016, já retirados os efeitos sazonais. É o primeiro número positivo desde o quarto trimestre de 2014, ou seja, após oito quedas seguidas. Em relação ao primeiro trimestre de 2016, o PIB recuou 0,4%. No acumulado de quatro trimestres, a queda é de 2,3%. O principal fator para o resultado positivo no primeiro trimestre foi o desempenho do setor agropecuário, que cresceu 13,4% no período, embalado por safras recordes de grãos. Os serviços, que respondem por mais de 70% do PIB, ficaram estáveis. A indústria também teve resultado positivo, com alta de 0,9%. PIB - Trimestre X trimestre imediatamente anterior, em % CONSUMO E INVESTIMENTO Com o desemprego em nível recorde, o consumo das famílias seguiu em leve baixa (-0,1%). Também houve queda, de 0,6%, no consumo do governo. O investimento recuou 1,6%, ainda na esteira da recessão. O resultado do PIB veio em linha com o que projetavam analistas. A projeção central era de uma alta de 1% no trimestre. REVISÃO Na divulgação do PIB, o IBGE anunciou também a revisão dos resultados referentes a três trimestres de 2016. O resultado do acumulado do ano, porém, foi mantido em -3,6%. No quarto trimestre, a queda do PIB foi atenuada, passando de 0,9% para 0,5%. No terceiro trimestre, a queda foi revista de 0,7% para 0,6%. O terceiro trimestre manteve retração de 0,3%. E no primeiro trimestre, foi acentuada: ao invés de cair 0,6%, o PIB caiu 1%, informou o IBGE. PIB por setores FIM DA RECESSÃO? Apesar de o número do trimestre apontar uma melhora da economia, especialistas afirmam que não é garantia de que o país saiu da recessão. Embora o conceito de dois trimestres consecutivos de queda seja a definição mais popular de recessão, na prática nem sempre isso ocorre. O Codace (Comitê de Datação dos Ciclos Econômicos) –que estabelece, oficialmente, o início e o fim das recessões no Brasil– marcou o segundo trimestre de 2014 como o marco inicial do atual ciclo, embora ele tenha sido seguido por dois outros trimestres de estabilidade do PIB. Em termos técnicos, para que uma economia esteja em expansão é preciso que o crescimento esteja espalhado por vários setores e em rota sustentável. Além disso, os dados que começam a sair do segundo trimestre e a mais recente turbulência política elevam o risco de que o PIB volte a cair nos próximos meses. Para especialistas, as duas características que indicam fim da recessão —crescimento em vários setores e em rota sustentável— não estão claramente configuradas no Brasil atualmente. Apesar dos bons resultados do agronegócio, a indústria tem apresentado altos e baixos e o setor de serviços continua sofrendo com a falta de demanda em um contexto de desemprego recorde. Além disso, segundo economistas, o PIB pode voltar a recuar no segundo trimestre, principalmente após a deterioração do cenário político, com risco de paralisia de reformas, como a da Previdência. "Ainda não via motivo suficiente para dizer que a recessão tinha acabado. A crise política adicionou um viés extra de baixa nessa análise", diz o economista Paulo Picchetti, da FGV. Picchetti é um dos sete membros do Codade. Ele ressalta que foi difícil determinar o início do atual ciclo recessivo e tudo indica que isso se repetirá no processo para registrar seu fim. Os comitês de datação de ciclos —no Brasil e em outros países— normalmente esperam algum tempo para anunciar suas decisões e só se manifestam quando têm elementos suficientes nos quais se basear. PIB
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PIB cresce 1% no 1º trimestre, puxado por agronegócio; indústria melhoraA economia brasileira registrou, no primeiro trimestre deste ano, o primeiro resultado positivo após dois anos seguidos no vermelho. O IBGE divulgou nesta quinta (1º) que o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 1% no primeiro trimestre em relação ao quarto trimestre de 2016, já retirados os efeitos sazonais. É o primeiro número positivo desde o quarto trimestre de 2014, ou seja, após oito quedas seguidas. Em relação ao primeiro trimestre de 2016, o PIB recuou 0,4%. No acumulado de quatro trimestres, a queda é de 2,3%. O principal fator para o resultado positivo no primeiro trimestre foi o desempenho do setor agropecuário, que cresceu 13,4% no período, embalado por safras recordes de grãos. Os serviços, que respondem por mais de 70% do PIB, ficaram estáveis. A indústria também teve resultado positivo, com alta de 0,9%. PIB - Trimestre X trimestre imediatamente anterior, em % CONSUMO E INVESTIMENTO Com o desemprego em nível recorde, o consumo das famílias seguiu em leve baixa (-0,1%). Também houve queda, de 0,6%, no consumo do governo. O investimento recuou 1,6%, ainda na esteira da recessão. O resultado do PIB veio em linha com o que projetavam analistas. A projeção central era de uma alta de 1% no trimestre. REVISÃO Na divulgação do PIB, o IBGE anunciou também a revisão dos resultados referentes a três trimestres de 2016. O resultado do acumulado do ano, porém, foi mantido em -3,6%. No quarto trimestre, a queda do PIB foi atenuada, passando de 0,9% para 0,5%. No terceiro trimestre, a queda foi revista de 0,7% para 0,6%. O terceiro trimestre manteve retração de 0,3%. E no primeiro trimestre, foi acentuada: ao invés de cair 0,6%, o PIB caiu 1%, informou o IBGE. PIB por setores FIM DA RECESSÃO? Apesar de o número do trimestre apontar uma melhora da economia, especialistas afirmam que não é garantia de que o país saiu da recessão. Embora o conceito de dois trimestres consecutivos de queda seja a definição mais popular de recessão, na prática nem sempre isso ocorre. O Codace (Comitê de Datação dos Ciclos Econômicos) –que estabelece, oficialmente, o início e o fim das recessões no Brasil– marcou o segundo trimestre de 2014 como o marco inicial do atual ciclo, embora ele tenha sido seguido por dois outros trimestres de estabilidade do PIB. Em termos técnicos, para que uma economia esteja em expansão é preciso que o crescimento esteja espalhado por vários setores e em rota sustentável. Além disso, os dados que começam a sair do segundo trimestre e a mais recente turbulência política elevam o risco de que o PIB volte a cair nos próximos meses. Para especialistas, as duas características que indicam fim da recessão —crescimento em vários setores e em rota sustentável— não estão claramente configuradas no Brasil atualmente. Apesar dos bons resultados do agronegócio, a indústria tem apresentado altos e baixos e o setor de serviços continua sofrendo com a falta de demanda em um contexto de desemprego recorde. Além disso, segundo economistas, o PIB pode voltar a recuar no segundo trimestre, principalmente após a deterioração do cenário político, com risco de paralisia de reformas, como a da Previdência. "Ainda não via motivo suficiente para dizer que a recessão tinha acabado. A crise política adicionou um viés extra de baixa nessa análise", diz o economista Paulo Picchetti, da FGV. Picchetti é um dos sete membros do Codade. Ele ressalta que foi difícil determinar o início do atual ciclo recessivo e tudo indica que isso se repetirá no processo para registrar seu fim. Os comitês de datação de ciclos —no Brasil e em outros países— normalmente esperam algum tempo para anunciar suas decisões e só se manifestam quando têm elementos suficientes nos quais se basear. PIB
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Aliados defendem Cunha, e oposição adota cautela
Reunido com cerca de trinta deputados em seu gabinete, na tarde desta quinta-feira (20), Eduardo Cunha (PMDB-RJ) voltou a se dizer inocente e rebateu ponto a ponto a denúncia da Procuradoria-Geral da República, segundo relato de parlamentares. "Para ele, a montanha pariu um rato", afirmou o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM). Aos deputados, Cunha reafirmou a disposição de não se afastar da presidência da Casa. E, nesse primeiro momento, recebeu a solidariedade de aliados. "Por que não os outros? Se teve delação, por que pinçar um e largar os outros pra trás?", questionou o líder da bancada do PTB, Jovair Arantes (GO). "Alguém tem que provar que ele é culpado. Até lá, ele tem que manter a sua condição de presidente." Entre os presentes no gabinete de Cunha, o deputado Rogério Rosso (PSD-DF), diz acreditar que o clima político fica acirrado, mas fala na necessidade de ter "maturidade" para não se julgar ninguém antes da Justiça. "É evidente que o clima político fica acirrado a partir de agora, mas ao mesmo tempo, ficam garantidos direitos constitucionais do presidente no que tange garantias ao contraditório, ampla defesa e presunção de inocência", disse o aliado de Cunha. A oposição adotou publicamente o mesmo tom de cautela das últimas semanas, embora nos bastidores mantenha por enquanto o apoio a Cunha, já que ele tem se mostrado o principal aliado na tarefa de atacar o governo Dilma Rousseff. "Sempre defendemos o aprofundamento das investigações e o instituto da delação premiada, independente de quem esteja envolvido. Caberá a ele [Cunha], agora, apresentar a sua defesa e, depois disso, o STF irá definir se aceitará ou não a denúncia. É preciso aguardar o desenrolar desse processo", afirmou o deputado Carlos Sampaio (SP), líder da bancada do PSDB. "Ele não pode ser blindado nem condenado antecipadamente, tem que aguardar", reforçou o líder do DEM, Mendonça Filho (PE), ressaltando que não havia ainda lido a denúncia. Um grupo de deputados de diferentes partidos, liderados pelo PSOL, anunciou um manifesto pedindo o afastamento de Cunha e fará a coleta de assinaturas de outros parlamentares. Até agora, o PSOL foi a única bancada na Câmara que firmou posição pelo afastamento de Cunha, mas o grupo que participou do manifesto inclui parlamentares de outras nove legendas, que deram apoio individualmente: PT, PSB, PPS, PDT, PR, PSC, PROS, PTB e até o próprio PMDB, partido de Cunha. PEEMEDEBISTAS Mesmo deputados do próprio PMDB já davam declarações menos favoráveis a Cunha nesta quinta. "Sem sombra de dúvida fica ruim. Não é um ambiente saudável, não é um ambiente de normalidade. É lógico que atingido por uma denúncia dessa gravidade, lógico que o presidente terá que buscar um recondicionamento, buscar esclarecer para nós internamente, dentro da bancada", afirmou o deputado Danilo Forte (PMDB-CE). Cunha se elegeu presidente da Câmara em fevereiro, derrotando o PT e o governo. Apesar das acusações de envolvimento na Lava Jato, tem mantido até agora amplo apoio entre seus pares. Enquete feita pela Folha há algumas semanas mostrou que só PSOL e PPS defendiam seu afastamento do comando da Casa caso fosse denunciado pelo Ministério Público. Na noite desta quinta, a bancada de deputados do PMDB soltou nota defendendo Cunha e criticando os pedidos para que ele se afaste do comando da Casa. "A bancada do PMDB na Câmara dos deputados apoia e acredita no presidente da Casa, Eduardo Cunha, e se solidariza com ele neste momento em que alguns se açodam a defender teses que ferem o princípio primordial do estado democrático de direito." Eduardo Cunha
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Aliados defendem Cunha, e oposição adota cautelaReunido com cerca de trinta deputados em seu gabinete, na tarde desta quinta-feira (20), Eduardo Cunha (PMDB-RJ) voltou a se dizer inocente e rebateu ponto a ponto a denúncia da Procuradoria-Geral da República, segundo relato de parlamentares. "Para ele, a montanha pariu um rato", afirmou o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM). Aos deputados, Cunha reafirmou a disposição de não se afastar da presidência da Casa. E, nesse primeiro momento, recebeu a solidariedade de aliados. "Por que não os outros? Se teve delação, por que pinçar um e largar os outros pra trás?", questionou o líder da bancada do PTB, Jovair Arantes (GO). "Alguém tem que provar que ele é culpado. Até lá, ele tem que manter a sua condição de presidente." Entre os presentes no gabinete de Cunha, o deputado Rogério Rosso (PSD-DF), diz acreditar que o clima político fica acirrado, mas fala na necessidade de ter "maturidade" para não se julgar ninguém antes da Justiça. "É evidente que o clima político fica acirrado a partir de agora, mas ao mesmo tempo, ficam garantidos direitos constitucionais do presidente no que tange garantias ao contraditório, ampla defesa e presunção de inocência", disse o aliado de Cunha. A oposição adotou publicamente o mesmo tom de cautela das últimas semanas, embora nos bastidores mantenha por enquanto o apoio a Cunha, já que ele tem se mostrado o principal aliado na tarefa de atacar o governo Dilma Rousseff. "Sempre defendemos o aprofundamento das investigações e o instituto da delação premiada, independente de quem esteja envolvido. Caberá a ele [Cunha], agora, apresentar a sua defesa e, depois disso, o STF irá definir se aceitará ou não a denúncia. É preciso aguardar o desenrolar desse processo", afirmou o deputado Carlos Sampaio (SP), líder da bancada do PSDB. "Ele não pode ser blindado nem condenado antecipadamente, tem que aguardar", reforçou o líder do DEM, Mendonça Filho (PE), ressaltando que não havia ainda lido a denúncia. Um grupo de deputados de diferentes partidos, liderados pelo PSOL, anunciou um manifesto pedindo o afastamento de Cunha e fará a coleta de assinaturas de outros parlamentares. Até agora, o PSOL foi a única bancada na Câmara que firmou posição pelo afastamento de Cunha, mas o grupo que participou do manifesto inclui parlamentares de outras nove legendas, que deram apoio individualmente: PT, PSB, PPS, PDT, PR, PSC, PROS, PTB e até o próprio PMDB, partido de Cunha. PEEMEDEBISTAS Mesmo deputados do próprio PMDB já davam declarações menos favoráveis a Cunha nesta quinta. "Sem sombra de dúvida fica ruim. Não é um ambiente saudável, não é um ambiente de normalidade. É lógico que atingido por uma denúncia dessa gravidade, lógico que o presidente terá que buscar um recondicionamento, buscar esclarecer para nós internamente, dentro da bancada", afirmou o deputado Danilo Forte (PMDB-CE). Cunha se elegeu presidente da Câmara em fevereiro, derrotando o PT e o governo. Apesar das acusações de envolvimento na Lava Jato, tem mantido até agora amplo apoio entre seus pares. Enquete feita pela Folha há algumas semanas mostrou que só PSOL e PPS defendiam seu afastamento do comando da Casa caso fosse denunciado pelo Ministério Público. Na noite desta quinta, a bancada de deputados do PMDB soltou nota defendendo Cunha e criticando os pedidos para que ele se afaste do comando da Casa. "A bancada do PMDB na Câmara dos deputados apoia e acredita no presidente da Casa, Eduardo Cunha, e se solidariza com ele neste momento em que alguns se açodam a defender teses que ferem o princípio primordial do estado democrático de direito." Eduardo Cunha
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O abraço
Eu estava na rua Harmonia, saindo de um almoço, e me culpava pelo sapato tão difícil em um dia tão difícil. Poucas coisas me suscitam maior desproteção do que me sentir mal parada em dias que é necessário despachar-se com velocidade. Percebi que fazia aquilo de novo. Prensar a mandíbula, me mastigar pra acabar logo com isso. Depois sempre vinha a enxaqueca. Depois o remédio da enxaqueca me daria gastrite. A gastrite me faria comer mal. Comer mal baixaria minha resistência e eu pegaria alguma virose. A virose me faria respirar pela boca, que me faria dormir mal, que me faria, lá pro terceiro dia dormindo mal, tomar um remédio pra dormir bem. E então, quando eu parasse com o remédio, depois de uns dois dias dormindo como só os bons filhos que ainda moram com as boas mães dormem, eu apertaria o maxilar, querendo me triturar pra acabar logo com isso. Cada saliva produzida é uma nova chance de recomeçar o círculo vicioso da autodanação diária. Eu checava minha própria voz em um WhatsApp de voz (vocês também fazem isso? Um misto de "xeu ver se sou sexy?" com "xeu ver se falei tudo que tinha pra falar" com "só me coloco no lugar do outro quando é pra receber uma mensagem minha") quando um Kia Soul vermelho brecou secamente. O decrescer do vidro revelou gradualmente pedaços de um rosto habitual. Parecia um jogo do Silvio Santos "maô-ê, de quem são esses olhosamm?". Primeiro uma testa conhecida, então um nariz conhecido, daí uma boca conhecida. Sim, era ela. Há quanto tempo! Muito. A gente ainda se gostava? Acho que bastante até. Ela acenou ansiosa e eu me entreguei –talvez pelo cansaço de pertencer ereta ao par carrasco de pisantes– a um desejo desenfreado de abraçá-la. Minha amiga parou o carro na contramão, coisas de um apreço urgente, de uma irrupção que perderia significado e charme se desperdiçasse o ímpeto. Saiu do carro. Deu pulinhos de "não acredito". Eu comprei a farra e decidi que atravessaria sem olhar direito. O rapaz da moto me xingou. Espalmei capôs furiosos com distendidas linhas da vida. É pra um enlace, camarada iminente. É pra um afeto, buzinaços da intolerância. Só alguns segundos do seu egoísmo e poderá ocorrer um encontro nessa tarde! Ninguém naquela fila de motores queria negociar com minha necessidade de encaixe humano. O que eles ganhariam ao dividir asfalto com fôlegos alheios? Um mundo melhor? Eles preferem que o dólar baixe. Percebi que minha amiga apertava os olhos e ria. Um medo que eu me machucasse mas também um jeito de saber que estávamos salvas apesar de tudo. Ainda mais agora. Uma intimidade que poderia voltar se permitíssemos. Ah, eu permitiria, eu estava cansada desses sapatos esnobando o chão, desses escapamentos cuspindo pressas tóxicas, desses almoços estreitados entre o espera um pouco e o não demore muito, desses faróis esbugalhados pra inércia. Seria rápido. A gente se abraçaria e pronto. Só quero me descansar um pouco em você. O queixo um pouco no seu ombro. Percebe como os músculos do pescoço não dão mais conta do peso da cabeça? O que aconteceu com a gente e com os músculos do pescoço? Como é que tá? E o que mais? Sim, vamos marcar com calma. Fui chegando perto, sorrindo. Ela rindo. Quando paramos frente a frente, concluímos: nunca tínhamos nos visto na vida. Pedi desculpas, ela pediu desculpas. Foi ridículo.
colunas
O abraçoEu estava na rua Harmonia, saindo de um almoço, e me culpava pelo sapato tão difícil em um dia tão difícil. Poucas coisas me suscitam maior desproteção do que me sentir mal parada em dias que é necessário despachar-se com velocidade. Percebi que fazia aquilo de novo. Prensar a mandíbula, me mastigar pra acabar logo com isso. Depois sempre vinha a enxaqueca. Depois o remédio da enxaqueca me daria gastrite. A gastrite me faria comer mal. Comer mal baixaria minha resistência e eu pegaria alguma virose. A virose me faria respirar pela boca, que me faria dormir mal, que me faria, lá pro terceiro dia dormindo mal, tomar um remédio pra dormir bem. E então, quando eu parasse com o remédio, depois de uns dois dias dormindo como só os bons filhos que ainda moram com as boas mães dormem, eu apertaria o maxilar, querendo me triturar pra acabar logo com isso. Cada saliva produzida é uma nova chance de recomeçar o círculo vicioso da autodanação diária. Eu checava minha própria voz em um WhatsApp de voz (vocês também fazem isso? Um misto de "xeu ver se sou sexy?" com "xeu ver se falei tudo que tinha pra falar" com "só me coloco no lugar do outro quando é pra receber uma mensagem minha") quando um Kia Soul vermelho brecou secamente. O decrescer do vidro revelou gradualmente pedaços de um rosto habitual. Parecia um jogo do Silvio Santos "maô-ê, de quem são esses olhosamm?". Primeiro uma testa conhecida, então um nariz conhecido, daí uma boca conhecida. Sim, era ela. Há quanto tempo! Muito. A gente ainda se gostava? Acho que bastante até. Ela acenou ansiosa e eu me entreguei –talvez pelo cansaço de pertencer ereta ao par carrasco de pisantes– a um desejo desenfreado de abraçá-la. Minha amiga parou o carro na contramão, coisas de um apreço urgente, de uma irrupção que perderia significado e charme se desperdiçasse o ímpeto. Saiu do carro. Deu pulinhos de "não acredito". Eu comprei a farra e decidi que atravessaria sem olhar direito. O rapaz da moto me xingou. Espalmei capôs furiosos com distendidas linhas da vida. É pra um enlace, camarada iminente. É pra um afeto, buzinaços da intolerância. Só alguns segundos do seu egoísmo e poderá ocorrer um encontro nessa tarde! Ninguém naquela fila de motores queria negociar com minha necessidade de encaixe humano. O que eles ganhariam ao dividir asfalto com fôlegos alheios? Um mundo melhor? Eles preferem que o dólar baixe. Percebi que minha amiga apertava os olhos e ria. Um medo que eu me machucasse mas também um jeito de saber que estávamos salvas apesar de tudo. Ainda mais agora. Uma intimidade que poderia voltar se permitíssemos. Ah, eu permitiria, eu estava cansada desses sapatos esnobando o chão, desses escapamentos cuspindo pressas tóxicas, desses almoços estreitados entre o espera um pouco e o não demore muito, desses faróis esbugalhados pra inércia. Seria rápido. A gente se abraçaria e pronto. Só quero me descansar um pouco em você. O queixo um pouco no seu ombro. Percebe como os músculos do pescoço não dão mais conta do peso da cabeça? O que aconteceu com a gente e com os músculos do pescoço? Como é que tá? E o que mais? Sim, vamos marcar com calma. Fui chegando perto, sorrindo. Ela rindo. Quando paramos frente a frente, concluímos: nunca tínhamos nos visto na vida. Pedi desculpas, ela pediu desculpas. Foi ridículo.
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Cunhado de Roseana recebeu informações sobre operação, diz PF
A Polícia Federal apontou, em documentos que constam da investigação deflagrada nesta quinta-feira (6), que o ex-secretário de saúde do Maranhão Ricardo Murad, que é cunhado da ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB-MA) e foi homem forte de sua administração até 2014, recebeu "informações privilegiadas" sobre uma operação da PF que ainda tramitava em segredo de Justiça, em 2015. Nesta quinta-feira (5) foram deflagradas duas fases (Abscôndito e Voadores) derivadas da Operação Sermão aos Peixes, deflagrada em 2015 para investigar supostos desvios de recursos públicos na saúde do Maranhão. A Justiça levantou o sigilo da documentação. Ao longo da apuração, empresários investigados que estavam com seus telefones interceptados com ordem judicial mencionaram reuniões e contatos com pelo menos um deputado federal e um deputado estadual para saber como proceder nos dias anteriores à ação da PF. "Durante a execução desta medida cautelar, nosso escritório de análise [da PF] percebeu uma série de indícios de que os investigados souberam antecipadamente da deflagração daquela operação e agiram para destruir e/ou ocultar provas", informou, ao Judiciário, a Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros e a Desvio de Recursos Públicos da Superintendência da PF do Maranhão. No dia 11 de agosto de 2015, três meses antes da deflagração da Sermão aos Peixes, o ex-secretário escreveu em sua página em uma rede social os nomes das empresas e o número de pessoas que seriam "alvos" da operação. Nesse período, segundo a PF, a operação "caminhava para sua fase final". "Tomei conhecimento hoje, por fontes muitíssimas bem informadas no Palácio dos Leões [sede do governo estadual], de uma operação da Polícia Federal na iminência de ser deflagrada com entusiasmo e conhecimento prévio do governador Flávio Dino e de seu irmão Nicolao Dino, subprocurador geral da República", escreveu Murad. Ele também indicou duas organizações não governamentais, a ICN e a Bem Viver, que de fato foram objeto da operação. Segundo Murad, seriam "desnecessárias medidas espetaculares e midiáticas que servem apenas para constranger, uma vez que eu —e pelo que sei, todos que comigo trabalharam diretamente— sempre me coloquei à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos". No mesmo dia 11, Murad peticionou à 4ª Vara Federal de Tocantins para dizer que estava à disposição "para qualquer esclarecimento". Segundo o ex-secretário, ele tomou conhecimento de que "possivelmente" tramitava "algum procedimento administrativo criminal, inquérito policial, ação penal". Para a PF, essa movimentação de Murad teve caráter "em tese, lícito", porém outros investigados, a partir do mesmo vazamento, "extrapolaram o direito à autodefesa e teriam sido praticadas, de forma consciente e voluntária, com a finalidade específica de impedir e embaraçar a investigação sobre a organização criminosa especializada em desviar recursos públicos federais destinados ao sistema de saúde do Estado do Maranhão". Segundo a PF, a investigação "deparou com diversas outras conversas que citam a ocorrência de reuniões políticas para tratarem da operação que ainda seria deflagrada". Tudo teria ocorrido "desde a divulgação por Murad de detalhes da operação em 11 de agosto de 2015". A PF apontou que um dos principais investigados também se livrou de parte de seu patrimônio após a deflagração da operação. O Cobra (Centro Oncológico Brasileiro) possuía duas aeronaves, um Embraer 810D e um Beech Aircraft G58. No dia 19 de novembro de 2015, três dias após a deflagração da operação, contudo, o Cobra transferiu a propriedade do Beech. A PF também desconfiou do valor da transação. Em 27 de maio de 2013, o avião fora adquirido por R$ 2,5 milhões. Dois anos depois, porém, o mesmo avião foi vendido por R$ 402 mil. O avião foi apreendido nesta quinta-feira (6). Segundo a PF, há "indícios veementes" de que o avião foi comprado, em 2013, "com recursos públicos federais desviados" de uma ONG, a Bem Viver.
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Cunhado de Roseana recebeu informações sobre operação, diz PFA Polícia Federal apontou, em documentos que constam da investigação deflagrada nesta quinta-feira (6), que o ex-secretário de saúde do Maranhão Ricardo Murad, que é cunhado da ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB-MA) e foi homem forte de sua administração até 2014, recebeu "informações privilegiadas" sobre uma operação da PF que ainda tramitava em segredo de Justiça, em 2015. Nesta quinta-feira (5) foram deflagradas duas fases (Abscôndito e Voadores) derivadas da Operação Sermão aos Peixes, deflagrada em 2015 para investigar supostos desvios de recursos públicos na saúde do Maranhão. A Justiça levantou o sigilo da documentação. Ao longo da apuração, empresários investigados que estavam com seus telefones interceptados com ordem judicial mencionaram reuniões e contatos com pelo menos um deputado federal e um deputado estadual para saber como proceder nos dias anteriores à ação da PF. "Durante a execução desta medida cautelar, nosso escritório de análise [da PF] percebeu uma série de indícios de que os investigados souberam antecipadamente da deflagração daquela operação e agiram para destruir e/ou ocultar provas", informou, ao Judiciário, a Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros e a Desvio de Recursos Públicos da Superintendência da PF do Maranhão. No dia 11 de agosto de 2015, três meses antes da deflagração da Sermão aos Peixes, o ex-secretário escreveu em sua página em uma rede social os nomes das empresas e o número de pessoas que seriam "alvos" da operação. Nesse período, segundo a PF, a operação "caminhava para sua fase final". "Tomei conhecimento hoje, por fontes muitíssimas bem informadas no Palácio dos Leões [sede do governo estadual], de uma operação da Polícia Federal na iminência de ser deflagrada com entusiasmo e conhecimento prévio do governador Flávio Dino e de seu irmão Nicolao Dino, subprocurador geral da República", escreveu Murad. Ele também indicou duas organizações não governamentais, a ICN e a Bem Viver, que de fato foram objeto da operação. Segundo Murad, seriam "desnecessárias medidas espetaculares e midiáticas que servem apenas para constranger, uma vez que eu —e pelo que sei, todos que comigo trabalharam diretamente— sempre me coloquei à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos". No mesmo dia 11, Murad peticionou à 4ª Vara Federal de Tocantins para dizer que estava à disposição "para qualquer esclarecimento". Segundo o ex-secretário, ele tomou conhecimento de que "possivelmente" tramitava "algum procedimento administrativo criminal, inquérito policial, ação penal". Para a PF, essa movimentação de Murad teve caráter "em tese, lícito", porém outros investigados, a partir do mesmo vazamento, "extrapolaram o direito à autodefesa e teriam sido praticadas, de forma consciente e voluntária, com a finalidade específica de impedir e embaraçar a investigação sobre a organização criminosa especializada em desviar recursos públicos federais destinados ao sistema de saúde do Estado do Maranhão". Segundo a PF, a investigação "deparou com diversas outras conversas que citam a ocorrência de reuniões políticas para tratarem da operação que ainda seria deflagrada". Tudo teria ocorrido "desde a divulgação por Murad de detalhes da operação em 11 de agosto de 2015". A PF apontou que um dos principais investigados também se livrou de parte de seu patrimônio após a deflagração da operação. O Cobra (Centro Oncológico Brasileiro) possuía duas aeronaves, um Embraer 810D e um Beech Aircraft G58. No dia 19 de novembro de 2015, três dias após a deflagração da operação, contudo, o Cobra transferiu a propriedade do Beech. A PF também desconfiou do valor da transação. Em 27 de maio de 2013, o avião fora adquirido por R$ 2,5 milhões. Dois anos depois, porém, o mesmo avião foi vendido por R$ 402 mil. O avião foi apreendido nesta quinta-feira (6). Segundo a PF, há "indícios veementes" de que o avião foi comprado, em 2013, "com recursos públicos federais desviados" de uma ONG, a Bem Viver.
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